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terça-feira, 21 de maio de 2013

Nós podemos! - Uma reação perante a cantilena da impotência

por Jacques Généreux

Nestes tempos de múltiplas crises, o humor comum parece oscilar entre dois sentimentos: a indignação face à injustiça dos sacrifícios impostos aos povos e a incredulidade quanto à capacidade dos governos para agir de modo diferente. De um lado, ressurge a crítica do capitalismo e do poder destrutivo da finança internacional, do outro, mantém-se a ideia de que, numa economia mundializada, o governo de um só país não pode fazer grande coisa para contrariar o poder dos mercados. Deste modo, podem coexistir a evidência da urgência de uma política radicalmente diferente e a consciência da manifesta incapacidade de a pôr em prática.

... se realmente os governos não têm escolha em matéria de impostos, de despesas públicas e de repartição das riquezas, se não podem senão adaptar-se aos padrões ditados pela concorrência internacional, então o voto dos cidadãos é absolutamente supérfluo. Se realmente o essencial do que releva da soberania popular é, de facto, determinado pela pressão dos mercados e pela vontade dos gestores do capital, então a democracia não passa de uma fantasia sem qualquer sentido.


Leia todo o artigo em >> http://www.ocomuneiro.com/nr16_06_genereux.html

fonte: www.ocomuneiro.com

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