123

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Nota à sociedade brasileira - PT, PSB, PMDB, PCdoB, PDT e PRB

O PT, PSB, PMDB, PCdoB, PDT e PRB, representados pelos seus presidentes nacionais, repudiam de forma veemente a ação de dirigentes do PSDB, DEM e PPS que, em nota, tentaram comprometer a honra e a dignidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Valendo-se de fantasiosa matéria veiculada pela Revista Veja, pretendem transformar em verdade o amontoado de invencionices colecionado a partir de fontes sem identificação.

As forças conservadoras revelam-se dispostas a qualquer aventura. Não hesitam em recorrer a práticas golpistas, à calúnia e à difamação, à denúncia sem prova.

O gesto é fruto do desespero diante das derrotas seguidamente infligidas a eles pelo eleitorado brasileiro. Impotentes, tentam fazer política à margem do processo eleitoral, base e fundamento da democracia representativa, que não hesitam em golpear sempre que seus interesses são contrariados.

Assim foi em 1954, quando inventaram um “mar de lama” para afastar Getúlio Vargas. Assim foi em 1964, quando derrubaram Jango para levar o País a 21 anos de ditadura. O que querem agora é barrar e reverter o processo de mudanças iniciado por Lula, que colocou o Brasil na rota do desenvolvimento com distribuição de renda, incorporando à cidadania milhões de brasileiros marginalizados, e buscou inserção soberana na cena global, após anos de submissão a interesses externos.

Os partidos da oposição tentam apenas confundir a opinião pública. Quando pressionam a mais alta Corte do País, o STF, estão preocupados em fazer da ação penal 470 um julgamento político, para golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula .

A mesquinharia será, mais uma vez, rejeitada pelo povo.

Rui Falcão, PT
Eduardo Campos, PSB
Valdir Raupp, PMDB
Renato Rabelo, PCdoB
Carlos Lupi, PDT
Marcos Pereira, PRB.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Duas mil e quinhentas petistas nas ruas de Porto Velho

Cerca de 2,5 mil pessoas, a maior parte mulheres, invadiram as ruas do centro de Porto Velho com camisetas vermelhas e lilás, faixas, bandeiras e muita animação para defender as políticas públicas para as mulheres e manifestar o apoio à candidata Fátima Cleide (PT) e toda a Coligação Juntos Para Fazer Mais. A passeata “Mulheraço do 13” começou na Praça Madeira-Marmoré, seguiu pela Sete de Setembro, Brasília até a Carlos Gomes.

“Temos que garantir as políticas públicas para as mulheres, assegurando os seus direitos à vida, ao respeito e às diferenças individuais. A gestão de Roberto Sobrinho criou uma Coordenação de Mulheres na Prefeitura que fez a diferença e foi um avanço. Não podemos retroceder. No dia 7 de outubro vamos com a gente votar no 13”, disse a candidata Fátima Cleide.

O candidato a vice prefeito, Miguel de Souza, disse que cada vez mais as mães necessitam colocar as crianças nas creches e na pre-infância. “A ampliação da educação infantil que a Fátima vai fazer contribuirá para que as mulheres tenham um espaço seguro para a educação dos seus filhos enquanto ocupam espaços de trabalho cada vez mais representativos”, defendeu.

A apoiadora Silvana Davis, servidora pública aposentada, lembrou da criação da Lei dos Direitos e Defesa da Mulher que originou diversas políticas como a Casa Abrigo, o Centro de Referência à Vítima de Violência, a Maternidade Municipal. “Somos vítimas dos homens e precisamos que a Prefeitura defenda os direitos da mulher como fez o Prefeito Roberto Sobrinho”, afirmou.

NAS RUAS

O PT vai intensificar ainda mais a campanha nas ruas da cidade com reuniões, caminhadas, bandeiraços e reumícios. “Todo dia estaremos nas ruas conversando com as pessoas, apresentando as realizações da atual administração e as propostas de Fátima. Queremos que ela seja a primeira mulher Prefeita de Porto Velho”, disse Laysa Moliére, Secretária Nacional de Mulheres do PT e que esteve presente na caminhada da manhã deste sábado.

Nada queima por acaso nas favelas paulistanas

Estudo estatístico mostra notável coincidência entre os incêndios e… as áreas de  interesses do mercado imobiliário
Por João Finazzi,
Favela Buraco Quente em São Paulo (Foto:Johnny de Franco)
Segundo a física, propelente ou propulsante é um material que pode ser usado para mover um objeto aplicando uma força, podendo ou não envolver uma reação química, como a combustão.

