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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Socialismo e caridade religiosa.

Muita gente no PT se diz socialista. Porém a grande maioria dos petistas sequer sabem o que é socialismo. Para muito desses, o socialismo é uma disposição de dividir entre os pobres o dinheiro dos ricos. E era isso que  fazia o Robin Hood, do livro. Somente isso não adianta. Se os meios de produção continuarem nas mãos de uma pequena classe, no fim de um certo período de tempo os pobres voltarão a ser pobres e os ricos voltarão a serem ricos. Em verdade para os verdadeiros socialistas, Robin Hood era apenas um ladrão com boas intenções (e de boas intenções o inferno tá cheio, segundo Dante Alhiguieri, noutro livro). Robin Hood em vez de apenas roubar produtos e dinheiro, devia, principalmente, organizar o povo para assumir os meios de produção. Aí ele seria revolucionário.

Em 1905, a revolucionária alemã Rosa Luxemburgo, a Rosa Rubra, escreveu um pequeno texto onde esclarece esse mecanismo de acumulação de riqueza e poder pela burguesia e seus lacaios. Transcrevo abaixo um pequeno trecho desse conciso opúsculo:

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Rosa Luxemburgo
"Suponhamos, por exemplo, que os ricos proprietários, influenciados pela doutrina crista, oferecessem para distribuir para o povo todas as riquezas que possuíam em forma de dinheiro, cereais, frutas, vestuário e animais. Qual seria o resultado? 

A pobreza desapareceria por algumas semanas e , durante este tempo, a população poderia alimentar-se e vestir-se. Mas os produtos são rapidamente consumidos. Após um pequeno lapso de tempo, as pessoas, tendo consumido as riquezas distribuídas, teriam uma vez mais as mãos vazias. 

Por outro lado, os proprietários da terra e dos instrumentos de produção podiam produzir mais, graças ao poder laboral dos escravos, e assim nada se mudaria. 

Bem. Aqui está porque os sociais democratas consideram estas coisas de um modo diferente dos comunistas cristãos. 

Eles dizem: “Não queremos que os ricos repartam com os pobres: não queremos nem caridade nem esmolas; ambas as coisas são incapazes de impedir o retorno da desigualdade entre os homens. Não é de modo algum uma partilha entre ricos e pobres que nós desejamos, mas a completa supressão de ricos e pobres”. 

Isto é possível desde que as fontes de toda a riqueza, a terra, em comum com todos os outros meios de produção e instrumentos de trabalho, se tornem propriedade coletiva do povo trabalhador que irá produzir para si próprio, de acordo com as necessidades de cada um. 

Os primeiros cristãos acreditaram que podiam remediar a pobreza do proletariado por meio das riquezas oferecidas pelos possuidores. Isso seria deitar água numa peneira!"

[Rosa Luxemburgo no folheto O Socialismo e as Igrejas, cuja integra está em:
http://www.espacoacademico.com.br/017/17roslux.htm ]

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

De olho no governo: Perigosa guinada à direita nas políticas sociais.

Por Pedro Estevam da Rocha Pomar*

Enquanto os analistas políticos tentam entender os critérios utilizados pela presidente Dilma Rousseff na composição de seu novo ministério, que até o ponderado André Singer classificou como kafkianos, novas medidas de contenção fiscal foram anunciadas já em dezembro de 2014, antes mesmo da posse do segundo mandato. Essas medidas apontam perigosamente à direita, expressando o desejo de sinalizar ao “mercado” (leia-se, aos detentores do capital) que o governo, em nome da imperiosa necessidade de “ajustes fiscais”, não se deterá nem mesmo diante de conquistas históricas das classes e camadas sociais que, em tese, ele diz ou pensa representar.

A guinada à direita do novo governo se dá, portanto, no próprio terreno das “políticas sociais”, intocáveis segundo o discurso presidencial, e afeta fundamentalmente benefícios dos trabalhadores: seguro-desemprego, seguro-defeso, pensão por morte e outros, cuja concessão se tornará muito mais difícil daqui para a frente. A retórica do governo para justificar as novas medidas tem dupla face: por um lado alega que tais benefícios estão sendo mantidos, como se se tratasse de um grande favor; por outro lado recorre à surrada alegação de que é preciso combater distorções e fraudes que estariam provocando grandes danos ao Tesouro.

