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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Não basta indignação é preciso coragem para encarar a luta por mudanças

Ainda no século XII, Santo Agostinho já ensinava que “a esperança tem duas filhas lindas: a indignação e a coragem. A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las". Assim, não basta indignação é preciso coragem para encarar a luta por mudanças.

Indignados e munidos de muita coragem, alguns jovens perguntam: Que fazer? Por onde começar? - De pronto, já adianto que não há fórmulas acabadas ou caminhos recebidos por revelação divina. Na história, o futuro é como uma floresta onde ninguém ainda caminhou e portanto o caminho se fará na caminhada. Não há como antecipar e nem traçar mapas. É nas jornadas de luta que a resposta será encontrada.

Nem todos os indignados porém tem coragem para a luta por mudanças. Que existe no meio da sociedade um sentimento de indignação face ao aos esquemas de reprodução da condição presente, que esmaga o ser humano e privilegia o lucro, isso é incontestável. Esse sentimento de indignação latente pode resultar em dois encaminhamento: cinismo ou reação. A conclusão cínica leva à resignação de que as coisas são assim mesmo e não se pode mudar, que tudo é resultado da vontade divina e seria pecado lutar contra ela. Resta então a fuga às drogas, com sua falsa realidade psicodélica, ou ao fanatismo religioso, e apostar num paraiso vindouro no mundo de além.

Para os que preferem a luta e tem coragem para tentar uma atitude ativa. Precisamos organizar nossas análises teóricas, reavaliando as tentativas de subversão da realidade contadas pela história recente. Alguns vislumbres sinalizam inícios da caminhada. Por exemplo: Combater com firmeza a alienação que atinge uma grande parcela dos trabalhadores. Isso Marx já dizia, só não dizia como. Descobrir o como é tarefa nossa, hoje.

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