De acordo com o Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, até o dia 3 de setembro de 2012, houve 32 incêndios em favelas do estado – cinco somente nas últimas semanas. O último, no dia 3, na Favela do Piolho (ou Sônia Ribeiro) resultou na destruição das casas de 285 famílias, somando um total de 1.140 pessoas desabrigadas por conta dos incêndios em favelas.

O evento não é novo: em quatro anos foram registradas 540 ocorrências. Entretanto, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada em abril deste ano para investigar os incêndios segue parada, desrespeitando todos os trabalhadores brasileiros que tiveram suas moradias engolidas pelo fogo.

Juntamente com o alto número de incêndios, segue-se a suspeita: foram coincidências?

O Município de São Paulo apresenta 1565 favelas ao longo de seu território, distribuídas, majoritariamente na região Sul, Leste e Norte. Os distritos que possuem o maior número de favelas são: Capão Redondo (5,94% ou 93), Jardim Angela (5,43% ou 85), Campo Limpo (5,05% ou 79), Grajaú (4,66% ou 73). O que significa que 21,08% de todas as favelas de São Paulo estão nessas áreas.

Somando as últimas 9 ocorrências de incêndios em favelas (São Miguel, Alba, Buraco Quente, Piolho, Paraisópolis, Vila Prudente, Humaitá, Areão e Presidente Wilson), chega-se ao fato de que elas aconteceram em regiões que concentram apenas 7,28% das favelas da cidade.

Em uma área em que se encontram 114 favelas de São Paulo, houve 9 incêndios em menos de um ano, enquanto que em uma área em que se encontram 330 favelas não houve nenhum. Algo muito peculiar deve acontecer com a minoria das favelas, pois apresentam mais incêndios que a vasta maioria. Ao menos que o clima seja mais seco nessas regiões e que os habitantes dessas comunidades tenham um espírito mais incendiário que os das outras, a coincidência simplesmente não é aceitável.

Àqueles que ainda se apegam às inconsistências do destino, vamos a mais alguns fatos.

A Favela São Miguel, que leva o nome do bairro, divide sua região com apenas outras 5 favelas, representando todas apenas 0,38% das favelas de São Paulo. Desse modo, a possível existência de um incêndio por ali, em comparação com todas as outras favelas da cidade é extremamente baixa. Porém, ao pensar somente de modo abstrato, estatístico, nos esquecemos do fator principal: a realidade. O bairro de São Miguel é vizinho do bairro Ermelino Matarazzo, o qual, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), teve a maior valorização imobiliária na cidade de São Paulo entre 2009 e novembro de 2011, 213,9%. Lá, o preço do metro quadrado triplicou – mas não aumentou tanto quanto a possibilidade real de um incêndio em favelas por ali.

As favelas Alba e Buraco Negro também estão na rota do mercado imobiliário. Dividindo o bairro do Jabaquara com o restante dos imóveis, a favela inviabiliza um maior investimento do mercado na região, que se valorizou em 128,40%. Mas nada como um incêndio para melhorar as oportunidades dos investidores.

Todas as 9 favelas citadas estão em regiões de valorização imobiliária: Piolho (Campo Belo, 113%), Comunidade Vila Prudente (ao lado do Sacomã, 149%) e Presidente Wilson (a única favela do Cambuci, 117%). Sem contar com Humaitá e Areião (situadas na Marginal Pinheiros) e a já conhecida Paraisópolis.

Soma-se a tudo isso, o fato de que as favelas em que não houve incêndios (que são a vasta maioria), estão situadas em regiões de desvalorização, como o Grajaú (-25,7%) e Cidade Dutra (-9%). Cai, juntamente com o preço dos terrenos, a chance de um incêndio “acidental”.

