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quarta-feira, 21 de março de 2012

Greve paraliza obras de hidrelétricas do PAC em Rondônia.

Altair Donizete, do STTICERO.
Os trabalhadores da construção civil que estão construindo as duas hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio no Rio Madeira em Rondõnia estão vivendo um intenso conflito com o consórcio de empreiteiras. Desde o dia 23 de feveiro o canteiro de obras da Usina de Jirau se encontra parcialmente paralizado. Na semana passada, no dia 15 de março, a Justiça do Trabalho se posicionou a favor do patronato e considerou a greve dos trabalhadores como ilegal. Nesta quarta feira dia 21 de março os trabalhadores da outra usina, a de Santo Antonio resolveram entrar em greve em solidariedade aos seus companheiros de Jirau. 
Esse imenso conflito entre trabalho e capital, que muitos teóricos julgam já não existir no mundo de hoje, tem acontecido em todas as zonas periféricas de expansão do capitalismo.  Esses limites de expansão tem ocorrido em busca de recursos naturais ainda disponíveis neste planeta já tão depredado, contando com a cumplicidade das elites locais e dos teóricos do desenvolvimentismo tanto de direita como de esquerda. Devido ao fato de que o Rio Madeira ainda está conformando o seu leito e corta uma vasta bacia sedimentar; as barragens já estão produzindo erosão das margens em plena zona urbana de Porto Velho. Não só as residencias das populaçoes tradicionais dos ribeirinhos a jusante, mas mesmo prédios de empreendimentos estão sendo condenadas pela Defesa Civil.
Na luta classista, depois de tomar a direção do sindicato, que era feudo da Força Sindical nas mãos do pelego Amaral, os trabalhadores elegeram uma direção independente e combativa. Segundo o vice-presidente, companheiro Altair Donizete: "o sindicato agora está liberto para enfrentar as lutas e os embates com o patronato, seja ele de que setor vier". Ele relembra que recentemente o sindicato organizou o caçambaço que paralizou a Sete de Setembro, principal rua no centro de Porto Velho, reinvidicando pagamentos atrazados aos prestadores de serviço a Prefeitura da Capital, que é administrada pelo Partido dos Trabalhadores.

Veja abaixo parte do noticiário recente da imprensa:

Quarta-Feira , 21 de Março de 2012
 GREVE - Trabalhadores da Usina de Santo Antônio paralisam 90% das obras em solidariedade a companheiros de Jirau

Os trabalhadores da usina de Santo Antônio resolveram cruzar os braços e paralisaram a obras no início da manhã desta quarta-feira (21). De acordo com informações extra-oficiais com isso 90% das obras estão paralisadas. A motivo da paralisação é que os trabalhadores estão dando apoio aos seus colegas da Usina de Jirau que estão em greve há dez dias.

A paralisação no canteiro de obras de Santo Antônio não tem prazo para terminar.

Quinta-Feira , 15 de Março de 2012 - 14:27
Justiça do Trabalho declara a ilegalidade da grave dos trabalhadores de Jirau com multa diária de R$ 200 mil

Depois de três rodadas de negociações com Stinccero, MPT e empresas empregadoras, o desembargador Ilson Alves Pequeno Júnior, relator do Dissídio Coletivo de Greve no Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, declarou em caráter liminar na manhã desta quinta-feira (15), a ilegalidade da greve dos trabalhadores Enesa Engenharia S/A e também da Construtora Camargo Corrêa, e determinou o retorno imediato dos trabalhadores ao trabalho, além de outras determinações, com multa diária de R$100 mil para os trabalhadores da Enesa e mais R$100 mil para os da Camargo Correa, totalizando R$200 mil pelo descumprimento.

Quinta-Feira , 08 de Março de 2012 - 14:05
PARALISAÇÃO UHE JIRAU – Vice-Presidente do STTICERO explica sobre manifestação e negociação

O Vice-Presidente do STTICERO (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia), Altair Donizete, disse na tarde desta quinta-feira (08) que no último dia (22) e d(23) de Fevereiro, cerca de 1.500 operários da empresa ENESA, responsável pela montagem de equipamentos da UHE Jirau paralisaram as atividades, pois exigiam bonificações salariais.
Diante das circunstâncias, o STTICERO realizou uma audiência com os responsáveis pela empresa e obtiveram uma negociação positiva, ou seja, conquistaram mais R$ 150,00 de bonificação para o mês de março e abril, porém, uma pequena gama de trabalhadores de montagem de andaimes não aceitaram a proposta apresentada em audiência pública realizada na última quarta-feira (07) e enfatizaram que iriam paralisar as atividades nesta manhã (08), onde fato está acontecendo.
De acordo com o Vice-Presidente do STTICERO, Altair Donizete, a direção do sindicato está ao local para analisar o movimento grevista e negociar com os manifestantes. Segundo, Altair Donizete, no início da manhã da próxima sexta-feira (09), o STTICERO, irá realizar uma Assembleia com todos os trabalhadores no próximo dia (11) de Março no Clube do Ipiranga, com a intenção de informar os operários sobre a Data-base, pois o processo de negociações trabalhistas com as partes envolvidas foi iniciado.
Entretanto, Altair Donizete, fez uma ressalva a respeito do movimento grevista, pois a atitude tomada pela pequena gama de manifestantes não ajuda nas prioridades e princípios das negociações trabalhistas da classe. “Se seguirmos esta tendência, não seremos bem recebidos pela justiça e pelos empresários. Ficaremos sem moral para podermos negociar, isto será ruim para o sindicato negociar com as partes desta maneira”, finalizou o Vice-Presidente do STTICERO, Altair Donizete.

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