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, atribuiu as novas medidas à “segurança fiscal do governo”, pois elas destinam-se a “fechar o cerco contra abusos e distorções na concessão do seguro-desemprego e outros benefícios, gerando economia estimada de R$ 18 bilhões em recursos públicos” (Blog do Planalto, 31/12/14), e garantir o patrimônio representado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), constituído com verbas do FGTS. Ora, é sabido que existem fraudes, inclusive no seguro-desemprego, estas relacionadas à própria configuração do mercado de trabalho no Brasil. Mas, ao mesmo tempo, é óbvio que a dimensão de tais fraudes não justifica a restrição brutal que foi adotada. O alto índice de rotatividade existente na economia brasileira torna particularmente perversa a ampliação do prazo de carência do seguro-desemprego, de seis meses para 18 meses (e 12 meses, no caso da segunda solicitação). Desse modo, trabalhadores demitidos com menos de um ano e meio de registro na carteira deixarão de ter direito ao benefício, em nome da “segurança fiscal do governo”.

De acordo com a Controladoria Geral da União (CGU), os pagamentos indevidos de seguro-desemprego envolveram o setor público e o setor privado. Porém, atentemos para os dados que o próprio governo divulga: “Em 2011, dos 7,168 milhões de auxílios pagos, 53.903 foram indevidos, gerando perdas de R$ 108,7 milhões”. Ou seja: as fraudes representariam menos de 1% (0,75%) do universo de auxílios concedidos!

Esta proporção é discrepante dos dados alardeados por Dias e reproduzidos pelo Blog do Planalto: “Esses abusos e fraudes turbinaram as despesas com o seguro-desemprego em cerca de 10,35% neste ano [2014], devendo chegar aos R$ 35,2 bilhões”. Formulada dessa maneira, a frase dá a entender que o montante das supostas fraudes chega a R$ 35,2 bilhões; mas, admitindo-se que os números oficiais sejam corretos, ela representa um décimo daquele valor, isto é: R$ 3,52 bilhões.

O pretexto do governo é de que o prazo atual “favorece mais aqueles que acessam [sic] o benefício pela primeira vez, ao invés dos que precisam recorrer com frequência ao seguro”, e de que aumentando as exigências para a primeira e a segunda solicitação, “o governo concentra os benefícios em quem mais precisa e protege o trabalhador mais vulnerável”. Ora, como distinguir entre quem é mais ou menos vulnerável?

Um pai de dois filhos, que tenha trabalhado por, digamos, seis anos consecutivos; tenha ficado desempregado e feito jus à primeira solicitação do benefício; e após reempregar-se venha a ser demitido onze meses depois, não seria tão vulnerável quanto um outro trabalhador com mesmo número de filhos, tempo de trabalho e histórico de solicitação do seguro-desemprego semelhantes, mas que venha a ser demitido, pela segunda vez, após um ano e dois meses no posto (e portanto com direito ao benefício)?

No caso do seguro-defeso, de fato há grande número de concessões indevidas, casos de fraudes, e até quadrilhas se constituiram para auferir fraudulentamente o benefício. Portanto, seria inevitável tomar medidas saneadoras. Contudo, uma vez que o seguro-defeso é uma proteção financeira indispensável para os pescadores artesanais de todo o Brasil durante o período em que a pesca é proibida, aumentar de um ano para três anos o período mínimo de atividade exigido para a concessão de novos benefícios é uma restrição extremamente dura. Implica que o pescador que ingressar na atividade terá de trabalhar durante três anos consecutivos sem ter direito ao seguro-defeso nos períodos em que a pesca estiver interditada.

Todas estas medidas permitirão ao governo economizar migalhas, em termos de Orçamento da União, ao passo que poderão transformar em verdadeiro inferno a vida cotidiana de centenas de milhares de famílias que dependem desses modestos benefícios para sobreviver, mas por qualquer motivo não se enquadrem nas novas exigências para obtê-los.

O combate às fraudes é um dever de qualquer governo que se pretenda honesto e democrático. O que surpreende é que há diversas outras medidas à disposição do governo, caso se disponha de fato não apenas a coibir fraudes, como também a ampliar a arrecadação fiscal de modo a continuar oferecendo serviços públicos na quantidade e qualidade necessárias.

A simples ampliação da fiscalização tributária e da ação da CGU, por exemplo, poderia trazer aumento das receitas e economia de gastos bem superiores aos que serão obtidos mediante o anunciado arrocho de benefícios trabalhistas e previdenciários (pois é disso que se trata). Mas o ministro Jorge Hage, da CGU, deixou o cargo queixando-se de que seus pedidos de fortalecimento do órgão não foram atendidos.

Mais uma vez um governo conduzido por um(a) petista tem início com um ataque a direitos dos trabalhadores, o que é péssimo sinal sob qualquer prisma. Mais uma vez o “mercado”, derrotado nas urnas, vê atendida a sua grita contra os “gastos sociais” e em favor do “superávit primário”.

Para nós petistas, “comprar” a versão do governo, reproduzindo acriticamente os press-releases oficiais, é um caminho rápido para o desmanche político e organizativo. Os otimistas dirão que a política de valorização do salário-mínimo foi mantida, o que é positivo. É verdade. Mas corremos o risco de ver toda a agenda da classe trabalhadora desmoronar, com uma ou duas exceções que sirvam para nos desmobilizar. Nem o PT nem a CUT podem ficar calados neste momento, sob pena de novos ataques e agressões à classe trabalhadora.



