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quarta-feira, 7 de março de 2012

Para quê José Neumar quer ser o candidato a Prefeito.

Nessa hora em que a militância petista é chamada a decidir qual o nosso candidato para disputar a eleição para Prefeitura de Porto Velho, o nome do engenheiro agrônomo José Neumar, gerente do SIPAM desde 2005, surge como uma proposição coletiva do exercício do poder na administração municipal. A trajetória política e a competência administrativa do companheiro Neumar nos garantem que ele exercerá a chefia do executivo como um maestro e não como um coronel. Como se sabe: maestro não toca, mas ajuda cada executante a fornecer o seu melhor. Maestro também não delega sua responsabilidade a outros. Nem autoritário, nem omisso na responsabilidade pessoal e política da gestão. Como fundador do PT, Neumar jamais agirá para enfraquecê-lo. Essa candidatura não é por carreirismo nem por conveniência pessoal. Com Neumar o militante sempre terá voz e será ouvido. 

Sabemos que administrar Porto Velho não é tarefa fácil. Geograficamente é um dos maiores municípios do Brasil em área, isso é um problema. De outro lado, o município tem uma posição privilegiada, pois está no entroncamento da rodovia que leva aos portos do Pacífico e da hidrovia do Madeira que dá acesso ao Atlântico. Isso a torna uma das esquinas do mundo. Assim, era inevitável que o desenvolvimento chegasse, trazendo consigo as vantagens da vida moderna e também suas mazelas. Neste momento vivemos um surto migratório provocado pela construção de duas hidrelétricas e outras grandes obras do PAC que tem causados muitos pontos de estrangulamento na infraestrutura municipal. O portovelhense tem estado assustado com as rápidas transformações. O poder público, nas três esferas de governo, tanto federal, como estadual e municipal, também não consegue acompanhar os passos da dinâmica do progresso. 

Depois de dois mandatos de Roberto Sobrinho, chega a hora de passar esse comando às mãos de outro companheiro ou companheira. O companheiro Roberto chega ao fim da sua gestão com resultados positivos em diversas áreas, porém a visão seletiva da mídia insiste em não reconhecer e prefere amplificar os defeitos e falhas. Na verdade a mídia nunca foi mesmo favorável ao PT desde sua criação.  Em geral os analistas políticos esperavam um PT cansado, apático e retraído, entretanto os quatro nomes colocados à discussão na escolha do candidato os têm surpreendido e desconcertado. 

A précandidatura de José Neumar, nesta fase inicial surgiu com três eixos propositivos: a) ser uma opção aos militantes, b) qualificar o debate, e c) manter a unidade partidária. Vencida esta fase entraremos na construção participativa do plano de governo. Pretende-se trazer à discussão o modo petista de governar, orçamento participativo, garantia de participação direta dos servidores públicos e da população; reativar, democratizar e empoderar os conselhos setoriais; criar conselhos zonais de acompanhamento de obras públicas; modernizar o transporte coletivo; ampliar a construção de vias rápidas no trânsito, urbanização de igarapés e canais na cidade, ampliação das áreas de lazer e convivência, e tudo o mais que aparecer na nossa construção coletiva com os militantes interessados.


Em 2010,José Neumar foi intrevistado por Viriato Moura no programa Viva Porto Velho veja a integra >> 
Veja um trecho: 

Viriato: Vamos falar da história política no nosso estado. Como foi que surgiu o PT em RO?
Neumar: ...como a gente sempre foi ligado em política, desde a época do Seminário em Fortaleza, então acompanhei a movimentação para fundação desse partido. Através do sindicalista Jacó Bittar obtive a lista de documentação necessária para os trâmites. Aqui era governador o Coronel Teixeira, em plena ditadura militar, nós aqui na faixa de fronteira, ...aquilo tudo era uma atividade pessoalmente muito perigosa... Fizemos a primeira reunião no dia 08 de abril de 1980, lá na casa onde eu morava no Ipase Novo. Presentes: mestre Ataíde, Joselina, Val, Miguel Carneiro, Bernardo e eu. Nessa mesma época eu estava fundando os primeiros sindicatos rurais aqui ...  Depois das reuniões sindicais a gente fazia debates sobre a necessidade do partido enquanto ferramenta de luta política. Como resultado foi que esse grupo de Rondônia ajudou a dar o quorum necessário na convenção nacional de fundação do Partido dos Trabalhadores.
Viriato: Você que trabalhou pela fundação do PT, qual sua avaliação do PT de hoje? O que aconteceu com o PT?
Neumar: Aconteceu com o PT o que acontece com qualquer partido de esquerda que chega ao governo. (E se digo chegar ao governo é porque tem diferença entre chegar ao governo e chegar ao poder.) A medida que participa das instituições legais, a começa a se transformar, a se adaptar as realidades que encontram fixadas no direito administrativo que são as regras do jogo. ...Ao assumir um cargo público, seja eles uma prefeitura, um estado, ou o país, você não pode fazer tudo aquilo que você quer, do jeito e no tempo que quer e sim fazer dentro da possibilidade da legislação vigente. Exatamente por causa da burocracia legal, que temos que atender pois os tribunais de contas estão de olho, é que precisamos exercitar mais a criatividade e o envolvimento coletivo do militante e do cidadão.

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