Pensar em coincidência em uma situação dessa é querer fechar os olhos para o mundo. Resta aos moradores das comunidades resistirem contra as forças do mercado imobiliário, pois quem brinca com fogo acaba por se queimar. Enquanto isso, como disse Leonardo Sakamoto, “…favelas que viram cinzas são um incenso queimando em nome do progresso e do futuro.”

fontes: http://petripuc.wordpress.com/2012/09/06/nao-acredite-em-combustao-espontanea/
e http://ponto.outraspalavras.net/2012/09/10/porque-os-incendios-nas-favelas-de-sao-paulo-nao-sao-ocasionais/

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Manter viva a causa do PT: para além do “mensalão”


Sabidamente, temos elites econômicas e intelectuais das mais atrasadas do mundo. Seu tempo passou. Continuam conspirando, especialmente, através de uma mídia e de seus analistas, amargurados por sucessivas derrotas como se nota nestes dias, a propósito de uma entrevista montada de Veja contra Lula. Estes grupos se propõem apear o PT do poder e liquidar com seus líderes.

o texto é de Leonardo Boff (*)

Há um provérbio popular alemão que reza: “você bate no saco mas pensa no animal que carrega o saco”. Ele se aplica ao PT com referência ao processo do “mensalão”. Você bate nos acusados mas tem a intenção de bater no PT. A relevância espalhafatosa que o grosso da mídia está dando à questão, mostra que o grande interesse não se concentra na condenação dos acusados, mas através de sua condenação, atingir de morte o PT.

De saída quero dizer que nunca fui filiado ao PT. Interesso-me pela causa que ele representa pois a Igreja da Libertação colaborou na sua formulação e na sua realização nos meios populares. Reconheço com dor que quadros importantes da direção do partido se deixaram morder pela mosca azul do poder e cometeram irregularidades inaceitáveis. Muitos sentimo-nos traídos, pois depositávamos neles a esperança de que seria possível resistir às seduções inerentes ao poder. Tinham a chance de mostrar um exercício ético do poder na medida em que este poder reforçaria o poder do povo que assim se faria participativo e democrático.

Lamentavelmente houve a queda. Mas ela nunca é fatal. Quem cai, sempre pode se levantar. Com a queda não caiu a causa que o PT representa: daqueles que vem da grande tribulação histórica sempre mantidos no abandono e na marginalidade. Por políticas sociais consistentes, milhões foram integrados e se fizeram sujeitos ativos. Eles estão inaugurando um novo tempo que obrigará todas as forças sociais a se reformularem e também a mudarem seus hábitos políticos.

Por que muitos resistem e tentam ferir letalmente o PT? 

Há muitas razões. Ressalto apenas duas decisivas.

A primeira tem a ver com uma questão de classe social. Sabidamente temos elites econômicas e intelectuais das mais atrasadas do mundo, como soia repetir Darcy Ribeiro. Estão mais interessadas em defender privilégios do que garantir direitos para todos. Elas nunca se reconciliaram com o povo.

Como escreveu o historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma no Brasil 1965,14) elas “negaram seus direitos, arrasaram sua vida e logo que o viram crescer, lhe negaram, pouco a pouco, a sua aprovação, conspiraram para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que continuam achando que lhe pertence”. Ora, o PT e Lula vem desta periferia.

Chegaram democraticamente ao centro do poder. Essas elites tolerariam Lula no Planalto, apenas como serviçal, mas jamais como Presidente. Não conseguem digerir este dado inapagável. Lula Presidente representa uma virada de magnitude histórica. Essas elites perderam. E nada aprenderam.

Seu tempo passou. Continuam conspirando, especialmente, através de uma mídia e de seus analistas, amargurados por sucessivas derrotas como se nota nestes dias, a propósito de uma entrevista montada de Veja contra Lula. Estes grupos se propõem apear o PT do poder e liquidar com seus líderes.

A segunda razão está em seu arraigado conservadorismo. Não quererem mudar, nem se ajustar ao novo tempo. Internalizaram a dialética do senhor e do servo. Saudosistas, preferem se alinhar de forma agregada e subalterna, como servos, ao senhor que hegemoniza a atual fase planetária: os USA e seus aliados, hoje todos em crise de degeneração. Difamaram a coragem de um Presidente que mostrou a autoestima e a autonomia do país, decisivo para o futuro ecológico e econômico do mundo, orgulhoso de seu ensaio civilizatório racialmente ecumênico e pacífico.Querem um Brasil menor do que eles para terem vantagens.