* Pedro Estevam da Rocha Pomar é jornalista e militante do PT.

domingo, 28 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL? Hidrelétrica de Santo Antônio remove mais famílias de suas casas em Rondônia.

A busca do lucro a qualquer preço e o neodesenvolvimentismo que tem encantado parte da esquerda chapa branca, está dissolvendo comunidades e a maioria de nós fica só assistindo passivamente. Isso faz lembrar um desabafo do pastor Martin Niemöller,  preso pelos nazistas na Alemanha ; que escreveu: 

"Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. 
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. 
No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. 
No quarto dia, vieram e me levaram. Já não havia mais ninguém para protestar".


FELIZ NATAL? Santo Antônio remove mais famílias de suas casas em Jaci Paraná.

por Movimento dos Atingidos por Barragens, Rondônia.

A Santo Antônio Energia está removendo famílias que moram em Jaci Paraná, às vésperas do natal de 2014. Ministério Público Federal e Estadual receberam a denúncia do Movimento dos Atingidos por Barragens, assim como o órgão licenciador, IBAMA, que necessariamente deveria ter sido informado em relação às ações da empresa. O MAB exige intervenção da Secretaria Geral da Presidência da Republica para tratar os problemas que foram previamente anunciados e reiterados, conforme compromisso já assumido pelo próprio governo federal.

“Velha Jaci” como chamam os moradores do distrito é um dos bairros mais antigos da comunidade, no distrito de Jaci Paraná, onde existem famílias que permanecem há gerações e onde pode ser encontrado um relevante patrimônio histórico-cultural do período da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, como antigas construções, resquícios da ferrovia e uma igreja centenária. Apesar do valor imaterial e da identidade, há famílias recebendo ofertas entre 30 e 40 mil para sair às pressas de suas casas, de forma que os próprios deslocados devem desmonta-las - maneira mais sutil que os tratores usados para demolição em outros momentos, ou as casas queimadas na cachoeira de Santo Antônio.

O consórcio já tem o costume de preparar surpresas desagradáveis para o fim de ano. Em 2013 foi realizada a tentativa de uma audiência pública, buscando forçar a aceitação da sociedade sobre a intenção de Santo Antônio aumentar ainda mais a quantidade de turbinas da hidrelétrica e a altura do nível de água de seu reservatório sem novos estudos de impacto. Entre 2012 e 2013, o processo de desbarrancamento no bairro Triângulo se iniciou de forma abrupta logo após o início das operações das primeiras turbinas da UHE Santo Antônio, surpreendendo diversas famílias, além das que moravam nas 140 casas que se despedaçaram, no primeiro “ciclo de desbarrancamento”.

Santo Antônio Energia apresentou áreas atingidas, em slides mal elaborados, em que famílias seriam removidas em Jaci Paraná, ignorando impactos em outras áreas como o reassentamento Santa Rita. Este foi feito para parte das famílias removidas do P.A. Joana d’Arc, que o próprio consórcio instalou próximo ao reservatório e seus lotes estão sendo novamente alagados. A‘não audiência’ que se deu de forma extremamente autoritária foi rejeitada tanto pela população, quanto pelo poder público.

Cartaz anunciando aumento da geração de energia 
na UHE Santo Antônio, apesar das enchentes. Foto MAB.

A SAE e meios de comunicação locais têm informado a elevação da cota de seu reservatório como se a sua aceitação, isto é, a tomada de decisão para sua execução, já fossem fatos consumados, surpreendendo inclusive técnicos dos IBAMA e da ANEEL pela petulância. Na notícia, a empresa anuncia que “em novembro de 2016, quando estiver totalmente concluída com as 50 turbinas instaladas e em operação, a potência total da Hidrelétrica Santo Antônio será de 3.568 megawatts(...)”. São 44 turbinas autorizadas em Santo Antônio. O que importa para a Odebrecht é instalar novas turbinas, pois os níveis dos reservatórios já não são respeitados no Madeira, assim como em outros rios onde as taxas de lucro no mercado livre de energia ditam as regras de operação das hidrelétricas.

Além do desserviço ao comunicar a falsa aprovação da implantação de 50 unidades geradoras, a empresa não têm se colocado para oferecer as informações que devem ser apresentadas por obrigação, deixando os atingidos despreparados para reagir às consecutivas violações de direitos humanos praticadas. O acesso à informação que é um direito de todos é negado aos maiores interessados em seus quesitos mais simples, como informar a situação atual do reservatório formado com a barragem, que é insistentemente cobrada desde 2013 pelo MAB, Ministérios Públicos e comunidades afetadas, pois antes da “cheia histórica” não eram poucas as residências e até mesmo obras de compensação atingidas pelas águas em Jaci Paraná.

