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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Todos os dias o povo come veneno. Quem são os responsáveis?

por João Pedro Stedile


Os fazendeiros do agronegócio usam e abusam dos venenos, como única forma que tem de manter sua matriz na base do monocultivo e sem usar mão-de-obra.

Um dos venenos mais usados é o secante, que é aplicado no final da safra para matar as próprias plantas e assim eles podem colher com as maquinas num mesmo período. Pois bem esse veneno secante vai para atmosfera e depois retorna com a chuva, democraticamente atingindo toda população inclusive das cidades vizinhas.

O Dr.Vanderley Pignati, da Universidade Federal do Mato Grosso, tem várias pesquisas comprovando o aumento de aborto e outras conseqüências na população que vive no ambiente dominado pelos venenos da soja.

Diversos pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer e da Universidade federal do Ceara já comprovaram o aumento do câncer, na população brasileira, conseqüência do aumento do uso de agrotóxicos.

veja o artigo completo em http://pagina13.org.br/?p=5151

O Imperialismo e o MPA - Movimento dos Pequenos Agricultores.

Se o território for pensado para ser ocupado pelas comunidades camponesas, fica difícil que o campo fique à disposição dos grandes interesses corporativistas, dos grandes interesses econômicos, dos grandes interesses do império, como agora. Será necessário, então, não deixar que os camponeses tomem conta.

Na década de 90, o grande capital pensou no que fazer com o Brasil. Uma das coisas colocadas foi acabar com o campesinato. Este país deveria ser o campo para o agronegócio e não para as comunidades camponesas. No Brasil há uma grande crise, há pelo menos uma década, enfrentada pelo campo, de expulsão de comunidades camponesas de suas terras, falta de políticas de crédito voltadas para a realidade dessas comunidades. É nesta hora de crise que nasce o Movimento dos Pequenos Agricultores.

Este movimento surge diante do avanço das políticas voltadas para o agronegócio, diante da situação do campesinato brasileiro, do qual até então não se tinha clareza. A universidade brasileira, a academia brasileira, nunca buscou entender com profundidade quem é o campesinato, os diferentes modos de vida que formam o campesinato brasileiro. Nunca buscou entender porque também não houve interesse, porque o grande capital pensou o campo a partir de outra lógica, portanto, não havia interesse por tal conhecimento.

Nós, enquanto movimento, entendíamos, naquele momento, que era importante ter uma clareza maior sobre o campesinato brasileiro, quem ele realmente é, como se apresenta a este país. As teorias colocadas pelos estudiosos diziam: “está acabando, não tem futuro, o que interessa é trabalhar com as famílias que buscam responder à lógica do agronegócio, não adianta trabalhar com os ribeirinhos, com os quilombolas, com os camponeses de fundo de pasto, com os extrativistas, não adianta trabalhar com aqueles que não estão dentro da lógica do capital”.

No Brasil, a grande maioria do campesinato não tem documentação de posse da terra, a grande maioria do campesinato brasileiro está vivendo da terra e não tem a terra como propriedade, mas como meio para produzir comida, um meio para produzir seu alimento. Quando pensamos nos pomeranos no estado do Espírito Santo, alguns têm documento de terra, a grande maioria não tem e não quer ter a documentação da terra, porque quer a terra como espaço para produzir comida, a terra como espaço para garantir-lhes as suas vidas.

Nós procuramos estudar a sociedade e traduzir essa situação no chamado plano camponês. E o que é o plano camponês para nós? Este plano camponês se traduz, se afirma dentro do território brasileiro, como a nossa estratégia. Aonde nós queremos chegar com isso? Que táticas nós vamos articular para fazer que o plano camponês se efetive como uma ferramenta na construção do socialismo que nós queremos? A partir daí, estabelecer ações bem concretas, ações que viabilizem a construção do socialismo que nós temos como meta.

extraído de:
http://www.sedes.org.br/centros/cepis/O%20Imperialismo%20e%20o%20MPA%20-%20Movimento%20dos%20Pequenos%20Agricultores.html

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Você sabe o que é Mistanásia?

