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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Grito da Terra Estadual reúne 5 mil trabalhadores rurais em Porto Velho e fecha BR 364.


Cinco mil trabalhadores e trabalhadoras rurais representando o Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Rondônia deram início hoje (04), na capital Porto Velho, ao Grito da Terra Estadual 2012, maior mobilização da categoria em busca de fortalecimento e desenvolvimento para a agricultura familiar. É uma mobilização de caráter reivindicatório promovida pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia (FETAGRO) e apoiada pelos Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTRs) e Central Única dos Trabalhadores (CUT/RO).

Os trabalhadores rurais cobram do governo estadual e órgãos federais respostas à pauta de proposições e reivindicações do Grito da Terra Estadual. As negociações da pauta acontecem desde a última segunda-feira, com a realização de audiências com os órgãos do poder público estadual e federal competentes às demandas dos trabalhadores e trabalhadoras rurais contidas na pauta.

A pauta, intitulada “Reforma Agrária: justiça no campo e produção sustentável”, contempla mais de 160 propostas que expressam as principais reivindicações de cerca de 120 mil homens e mulheres do campo e propõe políticas para agricultores familiares nas áreas de políticas agrícolas, políticas agrárias, políticas sociais e nas questões salariais.

Os trabalhadores estão acampados na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e seguem até o dia 05, quando o governador deverá receber uma comissão composta pela diretoria da FETAGRO e representantes dos 39 STTRs filiados a Federação, para entregar o caderno de respostas à pauta de reivindicações.

Trabalhadores rurais liberam BR, mas continuam insatisfeitos com respostas

Os cinco mil trabalhadores e trabalhadoras rurais participantes do Grito da Terra Estadual 2012 liberaram o transito na BR 364, por volta das 12 horas, após receberem garantia de atendimento às principais reivindicações que motivaram o bloqueio da rodovia. Mas os trabalhadores ainda se encontram insatisfeitos com os resultados.

O superintendente do Incra em Rondônia, Flávio Luiz Carvalho, respondeu via ligação telefônica, aos trabalhadores que ainda nesta tarde será realizada uma reunião na superintendência nacional, onde o mesmo apresentará e discutirá a pauta do GTE com a representação nacional. Luiz Flávio se encontra em Brasília, participando do lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2012/2013. Diante da promessa, os trabalhadores decidiram ocupar a sede do Incra e aguardar respostas.

As pautas ligadas ao Incra, são um dos principais destaques das reivindicações da mobilização, entre elas, os trabalhadores exigem da Superintendência Nacional do Incra uma agenda para discutir questões orçamentárias para obtenção de terras e desenvolvimento das ações do instituto no Estado.

Outra exigência do bloqueio da BR foi para a realização de novas audiências com as secretarias estaduais de Saúde (Sesau) e Educação (Seduc), uma vez que, as mesmas não cumpriram agenda marcada para o início da semana. Em resposta, as secretarias se dispuseram a receber uma comissão da categoria ainda no final da manhã. Mas infelizmente as audiências não aconteceram.

Recebidos pelo secretário adjunto da Sesau, Orlando José de Souza Ramires, os trabalhadores se sentiram desrespeitados pelo secretário que ao iniciar a reunião afirmou dispor somente de cinco minutos para discussão e ainda desconhecer a pauta de proposição e reivindicação do Grito da Terra Etadual, sendo que a mesma foi entregue ao governo do estado e suas respectivas secretarias na primeira semana do mês de junho. Em relação a Seduc, o mesmo sentimento. Os trabalhadores aguardaram por horas pelo secretário Júlio Olivar, que não os atendeu. Diante desta situação, os trabalhadores se reunirão ainda nesta tarde para novas decisões e definir novas ações.

A Superintendência do Banco do Brasil não respondeu à manifestação, que pede uma agenda com a Superintendência do Banco do Brasil para tratar da liberação de créditos para investimentos na agricultura familiar.

Fonte: Assessoria FETAGRO

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