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sexta-feira, 30 de março de 2012

Carta da Articulação de Esquerda sobre o segundo turno das Prévias em Porto Velho.


A Articulação de Esquerda entende o Partido dos Trabalhadores como um ator coletivo que trabalha pela construção do socialismo e como tal se faz presente em todos os embates em que o interesse dos trabalhadores está colocado. Neste sentido tanto os cargos nos parlamentos quanto no poder executivo, ou nos sindicatos, nas associações de bairros, nas organizações dos agricultores e povos da florestas,  bem como as lutas individuais de cada militante; tem uma mesma orientação estratégica que lhes norteia as tarefas. Para nós, o PT  não é apenas uma sigla eleitoral que reúne levantadores de bandeirolas e motoristas de automóveis plotados nas campanhas.

No início desse processo de prévias para escolha do pré candidato do PT ao cargo majoritário que sucederá o companheiro Roberto Sobrinho no comando da administração municipal em Porto Velho, a Articulação de Esquerda não encontrava sintonia ou afinidade com as pré candidaturas que até então eram cogitadas: de um lado o nome da ex-senadora Fátima Cleide e de outro o da deputada Epifânia Barbosa. A saída daquele dilema foi convocar o nosso companheiro José Neumar a colocar também seu nome a disposição dos companheiros. O objetivo era o de qualificar o debate (que naquela oportunidade já descambava para ataques pessoais); ser uma opção aos eleitores internos no partido e tentar manter a unidade partidária em cima de princípios e proposições políticas,  fugindo da fulanização e do culto à qualidades pessoais do pré candidato ou candidata.

Com a saída da deputada Epifânia Barbosa e o surgimento da proposição do nome do companheiro Cláudio Carvalho e depois com o lançamento de Miriam Saldanha, permanecemos na nossa orientação de qualificar o debate, ser uma opção aos militantes e manter a unidade partidária. Participamos dos debates denunciando práticas incompatíveis com a história do PT, como: o abuso do poder econômico, as tentativas de cabresto, a disseminação de fofocas e ataques pessoais... Trouxemos ainda algumas proposições a serem efetivadas pela próxima gestão à frente da Prefeitura de Porto Velho.

Ao fim do primeiro turno, quis o eleitor partidário que dois nomes fossem submetidos a um novo escrutínio que ocorrerá dia 08 de abril: Fátima Cleide ou Cláudio Carvalho. Como ficar em cima do muro nunca foi uma opção para a Articulação de Esquerda, então nos detivemos, em duas reuniões, a fazer uma análise meticulosa para daí tirar uma posição. Analisamos a experiência e o passado recente dos dois pré-candidatos, as suas habilidades e competências pessoais, confrontamos estas habilidades com as habilidades que o cargo de prefeito requer, analisamos ainda os seus tipos de liderança e grau de independência frente ao seu círculo mais próximo de conselheiros e compromisso com o coletivo maior.

Nossa conclusão nos levou a não apenas apoiar esse ou aquele nome, mais a propor um acordo em cima de princípios e plano de governo com o companheiro CLÁUDIO CARVALHO.

Pelos critérios já listados acima, Cláudio Carvalho, a nosso ver, é o que reúne condições de manter a unidade partidária, trabalhar de forma participativa, mas sem tutelas; que tem comprovada EXPERIÊNCIA ADMINISTRATIVA, e cuja trajetória de superação inspira para a luta de construir uma gestão dentro do modo petista de governar, com inovação e audácia.  Cláudio é um homem de conversa aberta, humilde, que busca a interlocução, tem determinação e coragem para a disputa de idéias. 

Ao contrario do que alguns grupos obscuros e chegados a semear discórdia estão dizendo, o companheiro Cláudio Carvalho não é ficha suja, pois ao longo de todos estes anos a frente de cargos na administração municipal nenhum condenação há contra ele. As falhas apontadas pelo TRE na sua prestação de contas eleitoral, só constam no processo porque não lhe foi dado o direito constitucional de ampla defesa. Mas a justiça será feita.

Assim, no segundo turno das prévias do PT, sem medo de ser feliz,  estamos com CLÁUDIO CARVALHO.

Bandwagon-effect: a síndrome do “efeito adesão” no processo eleitoral.


por Gustavo Müller (*).

Por que alguns eleitores tendem a manifestar preferência para o candidato que está na frente"?

É amplamente comentado pela grande imprensa, pelos analistas e pelos candidatos, o “efeito da flutuação” nas intenções de voto apontadas pelas pesquisas eleitorais. De uma hora para outra, o quadro eleitoral pode sofrer alterações a partir de fatos negativos ou positivos divulgados a respeito dos candidatos.

Tais situações podem exigir mudanças de estratégias para manter a candidatura no páreo até o final da corrida eleitoral. Pois bem, dentre tantos elementos que compõe o ambiente psico-social de uma eleição, está o bandwagon-effect, ou a síndrome do “efeito adesão”.

Bandwagon-effect

O chamado bandwagon-effect, nada mais é do que a tendência das preferências eleitorais se transferirem para o candidato que desponta nas pesquisas.
Em outras palavras, quando um candidato é apontado pelas pesquisas de intenção de voto como favorito, com um percentual significativo de vantagem na preferência dos eleitores em relação aos demais candidatos, ocorre uma transferência de intenções de voto para o primeiro colocado, ou seja, a parcela dos eleitores que não possuem uma escolha consolidada tende a manifestar preferência para o candidato que  "está na frente".
Esse efeito "efeito adesão" ocorre porque os eleitores acreditam que, votando em um candidato que fatalmente será derrotado, estarão "desperdiçando seu voto", comportamento esse que pode se acentuar com o apelo ao "voto úti", que geralmente é adotado pelo primeiro colocado, ou por aquele candidato que está mais próximo ao líder nas pesquisas e que pode levar a disputa para um segundo turno.

Eleitores que não possuem uma escolha consolidada tendem a seguir o candidato que "está na frente".