Parte dos levantamentos realizados pela empresa que estipulam os valores a serem indenizados foram realizados em agosto, logo após a execução de algumas oficinas em Jaci Paraná. Curiosamente não foram informadas na internet, na pagina do consórcio, nem mesmo uma nota divulgando a realização das atividades, diferente do que é feito quando a empresa realmente quer pintar seus processos como “participativos”. Um total de oito oficinas foram programadas para diversos horários e dias diferentes, de forma que ficasse inviável o acompanhamento devido das tratativas pelo poder público. Nestas oficinas Santo Antônio anunciou que seriam definidos os “acertos” finais da empresa com Jaci Paraná, ou seja, dar fim às suas responsabilidades.

O segundo ponto de pauta colocado em panfleto era o “aumento da geração de energia”, um eufemismo para aumento do reservatório, que não foi realmente debatido nas “oficinas”, termo utilizado para atender recomendação do IBAMA para elaboração de novo PBCA (Plano Básico Complementar Ambiental), que se tivesse sido elaborado, deveria ao menos ter sido apresentado em audiências púbicas.

O que está escrito nas ofertas de indenização entregues às famílias é que estão sendo removidas devido à redefinição do reservatório, de suas áreas de segurança e proteção permanente. Mas quem redefiniu isso? Foi simplesmente constatado pelos técnicos que o reservatório resolveu crescer? O consórcio Santo Antônio Energia, sequer realizou as mesmas oficinas nas demais áreas atingidas pela elevação do nível do reservatório, como o reassentamento Santa Rita, Morrinhos, o P.A Joana D’Arc, entre outras, que estiveram presentes na “reunião pública” de natal em 2013.

Casa de família atingida por remoção
no período de Natal, em Jaci Paraná, Porto Velho. foto MAB
Nas remoções de famílias realizadas por Santo Antônio e Jirau, ainda no período de 2010, o número de atingidos extrapolava o que apresentavam os estudos presentes no licenciamento ambiental. Em 2014, o Ministério Público do Estado de Rondônia, Defensoria Publica do Estado de Rondônia e da União e Ordem dos Advogados do Brasil impetraram Ação Civil Púbica para a realização de novos estudos de impacto socioambiental na implantação de Santo Antônio e Jirau.

O estado de calamidade instalado devido as grandes enchentes em 2014 que atingiram milhares de famílias, as manifestações dos desabrigados nas ruas e o debate acadêmico sobre a “insegurança” relativo aos estudos oficiais, criaram ambiente favorável para deferimento da Ação Civil Pública e a indicação de nova comissão de especialistas para coordenar a reavaliação dos impactos das usinas do Madeira. Mas quase é 2015, e enquanto o juiz federal Herculano Nacif não dá andamento ao processo, em Jaci Paraná alguns esperam temerosos uma próxima enchente, enquanto outros devem sair de seus lares, marcados em “X” preto. Os moradores não sabem o que o “X” significa, nem que foi uma empresa contratada pelo município de Porto Velho para levantar as áreas atingidas e em risco devido à cheia de 2014, nem porque algumas casas atingidas não foram marcadas.


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

A Cultura no centro da estratégia da esquerda brasileira.

A tendência petista Articulação de Esquerda realizou nos dias 13 e 14 de dezembro, em Brasília, um seminário sobre cultura. No eventou foi aprovado uma Resolução contundente sobre os rumos do governo Dilma e se definiu apoio ao nome de Juca Ferreira para o Ministério da Cultura.

Do texto da resolução aprovada, destacamos alguns trechos abaixo. Mais se pode baixar a integra no link: "Resolução sobre Cultura de Esquerda e Socialista.pdf"

"A conclusão mais importante do debate sobre conjuntura política e desafios do governo Dilma na área da cultura, é a de que o PT e o Governo não entenderam, no sentido amplo da palavra, o papel estratégico da cultura para a disputa de hegemonia, de valores de esquerda na sociedade brasileira. A disputa hegemônica se dá cada vez mais através da cultura, da disputa simbólica, na dimensão subjetiva e no imaginário. Obviamente ela não substitui a dimensão material e objetiva da luta de classes no Brasil, mas o abandono por parte do governo e do PT dessa estratégia em grande medida nos levou há fortalecer a hegemonia cultural do capitalismo e do neoliberalismo. Na prática, nunca esteve tão forte o modelo “american way of live” na sociedade, incluindo os setores que ascenderam economicamente, tendo como símbolo os shoppings centers, carrões importados e viagens para Miami e Orlando. O Ministério da Cultura cumpriu um papel decisivo nesse processo de disputa simbólica no Governo Lula, afirmando a diversidade cultural e social do Brasil, reconhecendo como atores e sujeitos culturais, grupos outrora excluídos, oprimidos e perseguidos pelo estado Brasileiro.