Por fim, temos esperança. Segundo Ignace Sachs, o Brasil, na esteira das políticas republicanas inauguradas pelo PT e que devem ser ainda aprofundadas, pode ser a Terra da Boa Esperança, quer dizer, uma pequena antecipação do que poderá ser a Terra revitalizada, baixada da cruz e ressuscitada. Muitos jovens empresários, com outra cabeça, não se deixam mais iludir pela macroeconomia neoliberal globalizada. Procuram seguir o novo caminho aberto pelo PT e pelos aliados de causa. Querem produzir autonomamente para o mercado interno, atendendo aos milhões de brasileiros que buscam um consumo necessário, suficiente e responsável e assim poderem viver um desafogo com dignidade e decência.

Essa utopia mínima é factível. O PT se esforça por realizá-la. Essa causa não pode ser perdida em razão da férrea resistência de opositores superados porque é sagrada demais pelo tanto de suor e de sangue que custou.

(*) Leonardo Boff é teólogo e escritor.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Qual renovação faz a diferença?

por Gabriel Medina (*)    
.
O senso comum do brasileiro sobre a política diz, entre outras coisas, que são sempre os mesmos políticos que se candidatam e que ficam no poder sem fazer nada. Esta impressão que a maioria das pessoas tem é similar aquela do “político é tudo igual” ou que “os partidos são todos iguais”. Todas elas merecem ser relativizadas, problematizadas, desconstruídas.

O tema “mesmos políticos de sempre” poderia ser desmentido pelos números. A taxa de renovação da Câmara dos Deputados é alta, acima dos 40%. Segundo o Departamento Intersindical de Assessoramento Parlamentar (DIAP), 43,7% dos deputados federais foram eleitos em 2010 para o primeiro mandato. Foram 224 novos deputados eleitos. Nas eleições passadas, o quadro se repete: em 1990 foram 63% de novos parlamentares; em 1994, caiu para 55%; em 1998, mais uma queda, para 41,9%, índice similar ao pleito de 2002, quando 41,3% dos deputados eram marinheiros de primeira viagem. Em 2006 o numero cresce para 48,7%.

Ao invés de focar no plano federal, podemos passar para a dinâmica municipal, na qual serão travadas as disputas eleitorais em 07 de outubro de 2012. Um caso chama atenção em especial, o da cidade de São Paulo.

Segundo o movimento Nossa São Paulo, em 2004 a renovação da Câmara de Vereadores atingiu um nível muito similar ao nacional, com 25 novos vereadores em um total de 55 parlamentares, ou seja, 45% da Câmara. Porém, em 2008 o número despencou para apenas 16 novos vereadores, 29% do total. Ou seja, o eleitor paulistano tem confirmado nas urnas a manutenção da maioria dos políticos.

A renovação sem dúvida pode ser um aspecto importante a ser considerado pelo eleitor, mas isolada de um projeto e propostas novas esta renovação acaba alimentando a lógica do mais do mesmo. Ao analisar os “novos” políticos é fácil perceber que a grande maioria provém de famílias tradicionais, consolidadas há anos em um país que por séculos foi dominado por oligarquias. ACM Neto, Renan Filho, Roseane Sarney e por aí vai a lista.

A renovação que interessa é aquela construída com um novo jeito de fazer política, conectado com as novas formas de pensar e fazer ações coletivas. São candidaturas que mesclam a “radicalidade”, com coerência, sinceridade e ética pública. Partem de um projeto coletivo, com programa e propostas concretas para a cidade, sustentadas na defesa do bem comum e da justiça social.

A política precisa encantar as pessoas para ser efetiva, isto é, precisa convencer e mobilizar a cidadania em favor das mudanças que melhorem a sociedade, que transformem o mundo em um lugar mais justo, solidário, igualitário. As pessoas precisam se reconhecer nos políticos, nos partidos, nos governos.

Nos últimos 10 anos, milhões de jovens ingressaram no mundo da internet, entrando em contato com novas possibilidades; horizontes antes inacessíveis agora estão mais próximos de serem alcançados. A ampliação do acesso a Universidade Pública e o PROUNI constituíram uma geração com maior reconhecimento familiar e social.

É preciso que a política represente estas transformações. É fundamental que este novo universo de pessoas com informações, conhecimentos, culturas, esperanças, projetos que antes não eram viáveis estejam identificadas com os parlamentares e com os programas dos partidos.

Obviamente que os partidos atuais e os políticos que exercem os mandatos podem se conectar com esta juventude cheia de planos e sonhos. Mas isto não basta! É urgente que esta juventude também conquiste os espaços de poder, do mesmo modo que conquistou novos direitos, novas demandas, um novo Brasil.