Estima-se que a expressão bandwagon-effect tenha sido incorporada ao vocabulário político norte-americano em 1902, numa história em quadrinhos sobre a carreira política de Theodore Roosevelt. Com o tempo, essa expressão foi sendo utilizada até em eleições papais nas quais os cardeais são induzidos a direcionar seu voto para o candidato mais votado no último escrutínio.
De fato, o bandwagon-effect, aplicado aos processos eleitorais, manifesta-se com maior força, em contextos nos quais os eleitores demonstram uma baixa identificação com os partidos políticos e pouco interesse pela atividade política.
Em processos eleitorais nos quais as identidades partidárias são mais enraizadas, como no continente europeu, os eleitores são menos susceptíveis ao bandwagon-effect. Nestes contextos, até podem ocorrer surpresas durante o processo eleitoral, mas é preciso que fatos mais consistentes ocorram para haver um deslocamento das preferências de voto.


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(*) ©copyright2006 - AD2000 Consultoria Política
Editor Responsável: Francisco Ferraz
Publicado no site  www.politicaparapoliticos.com.br

sexta-feira, 23 de março de 2012

Carta contra a fulanização da política no PT.

Jorge Werley
Camaradas, Companheiros, Companheiras;

É feliz um partido político que tem tantos militantes em condições de representá-lo numa eleição complicada como vai ser esta para prefeito de Porto Velho. Além dos quatro nomes propostos, temos muitos outros, que certamente nos honrariam com qualidade. Essa riqueza de quadros só o PT tem.
José Neumar, Fátima Cleide, Cláudio Carvalho, Mirian Saldanha: cada um tem sua trajetória de lutas e parcela de contribuição na construção desse partido, como também todos nós. Se medido por esse princípio também Roberto Sobrinho tem sua indubitável importância. Porém não se toca uma gestão com as lutas passadas e história de tempos ídos. O tamanho da máquina pública e o multivariado perfil de cada setor que compõe a estrutura administrativa da prefeitura torna impossível que uma pessoa só tenha domínio técnico de tudo. É necessário uma gestão compartilhada, construída em cima dos princípios que o nosso partido advoga desde sua fundação.
Toda vez que o PT se afasta da democracia interna, atropelado pela postura arrogante de quem pensa que sabe tudo, o resultado é uma gestão idêntica a de qualquer dessas outras siglas eleitorais que estão por aí.
Tenho visto companheios trazendo como argumento em favor desse ou daquele nome, que tal conhece a estrutura administrativa da prefeitura, que outro conseque abrir portas em Brasília porque é amigo das autoridades, que outro descobriu um "novo" modo de governar, e por aí vai. Tudo qualidade única de determinada pessoa e assim se vai fulanizando a política.
O Partido dos Trabalhadores não foi uma construção coletiva histórica no passado que resultou numa sigla eleitoral emblematizado pela estrela vermelha. O partido é um grupo humano, e portando vivo e dinâmico, que ainda está em construção coletiva.
Precisamos de lideres que saibam motivar e inspirar esse coletivo para a luta incansável por melhores condições de vida para os trabalhadores. Não é uma luta isolada e encastelada num cargo, seja de prefeito, governador ou presidente. Precisamos que a burquesia saiba que é todo o PT que está no cargo, afinado como uma orquestra sinfõnica sob a batuta de um maestro. Não precisamos de generais ou ditadores, precisamos de um maestro. Que inspire confiança e empolgue toda a militancia, nesta fase interna, e depois todo o povo de Porto Velho, ruma à vitória nas urnas e rumo à dias melhores para os trabalhadores.


Por isso, nas prévias em Porto Velho votamos  no camarada JOSÉ NEUMAR.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Greve paraliza obras de hidrelétricas do PAC em Rondônia.

Altair Donizete, do STTICERO.
Os trabalhadores da construção civil que estão construindo as duas hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio no Rio Madeira em Rondõnia estão vivendo um intenso conflito com o consórcio de empreiteiras. Desde o dia 23 de feveiro o canteiro de obras da Usina de Jirau se encontra parcialmente paralizado. Na semana passada, no dia 15 de março, a Justiça do Trabalho se posicionou a favor do patronato e considerou a greve dos trabalhadores como ilegal. Nesta quarta feira dia 21 de março os trabalhadores da outra usina, a de Santo Antonio resolveram entrar em greve em solidariedade aos seus companheiros de Jirau. 
Esse imenso conflito entre trabalho e capital, que muitos teóricos julgam já não existir no mundo de hoje, tem acontecido em todas as zonas periféricas de expansão do capitalismo.  Esses limites de expansão tem ocorrido em busca de recursos naturais ainda disponíveis neste planeta já tão depredado, contando com a cumplicidade das elites locais e dos teóricos do desenvolvimentismo tanto de direita como de esquerda. Devido ao fato de que o Rio Madeira ainda está conformando o seu leito e corta uma vasta bacia sedimentar; as barragens já estão produzindo erosão das margens em plena zona urbana de Porto Velho. Não só as residencias das populaçoes tradicionais dos ribeirinhos a jusante, mas mesmo prédios de empreendimentos estão sendo condenadas pela Defesa Civil.
Na luta classista, depois de tomar a direção do sindicato, que era feudo da Força Sindical nas mãos do pelego Amaral, os trabalhadores elegeram uma direção independente e combativa. Segundo o vice-presidente, companheiro Altair Donizete: "o sindicato agora está liberto para enfrentar as lutas e os embates com o patronato, seja ele de que setor vier". Ele relembra que recentemente o sindicato organizou o caçambaço que paralizou a Sete de Setembro, principal rua no centro de Porto Velho, reinvidicando pagamentos atrazados aos prestadores de serviço a Prefeitura da Capital, que é administrada pelo Partido dos Trabalhadores.

Veja abaixo parte do noticiário recente da imprensa:

Quarta-Feira , 21 de Março de 2012
 GREVE - Trabalhadores da Usina de Santo Antônio paralisam 90% das obras em solidariedade a companheiros de Jirau

Os trabalhadores da usina de Santo Antônio resolveram cruzar os braços e paralisaram a obras no início da manhã desta quarta-feira (21). De acordo com informações extra-oficiais com isso 90% das obras estão paralisadas. A motivo da paralisação é que os trabalhadores estão dando apoio aos seus colegas da Usina de Jirau que estão em greve há dez dias.

A paralisação no canteiro de obras de Santo Antônio não tem prazo para terminar.

