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sexta-feira, 23 de março de 2012

Carta contra a fulanização da política no PT.

Jorge Werley
Camaradas, Companheiros, Companheiras;

É feliz um partido político que tem tantos militantes em condições de representá-lo numa eleição complicada como vai ser esta para prefeito de Porto Velho. Além dos quatro nomes propostos, temos muitos outros, que certamente nos honrariam com qualidade. Essa riqueza de quadros só o PT tem.
José Neumar, Fátima Cleide, Cláudio Carvalho, Mirian Saldanha: cada um tem sua trajetória de lutas e parcela de contribuição na construção desse partido, como também todos nós. Se medido por esse princípio também Roberto Sobrinho tem sua indubitável importância. Porém não se toca uma gestão com as lutas passadas e história de tempos ídos. O tamanho da máquina pública e o multivariado perfil de cada setor que compõe a estrutura administrativa da prefeitura torna impossível que uma pessoa só tenha domínio técnico de tudo. É necessário uma gestão compartilhada, construída em cima dos princípios que o nosso partido advoga desde sua fundação.
Toda vez que o PT se afasta da democracia interna, atropelado pela postura arrogante de quem pensa que sabe tudo, o resultado é uma gestão idêntica a de qualquer dessas outras siglas eleitorais que estão por aí.
Tenho visto companheios trazendo como argumento em favor desse ou daquele nome, que tal conhece a estrutura administrativa da prefeitura, que outro conseque abrir portas em Brasília porque é amigo das autoridades, que outro descobriu um "novo" modo de governar, e por aí vai. Tudo qualidade única de determinada pessoa e assim se vai fulanizando a política.
O Partido dos Trabalhadores não foi uma construção coletiva histórica no passado que resultou numa sigla eleitoral emblematizado pela estrela vermelha. O partido é um grupo humano, e portando vivo e dinâmico, que ainda está em construção coletiva.
Precisamos de lideres que saibam motivar e inspirar esse coletivo para a luta incansável por melhores condições de vida para os trabalhadores. Não é uma luta isolada e encastelada num cargo, seja de prefeito, governador ou presidente. Precisamos que a burquesia saiba que é todo o PT que está no cargo, afinado como uma orquestra sinfõnica sob a batuta de um maestro. Não precisamos de generais ou ditadores, precisamos de um maestro. Que inspire confiança e empolgue toda a militancia, nesta fase interna, e depois todo o povo de Porto Velho, ruma à vitória nas urnas e rumo à dias melhores para os trabalhadores.


Por isso, nas prévias em Porto Velho votamos  no camarada JOSÉ NEUMAR.

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