Retomar essa dimensão afirmando a defesa radical da promoção da diversidade cultural, como nossa principal identidade, a defesa dos direitos humanos, englobando ai as lutas dos povos indígenas, das mulheres, dos negros e das culturas afro-brasileira, da comunidade LGBT, das pessoas com deficiência, da juventude, da periferia, da criança e do adolescente, dos idosos e dos povos e comunidades tradicionais nominados no Decreto 6040, é decisivo para a construção de um projeto nacional conectado com o Século XXI e avançado do ponto de vista programático, pois essas pautas englobam 90% da população.

Bem como encarar com ousadia e compromisso o desafio de democratizar os meios de comunicação e produção da cultura brasileira. Através do plano nacional de banda larga, da regulamentação do Marco Civil da Internet, do fortalecimento de todos os meios de comunicação progressistas, independentes e comunitários, da criação de políticas de ampliação da cultura colaborativa, das redes sociais, do software livre.

Fortalecendo o papel cultural e formativo da Rede Pública de Rádio e TV e da EBC, e ampliando a relação delas com os grupos organizados da sociedade civil na cultura.

Inverter a lógica do financiamento privado, fortalecendo os fundos públicos, em detrimento da renúncia fiscal. Regulamentar o Sistema Nacional de Cultura e aprovar do Pró-Cultura para iniciar o repasse Fundo-a-Fundo, como hoje já ocorre com 96% do orçamento da União.

Sem recursos para municípios e estados o Sistema Nacional de Cultura não funciona, e as políticas nacionais que o Ministério da Cultura pode induzir como o Cultura Viva se enfraquecem, pois dependem somente do seu próprio orçamento que já pequeno." 

fonte: www.pagina13.org.br

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

“Não queremos fantasmas do passado, a recessão e o arrocho"

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

O primeiro balanço a se fazer da eleição é o institucional. E esse é bastante contraditório. O PT (Dilma) termina o primeiro turno com cerca de 5 pontos a menos do que conquistou em 2010: teve quase 47% dos votos há quatro anos; e agora ficou com cerca de 42%. Aécio teve os mesmos 33% de Serra em 2010 (parte do eleitorado tucano, que ensaiou uma revoada em direção a Marina depois da morte de Eduardo, voltou para o ninho original). Já Marina teve 21% agora – contra 19% em 2010.

Fora isso, o PSOL praticamente dobrou a votação. Luciana Genro colheu algum resultado pela coragem de enfrentar temas dos quais o PT foge. Mas é um crescimento ainda residual, que mal chega à casa de 2% dos votos.

Na disputa efetiva pelo poder, a conta para o segundo turno, de saída, é a seguinte…

- Aécio (segundo as pesquisas, que até agora erraram demais) deve ficar com ao menos 60% dos votos de Marina. Ou seja, dos 21% de Marina, 13% devem seguir para o tucano – são os votos marineiros do Sul e Sudeste, principalmente. Ele também deve garantir mais cerca de 2% dos nanicos conservadores(Pastor Everaldo e Levy Fidelix). Resumo/Aécio: 33% do primeiro turno + 13% de Marina + 2% dos nanicos = 48%.

- Dilma, que teve quase 42%, deve herdar pouco mais de um terço dos votos de Marina (especialmente os votos do Nordeste e Norte), além de capturar boa parte do eleitorado que votou no PSOL. Resumo/Dilma: 42% do primeiro turno + 8% de Marina + 2% da esquerda = 52%.

Essa é minha aposta inicial: 52% a 48%. O segundo turno será duríssimo. E a distância pode encurtar ainda mais, já que Dilma terá contra si a oposição cerrada da mídia e o discurso de ódio que avança em São Paulo, Brasília e outras cidades brasileiras.

“Um quadro venezuelano de disputa”, foi assim que resumi o cenário para um colega jornalista. Ele riu, e concordou.

Venezuelano não só pela disputa apertada. Mas pelo grau de conflagração verbal e política. Dilma deu uma pista do que será essa disputa, no discurso aqui em Brasília – neste domingo à noite. Agradeceu centrais sindicais, partidos, exaltou a figura de Lula e a militância. Depois, atacou: “não queremos os fantasmas do passado, a recessão e o arrocho. O povo não quer mais aqueles que chamavam aposentado de vagabundo. Não quer mais racionamento de energia, nem aqueles que se ajoelhavam para o FMI”.

Dilma não citou FHC. Mas tá na cara que a estratégia petista será comparar: FHC x Lula. Qual projeto beneficiou mais gente no Brasil?