Quinta-Feira , 15 de Março de 2012 - 14:27
Justiça do Trabalho declara a ilegalidade da grave dos trabalhadores de Jirau com multa diária de R$ 200 mil

Depois de três rodadas de negociações com Stinccero, MPT e empresas empregadoras, o desembargador Ilson Alves Pequeno Júnior, relator do Dissídio Coletivo de Greve no Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, declarou em caráter liminar na manhã desta quinta-feira (15), a ilegalidade da greve dos trabalhadores Enesa Engenharia S/A e também da Construtora Camargo Corrêa, e determinou o retorno imediato dos trabalhadores ao trabalho, além de outras determinações, com multa diária de R$100 mil para os trabalhadores da Enesa e mais R$100 mil para os da Camargo Correa, totalizando R$200 mil pelo descumprimento.

Quinta-Feira , 08 de Março de 2012 - 14:05
PARALISAÇÃO UHE JIRAU – Vice-Presidente do STTICERO explica sobre manifestação e negociação

O Vice-Presidente do STTICERO (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia), Altair Donizete, disse na tarde desta quinta-feira (08) que no último dia (22) e d(23) de Fevereiro, cerca de 1.500 operários da empresa ENESA, responsável pela montagem de equipamentos da UHE Jirau paralisaram as atividades, pois exigiam bonificações salariais.
Diante das circunstâncias, o STTICERO realizou uma audiência com os responsáveis pela empresa e obtiveram uma negociação positiva, ou seja, conquistaram mais R$ 150,00 de bonificação para o mês de março e abril, porém, uma pequena gama de trabalhadores de montagem de andaimes não aceitaram a proposta apresentada em audiência pública realizada na última quarta-feira (07) e enfatizaram que iriam paralisar as atividades nesta manhã (08), onde fato está acontecendo.
De acordo com o Vice-Presidente do STTICERO, Altair Donizete, a direção do sindicato está ao local para analisar o movimento grevista e negociar com os manifestantes. Segundo, Altair Donizete, no início da manhã da próxima sexta-feira (09), o STTICERO, irá realizar uma Assembleia com todos os trabalhadores no próximo dia (11) de Março no Clube do Ipiranga, com a intenção de informar os operários sobre a Data-base, pois o processo de negociações trabalhistas com as partes envolvidas foi iniciado.
Entretanto, Altair Donizete, fez uma ressalva a respeito do movimento grevista, pois a atitude tomada pela pequena gama de manifestantes não ajuda nas prioridades e princípios das negociações trabalhistas da classe. “Se seguirmos esta tendência, não seremos bem recebidos pela justiça e pelos empresários. Ficaremos sem moral para podermos negociar, isto será ruim para o sindicato negociar com as partes desta maneira”, finalizou o Vice-Presidente do STTICERO, Altair Donizete.

Saída de Ribamar de Comissão Processante gera crise na Assembleia.

Da reportagem do Tudorondonia
“Enquanto tiver deputado aqui recebendo mensalão e roubando o povo não vamos resgatar a credibilidade da Assembleia”, disse Ribamar.



O clima esquentou na tarde desta terça-feira, 20, na Assembleia Legislativa de Rondônia por conta da saída do deputado Ribamar Araújo (PT) da Comissão Parlamentar Processante, instalada no Poder Legislativo para investigar oito deputados denunciados na “Operação Termopilas”. O petista pediu para deixar os trabalhos por entender que a comissão não tem moral para punir parlamentar por quebra de decoro. “Não vejo essa comissão com moral e vontade de  levar esse processo pra frente”, afirmou o petista.

O deputado se mostrou revoltado pelo fato de ter sido chamado de “covarde” pelo site de notícias Rondoniagora. “Esse site vem desde o tempo do ex-presidente Natanael Silva fazendo essa prática. É pago com dinheiro da Assembleia e defende os interesses dos presidentes que passam por aqui. E isso continua na atual gestão, sendo pago com dinheiro público para bater em quem se contrapõe ao presidente que estiver pagando ao veículo”, afirmou.

Ribamar disse que o site Rondoniagora está tentando achacá-lo e chamou os proprietários do veículo de comunicação de “bandidos”. O parlamentar disse acreditar que o site está a serviço de Hermínio quando desfere os ataques a ele, Ribamar. Durante pronunciamento de Ribamar, o corregedor da Assembleia Legislativa, deputado José Clemente, o Lebrão, solicitou cópia do discurso para abrir processo por uma suposta quebra de decoro parlamentar referente às acusações feitas em plenário contra “os deputados bandidos”. Firme no seu pronunciamento, Ribamar disse que não tirava uma vírgula do que afirmara  e desafiou Lebrão a processá-lo pela tal fata de decoro.

O presidente em exercício, deputado Hermínio Coelho (PSD), tentou acalmar os ânimos. Disse ao deputado Ribamar que quando chegou na Assembleia Legislativa já existia um contrato de publicidade , inclusive com sites de notícias. “Os veículos de comunicação recebem mídia de acordo com seu número de leitores ou audiência ”, justificou. Hermínio solicitou ao deputado Ribamar Araújo que denuncie quando houver alguma irregularidade. Disse ainda que a Assembleia precisa resgatar sua credibilidade.

Ribamar Araújo foi além e discordou do deputado Hermínio. Disse que o Poder Legislativo só resgatará a credibilidade “quando a população de Rondônia parar de mandar bandidos para Assembleia. Enquanto tiver deputado aqui recebendo mensalão e roubando o povo não vamos resgatar a credibilidade da Assembleia”. 

O parlamentar deve voltar à tribuna nesta quarta-feira para fazer novas denúncias e apresentar documentos.
Para o petista, a Assembleia precisa melhorar a qualidade dos deputados. “Tem deputados, prefeitos, senadores e governadores roubando dinheiro do povo pelo País afora. Isso parece uma praga. O que estão fazendo comigo não vai me atingir. Meus eleitores são pessoas sérias  e depositam em mim esperança. Eu não sou incoerente de fazer um discurso e na prática fazer outra coisa”. O parlamentar acrescentou: “Não vou aceitar que gente paga com dinheiro dessa casa venha tentar denegrir minha imagem junto à opinião pública. Tenho resistido a todas as investidas. Não posso agradar a todos. Sou consciente que os bandidos não gostam de mim. Os eleitores confiam em mim e é por esse povo que tenho feito sacrifício. Se tivesse algum erro que comprometesse minha vida, eu estava ferrado. O povo não sabe quanto é raro um político sério. Ao mesmo tempo, o povo tem que assumir a culpa. Não fui eu que enviei para cá alguém para roubar dinheiro público. Tenho moral para ouvir o hino nacional de cabeça erguida”, desabou.

