123

terça-feira, 24 de junho de 2014

Oposição e mídia ressuscitam velhos fantasmas contra o PT na disputa eleitoral


por Equipe do Blog do Zé Dirceu.

Realizada no fim de semana prolongado a bonita convenção nacional do PT que oficializou, em Brasília, a candidatura da presidenta Dilma Rousseff à reeleição, oposição e sua mais fiel aliada, a midia, voltam suas preocupações, agora, para fustigar mais do que nunca o principal inimigo delas, o PT. Sem sucesso nas tentativas que empreenderam até agora de desestabilizar à candidatura da presidenta, sepultado o “volta Lula”, ressuscitam velhos fantasmas e a história agora é de que o partido retoma discurso mais à esquerda e que a cúpula petista quer influenciar na campanha.

Nem uma coisa nem outra.

 O PT está onde sempre esteve e nada mais lógico, nem natural que o comando do partido, diretamente e por representantes que designa, integre o comitê central e todas as instâncias da campanha. Afinal é por ele que a presidenta concorre e registra a candidatura e é ao seu partido que ela recorre e que cabe defendê-la em cada momento de dificuldade e no dia a dia da rotina do governo. Nada mais justo, portanto, do que o partido participar e tomar a frente das iniciativas e do comando da campanha.

Nem chega a ser o tom mais à esquerda imprimido á disputa e nem a cúpula do PT participar da campanha e designar representantes para participarem o que mais incomoda a oposição e a mídia, mas sim algumas bandeiras escolhidas pelo partido para explorar na corrida eleitoral com maior destaque, como a regulação dos meios de comunicação e a reforma política.

Temem que o PT consiga emplacar o “nós contra ele” e as comparações

Incomoda, principalmente, o tom imprimido à disputa, a linha já ditada pelo ex-presidente Lula, por outras lideranças petistas e pelo próprio dia-a-dia da disputa se travar em um clima de “nós contra eles”. Isso é o que realmente incomoda e assusta a oposição/mídia porque no fundo leva a polarização da disputa com o candidato tucano ao Planalto, senador Aécio Neves (PSDB-MG) e, principalmente, enseja comparações entre os governos do PT e os do tucanato, com nítida desvantagem para eles – principalmente no social – como a prática já demonstrou.

A polarização contra Aécio Neves, um dos candidatos da mídia – o outro, Eduardo Campos, do PSB, não conseguiu quebrar a polarização PT-PSDB, não emplca como a 3ª via, e sua candidatura não decola – é o leva os do outro lado a demonizarem o PT e a fomentarem o ódio que ameaça marcar a campanha eleitoral deste ano.

É o que leva, também, articulistas como Fernão Lara Mesquita a publicar artigo contra o PT em seu jornal hoje, no qual se identifica apenas como jornalista (ele é um dos herdeiros do Estadão). No texto ele acusa: o PT usa intimidação, monta justiça paralela, junta companheiros “dispostos a tudo”, estimula “mentir, inventar e trair”, “ser desonesto”, e assim por diante.

Herdeiro do Estadão fala em “beco sem saída do ódio” x “porta da esperança”

Ao final, diz para o leitor (eleitor) pensar se quer o caminho que conduz “ao beco sem saída do ódio” e aquele que “deixa aberta a porta da esperança”. “Sua escolha vai decidir o destino de toda uma geração”, afirma. Como disse há dias o ex-presidente Lula na convenção estadual do PT paulista, como viemos registrando aqui no blog – enquanto o ex-ministro José Dirceu espera autorização da justiça para voltar a fazê-lo – é este o tom da disputa e da campanha eleitoral em que entramos. Ditado por eles, por Fernão Lara Mesquita e seus companheiros, embora acusem a nós de fazê-lo.

Lara Mesquita exagera nos ataques contra o PT. Como o fez aliás, dias atrás, em artigo que publicou na Folha de S.Paulo, quando comparou o decreto da presidenta Dilma que criou os conselhos de Participação Popular junto a órgãos de governo às ameaças que haveria no país no pré-64 e com as quais eles justificaram o golpe militar. Naquele artigo Mesquita quase conclamou a ida às ruas para derrubar o decreto.

