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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Quero discutir programa e não somente nomes.

por Jorge Werley
Para o dia 25 de março está marcado a realização das prévias para escolher o precandidato do Partido dos Trabalhadores que concorrerá ao cargo de Prefeito de Porto Velho, sucedendo, se aprovado no crivo popular, o companheiro Roberto Sobrinho, no posto a dois mandatos. Três nomes já estão no páreo interno partidário: Zé Neumar, Fátima Cleide e Claúdio Carvalho. Vejo companheiros se definindo por esse ou aquele nome segundo critérios de foro íntimo ou de amizade pessoal. Até agora a discussão tem sido muito pobre e é preciso retornar ao debate político. 

O Partido dos Trabalhadores é uma associação de pessoas que "se propõem a lutar por democracia, pluralidade, solidariedade, transformações políticas, sociais, institucionais, econômicas, jurídicas e culturais, destinadas a eliminar a exploração, a dominação, a opressão, a desigualdade, a injustiça e a miséria, com o objetivo de construir o socialismo democrático". Isto é o que está escrito no nosso estatuto, essa é nossa missão política. Para atingir esse objetivo macro temos que subdividir em tarefas menores e cotidianas. Em todos os campos de embate com as classes e estruturas conservadoras, nós petistas temos tido ousadia de encarar a briga. Entre avanços e revezes temos mudado o Brasil e pra melhor, isso é inconteste. A luta eleitoral, seja para o parlamento ou seja para os cargos do executivos tem de estar sintonizados nesta lógica e dentro desta estratégia maior do partido. Não é simplesmente uma questão de ganhar a eleição e sim, ganhar para quê? Ou seja: Em quê este mandato vai colaborar no avanço da condição de vida das classes trabalhadoras e das liberdades democráticas? 

Temos de discutir programas, adaptar e ampliar o modo petista de governar, avaliar a evolução das forças contrárias, ampliar o apoio dos indiferentes, conquistar a juventude para essa luta emancipadora, consolidar nossa interação com aqueles quem tem uma visão religiosa da luta libertária do ser humano. Dentro desta perspectiva eu me recuso a simplesmente discutir nome desse ou daquele companheiro ou companheira a quem vamos lutar para outorgar o poder seja de qualquer cargo, sem discutir os rumos a serem percorridos. Não descarto nenhum nome e nem vou ficar discutindo currículo passado. Me interessa mais, saber quem tem programa político e se esse programa é inclusivo, democrático, participativo. Para essa discussão ainda não fui chamado, alguem foi?

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