O parlamentar afirmou não ter medo de nada. “Ontem mesmo me perguntaram se estou sendo ameaçado. Ando de cabeça erguida. Como alguém vai me ameaçar. O próprio Valter Araújo (deputado foragido) me respeitou muito. Resisti a todas as investidas. Não quero fazer discurso de moralista e depois ser pego com a boca na botija.”

segunda-feira, 19 de março de 2012

Prévias em Porto Velho: Resgatando o encanto de ser petista.

por Gilberto Paulino
Nos debates que está  participando nos distritos da capital,  José Neumar tem resgatado o encanto que ergueu o Partido dos Trabalhadores e fez deste o mais importante patrimônio Político dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.
É gratificante para quem como nós quer construir uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária, ouvir a repercussão positiva da participação do nosso Companheiro no debate.
Os mais jovens trabalhadores e trabalhadoras (filiados e simpatizantes) entusiasmam-se com a serenidade e clareza pedagógicas do companheiro Neumar na defesa firme de um  PT mais à esquerda e comprometido com mudanças estruturais de toda sociedade ...   os mais velhos, aqueles que já sonharam sonhos ditos impossíveis (re)encantam-se  pela resistência dos ideais socialistas proposto como diretriz para uma próxima administração PTista para nossa capital.
Não basta que o PT seja governo, é preciso que governe com o jeito PT de governar!

sexta-feira, 16 de março de 2012

IPEA Alerta: Falta de estratégia pode acabar com indústria nacional.

A falta de uma estratégia nacional de desenvolvimento está contribuindo para acabar com o setor industrial do país, sobretudo, o da indústria de transformação. A conclusão consta do boletim Conjuntura em Foco, divulgado ontem (15/03/12) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O instituto aponta que a falta de uma estratégia para o setor e de investimento em infraestrutura acentua o processo atual de desindustrialização precoce no Brasil.

O estudo, que utilizou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chama a atenção para a forte queda na produção da indústria de transformação. Um dos gráficos mostra que, entre 2008 e 2011, enquanto o setor financeiro cresceu 23,1%, a extração mineral cresceu 12,8% e o desempenho da indústria de transformação caiu 5,7%.

O boletim ressalta o fato de o consumo interno estar sendo cada vez mais suprido por produtos manufaturados. Reflexo disso seria a diminuição gradual da população ocupada na indústria, que representava 17,7% da população ocupada em 2004 e que caiu para 16,5% em 2001. O Ipea também ressalta que o déficit da balança comercial de produtos manufaturados, entre janeiro de 2011 e janeiro de 2012, ficou em US$ 94,3 bilhões.

"Enquanto discutimos ideias, países como os Estados Unidos já estão testando alternativas sustentáveis de desenvolvimento, como no setor energético, por exemplo. É preciso agir, antes que façam uma verdadeira queimada da indústria brasileira", concluiu Messemberg.

Para saber mais:
Click AQUI e baixe a íntegra do Comunicado 139 - Evolução do Índice de Qualidade do Desenvolvimento em 2011 (arquivo PDF).

fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 14 de março de 2012

Camarada Karl Marx, presente!

O blog da Esquerda Marxista nos lembra que num dia como hoje, 14 de março, há 129 anos, falecia Karl Marx. Em comemoração ao aniversário de sua morte republicamos aqui o discurso de seu camarada e amigo, Friedrich Engels, proferido em seu funeral em 1883.


“Em 14 de março, quando faltavam 15 minutos para as 3 horas da tarde, deixou de pensar o maior pensador da atualidade. Ficou sozinho por escassos dois minutos, e sucedeu de o encontrarmos em sua poltrona dormindo serenamente — dessa vez para sempre.


O prejuízo para o proletariado militante da Europa e da América, para a ciência histórica, causado pela perda desse homem, é impossível de avaliar. Logo há de se evidenciar a lacuna que a morte desse formidável espírito abriu.

Assim como Darwin em relação à lei do desenvolvimento dos organismos naturais, Marx descobriu a lei do desenvolvimento da História humana: o simples fato, escondido sobre crescente manto ideológico, de que os homens reclamam antes de tudo comida, bebida, moradia e vestuário, antes de poderem praticar a política, ciência, arte, religião, etc.; que, portanto a produção imediata de víveres e com isso o correspondente estágio econômico de um povo ou de uma época constitui o fundamento a parir do qual as instituições políticas, as instituições jurídicas, a arte e mesmo as noções religiosas do povo em questão se desenvolve, na ordem em que elas devem ser explicadas – e não ao contrário como nós até então fazíamos.

Isso não é tudo. Marx descobriu também a lei específica que governa o atual modo de produção capitalista e a sociedade burguesa por ele criada. Com a descoberta da mais-valia iluminaram-se subitamente esses problemas, enquanto que todas as investigações passadas, tanto dos economistas burgueses quanto dos críticos socialistas, perderam-se na obscuridade.

Duas descobertas tais deviam a uma vida bastar. Já é feliz aquele que faz somente uma delas. Mas em cada área isolada que Marx conduzia pesquisa, e estas pesquisas eram feitas em muitas áreas, nunca superficialmente, em cada área, inclusive na matemática, ele fez descobertas singulares.

Tal era o homem de ciência. Mas isso não era nem de perto a metade do homem. A ciência era para Marx um impulso histórico, uma força revolucionária. Por muito que ele podia ficar claramente contente com um novo conhecimento em alguma ciência teórica, cuja utilização prática talvez ainda não se revelasse – um tipo inteiramente diferente de contentamento ele experimentava, quando tratava-se de um conhecimento que exercia imediatamente uma mudança na indústria, e no desenvolvimento histórico em geral. Assim, por exemplo, ele acompanhava meticulosamente os avanços de pesquisa na área da eletricidade e, recentemente, ainda aquelas de Marc Deprez.