A grande maioria das vítimas da mistanásia são pessoas pobres, vítimas da exclusão social e econômica, pessoas que levam uma vida precária, desprovidas dos cuidados de saúde e que morrem prematuramente.O termo mistanásia foi sugerido para denominar a morte miserável, fora e antes da hora. Dentre a grande categoria de mistanásia, há três situações: primeiro, a grande massa de doentes e deficientes que, por motivos políticos, sociais e econômicos, não chegam a ser pacientes, pois não conseguem ingressar efetivamente no sistema de atendimento médico; segundo, os doentes que conseguem ser pacientes para, em seguida, se tornar vítimas de erro médico e, terceiro, os pacientes que acabam sendo vítimas de má-prática por motivos econômicos, cientificos ou sociopolíticos.

A mistanásia é uma categoria que nos permite levar a sério o fenômeno da maldade humana. Também inclui o comportamento daqueles que se omitem e fingem não conhecer os resultados de nossa civilização excludente e perversa. A mistanásia pode ser comprovada diariamente em vários meios sociais. Todo mundo sabe e ninguem faz nada.

Pode ser vista frequentemente na Central de Urgência e Emergência, onde se pode presenciar a agonia de pacientes que sofrem junto a seus familiares a espera de leitos vagos nas UTIs.

Certo é que a saúde pública necessita ser vista com mais humanidade. Desta forma, o Estado, enquanto provedor de Dignidade da Vida, deve direcionar todos os esforços no combate à mazelas humanas, como é o caso de milhões de famintos, moradores de rua e outros miseráveis em condições que atentam contra a vida dígna.

fonte: http://pt.shvoong.com/medicine-and-health/1673921-mistanásia/

Se os tubarões fossem homens

por Bertold Brecht

Se os tubarões fossem homens, perguntou a filha de sua senhoria ao senhor K., seriam eles mais amáveis para com os peixinhos?

Certamente, respondeu o Sr. K. Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal quanto vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e adotariam todas as medidas sanitárias adequadas. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, ser-lhe-ia imediatamente aplicado um curativo para que não morresse antes do tempo.

Para que os peixinhos não ficassem melancólicos haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar alegremente em direcção à goela dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar.

O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam rejeitar toda tendência baixa, materialista, egoísta e marxista, e denunciar imediatamente aos tubarões aqueles que apresentassem tais tendências.

Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, proclamariam, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não se podem entender entre si. Cada peixinho que matasse alguns outros na guerra, os inimigos que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia uma comenda de herói.

Se os tubarões fossem homens também haveria arte entre eles, naturalmente. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores magníficas, e as suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos a nadarem com entusiasmo rumo às gargantas dos tubarões. E a música seria tão bela que, sob os seus acordes, todos os peixinhos, como orquestra afinada, a sonhar, embalados nos pensamentos mais sublimes, precipitar-se-iam nas goelas dos tubarões.
Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa no paraíso, ou seja, na barriga dos tubarões.

Se os tubarões fossem homens também acabaria a ideia de que todos os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores até poderiam comer os menores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles, mais frequentemente, teriam bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores detentores de cargos, cuidariam da ordem interna entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, polícias, construtores de gaiolas, etc.

Em suma, se os tubarões fossem homens haveria uma civilização no mar.

Preocupação

"O que me preocupa não é
nem o grito dos corruptos,
nem dos violentos,
nem dos desonestos,
nem dos sem caráter,
dos sem ética...
O que me preocupa é o silêncio dos bons."
Martin Luther King

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Pseudo ecologista que não vê as raízes.

Marx disse que se a essência das coisas fosse mostrada diretamente pela sua aparência, então toda a ciência seria desnecessária. Também a realidade social não pode ser percebida diretamente pelos sentidos, senão pela atividade racional da mente humana. Por exemplo: que nosso planeta não é um estoque infinito de recursos naturais e que o meio ambiente está dando alertas de desequilíbrio, isso todo mundo percebe em algum grau, desde o desconforto até o alarmismo. Detectado o problema, a mente é então desafiada a buscar solução. Nisso o brasileiro em geral chega às raias da arrogância, pois mesmo não sendo especialista na área, gosta muito de dar palpite e briga defendendo sua prescrição como se fosse a verdade divinamente revelada. Muitos remédios propostos, na verdade apenas combatem os sintomas da doênça e não atacam a verdadeira causa. O movimento ecológico e as suas palavras de ordem, quando chegam à opinião pública na versão contada pela grande mídia burguesa tem esse defeito do diagnóstico ligeiro e irresponsável. Na verdade colocar a agressão ao meio ambiente na conta dos capitalistas selvagens, ou de homens que agem por maldade espiritual e que para correção, ou solução, basta o amansamento do regime capitalista pelo conversão da alma dos executivos vorazes. Isso é uma grande estupidez, inteligentemente montada pela classe dominante e o baronato da mídia.