O herdeiro da família Mesquita pode carregar nas tintas um pouco neste artigo de hoje contra o PT, mas é por aí que eles, a mídia e seus candidatos da oposição, pretendem conduzir a campanha.

Novela de televisão estaria fazendo campanha eleitoral subliminar?!

 Seria mera coincidência? Seria ver teoria da conspiração em tudo? Ou Paranóia petista? Leia e tire sua conclusão. Afinal como dizia Raul: "eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz."

do Blog  Gps.Pezquiza.com

Esta é a chamada mensagem subliminar, e de novo, é a Globo que está sendo acusada pela imprensa política, de estar fazendo esta propaganda pró PSB (40) e também com uma ajudinha para o candidato do PSDB (45), de lambuja.

Esta divulgação estaria sendo feita através da logomarca da novela Geração Brasil, que no lugar de letras para as vogais, coloca números, numa alusão à geração de hackers e outros equivalentes tecnológicos do mundo.

Nesta "brincadeira" entre nome, letras e números, a logomarca da novela trás destacadamente os números 40, do candidato do PSB, e 45, do candidato do PSDB.

Eu acho até pertinente que a Globo está mesmo fazendo esta propaganda subliminar e de caso pensado, os números estão lá para quem quiser ver e realmente é muito estranho que a emissora tenha escolhido fazer este tipo de logomarca bem no período eleitoral. É no mínimo anti ético por parte da Globo fazer uma coisa destas.

No entanto, não acho que é por causa disto que os candidatos poderão ganhar a eleição, já que a audiência da Globo está cada dia pior, dessas novelas das 7 então, nem se diga, só mesmo se entrar outro governo militar e ele baixar um decreto obrigando o povo a assistir essas novelas sob pena de ir pra cadeia.

Confere na foto abaixo a logomarca da discórdia e tire suas conclusões, é ou não uma mensagem subliminar da Globo e é ou não uma tentativa de manipular o povo para votar nestes candidatos?





Leia mais em: http://gps.pezquiza.com/emissoras-2/globo/globo-esta-fazendo-campanha-subliminar-para-manipular-as-eleicoes/#ixzz35YTiTJUz

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Participação Social, o novo fantasma das elites


Reação feroz dos conservadores ao decreto de Dilma revela incapacidade de compreender sociedades atuais e interesse de manter política como monopólio dos “representantes”

Por Ladislau Dowbor

O texto na nossa Constituição é claro, e se trata nada menos do que do fundamento da democracia: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” Está logo no artigo 1º, e garante portanto a participação cidadã através de representantes ou diretamente. Ver na aplicação deste artigo, por um presidente eleito, e que jurou defender a Constituição, um atentado à democracia não pode ser ignorância: é vulgar defesa de interesses elitistas por quem detesta ver cidadãos se imiscuindo na política. Preferem se entender com representantes.

A democracia participativa em nenhum lugar substituiu a democracia representativa. São duas dimensões de exercício da gestão pública. A verdade é que todos os partidos, de todos os horizontes, sempre convocaram nos seus discursos a que população participe, apoie, critique, fiscalize, exerça os seus direitos cidadãos. Mas quando um governo eleito gera espaços institucionais para que a população possa participar efetivamente, de maneira organizada, os agrupamentos da direita invertem o discurso.

É útil lembrar aqui as manifestações de junho do ano passado. As multidões que manifestaram buscavam mais quantidade e qualidade em mobilidade urbana, saúde, educação e semelhantes. Saíram às ruas justamente porque as instâncias representativas não constituíam veículo suficiente de transmissão das necessidades da população para a máquina pública nos seus diversos níveis. Em outros termos, faltavam correias de transmissão entre as necessidades da população e os processos decisórios.
topo-posts-margem

Os resultados foram que se construíram viadutos e outras infraestruturas para carros, desleixando o transporte coletivo de massa e paralisando as cidades. Uma Sabesp vende água, o que rende dinheiro, mas não investe em esgotos e tratamento, pois é custo, e o resultado é uma cidade rica como São Paulo que vive rodeada de esgotos a céu aberto, gerando contaminação a cada enchente. Esta dinâmica pode ser encontrada em cada cidade do país onde são algumas empreiteiras e especuladores imobiliários que mandam na política tradicional, priorizando o lucro corporativo em vez de buscar o bem estar da população.