Pois Marx era antes de tudo revolucionário. Contribuir, de um ou outro modo, com a queda da sociedade capitalista e de suas instituições estatais, contribuir com a emancipação do moderno proletariado, que primeiramente devia tomar consciência de sua posição e de seus anseios, consciência das condições de sua emancipação – essa era sua verdadeira missão em vida. O conflito era seu elemento. E ele combateu com uma paixão, com uma obstinação, com um êxito, como poucos tiveram. Seu trabalho no Rheinische Zeitung (1842), no parisiense Vorwärts (1844), no Brüsseler Deutsche Zeitung (1847), no Neue Rheinische Zeitung (1848-9), no New York Tribune (1852-61) – junto com um grande volume de panfletos de luta, trabalho na organização de Paris, Bruxelas e Londres, e por fim a criação da grande Associação Internacional dos Trabalhadores coroando o conjunto – em verdade, isso tudo era de novo um resultado que deixaria orgulhoso seu criador, ainda que não tivesse feito mais nada.

E por isso foi Marx o mais odiado e mais caluniado homem de seu tempo. Governantes, absolutistas ou republicanos, exilavam-no. Burgueses, conservadores ou ultra-democratas, competiam em caluniar-lhe. Ele desvencilhava-se de tudo isso como se fosse uma teia de aranha, ignorava, só respondia quando era máxima a necessidade. E ele faleceu reverenciado, amado, pranteado por milhões de companheiros trabalhadores revolucionários – das minas da Sibéria, em toda parte da Europa e América, até a Califórnia – e eu me atrevo a dizer: ainda que ele tenha tido vários adversários, dificilmente teve algum inimigo pessoal.

Seu nome atravessará os séculos, bem como sua obra!

18 de março de 1883”

quinta-feira, 8 de março de 2012

CUT propõe uma Conferência Nacional do Setor Financeiro e cobra redução dos juros aos consumidores.

Artur Henrique, presidente da CUT
A redução mais intensa da taxa básica de juro, a selic, iniciada pelo Banco Central, é apenas o primeiro passo para tirar a economia brasileira da rota da crise internacional. Na opinião do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, o governo precisa atentar agora para os spreads cobrados pelas instituições financeiras, que encarecem o crédito e penalizam o setor produtivo. “Os bancos ainda usam o falso argumento da inadimplência para cobrar 230% de juros no cartão de crédito. É uma verdadeira usura que precisa ser enfrentada”, critica o sindicalista, em entrevista exclusiva (veja no link abaixo).

No próximo dia 15 de março, ele e líderes de outras centrais se reunirão com a presidenta Dilma Rousseff em Brasília. No encontro, eles defenderão que o governo crie uma conferência nacional do setor financeiro, para debater “qual o papel dos bancos no Brasil”.

“Queremos sentar juntos, todos os setores interessados, os banqueiros, para que possamos ter clareza sobre os problemas e, assim, propor medidas para enfrentá-los”, disse Artur Henrique. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

Leia mais:
http://comunicatudo.blogspot.com/2012/03/apos-queda-do-juro-cut-cobra-agora.html#ixzz1oXl8zYYY

8 de março dia de luta.

É necessário que haja a consciencia de que o machismo não é apenas uma herança do nosso passado mas uma peça central  na exclusão no mundo de hoje. Muitos homens na data de hoje oferecem flores às mulheres homenageando-as enquanto "sexo frágil", belas, graciosas, gentis e importantes pra reprodução biológica. Não recusamos as flores e as recebemos por merecimento, mas muito mais que isso queremos solidariedade ativa na luta pela igualdade e contra a discriminação sexista. A importância da libertação da mulher foi analisada por Friedrich Engels no livro "A Origem da família, da propriedade privada e do Estado". Nele se estabelece uma dimensão realista do peso imposto pelas sociedades baseadas na exploração de classe sobre a mulher. Marx resume que “A opressão do homem pelo homem iniciou- se com a opressão da mulher pelo homem”. Por tanto, essa luta emancipatória do movimento feminista deve ser bandeira de todo militante socialista.

Remanescente de Corumbiara são assentados depois de 15 anos de luta.

Saiu nesta semana na imprensa que finalmente o INCRA está assentando os remanescentes do massacre de Corumbiara que aconteceu em 1995. Segundo nota publicada:  
"A partir de 7 de março de 2012 o superintendente do Incra em Rondônia, Carlino Lima, acompanhado de servidores da autarquia, esteve realizando o sorteio e a entrega de lotes  a  409 famílias de agricultores no local que antes era parte da antiga Fazenda Santa Elina, em Corumbiara (RO). As famílias da fazenda Maranatá, um total de 215, receberão seus lotes na quarta-feira (7) e 194 famílias da fazenda Água Viva receberão na quinta-feira (8)".

Histórico do massacre.

O massacre de Corumbiara foi o resultado de um conflito violento ocorrido em 1995 no município de Corumbiara, no estado de Rondônia. O conflito começou quando policiais entraram em confronto com camponeses sem-terra que estavam ocupando uma área, resultando na morte de 12 pessoas, entre elas uma criança de nove anos e dois policiais.[1]

Em agosto de 1995, cerca de 600 camponeses haviam se mobilizado para tomar a Fazenda Santa Elina, tendo construído um acampamento no latifúndio improdutivo. Na madrugada do dia 9, por volta das três horas, pistoleiros armados, recrutados nas fazendas da região, além de soldados da Polícia Militar com os rostos cobertos, iniciaram os ataques ao acampamento.

O número oficial de mortos no massacre é de 16 pessoas e há sete desaparecidos. Para os agricultores, entretanto, o número de mortos pode ter passado de 100 pois, segundo eles, muitos mais teriam sido mortos por policiais e jagunços, e enterrados sumariamente. Depois de horas de tiroteio, os camponeses não tinham mais munições para suas espingardas. O Comando de Operações Especiais, comandado na época pelo capitão José Hélio Cysneiros Pachá, jogou bombas de gás lacrimogênio e acendeu holofotes contra as famílias. A chacina ocorreu no governo do agora senador Valdir Raupp (PMDB).

Mulheres foram usadas como escudo humano pelos policiais e pelos jagunços do fazendeiro Antenor Duarte. A pequenina Vanessa, de apenas seis anos, teve o corpo trespassado por uma bala "perdida", quando corria junto com sua família. Cinquenta e cinco posseiros ficaram gravemente feridos. Os laudos tanatoscópicos provaram execuções sumárias. O bispo de Guajará Mirim, dom Geraldo Verdier, recolheu amostras de ossos calcinados em fogueiras do acampamento e enviou a Faculté de Médicine Paris-Oeste, que confirmou a cremação de corpos humanos no acampamento da fazenda.