Os recursos naturais possuem valor econômico que pode ser metamorfoseado em capital financeiro apropriado para uso particular de alguns poucos. Não é absolutamente possível um capitalismo amansado e ecologicamente correto a não ser que este seja regulado pelo poder estatal. Nesse sentido é inconcebivel a associação entre movimento verde e o neoliberalismo, este último tão ardentemente defendido pelo PSDB. No neoliberalismo o estado deve ter tamanho mínimo e regulado apenas pela força da lógica de mercado. De outro lado, a lógica de mercado é pela maximização do lucro, sem peias ou regulamento. Pergunto: Como um estado, concebido para não regular, pode regular a lógica do capital, que é a do lucro acima de todo outro interesse?

Se quem defende o controle do mercado pelo interesse social, mediado pelo poder estatal, é considerado de esquerda. Então é forçoso concluir que não pode existir Movimento Verde fora da esquerda. Se não for assim é apenas mais um movimento para confundir e tirar o foco das pessoas sérias que realmente se preocupam com os destinos do nosso planeta, e antes do nosso Brasil.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Discurso de Valter Pomar na reunião do Diretório Nacional

Na reunião do Diretório Nacional do PT ocorrida no dia 19 de novembro, o companheiro Valter Pomar fez sua intervenção apontando alguns pontos de vista que tambem julgamos como importantes. No site Página13, Valter escreve breve resumo de sua exposiçao naquele evento. Abaixo transcrevemos um trecho:

"Para dar conta destas mudanças, que conformam um novo cenário, teremos que enfrentar e superar três impasses estratégicos.
Primeiro: a política de melhorar a vida dos pobres, sem tocar na riqueza dos milionários, reforça o preconceito de uma parcela dos setores médios contra nós. Pois na prática estes setores perdem, em relação aos pobres, especialmente em termos de status.
Segundo: melhorar a vida material dos pobres, sem melhorar em grau equivalente a sua cultura política, deixa uma parcela dos que melhoraram de vida sujeitos à influência das igrejas conservadoras e do Vaticano, dos meios de comunicação monopolistas e da educação tradicional. Aqui vale ressaltar que a disputa de valores faz parte da disputa política. Não percebe isto quem acha que fazer política é “administrar”, esquecendo que a “percepção das obras” é mediada pela ideologia, pela visão de mundo, pela luta política.
Terceiro: o PT ganhou sua terceira eleição presidencial, mas ao mesmo tempo enfrenta cada vez mais dificuldades para hegemonizar o processo."
Para ler o artigo completo veja em http://pagina13.org.br/?p=5128

6ª Jornada Nacional de Formação Política da AE.

Conforme o Plano de Trabalho da AE para 2011, aprovado pela Direção Nacional da Articulação de Esquerda – DNAE, será realizada em janeiro de 2011 a 6ª Jornada Nacional de Formação Política.A jornada será realizada no estado do Mato Grosso do Sul, no período de 24 a 30 de janeiro de 2011.

Para ver mais detalhes click no banner da guia ao lado.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Hora de ressuscitar à vida orgânica e militante no PT

Passado o período eleitoral, quando a maioria dos diretórios locais dos partidos políticos voltam a hibernar até a próxima campanha, no PT é hora de ressuscitar à vida orgânica e militante. As campanhas eleitorais são jornadas de muito pragmatismo, muito trabalho e muito suor para divulgar nossas candidaturas e plataformas políticas ao crivo dos eleitores. Embora importante, pois de certa forma é a ponta visível do iceberg, as campanhas não podem ser a única atividade a envolver todo o coletivo partidário. É necessário vida política cotidiana que envolva todos os militantes e filiados.