Participação funciona. Nada como criar espaços para que seja ouvida a população, se queremos ser eficientes. Ninguém melhor do que um residente de um bairro para saber quais ruas se enchem de lama quando chove. As horas que as pessoas passam no ponto de ônibus e no trânsito diariamente as levam a engolir a revolta, ou sair indignadas às ruas. Mas o que as pessoas necessitam é justamente ter canais de expressão das suas prioridades, em vez de ver nos jornais e na televisão a inauguração de mais um viaduto. Trata-se aqui, ao gerar canais de participação, de aproximar o uso dos recursos públicos das necessidades reais da população. Inaugurar viaduto permite belas imagens; saneamento básico e tratamento de esgotos muito menos. [>>continuar lendo]

fonte: http://outraspalavras.net/brasil/participacao-o-grande-fantasma-das-elites/

Três razões para o desgaste do governo Dilma

Atacada incessantemente pela mídia, presidente também insiste em erros: comunicação amorfa, centralização excessiva e acomodação às conquistas de Lula são centrais

Por Luís Nassif,

Há alguns fatores inevitáveis explicando o ódio de parte do eleitorado a  Dilma Rousseff e uma espécie de desânimo generalizado em relação ao país.

Os grupos de mídia vem batendo diuturnamente na presidente. Mas essas campanhas são pró-cíclicas – isto é, ajudam a acentuar o movimento de baixa da presidente. Ou seja, os grupos de mídia não criam, apenas acentuam um estado de espírito pré-existente.

JK e Lula foram alvos de campanhas pesadíssimas e conseguiram não apenas superar como manter em alta a autoestima nacional. Em plena campanha para o governo do Rio, o Jornal Nacional montou várias cenas de arrastão nas praias, tentando passar a ideia de descontrole. E Brizola virou o jogo.

Os fatores conjunturais

Há um conjunto de fatores conjunturais que aguçam o pessimismo atual da opinião pública.

Um deles é o fim do ciclo de otimismo intenso que se seguiu à superação da crise de 2008, à conquista da sede da Copa e das Olimpíadas, à consagração internacional das políticas de inclusão.

Cada mudança de patamar significa maiores cobranças nas etapas seguintes. Cria-se de uma demanda impossível de atender. Já tratei diversas vezes esse tema dos ciclos de otimismo-pessimismo.

Essa frustração acentua dois movimentos relevantes de opinião pública.

Um deles, a quebra de expectativas de quem ascendeu à classe média. Os novos cidadãos  não se contentam com o que conquistaram até agora e querem mais. O segundo movimento é o da resistência das classes média e alta contra os novos incluídos.

Esses dois movimentos foram atenuados na fase anterior pela situação da economia, permitindo a Lula praticar uma espécie de política do ganha-ganha. Com a frustração do crescimento, esses sentimentos voltam à tona com toda força, potencializados pela liberação de energia através das redes sociais.

A comunicação pública

Aí entram os fatores de responsabilidade do governo.

O maior deles foi o amplo descuido para com a opinião pública – a opinião pública ampliada e os grupos organizados da sociedade – e uma política de comunicação amorfa. Essa inércia permitiu que os grupos de mídia jogassem sozinhos em campo.

Apesar da CGU (Controladoria Geral da União), da Lei da Transparência, das ações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, venceu a versão do “governo mais corrupto da história”.

Mesmo tendo retomado os investimentos públicos e deixado um legado de obras relevantes, os PACs (Programas de Aceleração do Crescimento) ficaram mais conhecidos pelas obras inacabadas do que pelas obras entregues.

Na área social, a imagem da educação não se fixou nos avanços obtidos – que refletem ações de governo – mas na posição absoluta do país nos rankings internacionais – que reflete uma situação histórica.

Inúmeros boatos alimentados pela mídia – como o suposto apagão iminente do setor energético – não foram enfrentados. Não se cuidou de prover informação sequer para sites e blogs empenhados em desmanchar o terrorismo.

