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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Acidente na Argentina reabre debate sobre privatizações no sistema ferroviário

Por  Monica Yanakiew (24/02/12)
Correspondente da EBC na Argentina

O acidente de trem no centro de Buenos Aires, que matou 50 pessoas e deixou mais de 700 feridas na quarta-feira (23), reabriu o debate sobre as privatizações do sistema ferroviário, feitas na década de 1990 pelo então presidente Carlos Menem. [Leia o restante deste artigo >>]

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Surge mais uma pré candidata em Porto Velho.

Mirian Saldanha, mais um nome na disputa.
Depois de dois mandatos à frente da Prefeitura de Porto Velho, o Partido dos Trabalhadores está confiante que pode emplacar outro companheiro ou companheira no comando do executivo municipal. Primeiro surgiu a precandidatura da Deputada Epifânia Barbosa, seguido logo pelo lançamento do nome da ex-senadora Fátima Cleide. A polarização entre estes dois nomes se dava segundo apoio ou não do Prefeito Roberto Sobrinho. Para fugir de ter de escolher entre 6 ou meia dúzia, alguns companheiros convenceram o engenheiro agrônomo José Neumar, fundador do partido e atualmente na gerência regional do SIPAM, a também lançar seu nome na disputa. A meta de Neumar seria ancorada em três eixos: qualificar o debate, ser uma opção mais a esquerda e apaziguar e unificar o partido. 

Epifânia desiste.

Embora não fosse o foco principal da Operação Termópilas da Polícia Federal, o nome da Depurada  Epifânia foi insistente e metodicamente queimado pela imprensa, sob acusação, sem provas materiais, de que ela estaria envolvida nos esquemas de corrupção da Assembléia Legislativa enquanto participante passiva no recebimento de propina. Com a desistência da deputada, aparece então a proposição do nome do Secretário Municipal de Transporte e Trânsito, Cláudio Carvalho, que teria a unção do prefeito Roberto Sobrinho.

Nesta semana a imprensa noticia o lançamento de mais um nome: o da Chefe de Gabinete do Prefeito, companheira Mirian Saldanha. Não se sabe ainda se esta propositura é real ou apenas um balão de ensaio do grupo mais próximo ao prefeito. Isto porque Mírian esta viajando de férias e não tivemos como confirmar a veracidade da notícia.  Por seu lado, Cláudio Carvalho já foi a imprensa garatir que não retirou seu nome e que continua no páreo, a disposição do partido como um dos precandidatos. Assim temos postos quatro nomes: Fátima Cleide, José Neumar, Claudio Carvalho e Mirian Saldanha. Como ainda não se discutiu programas de governo ou visão de como deve ser a administração municipal, resta aos analistas políticos buscar o perfil de cada um segundo o dito popular que infere: dize-me com quem andas e te direi quem és?

A inscrição para quem pretende concorrer a indicação pelo PT se encerra no dia 29 de fevereiro. Até lá ainda é possível que apareçam outros nomes ou que, entre os já postos, haja união de forças para concorrer a escolha dos militantes no encontro já marcado para o dia 25 de março. 

A Articulação de Esquerda ainda está aguardando que seja convocado o debate político das proposituras para ver o que o PT local pretende, qual o projeto político. Por isso nos recusamos a discutir apenas os nomes, pura e simplesmente. Se for para discutir apenas nomes, a questão assume tom meramente eleitoral. Neste caso, o problema não é apenas mostrar força interna e ganhar as prévias dentro do partido, mas passa a ser a real possibilidade sucesso nas urnas e de aceitação ou rejeição popular.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Quero discutir programa e não somente nomes.

por Jorge Werley
Para o dia 25 de março está marcado a realização das prévias para escolher o precandidato do Partido dos Trabalhadores que concorrerá ao cargo de Prefeito de Porto Velho, sucedendo, se aprovado no crivo popular, o companheiro Roberto Sobrinho, no posto a dois mandatos. Três nomes já estão no páreo interno partidário: Zé Neumar, Fátima Cleide e Claúdio Carvalho. Vejo companheiros se definindo por esse ou aquele nome segundo critérios de foro íntimo ou de amizade pessoal. Até agora a discussão tem sido muito pobre e é preciso retornar ao debate político. 

