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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Drogas: incompreensão e moralismo também na esquerda

A relacão do povo Aimará com a cultura de coca é milenar.
Li no site Outras Mídias um artigo de Júlio Delmanto o qual foi originalmente publicado no Brasil de Fato. Texto muito interessante e instrutivamente provocante com uma análise desapaixonada sobre a temática das drogas. Transcrevo abaixo um pequeno trecho, mas recomendo fortemente uma lida completa no link ao fim indicado:

"Implementadas no começo do século XX, as políticas de drogas foram difundidas globalmente pelas políticas imperiais do governo dos Estados Unidos, mas receberam calorosa acolhida dos Estados e elites nacionais, exatamente pelo aspecto de contenção social. Sendo assim, não há novidade em vermos a legitimação da guerra às drogas e da fetichização das substâncias alteradoras de consciência permeando discursos da grande mídia e de políticos e empresários de direita. “Muito poder e dinheiro estão à espera daqueles que penetram em nossas inseguranças emocionais e nos fornecem substitutos simbólicos”, explica Barry Glasner, autor de A cultura do medo.

Até tu, esquerda?

Mas o buraco é mais embaixo. Tal fetichização é também presente em setores da esquerda, como exemplifica o artigo “Drogas: consumo (in)consciente”, de de Roberta Traspadini, recentemente publicado pelo Brasil de Fato. Membro da Consulta Popular, a autora parte de um diagnóstico correto da definição de droga como um amplo leque de diferentes substâncias, legais e ilegais. Mas não desenvolve consequentemente tal pressuposto, acabando por concluir o artigo com a mesma bandeira propagada por Ronald Reagan e Richard Nixon no início da guerra às drogas: a busca por um mundo sem drogas."
fonte: http://ponto.outraspalavras.net/2012/02/06/drogas-incompreensao-moralismo-tambem-na-esquerda/

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