Também não se esclareceu a população sobre os gastos e ganhos da Copa nem sobre trabalho de articulação de diversas instâncias –estados, municípios, poder judiciário, Ministério Público, clubes de futebol setor privado -para um projeto que, até agora, tem sido bem sucedido.

Mesmo após as manifestações de junho de 2013 e a eclosão da comunicação digital, o governo  não se preocupou em montar uma estratégia para enfrentar os boatos de rede e de mídia.

O estilo Dilma e a manifestação de poder

Mas o ponto central de desgaste de Dilma é o fato de ser uma presidente sem poder.

Explico melhor esse conceito.

A manifestação de poder de um governante se expressa na maneira como negocia com os diversos setores e consegue implementar suas (da presidente) determinações.

Para isso, não basta apenas o poder da caneta.

O governante precisa ter debaixo de si uma estrutura que permita controlar o enorme cipoal burocrático do governo, um Ministério proativo que ajude a filtrar as demandas e se responsabilize pela implementação de medidas e pelos resultados da sua pasta.

Com muito mais condições que o presidente, é o Ministro proativo que tem a temperatura do setor, controle sobre sua estrutura e  a responsabilidade de identificar problemas, trazer soluções e propor medidas inovadoras. O Presidente é o maestro da orquestra.

Dilma não montou um Ministério com essa incumbência. Por vontade própria, tornou-se um maestro sem orquestra.

Além disso, o presidente necessita de “operadores” – pessoas de sua estrita confiança incumbidos de fazer valer as ordens nos diversos nichos de poder: Ministérios, autarquias, instituições públicas etc. Também não dispõe desses quadros. É muito desconfiada para conferir esse poder a terceiros.

Lula tinha vários “operadores”: Antônio Pallocci junto ao setor privado, Gilberto Carvalho junto aos movimentos sociais, José Dirceu junto aos diversos segmentos de poder (embora muitas vezes corresse em raia própria), tinha a confiança de dirigentes de fundos de pensão e de bancos públicos e o próprio CDES para contato direto com a chamada sociedade civil organizada.

Além disso, mantinha Ministros de peso sendo interlocutores de seus setores – como Luiz Furlan, no MDIC, Roberto Rodrigues na Agricultura, Gilberto Gil/Juca na Cultura, Nelson Jobim na Defesa; Márcio Thomaz Bastos na Justiça; Fernando Haddad na Educação; Celso Amorim nas Relações Exteriores. Todos com  capacidade de formulação e poder de decisão garantido pelo presidente. Ou seja, cada Ministro era a expressão do poder do presidente.

Quando o poder é claro, torna-se o imã que atrai todas as demandas e expectativas. E o Presidente torna-se um mediador de conflitos.

Por falta de experiência com o cargo e com a política, Dilma não soube montar essa estrutura nem deu liberdade para seus Ministros montarem as suas. Ou seja, o poder presidencial não chega na ponta.

Daí se entende a frustração geral de seus interlocutores.

Os que chegam até Dilma encontram uma presidente cheia de energia, boa vontade e racionalidade. Algum tempo depois percebem que nada do que prometeu será implementado.

Some-se a uma política econômica errática e com parcos resultados e se terá a explicação para o desgaste atual do governo.

Mesmo assim, Dilma acumula uma série de vantagens sobre seus adversários. Dos três pré-candidatos é a única a acenar com um projeto de país, mesmo mal implementado; com compromissos irredutíveis em relação às políticas sociais; com a noção de que a construção nacional passa pela economia, infraestrutura, educação e inovação e políticas inclusivas; com a fixação pela transparência pública. E com alguns projetos transformadores, como o sistema do pré-sal e o próprio PAC.

Pode ser que, com a experiência do primeiro mandato, vencendo as eleições possa-se ter um segundo mandato mais eficiente. Pode ser que a teimosia não permita. De qualquer modo, Dilma está na situação do time de futebol que depende apenas dos seus resultados para vencer.

fonte: http://outras-palavras.net/outrasmidias/?p=17719