Uma nova geração de cidadãs e cidadãos precisam estar representados nos parlamentos e no executivo. Pessoas que estão em movimento, se organizando em rede, na internet, nos movimentoss culturais, esportivos, ecumênicos, mais abertos a enfrentar preconceitos que persistem há séculos no país. A renovação é sim importante nestas eleições municipais. É preciso eleger jovens vereadores e vereadoras, antenados com esta dinâmica social recém inaugurada no Brasil.

- Gabriel Medina é psicólogo, ex-Presidente do Conselho Nacional de Juventude.


Brasil, de que lado você samba? O embate entre o lucro privado e o direito dos povos.

por Terra de Dereitos

"O Brasil é um dos principais avalistas da nova forma de apropriação privada de bens comuns. Mais preocupado com os recursos que pode receber negociando seus ativos ambientais no mercado financeiro do que com a manutenção da vida no planeta, o Brasil aposta no TEEB para alavancar receitas com a grande biodiversidade preservada. 
Unidades de Conservação (RDS, Resex, APAs,), onde vivem muitas comunidades tradicionais, assim como Terras Indígenas e assentamentos de reforma agrária, são vistos como territórios que podem prestar serviços ambientais para os países poluidores, o que pode significar graves restrições ao livre uso da biodiversidade por estas populações, como também criminalização de suas práticas."

...
 
"Grandes empresas do ramo da biotecnologia, como a Syngenta e a Monsanto, se opõem à proteção dos conhecimentos tradicionais e à repartição justa dos benefícios financeiros relacionados ao uso da biodiversidade. Para essas empresas garantirem altos lucros o sistema de patentes é fundamental para assegurar o monopólio e a propriedade de tecnologias baseadas na biodiversidade. Assim, para as empresas a repartição de benefícios não pode interferir no sistema de propriedade privada (patentes) sobre biotecnologia."

O texto acima é parte de um subsídio inicial para fomentar os debates da sociedade em alguns dos principais temas que serão tratados na COP 11 e MOP 6 da Convenção Sobre Diversidade Biológica, que se realizará em outubro de 2012, em Hyderabad, Índia. Para baixar o arquivo completo click no link seguinte:

A macroeconomia de um país em transição

por Renato Rabelo. em dezembro de 2011

Historicamente as crises cíclicas do capitalismo aceleram mudanças, alteram a correlação de forças, radicalizam posições, criam condições objetivas e subjetivas para saltos qualitativos. Abrem-se novos horizontes políticos. Não necessariamente fortalecem movimentos progressistas.

O nazismo e a atual escalada de violência do imperialismo atestam que a radicalização tem dois lados bem definidos. A crise financeira iniciada em 2008 sedimentou o fato de que estamos em um mundo em plena transição, com mudanças de eixos gravitacionais do Atlântico Norte para a Ásia. A América Latina e a África seguem esse mesmo rumo.

O Brasil é parte essencial deste “mundo em transição” e seu papel deverá ser de maior ou menor grandeza de acordo com o andamento de nossas disputas internas. A disputa é se vamos aproveitar – mais uma vez – a oportunidade dada pela conjuntura internacional e crescer com maior velocidade ou nos atolarmos de vez na areia movediça de uma orientação macroeconômica ultrapassada e desmoralizada.

Mesmo os bancos centrais dos EUA, da Europa e Japão estão necessitando agir coordenadamente para impedir uma crise de liquidez em seus sistemas financeiros. Claro que esta coordenação corre o risco de não ter grandes resultados em curto e médio prazos, dado o fato político de o poder político (na Europa e EUA) ainda ser monopólio dos responsáveis pela atual situação. Países como o Brasil, numa reviravolta histórica de 180 graus, são chamados a aumentar sua cooperação financeira no esforço de tirar a Europa da lama. Isso não é pouca coisa, diga-se de passagem.

Entre idas e vindas iniciadas entre o segundo mandato de Lula, as medidas anticíclicas de 2009, a eleição de Dilma e o advento da segunda fase da crise financeira, podemos afirmar que o saldo é positivo. A terceira queda seguida das taxas de juros (que agora se situa no patamar de 11%), acrescida do pacote anunciado de estímulo ao consumo e a produção indicam que, sim, estamos em um país cuja macroeconomia expressa uma transição lenta, dura e mesmo dolorosa tamanha a dimensão da luta e radicalização do ambiente político.