Por que demora tanto?

Apesar das mortes, o latifúndio chamado de Fazenda Santa Elina só foi desapropriado por descumprimento da legislação ambiental . Não fosse o rigor do código florestal hoje vigente, os trabalhadores teriam morrido em vão. Mesmo assim, a sentença judicial só foi prolatada depois de 10 anos de tramitação. Em 13 de dezembro de 2011, por decisão do Juiz, o imóvel rural foi finalmente repassado ao INCRA, que no processo agiu em estreita colaboração com o IBAMA . Depois de imitido na posse, em menos de três mêses, a superintendência do INCRA sob comando do companheiro Carlino Lima, já está assentando os trabalhadores rurais. Durante a longa estadia do processo na justiça, o INCRA realizou o cadastramento e verificação do perfil dos trabalhadores rurais e suas famílias de formas que pode agir com prontidão no assentamento. Assim, conclui-se que o que está entravando a reforma agrária é a morosidade do poder judiciário e não da parte do INCRA, que apesar de sofrer forte desmonte e abandono por parte dos governo Lula  e Dilma, sobrevive de teimoso. Por seu lado, o poder judiciário tem deficiencia de servidores e juízes especializados em varas agrárias e a legislação processual também não é muito coerente, o que permite diversos recursos protelatórios.

http://www.incra.gov.br/index.php/noticias-sala-de-imprensa/noticias/11654-incra-e-imitido-na-posse-de-imoveis-onde-ocorreu-o-massacre-de-corumbiara-ro

quarta-feira, 7 de março de 2012

Para quê José Neumar quer ser o candidato a Prefeito.

Nessa hora em que a militância petista é chamada a decidir qual o nosso candidato para disputar a eleição para Prefeitura de Porto Velho, o nome do engenheiro agrônomo José Neumar, gerente do SIPAM desde 2005, surge como uma proposição coletiva do exercício do poder na administração municipal. A trajetória política e a competência administrativa do companheiro Neumar nos garantem que ele exercerá a chefia do executivo como um maestro e não como um coronel. Como se sabe: maestro não toca, mas ajuda cada executante a fornecer o seu melhor. Maestro também não delega sua responsabilidade a outros. Nem autoritário, nem omisso na responsabilidade pessoal e política da gestão. Como fundador do PT, Neumar jamais agirá para enfraquecê-lo. Essa candidatura não é por carreirismo nem por conveniência pessoal. Com Neumar o militante sempre terá voz e será ouvido. 

Sabemos que administrar Porto Velho não é tarefa fácil. Geograficamente é um dos maiores municípios do Brasil em área, isso é um problema. De outro lado, o município tem uma posição privilegiada, pois está no entroncamento da rodovia que leva aos portos do Pacífico e da hidrovia do Madeira que dá acesso ao Atlântico. Isso a torna uma das esquinas do mundo. Assim, era inevitável que o desenvolvimento chegasse, trazendo consigo as vantagens da vida moderna e também suas mazelas. Neste momento vivemos um surto migratório provocado pela construção de duas hidrelétricas e outras grandes obras do PAC que tem causados muitos pontos de estrangulamento na infraestrutura municipal. O portovelhense tem estado assustado com as rápidas transformações. O poder público, nas três esferas de governo, tanto federal, como estadual e municipal, também não consegue acompanhar os passos da dinâmica do progresso. 

Depois de dois mandatos de Roberto Sobrinho, chega a hora de passar esse comando às mãos de outro companheiro ou companheira. O companheiro Roberto chega ao fim da sua gestão com resultados positivos em diversas áreas, porém a visão seletiva da mídia insiste em não reconhecer e prefere amplificar os defeitos e falhas. Na verdade a mídia nunca foi mesmo favorável ao PT desde sua criação.  Em geral os analistas políticos esperavam um PT cansado, apático e retraído, entretanto os quatro nomes colocados à discussão na escolha do candidato os têm surpreendido e desconcertado. 

A précandidatura de José Neumar, nesta fase inicial surgiu com três eixos propositivos: a) ser uma opção aos militantes, b) qualificar o debate, e c) manter a unidade partidária. Vencida esta fase entraremos na construção participativa do plano de governo. Pretende-se trazer à discussão o modo petista de governar, orçamento participativo, garantia de participação direta dos servidores públicos e da população; reativar, democratizar e empoderar os conselhos setoriais; criar conselhos zonais de acompanhamento de obras públicas; modernizar o transporte coletivo; ampliar a construção de vias rápidas no trânsito, urbanização de igarapés e canais na cidade, ampliação das áreas de lazer e convivência, e tudo o mais que aparecer na nossa construção coletiva com os militantes interessados.


Em 2010,José Neumar foi intrevistado por Viriato Moura no programa Viva Porto Velho veja a integra >> 
Veja um trecho: 

Viriato: Vamos falar da história política no nosso estado. Como foi que surgiu o PT em RO?
Neumar: ...como a gente sempre foi ligado em política, desde a época do Seminário em Fortaleza, então acompanhei a movimentação para fundação desse partido. Através do sindicalista Jacó Bittar obtive a lista de documentação necessária para os trâmites. Aqui era governador o Coronel Teixeira, em plena ditadura militar, nós aqui na faixa de fronteira, ...aquilo tudo era uma atividade pessoalmente muito perigosa... Fizemos a primeira reunião no dia 08 de abril de 1980, lá na casa onde eu morava no Ipase Novo. Presentes: mestre Ataíde, Joselina, Val, Miguel Carneiro, Bernardo e eu. Nessa mesma época eu estava fundando os primeiros sindicatos rurais aqui ...  Depois das reuniões sindicais a gente fazia debates sobre a necessidade do partido enquanto ferramenta de luta política. Como resultado foi que esse grupo de Rondônia ajudou a dar o quorum necessário na convenção nacional de fundação do Partido dos Trabalhadores.
Viriato: Você que trabalhou pela fundação do PT, qual sua avaliação do PT de hoje? O que aconteceu com o PT?
Neumar: Aconteceu com o PT o que acontece com qualquer partido de esquerda que chega ao governo. (E se digo chegar ao governo é porque tem diferença entre chegar ao governo e chegar ao poder.) A medida que participa das instituições legais, a começa a se transformar, a se adaptar as realidades que encontram fixadas no direito administrativo que são as regras do jogo. ...Ao assumir um cargo público, seja eles uma prefeitura, um estado, ou o país, você não pode fazer tudo aquilo que você quer, do jeito e no tempo que quer e sim fazer dentro da possibilidade da legislação vigente. Exatamente por causa da burocracia legal, que temos que atender pois os tribunais de contas estão de olho, é que precisamos exercitar mais a criatividade e o envolvimento coletivo do militante e do cidadão.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Estratégias socialistas