De Marx aprendemos que o desenvolvimento das relaçoes econômicas entre as pessoas, geram a todo momento conflitos entrea as classes sociais e portanto são o motor da história. Num momento de rápidas transformações econômicas como o que estamos vivendo em Rondônia, pequenos conflitos sinalizam a luta de classes. Um partido cujos militantes tenham condições de se posicionar diante dessas novas situaçoes, será um ator coletivo no processo de desenvolvimento social.

Para que os militantes possam ter essa capacidade é necessário que o partido tenha vida orgânica e um protagonismo pedagógico constante. Não pode se reduzir a uma agremiação de puro tarefismo eleitoral orientado por marqueteiros de plantão. Está é a compreensão que temos de política e com esse norte vamos intervir na construção de um Partido dos Trabalhadores de massas, forte, atuante e vivo.

Em reunião no último sábado (dia 20) traçamos metas de curto prazo para dar início a reconstrução do PT que queremos. Estamos agendando uma reunião com o presidente estadual do PT para sentirmos até onde vai sua disposição para mudar a atual situação de desmobilização em que o partido está.

Para abril de 2011 estamos programando a realização da I Conferência da Articulação de Esquerda em Rondônia, com a presença do companheiro Valter Pomar da cordenaçao nacional. De hoje até abril faremos muitos círculos de conversa com militantes insatisfeitos com o rumo atual e também filiando novos companheiros comprometidos com a causa socialista. Precisamos voltar a atuar de forma organizada no movimento estudantil, sindicalista, de associações de bairros, juventude, terceira idade, religioso, etc...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A Velha Cantilena da Austeridade sobre os Trabalhadores.

Boaventura de Sousa Santos

A crise foi provocada por um sistema financeiro empolado, desregulado, chocantemente lucrativo e tão poderoso que, no momento em que explodiu e provocou um imenso buraco financeiro na economia mundial, conseguiu convencer os Estados (e, portanto, os cidadãos) a salvá-lo da bancarrota e a encher-lhe os cofres sem lhes pedir contas. Com isto, os Estados, já endividados, endividaram-se mais, tiveram de recorrer ao sistema financeiro que tinham acabado de resgatar e este, porque as regras de jogo não foram entretanto alteradas, decidiu que só emprestaria dinheiro nas condições que lhe garantissem lucros fabulosos até à próxima explosão. A preocupação com as dívidas é importante mas, se todos devem (famílias, empresas e Estado) e ninguém pode gastar, quem vai produzir, criar emprego e devolver a esperança às famílias?

Neste cenário, o futuro inevitável é a recessão, o aumento do desemprego e a miséria de quase todos. A história dos anos de 1930 diz-nos que a única solução é o Estado investir, criar emprego, tributar os super-ricos, regular o sistema financeiro. E quem fala de Estado, fala de conjuntos de Estados, como a União Europeia e o Mercosul. Só assim a austeridade será para todos e não apenas para as classes trabalhadoras e médias que mais dependem dos serviços do Estado.

Porque é que esta solução não parece hoje possível? Por uma decisão política dos que controlam o sistema financeiro e, indiretamente, os Estados. Consiste em enfraquecer ainda mais o Estado, liquidar o Estado de bem-estar onde ele ainda existe, debilitar o movimento operário ao ponto de os trabalhadores terem de aceitar trabalho nas condições e com a remuneração unilateralmente impostas pelos patrões. Como o Estado tende a ser um empregador menos autônomo e como as prestações sociais (saúde, educação, pensões, previdencia social) são feitas através de serviços públicos, o ataque deve ser centrado na função pública e nos que mais dependem dos serviços públicos. Para os que neste momento controlam o sistema financeiro é prioritário que os trabalhadores deixem de exigir uma parcela decente do rendimento nacional, e para isso é necessário eliminar todos os direitos que conquistaram depois da Segunda Guerra Mundial. O objetivo é voltar à política de classe pura e dura, ou seja, ao século XIX.