Estamos diante de uma situação curiosa, e perigosa. O PT, que ao longo de 12 anos apostou em ganhar terreno sem politização e sem confronto aberto, agora será obrigado ao confronto. É uma questão de sobrevivência. Ou Dilma parte para o confronto, ou perde. O eleitorado aceitará essa estratégia, para a qual não vendo sendo preparado nos últimos anos?

O PT terá que arriscar. A redução da bancada na Câmara (o PT recuou para 70 deputados, e o PCdoB perdeu um terço dos parlamentares) dá uma pista de que a falta de apetite para o combate simbólico está custando caro demais para a esquerda.

A direita avança: na sociedade, nas telas da TV e do rádio, no discurso do ódio, e agora também no Parlamento. A despolitização cobra seu preço. A água bate no pescoço. É confrontar ou morrer.

Aliás, mesmo que Dilma consiga vencer (a batalha será duríssima, repito), sofrerá muito no Senado (Serra, Tasso Jereissati, Aloysio, Alvaro Dias, Caiado, Lasier da RBS, Ana Amélia – o núcleo duro e ideológico da direita se reorganiza por ali) e na Câmara – (onde vai imperar a absoluta dispersão de bancadas). Uma direita tacanha, moralista, que mistura hipocrisia religiosa com arreganhos fascistas, avança na mesma velocidade em que a esquerda vira o demônio a se eliminar.

Tempos difíceis nos aguardam.

Mas há resultados contraditórios também para a oposição. Aécio chegou – sim - com força para o segundo turno, mas perdeu Minas. Um baque considerável. Pela primeira vez, o PT elegeu um governador no Sudeste.

O PT ganhou também Bahia, Piauí, e deve vencer no Ceará – em aliança com os irmãos Gomes (Cid e Ciro); o PCdoB venceu no Maranhão.

O núcleo mais atucanado do PMDB (Geddel foi derrotado na Bahia, e Henrique Alves vai suar no segundo turno no Rio Grande do Norte) perdeu força.

Mas, então, quem ganhou? O conservadorismo difuso, a geléia geral da fisiologia.

Junho de 2013 e a tal “nova” Política terminaram nessa miscelânea de Bolsonaros, Malafaias, Russomanos… Por enquanto, é a direita que colhe os melhores resultados do “desencanto” com a Política (desencanto? Com Pezão no Rio e Alckmin em São Paulo?). 

O PSOL conseguiu ampliar a bancada de 3 para 5 deputados (incluindo gente muito boa: Ivan Valente de São Paulo, Edmilson Rodrigues do Pará e Jean Wyllys do Rio). Mas é pouco, pouquíssimo.

De um lado, o país mostrou maturidade ao levar ao segundo turno dois projetos de verdade (PT x PSDB). De outro, deu força para o conservadorismo congressual. Ganhe quem ganhar, o quadro será de paralisia, com dificuldades imensas para governar a partir de 2015.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

AE promove reunião na Zona Sul com Padre Ton.


DATA: 14 de Setembro de 2014, a partir das 17:30 hs. Na Residência do companheiro Fábio Janilson.
Rua Madre Silva, 3298, bairro Conceição, em Porto Velho.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Sobre Cabalá, Marx e a Grande Mentira

Dr. Michael Laitman

Hoje, a tendência que tem acompanhado o nosso desenvolvimento ao longo dos tempos está chegando ao fim. O ego nos obrigou a descer das árvores e começar a evolução humana. Nós passamos por muitas fases e muitas formas de vida: escravidão, liberdade fictícia, Idade Média e o capitalismo. Nós trabalhamos constantemente para obter lucro, para ter sucesso e avançar. Mas hoje a nossa “parceria” com o ego está chegando ao fim.

Há várias razões para isso, e uma delas é que o próprio ego não se sente mais satisfeito. Nós recebemos todo o bem, mas não nos satisfazemos. Mesmo os ricos, cada vez mais sentem como se não lhes restasse nada, já que a satisfação sem deficiência por ela não traz nenhum prazer.

No conjunto, a elite trata o mundo como sua própria propriedade e constrói um “mundo inteiro” para si. Através da mídia, ela nos confunde, convencendo-nos que devemos trabalhar de manhã à noite, seguir as tendências da moda, comprar produtos e serviços, e depois trabalhar novamente. Há uma constante confusão, guerras e rebeliões como a “primavera árabe”. Por quê? Para que ela possa dominar tranquilamente o mundo e fazer bilhões de dólares em lucros para si. Este é um trabalho sem fim dos governos e outros canais controlados por um pequeno grupo de pessoas.

No entanto, eles já estão começando a sentir que estão perdendo o controle. De acordo com as leis da evolução egoísta, o mundo em sua forma atual está chegando ao fim, deparando-se com uma crise global. Ninguém queria isso, incluindo as elites que estão interessadas em manter e continuar indefinidamente a sociedade consumista. Mas isso não funciona.