Wladimir Pomar
O companheiro Wladimir Pomar, em um artigo muito lúcido, publicado no Página13, põe de novo o dedo na ferida desse debate a cerca do caminho da esquerda brasileira. Aconselhamos a leitura na íntegra do texto, do qual transcrevemos um trecho abaixo: 

"As ações de democratização social continuariam restritas aos programas de redistribuição de renda através do Estado, enquanto a democratização política pareceria vagar na dependência da correlação de forças, que pouco teria mudado com a famosa política de acumulação de forças. Em especial porque a atividade institucional dos partidos de esquerda teria substituído o trabalho na base social popular pelo trabalho de administração política institucional do capitalismo, tanto nos parlamentos, quanto nos governos estaduais e municipais."

[ler artigo na íntegra >>]

Governo Federal rifa cargos da Reforma Agrária em Rondônia.

por Jorge Werley
Cidão, dever cumprido.
É lamentável que o PT perca mais um espaço político. Dessa vez foi a chefia do escritório estadual do Programa Terra Legal do MDA que é responsável pela titulação e regularização fundiária de todos os ocupantes das áreas rurais de propriedade da União na Amazônia. Depois de todo o trabalho de cadastramento e localização dos possíveis beneficiários, cerca de 15 mil processos, só em Rondônia, sob comando muito competente e dedicado do companheiro Antonio Roberto e depois do Cidão, justo na hora que começa a ser entregues títulos aos agricultores, se passa o cetro para os interesses da família do Deputado Natan Donadon do PMDB, o qual está prestes a ser cassado e recluso à prisão para cumprir sentença penal transitada em julgado, por corrupção.
Ao companheiro Cidão queremos hipotecar nossa solidariedade, apoio e lhe transmitir a certeza do dever cumprido.
Aos demais companheiros do PT queremos testemunhar, na qualidade de servidor do quadro da reforma agrária,  que o Terra Legal em Rondônia enquanto esteve sob comando petista foi tratado dentro da maior lisura e competência técnica. De agora em diante, nas mãos dos Donadons, só Deus sabe como será.

Lamentável.

Mais uma vez o governo federal mostra o seu descompromisso com a reforma agrária. Circulam rumores que também a superintendência do INCRA e a delegacia do MDA tem seus comandos cobiçados pelo PMDB. Resta saber que importância tem esses órgãos para a presidente Dilma. Qual o lugar de prioridade tem a reforma agrária nesse governo? Ou será que em nome da tal governabilidade tudo é rifável?

quinta-feira, 1 de março de 2012

PT encerra inscrições de pré-candidaturas a Prefeitura de Porto Velho

por Quetila Ruiz

O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores em Porto Velho encerrou na tarde desta quarta-feira, 29, as inscrições de pré-candidaturas ao cargo de Prefeito Municipal de Porto Velho, em substituição ao atual gesto Roberto Sobrinho.

De acordo com presidente do Diretório Municipal Tácito Pereira, se inscreveram um total de quatro militantes do PT para a disputa das prévias internas, são eles: José Neumar, Miriam Saldaña, Cláudio Carvalho e Fátima Cleide, o nome do sindicalista da construção civil Valderi da Costa, não conseguiu o número mínimo de assinatura para apoio, por conseguinte a Executiva Municipal não aceitou sua inscrição, "o nome do companheiro Valderi é ligado a construção civil às obras das duas hidrelétricas em Porto Velho, mas infelizmente não conseguiu o numero suficiente de apoio de filiados" lamentou Tácito Pereira.

Com o encerramento do prazo o PT dará início à realização de debates internos para que a militância conheça melhor os pré-candidatos e suas propostas. No dia 25 de março ocorrerá a votação, que envolve todos os filiados, para a escolha do nome.

Conforme Tácito Pereira, “votarão somente os militantes que tem um ano de filiação no dia da votação, ou seja, que se filiaram até 25.03.2011 e estejam quites com suas contribuições estatutárias”.

A realização de prévias no PT não é encarada como um fato negativo, mas sim como um amadurecimento da democracia interna e que envolve os militantes do PT, é natural que após 7 anos de Administração Petista em Porto Velho o PT se movimente em torno do debate da sucessão municipal, a final se é um projeto que tem dado certo para a maioria da população do município tem que ter continuidade.

O PT avalia que esse momento é muito importante não somente para o partido como também para a cidade de Porto Velho. “Faremos um debate interno para definirmos o nome que representará o PT na eleição majoritária de Porto Velho, mas queremos também discutir com a comunidade”, reforçou o presidente do DM.

Segundo Tácito a Executiva Municipal irá reunir-se com os pré-candidatos para acertarem a agenda de debates de agora em diante. Pereira lembra ainda que neste dia 11 de março completa um ano do trágico acidente sofrido pelos militantes do PT, onde perderam a vida Ely Bezerra e Eduardo Valverde, com isso o PT fará um ato ecumênico para lembrar essa data a partir das 19 horas do dia 09.03 (sexta-feira) em sua Sede Av. Calama 895, para o qual toda a comunidade está convidada.