A política de classe conduz inevitávelmente à confrontação social e à violência. Como mostram bem a recentes eleições nos EUA, a crise econômica, em vez de impelir as divergências ideológicas a dissolverem-se no centro político, agrava-as e empurra-as para os extremos. Os políticos centristas (em que se incluem os políticos que se inspiraram na social democracia europeia) seriam prudentes se pensassem que na vigência do modelo que agora domina não há lugar para eles. Ao abraçarem o modelo estão a cometer suicídio. Temos de nos preparar para uma profunda reconstituição das forças políticas, para a reinvenção da mobilização social da resistência e da proposição de alternativas e, em última instância, para a reforma política e para a refundação democrática do Estado.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

DOCUMENTO: Diretrizes para 2011.

No site Página13 pode ser baixado o documento: Diretrizes para 2011, que é um material para discussão a cerca da nossa atuação enquanto militantes do Partido dos Trabalhadores no ano que chega. Transcrevemos um trecho:
"Vencemos em 2010 graças ao voto dos setores populares, cuja vida melhorou ao longo dos nossos oito anos de governo federal. Mas a diferença entre a popularidade do governo e a votação de nossas candidaturas em todos os níveis confirma algo que sempre dissemos: a melhoria das condições materiais, ocorrida nos últimos anos, não foi acompanhada de uma elevação correspondente da cultura política. Motivo pelo qual é preciso investir muito mais na consciência, organização e mobilização das classes trabalhadoras. Inclusive porque será a ação autônoma, espontânea e consciente das classes trabalhadoras que criará o ambiente necessário para que o governo Dilma seja superior ao governo Lula. O que deve se traduzir em três grandes mudanças: a reforma tributária, a reforma política e a democratização da comunicação."
Para versão integral click AQUI.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Tática da direita nazista é ativar o preconceito de cada um.

Recebi nesta semana um e-mail repassado por uma amiga, a qual imputo como uma mulher inteligente, decente e de muito boa fé. Segundo o texto da mensagem recebida: "Uma imagem vale por mil palavras". Em seguida o virulento mail trazia a imagem abaixo:





De início fiquei desconcertado e sem palavras. Me incomodou muito. Não tinha lógica. Conheci de perto o cidadão Luiz Inácio da Silva, em Ouro Preto do Oeste em Rondônia, durante a caravana da cidadania nos anos 90 e pude presenciar ele lendo interessadamente pilhas de relatórios.


Desconfiei: deve ser montagem. Pensei: Se o livro da foto está de cabeça pra baixo, basta eu inverte-la de ponta a cabeça que o livro fica normal. Girei e o resultado foi este:



Caramba é mais uma dessa montagens, que engana pessoas de boa fé, como minha amiga e até meus próprios olhos. O resultado dessa pequena experiência é assustador: Como a gente pode ser manipulado tão facilmente quando se ativa um preconceito que está latente dentro de cada um de nós. Está foi a tática da direita serristas/nazista durante a recente campanha eleitoral.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

DOCUMENTO: Os desafios do governo Dilma

A Articulação de Esquerda, apresentou um documento para discussão na Comissão Executiva Nacional e no Diretório Nacional do PT. O texto traz uma análise para discussão junto à Esquerda Socialista acerca do processo eleitoral de 2010 e seu resultado. Abaixo transcrevemos alguns parágrafos.

"Derrotar a oposição não é apenas vencer as eleições. Derrotar a oposição é derrotar a política da oposição, em três planos, distintos mas articulados:

a) o neoliberalismo, especialmente a hegemonia do capital financeiro e a subordinação aos interesses dos Estados Unidos;

b) o desenvolvimentismo conservador, especialmente a idéia que desvincula crescimento econômico de elevação da democracia e das condições de vida da população;

c) a ideologia reacionária, visão de mundo e cultura coletiva da classe dominante brasileira e dos setores médios por ela hegemonizados.

50. Para derrotar a oposição neste sentido, não apenas eleitoral, mas também político-ideológico, é preciso abandonar as ilusões administrativistas e valorizar o papel estratégico do Partido, a saber: o de mudar a correlação de forças, para conquistar o poder. Cabe ao Partido colocar na sua agenda a luta pela reforma política, pela quebra do monopólio da comunicação, pela ampliação e mudança qualitativa nas políticas sociais. Assim como enfrentando os temas da Defesa, dos Direitos Humanos e da Justiça.

