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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Revista Veja manipula informação e a cabeça dos seus leitores.

A recente avalanche [ou cachoeira] de lama que foi descoberta na associação criminosa entre o contraventor Carlos Cachoeira, o Senador Demostenes Torres (DEM/GO), e o Governador Marconi Pirilo (PSDB/GO), entre outros bandidos; agora respingou na Revista Veja. Não é de hoje que temos denunciado a imprensa tendenciosa e manipuladora da editora Abril.  Mesmo hoje, depois de tantas provas juntadas pela Polícia Federal, grande parte do seus leitores acham que é tudo mentira das forças progressistas para comprometer a liberdade de imprensa. Para esses leitores e eleitores só o sorriso da foto ao lado.
Para quem quer enxergar, abaixo transcrevemos dois artigos da imprensa honrada. Se for pouco procure mais no Google. Leia e tire suas próprias conclusões.


Documentos da PF mostram que Veja atendia a interesses de Cachoeira

Escutas telefônicas gravadas com autorização da Justiça revelaram uma ligação sombria entre o chefe de um esquema milionário de jogos ilegais, Carlinhos Cachoeira, e a maior revista semanal do Brasil, Veja. As conversas mostram uma relação próxima entre o contraventor e Policarpo Júnior, diretor da revista em Brasília (DF). Segundo documentos da Polícia Federal, Cachoeira teria passado informações que resultaram em pelo menos cinco capas da Veja, além de outras reportagens em páginas internas, publicadas de acordo com interesses do bicheiro e de comparsas. Trata-se de uma troca de favores, que rendeu muitos frutos a Carlinhos Cachoeira e envolveu a construtora Delta. O escândalo pode levar Roberto Civita, presidente da empresa que publica a Veja e um dos maiores barões da imprensa do País, a ser investigado e convocado para depor na CPI.

fonte: http://r7.com/64_R

Veja defende "empresário" Cachoeira desde 2004

Antes mesmo do mensalão, Policarpo Júnior já atuava em sintonia com Carlinhos Cachoeira, a quem chamava de "empresário de jogos" na revista; filmes gravados ilegalmente foram usados à época contra deputados do Rio; na Monte Carlo, há 200 ligações entre eles.
A parceria entre o jornalista Policarpo Junior, editor-chefe e diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, e o contraventor Carlinhos Cachoeira é anterior e vai além dos 200 telefonemas entre eles, grampeados pela Polícia Federal, feitos no período de 2008 a 2010. Sob o título de Sujeira para Todo Lado, reportagem assinada por Policarpo em 3 de novembro de 2004, na edição 1.878, teve como efeito prático criar um clima político adverso à prisão de Carlos Cachoeira, cujo pedido neste sentido havia sido feito pela unanimidade dos 58 deputados estaduais do Rio de Janeiro. Eles aprovaram o relatório final da CPI da Loterj, mas a reportagem de Veja, feita com base em conversas gravadas por auxiliares de Cachoeira entre eles próprios e o então deputado federal pelo Rio de janeiro André Luiz, trata de cercar de suspeitas a atuação da própria Comissão. No texto se diz que Cachoeira só teve seu pedido de prisão requerido porque foi vítima de extorsão e se recusou a pagar R$ 4 milhões para sossegar os ânimos dos deputados estaduais. Uma vítima, portanto, e não um réu, como era o caso.
O então repórter Policarpo Junior chegou a essa conclusão de inversão do papel do “empresário de jogos” a partir da escuta de fitas gravadas cladestinamente por auxiliares do próprio Cachoeira, que “sugerem que André Luis agia em nome de um grupo de deputados. Um deles era Jorge Piciani, presidente da Assembléia Legislativa”, como está no texto de Veja. Não pareceu importante, ao jornalista, registrar que o nome de Piciani sequer fora citado em qualquer das conversas gravadas ilegalmente. Igualmente não adiantou o então presidente da Alerj responder à Veja que “se alguém tentou vender alguma facilidade, entendo que é bandido com bandido”. Mais forte que qualquer apuração, a tese da reportagem, como se diz no jargão interno de Veja, era a de que “o empresário de jogos Carlos Cachoeira”, como Policarpo o qualificava, era um empresário honesto envolvido num cerco de chantagens. E foi isso o que foi publicado.


fonte: http://brasil247.com/pt/247/poder/50984/Veja-defende-empres%C3%A1rio-Cachoeira-desde-2004.htm

Um comentário:

  1. Quando apurarem o caso do mensalão e do Celso Daniel eu comentarei a notícia....
    Cada coisa na sua vez.....

    Márcio Paixão

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