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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Sobre a conjuntura em Porto Velho.

CONVERSA DE COMPANHEIRAS E COMPANHEIROS

     Diante do atual cenário político em Rondônia, especialmente em Porto Velho, onde o quadro retrata duas tristes configurações: o suposto envolvimento de uma deputada estadual do partido em esquemas de corrupção e a administração municipal acusada pelo MP por corrupção e formação de quadrilha; nós enquanto militantes precisamos conversar e tomar atitudes, uma vez que os nomes das acusadas e acusados foram veiculados na imprensa gerando alarde até em nível nacional e por consequência expondo também o Partido das Trabalhadoras e Trabalhadores da qual fazem parte.
     A ética, a moral e a reputação do PT foram jogadas na lata de lixo perante a militância partidária e à sociedade rondoniense que não se coaduna com condutas desonestas e desvios pessoais de seus legítimos representantes. Nos casos já citados é notória a quebra de decoro, pela exposição vexatória do Partido e conduta pessoal dos envolvidos e envolvidas. O modo petista de governar construído com muita luta parece ter cedido lugar ao modus operandis instalado à décadas na máquina pública brasileira.
     Diante das investigações em andamento, justifica-se reiterar a necessidade de lisura política para defender o nome do PT, aplicando as penalidades cabíveis nos casos comprovados e instaurar comissão de sindicância em regime de urgência para apurar e investigar pari-passo com a justiça os indícios de participação dos/as acusados/as em esquemas de corrupção. Não fazê-lo representa omissão e conivência, conforme capitulado no nosso Regimento Partidário.
     Por esses e outros motivos é que o PT tem sido questionado pela sociedade rondoniense quanto a sua ética. Para grande parte de nossa comunidade, o partido já é visto como igual aos demais partidos oportunistas de direita. A crescente institucionalização, que motiva a disputa de cargos e eleições pelo simples fato de estar no poder, não podem guiar os caminhos do partido. Temos um ideal que é a busca da igualdade, da justiça, da solidariedade e do socialismo. A falta de debate ideológico com a sociedade e a ausência de diálogo com os movimentos sociais reforça este estigma, alimentados pelas decisões tomadas pela executiva do partido sem chamar a militância para definir os seus rumos.
     Estamos entre aqueles e aquelas que exigem postura partidária socialista e de massas. Para que o PT amanhã não seja um mero administrador do possível, mas portador cada vez mais representativo dos sonhos da sociedade como um todo.
   Esta decisão torna-se necessário na perspectiva de zelar pelo cumprimento das orientações partidárias que estabelecem o princípio da ética, da valorização das instâncias e da democracia. Aderindo assim concretamente aos princípios socialistas que sempre foi e ainda é um dos pilares do nosso partido, porque “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás.”

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