51. Assim como cabe ao Partido, num plano tático, desmascarar as várias caras da oposição (da reacionária até a supostamente light de Aécio) e conduzir a oposição nos estados e municípios por ela governados, preparando desde já as eleições de 2012.

52. Cabe ao Partido, principalmente, voltar a fazer trabalho de massa, de disputa política permanente, inclusive ideológica. Hegemonia exige disputa cotidiana e incansável. Não se trava apenas nos períodos eleitorais. E não se trava apenas, nem mesmo principalmente, a partir do governo. Um dos problemas do governo Lula foi que setores do Partido se acomodaram e aceitaram terceirizar, para o presidente, um papel que cabe ao Partido: o do diálogo com as grandes massas populares. Papel que o Partido só executará se tiver quadros capacitados e um processo permanente de formação destes quadros."

Para fazer download do documento completo click aqui.


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Quebrar faz parte da vida no capitalismo.

Segundo notícia publicada no portal IG, o Banco Panamericano, que pertence ao Grupo Silvio Santos, anunciou na noite desta terça-feira (09/11) o aporte de R$ 2,5 bilhões de seu controlador para restabelecer seu “equilíbrio patrimonial”. A entidade do mercado financeiro mostrou deterioração em seus números entre o primeiro e o segundo trimestres deste ano. De janeiro a março, a instituição financeira havia lucrado R$ 44,2 milhões. Mas de abril a junho a situação mudou, e foi registrado prejuízo de R$ 20,9 milhões. No relatório sobre o balanço do segundo trimestre, o último divulgado até agora, o Panamericano diz que sua rentabilidade caiu após mudança de critério na apuração da provisão para devedores duvidosos sobre o estoque da carteira de crédito, este artifício contábil, quase uma fraude, teve reflexos no demonstrativo de resultados.

Essa bomba explode no exato momento em que o PIG [partido da imprensa golpista] está utilizando a tática de amplificar ao máximo qualquer notícia que possa trazer um clima insegurança à opinião pública. A estratégia é mesma utilizada no futebol conhecida como "marcar a saída de bola", ou seja antes do time da Presidente Dilma começar a sua peleja. Vide por exemplo o caso dos 0,4% de provas com defeito do ENEM.

Em nosso blog trazemos o caso do Panamericano à discussão, para relembrar que é um fato inerente ao sistema capitalista. O processo de concentração e centralização do capital ainda vai causar muita quebra de bancos, pura e simplesmente, ou fusão entre concorrentes, que é mesma coisa, pois significa que um, antes de quebrar foi engolido pelo outro; como foi a situação do Unibanco e do Itaú. Isso também nos lembra que essa fase do modelo desenvolvimentista inaugurado com Lula e continuado por Dilma não seguirá indefinidamente; mais tem limites próprios do modo de produção capitalista. Vamos seguir até onde der, porem já introduzindo pequenas mudanças e acumulando forças para que quando o Brasil for maior que a casca que o contem, possamos, como as aves, nascer para o socialismo.

FED - A FOSSA QUE TRANSBORDA

Se os Estados Unidos fossem a Grécia, Portugal ou Irlanda estariam agora enfrentando uma intervenção do FMI. Mas como é uma potência imperial, dona do maior arsenal militar do mundo, o seu banco central pode, a partir do nada, criar 600 bilhões de dólares e injetá-los na economia.

Com a sua economia real a contrair-se, Washington parece ter decidido dar início à liquidação do dólar e assim da sua dívida externa, pois esta medida ameaça afundar o papel do US dólar como divisa de reserva mundial.

O Federal Reseve - FED, que seria o equivalente ao Banco Central nos Estados Unidos, comporta-se como o vizinho cuja fossa sanitária transborda e escorre os seus efluentes mal cheirosos sobre todos os quintais em torno.
fonte: http://resistir.info

Pastor Aluízio Vidal eleito novo presidente do PSOL em Rondônia

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL/RO) realizou nesse final de semana, no auditório do SINDSEF, a conferência “PSOL: os desafios da esquerda e um partido necessário” com o professor universitário, economista e secretário geral do PSOL nacional Afrânio Bappré. No mesmo dia e no sábado (06), realizou o Encontro Estadual.