A taxa de investimentos precisa responder positivamente a esta indução macroeconômica, a valorização do dólar não pode ser impedida e a busca incessante por um novo pacto político envolvendo todos os setores interessados no avanço da produção deve ser implementada. A luta política prossegue cada vez mais renhida. A correlação de forças está claramente em processo de mudança. A agenda positiva do governo Dilma Rousseff é fato auspicioso diante da ação diuturna dos porta-vozes de nossa extrema-direita – mais raivosa do que nunca.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Hermínio fugiu para não ser expulso do PT

O portal de notícias regionais Rondoniaovivo publicou declaraçoes do Presidente da Assembléia Legislativa sob a manchete: Roberto Sobrinho sabia dos desvios na EMDUR e tinha participação - diz Hermínio Coelho

A publicação diz, in verbis, que: "Crítico ferrenho das administrações estadual e, principalmente, municipal o presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia (ALE/RO), Hermínio Coelho (PSD), concedeu uma entrevista na última terça-feira, 04, e escancarou sua aversão ao prefeito Roberto Sobrinho (PT), a quem chamou de “quadrilheiro”. Durante a conversa o presidente da ALE afirmou que agora é bandido denunciando bandido..." (grifamos) (*).

Eleito pelo Partido dos Trabalhadores, Hermínio fugiu para o PSD afim de não ser expulso. Sua atitude de produzir acusações levianas ficou insustentável no PT desde que fez, da tribuna do parlamento estadual, outras tantas denúncias contra o companheiro Roberto Sobrinho, prefeito de Porto Velho. Sob o manto covarde da imunidade parlamentar suas acusações não precisavam ser sustentadas com provas. Porém esqueceu o verborrágico ex-sindicalista que o PT tem um estatuto e que neste normativo partidário toda acusação contra qualquer filiado precisa ser sustentado por provas materiais. Diante daquelas seríssimas acusações, nossa tendência entrou com documento junto ao Diretório Estadual para que o parlamentar apresentasse os documentos que ele alegava ter. Se apresentasse e fossem verdadeiras, o Partido teria que disciplinar o companheiro prefeito. Se não apresentasse ou não as tivesse, o PT teria então que disciplinar o então "companheiro" deputado. Um dos dois seria expulso.

Acusações sem provas = leviandade.

Hermínio não apresentou as provas e, para não ser expulso, fugiu para o PSD do fazendeiro e deputado Rubens Moreira Mendes e capitaneado nacionalmente pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Como cidadão o deputado Hermínio deveria fornecer as provas que tem (se é que tem?) ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas. Ou ele não tem provas ou é cumplice. O certo é que não vai ser com acusações levianas que ele vai reverter os 71% de aprovação popular da gestão do prefeito Roberto Sobrinho em Porto Velho.

Venha se juntar a campanha vitoriosa de Fátima Cleide.

Faltando pouco mais de 20 dias para a eleição que ocorrerá no dia 07 de outubro. Esta é a hora da militância se incorporar à campanha. Entre a vontade e a possibilidade temos a realidade concreta e cotidiana de todos nós. Não nos é possível dedicar todo o tempo que gostaríamos à militância. Cada um de nós tem seu compromisso profissional ou escolar que impede de uma participação mais constante. Contudo, de agora em diante temos que ir separando uma quantidade crescente de tempo diário para nossa contribuição ao partido. Com todas as suas dificuldades ainda é o melhor partido para quem quer uma militância de esquerda viável que vá além de discurso vazio. A presença da militância é que historicamente tem dado o tom nos finais de campanha. A força do PT ainda está nas mãos da militância. Veja a agenda e venha se juntar a nós. Vamos mostrar à imprensa golpista que o pulso ainda pulsa no PT.

Agenda de Mobilização até 15/09 

13/09 – Manhã caminhada na Jatuarana das 08 às 10; Concentração no Poli Esportivo, Jatuarana c/ Sucupira a partir das 07 horas.

13/09 – Tarde: corredor de bandeiras na sete de setembro das 17 às 18:30 horas.

14/09 – Manhã: Pit Stop na Jorge Teixeira das 08 às 11 horas.

14/09 – Tarde: arrastão na Pau Ferro e Gurgel das 16 às 18 horas convidando para Reumicio no Castanheira.  Concentração na Pau ferro com Anary em frente a escola de Musica.

