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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A trajetória de luta da mulher petista-militante


Luciana Basílio é Militante do Partido dos Trabalhadores e Trabalhadoras e da Articulação de Esquerda no Estado de Rondônia. Sua trajetória como militante do PT inicia-se nos anos noventa, cuja característica fundamental sempre foi buscar contribuir com as ações que fortalecessem a educação e a presença da mulher nos espaços públicos.
Na vida acadêmica é Historiadora Mestra em História, Direitos Humanos, Território e Cultura no Brasil e na América Latina pela Universidad Pablo de Olavide. Pedagoga Especialista em Gestão, Orientação e Supervisão Escolar pela Fundação Universidade Federal de Rondônia – UNIR e Faculdade de Ciências Administrativas e de Tecnologia – FATEC. Professora Licenciada em História pela Fundação Universidade Federal de Rondônia. E Professora Titular do Sistema de Ensino do Município de Porto Velho. Tem experiência na área da gestão educacional pública e sua pesquisa se concentra nos temas relacionados à educação, legislação educacional, gestão escolar e história das mulheres.
De 1998 a 2001, período em que foi acadêmica do Curso de História, Basílio colaborou na reestruturação do movimento estudantil, organizando o Centro Acadêmico de História.  Dinamizando assim, o Diretório Central de Estudantes e, em companhia de outros companheiros e companheiras fez com que a União dos Estudantes de Cursos Superiores –UNES – se firmasse aqui em Rondônia.
Em conseqüência destas lutas políticas, em 2005 quando o partido ganha a eleição para administrar Porto Velho. Basílio é convidada a assumir a Divisão de Inspeção Escolar da Secretaria Municipal de Educação, onde desenvolveu ações estruturantes, possibilitando que escolas da rede municipal elaborassem seus Projetos Políticos Pedagógicos e fossem reconhecidas pelo Conselho Municipal de Educação.
Com efeito, no ano de 2006, Luciana Basilio assume uma cadeira no Conselho Municipal de Educação, e neste, de forma coerente com sua luta de contribuir na construção de uma escola cidadã, com uma educação libertadora travou uma árdua batalha com a estrutura conservadora e reacionária daquele Conselho.
Em 2010, o PT encontra-se em graves crises, inclusive e mais grave, uma crise ética em que deputados do partido acusam o executivo municipal-petista de corrupção e uma deputada petista mais próxima do prefeito acaba sendo envolvida em um escândalo sem precedentes no mundo político do Estado. Em sua maioria os/as parlamentares são envolvidos e indiciados pela operação da polícia federal denominada Termópilas. Com esta situação, Luciana e mais outras e outros companheiros e companheiras resolvem fazer com que haja uma alternativa dentro do partido e refunda a Articulação de esquerda no Estado de Rondônia, ocasião esta em que realizam seminário; e mesmo sabendo que não tinham condições de vencerem as prévias, lança candidatura para escolha de candidato a substituição da gestão municipal.
Os escândalos se ampliam e a Prefeitura de Porto Velho que tem a frente um petista histórico não conclui o mandato, pois este é afastado do exercício de prefeito e posteriormente vem a ser preso. Tornando-se com isso, o primeiro prefeito de Porto Velho a terminar nesta situação. Diante dessa prerrogativa polêmica, a executiva tanto municipal quanto a estadual silenciam, não tomam medidas. O PT mostra-se sem orientação política e não responde a contento para comunidade do estado de Rondônia. 
Assim, Basílio, embora não sendo parte da diretoria do SINTERO, esteve à frente da greve dos professores e professoras municipais, na qual adquiri mais respeito do que a direção. Sendo escolhida como membro do comando de greve para negociar com a prefeitura, demonstrando mais uma vez, ter a confiança da categoria, sem nunca negar a importância do Sindicato e nem desqualificar a direção do mesmo.
É neste cenário que Luciana Basílio aceita a tarefa de mostrar a militância do PT que existe uma alternativa. E para além destes escândalos há uma militância firme nos ideais de que o partido seja esta ferramenta de organização e direção da classe trabalhadora que sofre com a marginalização.
Luciana Basilio é a candidata da Articulação de Esquerda para a presidência partidária, certa de que sua tarefa busca mostrar:
1º Que o partido neste contexto de crise necessita de unidade e mudanças profundas;

2º A unidade partidária deva ser na diversidade, posto que as correntes internas devam ser valorizadas para que haja dificuldade de um grupo hegemônico impor práticas nada éticas, como se apresenta no cenário atual e que levou o partido à situação de descrédito junto a comunidade do Estado de Rondônia;

3º A militância deve ser qualificada de modo contínuo, por isso, é importante, o fortalecimento dos núcleos;

4º Para tirar o partido desta situação, não existe alternativa que não seja a de eleger Luciana Basílio para presidir o Partido. E assim convidamos a militância petista, seja em um dia ensolarado ou chuvoso para realizar as mudanças tão necessárias atualmente em nosso Partido.

“(...) Apontamos a necessidade de  constituição de um grupo específico, como categoria feminista dentro do partido, caso contrário, a identidade coletiva das mulheres na política, permanecerá construída a partir do modelo concebido pelos homens em que as mulheres são representadas de acordo com os interesses meramente eleitoreiros. Não se trata mais das mulheres simplesmente terem acesso aos espaços (públicos e políticos), as instituições (escolas, sindicatos e partidos) e formas de conhecimento do universo masculino, mas se faz necessário transformar essas relações de acesso e participação radicalmente, para que reflitam os interesses e as experiências das mulheres. Nossa postura deve ser igualitária não apenas no discurso, mais também na prática, caso contrário, corre-se o risco da nossa participação ser reduzida a um “contar garrafinhas”.

Luciana Basilio.




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