Ainda na sexta-feira, após a palestra, conforme estava previsto, foi aberta a campanha de filiação. Na ocasião foram filiadas algumas lideranças sindicais e de movimentos sociais como o secretário da Associação dos Docentes da UNIR, professor de economia Edilson Lobo, o administrador de empresa, músico e sindicalista (SINDSAUD) Caio Marin, o ambientalista e advogado Luiz Alberto Catanhede (IBAMA) e o líder comunitá rio Jean Carlos de Nova Brasilândia.

No encontro estadual foram feitas alterações na direção estadual do PSOL ficando a seguinte composição: presidente do diretório Pastor Aluízio Vidal; secretario geral professor Francisco Marto; segundo secretário professor Edilson Lobo; como tesoureiro permaneceu o gari e estudante de engenharia Renato Mendes; segundo tesoureiro, o economista e servidor do Tribunal de Constas do Estado João Bosco; secretário de organização Francisco Marinho e como secretário de comunicação o professor Adilson Siqueira.

fonte: http://www.rondoniasim.com.br/?secao=12&id=3892

Reforma agrária camponesa será comemorada com festa em Corumbiara

por MONTEZUMA CRUZ

CORUMBIARA, Rondônia – Haverá baile, futebol e almoço de três a cinco de dezembro. A Liga dos Camponeses Pobres (LCP) de Rondônia e Amazônia Ocidental e o Comitê de Defesa das Vítimas de Santa Elina (Codevise) informaram hoje (8) que promoverão a “Festa do Corte Popular” para a entrega do certificado de posse das terras cortadas por eles próprios em Corumbiara, região do Cone Sul do Estado de Rondônia.

Os organizadores da primeira reforma agrária amazônica feita por conta e risco dos seus beneficiários vão receber visitantes rondonienses e de outros estados. Eles estão se cotizando para pagar o transporte das pessoas, cobrir custos de alimentação, pouso e limpeza do terreno. Aceitam contribuições de movimentos sociais, universidades e instituições.

– Convidamos para participar da nossa festa todo o povo de Corumbiara, Cerejeiras, Chupinguaia, Vitória da União, Guarajus, Rondolândia, Vanessa, Adriana, Verde Seringal, e demais localidades de Rondônia – anunciaram.

O corte de lotes para atender às necessidades de 250 famílias em mais de três mil hectares ocorreu sem a intervenção do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Conforme explicam dirigentes do Codevise, a longa espera pelas providências de Brasília “causou a desistência dos camponeses”. As famílias começaram a plantar roças na área.

A Fazenda Santa Elina entrou para a história da luta pela terra no País em nove de agosto de 1995, quando um batalhão da PM despejou a tiros e com violência as famílias ocupantes de uma parte do latifúndio dos herdeiros do fazendeiro Antenor Duarte do Vale. Em confronto com soldados e jagunços, eles resistiram. Onze pessoas morreram, entre as quais, dois Pms, e muitas ficaram feridas.

– Ao longo desses mais de 15 anos, a luta nunca cessou. Finalmente, em julho de 2010, os camponeses ocuparam novamente a fazenda, as terras foram cortadas em lotes de oito alqueires e entregues em seguida às vítimas de Santa Elina e aos demais camponeses pobres que querem a terra para trabalhar – assinala nota da LCP e do Codevise.

fonte: http://www.rondoniasim.com.br/?secao=4&id=3889

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domingo, 7 de novembro de 2010

Articulação de Esquerda realizará seu primeiro congresso.

O 1º Congresso Nacional da AE será realizado nos dias 8, 9 e 10 de julho de 2011, em São Paulo, para debater a seguinte pauta:

a) balanço do período, até eleição de 2010;

b) estratégia e programa para o próximo período;

c) conjuntura e tática;

d) construção do PT e da AE;

e) eleição da nova direção nacional.


Baixe o regulamento clicando aqui.