14/09 – Noite: reumicio na Rua Bandoleon c/ Contra Baixo, Castanheira (final da Pau Ferro). 

15/09 – Mulheraço na 7 de setembro das 09 às 11 horas.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Tendência: Nossa participação no PED 2013


O secretariado nacional da AE, reunido no dia 8 de agosto, deu prosseguimento ao debate sobre nossa participação no processo de eleição direta das direções partidárias, marcado para os dias 10 e 24 de novembro de 2013.

Foi discutida a seguinte resolução, que depois de aprovada pela Dnae, foi enviada para debate nas direções setoriais, municipais e estaduais da tendência.

1.Em setembro de 2013, a Articulação de Esquerda terá 20 anos de existência. Dois meses depois, ocorrerá o 5º PED, no qual terão direito a votar mais de 1,5 milhão de filiados e filiadas ao Partido dos Trabalhadores.
2.A Articulação de Esquerda travou, ao longo destes 20 anos, uma batalha incessante pela construção do Partido dos Trabalhadores, nas ruas, nas urnas, nos parlamentos, nos governos, no debate de idéias na sociedade, nos movimentos sociais e nas instâncias petistas.
3.Cometemos erros, muitas vezes não estivemos à altura das necessidades, fomos derrotados em inúmeras oportunidades, mas nunca abrimos mão da defesa do socialismo, do programa democrático-popular, de uma estratégia revolucionária e de um partido da classe trabalhadora.
4.Defender estas posições segue atual e necessário. A crise do capitalismo exige a construção de alternativas e torna possível recolocar o socialismo como alternativa prática para resolver os dilemas da humanidade. Os avanços parciais obtidos durante os governos Lula e Dilma colocam o país diante da disjuntiva: retroceder ou fazer reformas estruturais. A conjuntura internacional e regional, o monopólio da mídia, o financiamento privado das campanhas eleitorais, a ofensiva ideológica dos setores conservadores, a resistência que o aparato de Estado oferece ao processo de transformações, as mudanças sociológicas e geracionais em curso na sociedade brasileira, impõem a necessidade do PT retomar o debate estratégico. As mudanças ocorridas no Brasil, na classe trabalhadora e no petismo exigem uma revolução profunda no Partido, se quisermos ser algo mais do que uma legenda eleitoral.
5.O PED 2013 será chamado a tomar posição frente a estes temas. Mas para que isto aconteça, de maneira direta e exitosa, será preciso nadar contra a corrente do pragmatismo, do taticismo, da despolitização, do senso comum. Nos propomos a contribuir neste sentido, adotando desde já as seguintes medidas:
6.Implementar, durante a campanha eleitoral de 2012 e depois, a campanha Tome Partido. Lembramos que só poderá votar no PED 2013 quem entregar seu pedido de filiação até 30/10/2012. A campanha terá três momentos importantes, nos dias 13 de agosto, 13 de setembro e 13 de outubro.
7.Realizar nos dias 15 a 18 de novembro de 2012, em São Paulo capital, uma reunião ampliada da direção nacional da AE, para debater a plataforma que apresentaremos ao Partido e iniciar o debate sobre tática, chapas e candidaturas ao PED 2013.
8.Convocar a Conferência nacional da AE, para o primeiro semestre de 2013. Nesta Conferência decidiremos nossa política de alianças, os critérios para compor a chapa nacional, a escolha de nossa candidatura presidencial, as diretrizes para nossas chapas e candidaturas estaduais e municipais. A data, o local e os critérios para eleição de delegados para esta Conferência nacional serão aprovados pela Dnae, até 18 de novembro.
9.A reunião ampliada da direção nacional será precedida de um seminário que debaterá os temas do socialismo, do programa, da estratégia, da concepção de Partido, da conjuntura e da tática, de maneira a atualizar nossa proposta para o PT. A programação tentativa do seminário e da reunião da Dnae segue abaixo:
14 de novembro, quarta
Início da chegada dos participantes
15 de novembro, quinta
9h00: abertura, apresentação dos participantes, apresentação da programação, apresentação dos documentos que serão debatidos na reunião, constituição de comissão de emenda (para receber e incorporar emendas aos documentos)
10h00: painel seguido de debate, acerca da conjuntura internacional e luta pelo socialismo no século XXI
13h00: almoço