PMDB não terá candidato à prefeitura de Porto Velho, legenda irá acompanhar o PT

Ao que tudo indica o PMDB municipal não irá apresentar candidato para a prefeitura de Porto Velho nas eleições de 2012. Pelo rumo que está tomando, o PMDB portovelhense deverá seguir a mesma estratégia das ultimas eleições passadas, irá se aliar ao Partido dos Trabalhadores na empreitada eleitoral.
O caminho que está sendo tomado pelo PMDB é motivo certo de frustração em dois peemedebistas que acreditavam que poderiam encabeçar uma candidatura pela legenda. O primeiro é Abelardo Castro, popularmente conhecido como “Abelardinho” que conseguiu reconhecimento político pelo trabalho desenvolvido à frente da secretaria de obras de Rondônia.
Outro nome é o do ex-vereador e atual assessor do governador Confúcio Moura, David Chiquilito. Filho do ex-prefeito de Porto Velho, Chiquilito Erse, saiu do PC do B para tentar montar uma liderança no PMDB da capital rondoniense que o levasse até a sua candidatura ao palácio Tancredo Neves.
Ambos tiveram as pretensões “podadas” dentro do partido e agora só resta continuarem com seus cargos dentro do governo do estado enquanto mais uma vez o PMDB esconderá sua forte história política por detrás do brilho rubro petista.

fonte: http://www.rondoniaovivo.com

A unidade na luta pela reforma agrária

Por Altamiro Borges
O governo Dilma Rousseff, que simplesmente paralisou o já lento processo de reforma agrária no Brasil, conseguiu um tento histórico: unir as principais entidades de luta pela terra, antes cindidas por divergências políticas e legítimas disputas por espaço. Na tarde desta terça-feira (28), os movimentos sociais do campo divulgaram um manifesto unitário em defesa da reforma agrária e assumiram o compromisso de intensificar as lutas no campo.
 
Veja abaixo a integra deste histórico documento:
 
As entidades APIB, CÁRITAS, CIMI, CPT, CONTAG, FETRAF, MAB, MCP, MMC, MPA e MST, presentes no Seminário Nacional de Organizações Sociais do Campo, realizado em Brasília, nos dias 27 e 28 de fevereiro de 2012, deliberaram pela construção e realização de um processo de luta unificada em defesa da Reforma Agrária, dos direitos territoriais e da produção de alimentos saudáveis.

Considerando:

1) O aprofundamento do capitalismo dependente no meio rural, baseado na expansão do agronegócio, produz impactos negativos na vida dos povos do campo, das florestas e das águas, impedindo o cumprimento da função socioambiental da terra e a realização da reforma agrária, promovendo a exclusão e a violência, impactando negativamente também nas cidades, agravando a dependência externa e a degradação dos recursos naturais (primarização).

2) O Brasil vive um processo de reprimarização da economia, baseada na produção e exportação de commodities agrícolas e não agrícolas (mineração), que é incapaz de financiar e promover um desenvolvimento sustentável e solidário e satisfazer as necessidades do povo brasileiro.

3) O agronegócio representa um pacto de poder das classes sociais hegemônicas, com forte apoio do Estado Brasileiro, pautado na financeirização e na acumulação de capital, na mercantilização dos bens da natureza, gerando concentração e estrangeirização da terra, contaminação dos alimentos por agrotóxicos, destruição ambiental, exclusão e violência no campo, e a criminalização dos movimentos, lideranças e lutas sociais.

4) A crise atual é sistêmica e planetária e, em situações de crise, o capital busca saídas clássicas que afetam ainda mais os trabalhadores e trabalhadoras com o aumento da exploração da força de trabalho (inclusive com trabalho escravo), super exploração e concentração dos bens e recursos naturais (reprimarização), flexibilização de direitos e investimento em tecnologia excludente e predatória.

5) Na atual situação de crise, o Brasil, como um país rico em terra, água, bens naturais e biodiversidade, atrai o capital especulativo e agroexportador, acirrando os impactos negativos sobre os territórios e populações indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e camponesas. Externamente, o Brasil pode se tornar alavanca do projeto neocolonizador, expandindo este modelo para outros países, especialmente na América Latina e África.

6) O pensamento neodesenvolvimentista centrado na produção e no lucro, defendido pela direita e por setores de esquerda, exclui e trata como empecilho povos indígenas, quilombolas e camponeses. A opção do governo brasileiro por um projeto neodesenvolvimentista, centrado em grandes projetos e na exportação de commodities, agrava a situação de exclusão e de violência. Consequentemente não atende as pautas estruturais e não coloca a reforma agrária no centro da agenda política, gerando forte insatisfação das organizações sociais do campo, apesar de pequenos avanços em questões periféricas.

Estas são as razões centrais que levaram as organizações sociais do campo a se unirem em um processo nacional de luta articulada. Mesmo reconhecendo a diversidade política, estas compreendem a importância da construção da unidade, feita sobre as bases da sabedoria, da maturidade e do respeito às diferenças, buscando conquistas concretas para os povos do campo, das florestas e das águas.

Neste sentido nós, organizações do campo, lutaremos por um desenvolvimento com sustentabilidade e focado na soberania alimentar e territorial, a partir de quatro eixos centrais:

a) Reforma Agrária ampla e de qualidade, garantia dos direitos territoriais dos povos indígenas e quilombolas e comunidades tradicionais: terra como meio de vida e afirmação da identidade sociocultural dos povos, combate à estrangeirização das terras e estabelecimento do limite de propriedade da terra no Brasil.

b) Desenvolvimento rural com distribuição de renda e riqueza e o fim das desigualdades;

c) Produção e acesso a alimentos saudáveis e conservação ambiental, estabelecendo processos que assegurem a transição para agroecológica.

d) Garantia e ampliação de direitos sociais e culturais que permitam a qualidade de vida, inclusive a sucessão rural e
permanência da juventude no campo.
Este é um momento histórico, um espaço qualificado, com dirigentes das principais organizações do campo que esperam a adesão e o compromisso com este processo por outras entidades e movimentos sociais, setores do governo, parlamentares, personalidades e sociedade em geral, uma vez que a agenda que nos une é uma agenda de interesse de todos e todas.

Brasília, 28 de fevereiro de 2012.

- APIB (Associação dos Povos Indígenas do Brasil)
- Cáritas Brasileira
- CIMI (Conselho Indigenista Missionário)
- CPT (Comissão Pastoral da Terra)
- CONTAG (Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura)
- FETRAF (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar)
- MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens)
- MCP (Movimento Camponês Popular)
- MMC (Movimento de Mulheres Camponesas)
- MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores)
- MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)
- Via Campesina Brasil
 
Fonte: Blog do Miro