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sexta-feira, 19 de março de 2010

Mais uma mentira da revista Veja.

Desesperada para criar factóides que possam atingir o Partido dos Trabalhadores a revista Veja mente mais uma vez. Em sua última edição tenta incriminar o tesoureiro do partido João Vacari Neto requentanto uma pseudo acusação que teria sido feita pelo doleiro Lúcio Funaro em 2008. O portal de notícias G1, que a princípio fez coro com a revista ressonando o factóide, publicou hoje a nota oficial do Ministério Público Federal desmentindo que tenha havido esta denúuncia. Abaixo transcrevemos parte das matérias:
"De acordo com a "Veja", Vaccari era peça "fundamental" para arrecadação de dinheiro no partido entre 2003 e 2004, verba que teria sido utilizada no esquema de pagamento a parlamentares da base aliada para que votassem a favor do governo." (Globo.com)

"O Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) informou hoje, em nota oficial, que o material que recebeu da Procuradoria-Geral da República (PGR) e que embasou a denúncia contra o doleiro Lúcio Bolonha Funaro por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro não faz nenhuma menção ao ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) João Vaccari Neto, atual tesoureiro do PT. O depoimento foi colhido em 2008 como parte do processo do mensalão. " (Globo.com)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Trabalhadores em educação estão em greve em Rondônia.

A manifestação contou com a participação de caravanas de várias regiões do Estado. A greve completa uma semana com a adesão de mais de 80% em todo o Estado.

Veja notícia completa.

Baixaria na campanha presidencial 2010

A histeria ideológica contra o PT, acentuada nas últimas semanas, deve ser vista, neste sentido, como uma jornada de formação política: os representantes políticos da burguesia querem convencer suas bases de que todos correm sério risco, caso Dilma vença as eleições.

O roteiro básico desta “jornada de formação política”, promovida pela direita, é o seguinte:

1) reconhecer os aspectos positivos do governo Lula;
2) dizer que estes aspectos positivos decorrem da continuidade das políticas do governo FHC;
3) apontar que Lula teria recebido uma grande ajuda da conjuntura internacional;
4) afirmar que os aspectos negativos do governo Lula decorrem principalmente da influência do PT e da esquerda;
5) dizer que Lula teria conseguido, devido ao seu temperamento pessoal e força política, manter o PT e as idéias de esquerda sob certo controle;
6) mas que Dilma, por seu temperamento e por não ter força política suficiente, não conseguirá controlar os radicais;
7) motivo pelo qual o governo Dilma, ao contrário do governo Lula, causará graves danos para as liberdades do Capital.
Trata-se, como é evidente, de uma visão distorcida dos fatos. Em primeiro lugar, os aspectos negativos dos últimos anos decorrem, exatamente, da herança maldita do governo FHC. Esta herança teve enorme influência, durante o período em que Palloci foi ministro da Fazenda. Esta influência teve conseqüências políticas deletérias, com destaque para as derrotas eleitorais de 2004 e para a crise de 2005. As bases do Partido reagiram a isto votando nos setores que faziam oposição ao conservadorismo da política monetária;

[Click aqui e veja no Pagina13 o artigo completo do companheiro Valter Pomar.]

segunda-feira, 1 de março de 2010

Pela redução da jornada semanal de trabalho.





O insustentável consumo norte-americano

por Ronaldo Gusmão

Ao reduzirem temporariamente o consumo, os Estados Unidos imprimiram em todo o mundo uma instabilidade econômica generalizada. Mais do que nunca, norte-americanos são levados a consumir mais energia, água, alimentos, a fim de "salvar o mundo" da recessão econômica.

Medidas como acréscimos na devolução do imposto de renda, redução da taxa de juros, alívio no financiamento das dívidas com os cartões de créditos e hipotecas para que o cidadão possa consumir mais. Os Estados Unidos são mesmo um país consumista. Chegaram ao ponto de terem um índice nacional de intenção de compras. Tantos estímulos ao consumo são apontados como remédios para a enferma economia norte-americana.

O que se conclui disto tudo?

Se a estabilidade econômica mundial depender da manutenção insustentável do consumo norte-americano, então estamos "perdidos". Isso porque a lógica do crescimento econômico infinito não existe pois a economia real é baseada em recursos naturais finitos.

Este é o padrão de desenvolvimento que os Estados Unidos apresenta ao planeta. Seu estilo perdulário e consumista é exportado para todo o mundo através da sua eficiente indústria de comunicação. O país detém 5% da população mundial, contribui com 36% das emissões de gases de efeito estufa e usam 25% da energia mundial.

No que se refere ao pequeno grupo dos países desenvolvidos, aí incluído os EUA, estes congregam 20 % da população mundial. Esta minoria, porém, consome 75% de todos os recursos naturais hoje explorados. Para os 80 % da população restante no mundo, sobram apenas 25% de recursos.

Este dado é preocupante, uma vez que sabemos que esta população está adotando o mesmo estilo consumista pregado pelos norte-americanos. A conta ambiental simplesmente não fecha. O mundo já consome 25% a mais de recursos naturais que a capacidade de regeneração do planeta. Se o modelo norte-americano fosse igualmente incorporado pelo Bric, sigla que reúne os quatro maiores países em desenvolvimento (Brasil, Rússia, Índia e China), responsáveis por 65% da população mundial, necessitaríamos de mais três planetas como este para consumirmos, infelizmente (ou felizmente) isso só existe no filme Avatar.
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Pandora é aqui no terceiro mundo.

Para que possamos melhorar a qualidade de vida dos excluídos, os americanos terão de optar por consumir só o que podem produzir utilizando os recursos naturais que ele possuem em seu país. Quem é bobo para acreditar que eles farão isso pacificamente, levante o braço. Eles já colonizaram as elites entreguistas do Afeganistão, do Iraque, da Colombia, do Haiti, ... A quarta frota já está de prontidão no Atlântico Sul. Tão de olho nas reservas do Pré-Sal a partir das Ilhas Malvinas invadidas a séculos pela Inglaterra.

Pense nisto.