15h00: painel seguido de debate, acerca de classes, luta de classes e estratégia socialista no Brasil
18h00: jantar e noite livre
16 de novembro, sexta
9h00: painel, seguido de debate, acerca de governos Lula e Dilma, neoliberalismo, desenvolvimentismo e programa democrático-popular
13h00: almoço
15h00: painel, seguido de debate, acerca da balanço das eleições & lutas 2012, conjuntura em 2013 e tática para 2014
19h00: jantar e noite livre
17 de novembro, sábado
9h00: painel, seguido de debate, acerca dos desafios programáticos e organizativos do Partido dos Trabalhadores
15h00: abertura da reunião ampliada da direção nacional da AE, debate e aprovação do projeto de resolução que submeteremos ao PED 2013 (título provisório: Os desafios do PT)
19h00: jantar e noite livre
18 de novembro, domingo
9h00: debate e aprovação do projeto de resolução sobre nossa tática/política de alianças/candidaturas no PED 2013
13h00 almoço
15h00: debate e aprovação da convocatória e regimento interno da Conferência nacional da AE; debate e aprovação de outras resoluções
18h00: fim da reunião e saída dos participantes
Observações
-todas as atividades serão abertas à militância da AE, desde que em 1) em dia com suas contribuições e 2) previamente inscritas e 3) paguem taxa de inscrição (para pagar os custos do local)
-todos os painéis serão abertos à militância petista em geral, sendo que convidaremos os militantes da esquerda petista com quem temos melhores relações
-nos painéis, buscaremos compor mesas com no máximo 3 expositores, sendo 1 intelectual amigo que fará a exposição principal (30 minutos de fala), 1 dirigente da AE e 1 dirigente de outra tendência que farão os comentários (10 minutos cada), seguida de debate e volta aos oradores, por 20/5/5 minutos respectivamente
-painéis e debates serão transmitidos online
10.Iniciar, a partir do dia 1/11, os contatos com setores do Partido dispostos a formar conosco uma chapa e uma candidatura para disputar o PED 2013 em âmbito nacional. Trabalhamos para compor uma chapa encabeçada por uma candidatura presidencial da AE. Lembramos que o prazo para inscrição das chapas e candidatura presidencial nacional é 13/07/2013.
11.Orientar as direções estaduais da AE a iniciar, a partir de 1/11, os contatos com setores do Partido dispostos a formar conosco chapa e candidaturas para disputar o PED 2013 em âmbito estadual. Trabalhamos para compor chapas encabeçadas por militantes da AE nos 27 estados do país. Lembramos que o prazo máximo para inscrição das chapas estaduais é 12/8/2013.
12.Orientar as direções municipais da AE a iniciar, a partir de 1/11, os contatos com setores do Partido dispostos a formar conosco chapa e candidaturas para disputar o PED 2013 em âmbito municipal. Trabalhamos para compor chapas encabeçadas por militantes da AE em todos os municípios do país, com destaque para todos aqueles com mais de 150 mil eleitores. Lembramos que o prazo máximo para inscrição das chapas municipais e zonais é 11/9/2013.
13.Constituir, na reunião ampliada da Direção Nacional, um GTE 2013, com o objetivo de realizar um planejamento; visitar os 27 estados e os municípios de maior eleitorado; reunir com a direção das tendências partidárias; elaborar e fazer circular uma carta aberta ao conjunto do PT, explicando qual deve ser em nossa opinião a plataforma e a atitude da esquerda petista no PED 2013.
14.Estimular o conjunto da militância petista a quitar suas contribuições financeiras e participar das atividades partidárias obrigatórias até 12/08/2013, condições para poder votar e ser votado.
15.Lembrar ao conjunto da militância que as chapas deverão respeitar a paridade de gênero, a presença étnica e da juventude. Além disso, as chapas devem ser pré-ordenadas. Salientamos que estas exigências, mais o quadro político de 2013, podem induzir todas as tendências partidárias a lançar chapa própria, dada a dificuldade de definir antecipadamente a composição das listas.
16.O secretariado nacional reafirma que nosso objetivo eleitoral, no PED 2013, é no mínimo obter 10% dos votos válidos em âmbito nacional, obtendo resultado similar nos estados e principais municípios. E reafirmamos, também, que nosso principal objetivo político é defender o caráter de classe do PT e nossa estratégia democrático-popular e socialista.
Direção nacional da AE, 13 de agosto de 2012