Agora nós temos que decidir para onde vamos. Assim, por um lado, os livros de Marx estão sendo reabertos, e, por outro lado, a sabedoria Cabalística é revelada.

Hoje existem conversações sobre o diferente uso do desejo de receber. A próxima fase é a construção de uma sociedade unida em que as pessoas trabalham cerca de uma hora por semana, porque não precisamos de tudo o que estamos produzindo atualmente. Hoje a unidade é o modelo essencial para a sociedade humana. Sem ela não seremos capazes de sequer receber o nosso pão de cada dia. Se não nos conectarmos, não vamos ter as necessidades básicas. Mas a humanidade não sabe como conectar, embora isso seja o exigido. Como resultado, quando se depara com uma tarefa aparentemente impossível, ela vai em direção à aniquilação, não vendo saída.

É exatamente daí que tiramos a sabedoria da Cabalá de seu esconderijo e a “agitamos” no fundo do Das Kapital de Marx, na esperança de que sejamos ouvidos.

Pergunta: Que prova que podemos trazer?

Resposta: Nós temos duas maneiras de provar isso:

Existe a prova racional, como se diz, “É o sábio que vê o futuro”. Nós podemos convencer as pessoas de que a nossa abordagem é verdadeira e eficiente baseando-nos em exemplos, sem esperar por uma maior dificuldade.

• Ou, em vez disso, a prova pode vir na forma de desastres.


De nossa parte, nós tentamos alcançar as pessoas antes dos golpes, mas não é fácil. Nós não controlamos a mídia. A elite construiu um exército de economistas e especialistas financeiros e outros especialistas, cujo objetivo é confundir as pessoas e cultivar a grande mentira. Tudo isso para que as pessoas que estão no topo da pirâmide sejam capazes de dominar. Governar o quê? Hoje, nem elas não sabem exatamente o que. Isso não está sob o seu controle…

fonte: http://laitman.com.br/2013/02/sobre-cabala-marx-e-a-grande-mentira/

terça-feira, 8 de julho de 2014

Padre Ton é o candidato do PT em Rondônia.

O Deputado Federal Padre Ton é o candidato do Partido dos Trabalhadores ao Governo do Estado de Rondônia em 2014. Ex-prefeito de Alto Alegre dos Parecís, o piauiense Mariton Benedido de Holanda, Padre Ton, foi eleito Presidente do PT no Estado no último PED com expressivos 70% dos votos e representa a vontade da militância de Rondônia de trilhar caminhos pautados pela responsabilidade, ética e coerência partidária. Ao optar pela candidatura majoritária, Ton abre mão de uma reeleição para a Câmara Federal que era dado como muito provável pelos analistas políticos. Foi também muito cortejado pelo PMDB para compor como vice na chapa de reeleição do atual governador Confúcio Moura. "Não me apego a cargos e dedico meus atos políticos ao próximo", diz Padre Ton em seu perfil no Twitter. Como vice em 2014, o PT traz a candidatura da professora Fátima Rosilho, vereadora bem avaliada em Porto Velho, e que foi secretária da Educação do município de Porto Velho.

Para os demais cargos o Partido dos Trabalhadores em Rondônia traz a seguinte nominata:

Candidatos a Deputado Estadual

ANTONIO CARLOS DA SILVA    
CLAUDIR MATA MAGALHÃES DE SALES
DERALDO MANOEL PEREIRA FILHO    
ÉDIO JOSE GONÇALVES SILVA    
EMERSON PERREIRA DE CARVALHO    
EPIFANIA BARBOSA DA CUNHA
FRANCISCO PEREIRA DA SILVA
JOÃO GOMES DE OLIVEIRA
JOSE  WILDES DE BRITO
JOSE ALFREDO VOLPI
JOSE CLAUDIO NOGUEIRA DE CARVALHO    
JOSE ILSON DE SOUZA
JOSE RIBAMAR DE ARAÚJO
LAZARO APARECIDA DOBRI
MARCIA REGINA DE SOUZA
MARCÍLIO RABELO QUEIROS    
MARCIO APARECIDO ATILES MATEUS
MARIA DAS GRAÇAS TRINDADE LELIS   
MARIA ROSÁRIA MARTINS DE SOUZA MAGALHÃES    
MARILETH SOARES DINIZ    
MARILEY NOVAKI LIMA        
NACIEL SOARES MONTEIRO
RENATO OLIVERIA POLEZE
ROSÁLIA OLIVEIRA DACOSTA    
SIDNEY ROBERTO BATISTA RAMOS
TELMA SANTOS DA CRUZ    
VALDECI FERREIRA DA SILVA    

Candidatos a Deputado Federal

ANSELMO DE JESUS ABREU    
CLAUDILENE BARBOSA DE OLIVEIRA    
FATIMA CLEIDE RIDRIGUES DA SILVA
FRANCISCA LUSIA SERRÃO FERREIRA    
ITAMAR DOS SANTOS FERREIRA    
JOSE DENIVALDO SANTOS DE OLIVEIRA    
MICHELE SANTANA DE ALBUQUERQUER    
ROBERTO EDUARDO SOBRINHO    
SID ORLEANS CRUZ    

terça-feira, 24 de junho de 2014

Oposição e mídia ressuscitam velhos fantasmas contra o PT na disputa eleitoral


por Equipe do Blog do Zé Dirceu.

Realizada no fim de semana prolongado a bonita convenção nacional do PT que oficializou, em Brasília, a candidatura da presidenta Dilma Rousseff à reeleição, oposição e sua mais fiel aliada, a midia, voltam suas preocupações, agora, para fustigar mais do que nunca o principal inimigo delas, o PT. Sem sucesso nas tentativas que empreenderam até agora de desestabilizar à candidatura da presidenta, sepultado o “volta Lula”, ressuscitam velhos fantasmas e a história agora é de que o partido retoma discurso mais à esquerda e que a cúpula petista quer influenciar na campanha.

Nem uma coisa nem outra.

 O PT está onde sempre esteve e nada mais lógico, nem natural que o comando do partido, diretamente e por representantes que designa, integre o comitê central e todas as instâncias da campanha. Afinal é por ele que a presidenta concorre e registra a candidatura e é ao seu partido que ela recorre e que cabe defendê-la em cada momento de dificuldade e no dia a dia da rotina do governo. Nada mais justo, portanto, do que o partido participar e tomar a frente das iniciativas e do comando da campanha.

Nem chega a ser o tom mais à esquerda imprimido á disputa e nem a cúpula do PT participar da campanha e designar representantes para participarem o que mais incomoda a oposição e a mídia, mas sim algumas bandeiras escolhidas pelo partido para explorar na corrida eleitoral com maior destaque, como a regulação dos meios de comunicação e a reforma política.

Temem que o PT consiga emplacar o “nós contra ele” e as comparações

Incomoda, principalmente, o tom imprimido à disputa, a linha já ditada pelo ex-presidente Lula, por outras lideranças petistas e pelo próprio dia-a-dia da disputa se travar em um clima de “nós contra eles”. Isso é o que realmente incomoda e assusta a oposição/mídia porque no fundo leva a polarização da disputa com o candidato tucano ao Planalto, senador Aécio Neves (PSDB-MG) e, principalmente, enseja comparações entre os governos do PT e os do tucanato, com nítida desvantagem para eles – principalmente no social – como a prática já demonstrou.

A polarização contra Aécio Neves, um dos candidatos da mídia – o outro, Eduardo Campos, do PSB, não conseguiu quebrar a polarização PT-PSDB, não emplca como a 3ª via, e sua candidatura não decola – é o leva os do outro lado a demonizarem o PT e a fomentarem o ódio que ameaça marcar a campanha eleitoral deste ano.

É o que leva, também, articulistas como Fernão Lara Mesquita a publicar artigo contra o PT em seu jornal hoje, no qual se identifica apenas como jornalista (ele é um dos herdeiros do Estadão). No texto ele acusa: o PT usa intimidação, monta justiça paralela, junta companheiros “dispostos a tudo”, estimula “mentir, inventar e trair”, “ser desonesto”, e assim por diante.

Herdeiro do Estadão fala em “beco sem saída do ódio” x “porta da esperança”

Ao final, diz para o leitor (eleitor) pensar se quer o caminho que conduz “ao beco sem saída do ódio” e aquele que “deixa aberta a porta da esperança”. “Sua escolha vai decidir o destino de toda uma geração”, afirma. Como disse há dias o ex-presidente Lula na convenção estadual do PT paulista, como viemos registrando aqui no blog – enquanto o ex-ministro José Dirceu espera autorização da justiça para voltar a fazê-lo – é este o tom da disputa e da campanha eleitoral em que entramos. Ditado por eles, por Fernão Lara Mesquita e seus companheiros, embora acusem a nós de fazê-lo.

Lara Mesquita exagera nos ataques contra o PT. Como o fez aliás, dias atrás, em artigo que publicou na Folha de S.Paulo, quando comparou o decreto da presidenta Dilma que criou os conselhos de Participação Popular junto a órgãos de governo às ameaças que haveria no país no pré-64 e com as quais eles justificaram o golpe militar. Naquele artigo Mesquita quase conclamou a ida às ruas para derrubar o decreto.

O herdeiro da família Mesquita pode carregar nas tintas um pouco neste artigo de hoje contra o PT, mas é por aí que eles, a mídia e seus candidatos da oposição, pretendem conduzir a campanha.