O Partido dos Trabalhadores é uma associação de pessoas que "se propõem a lutar por democracia, pluralidade, solidariedade, transformações políticas, sociais, institucionais, econômicas, jurídicas e culturais, destinadas a eliminar a exploração, a dominação, a opressão, a desigualdade, a injustiça e a miséria, com o objetivo de construir o socialismo democrático". Isto é o que está escrito no nosso estatuto, essa é nossa missão política. Para atingir esse objetivo macro temos que subdividir em tarefas menores e cotidianas. Em todos os campos de embate com as classes e estruturas conservadoras, nós petistas temos tido ousadia de encarar a briga. Entre avanços e revezes temos mudado o Brasil e pra melhor, isso é inconteste. A luta eleitoral, seja para o parlamento ou seja para os cargos do executivos tem de estar sintonizados nesta lógica e dentro desta estratégia maior do partido. Não é simplesmente uma questão de ganhar a eleição e sim, ganhar para quê? Ou seja: Em quê este mandato vai colaborar no avanço da condição de vida das classes trabalhadoras e das liberdades democráticas? 

Temos de discutir programas, adaptar e ampliar o modo petista de governar, avaliar a evolução das forças contrárias, ampliar o apoio dos indiferentes, conquistar a juventude para essa luta emancipadora, consolidar nossa interação com aqueles quem tem uma visão religiosa da luta libertária do ser humano. Dentro desta perspectiva eu me recuso a simplesmente discutir nome desse ou daquele companheiro ou companheira a quem vamos lutar para outorgar o poder seja de qualquer cargo, sem discutir os rumos a serem percorridos. Não descarto nenhum nome e nem vou ficar discutindo currículo passado. Me interessa mais, saber quem tem programa político e se esse programa é inclusivo, democrático, participativo. Para essa discussão ainda não fui chamado, alguem foi?

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Kassab: a soma que diminui.


por Valter Pomar

Dizem que a quantidade se transforma em qualidade. Assim passou no ato comemorativo do aniversário de 32 anos do Partido dos Trabalhadores, quando o presidente do PSD foi recebido com uma sonora vaia da maioria. [e aplausos dos que acham que vale tudo uma eleição].

Aplausos para o novo "parceiro".  Alguém de Rondônia na foto?
Vaia, é bom dizer, que em boa medida saiu da boca de gente graúda do Partido: prefeitos, deputados e lideranças nacionais. Não de uma minoria de esquerda, não das bases, mas de dirigentes de diferentes talantes.

Registre-se algo óbvio: a vaia era para Kassab, mas também para os que desejam aliar-se com Kassab. As pesquisas de opinião registram: trata-se de um prefeito mal avaliado. Muito mal avaliado. O mais importante, contudo, é o motivo da má avaliação: seu governo piorou a vida do povo da capital paulista.

Os defensores da aliança com Kassab desconsideram ou minimizam programa, pesquisas e o impacto que esta aliança teria sobre a unidade partidária.  [ Continuar lendo >>]

Documentário polêmico: "URSS, o naufrágio"

Na segunda quinzena de dezembro, num canal de televisão russo, transmitiram um documentário, um projeto de Dmitri Kiselev, chamado “URSS, o naufrágio”. 
Nos anos 90, o novo governo prometia abundância. Porém não é o que se tem hoje para todos. Assim, gostaria parabenizar o autor da película, por nos recordar que, uma vez, fomos pessoas que viveram num grande país, onde ninguém se apontava com o dedo, discriminava: “você é russo, porém você não é russo”. Todos nós tínhamos sol e pão em quantidade suficiente, todos nós éramos soviéticos.

A nostalgia pela União Soviética só não é sentida por aqueles que tiveram tempo de roubar, durante a chamada perestroika, e se bronzeavam nas Ilhas Canárias e em Courchevel. Inclusive, é provável que não vivam em paz. Hoje, estão nas Ilhas Canárias e, no futuro, talvez na cama. Nós, seguíamos tranquilos para a cama e, calmamente, despertávamos pela manhã, sabendo que no dia seguinte teríamos trabalho, que no dia 10 receberíamos o pagamento e, no dia 25, o antecipado.

Não tive que pagar pela escola e pela universidade, pois recebíamos uma boa educação, com a qual podíamos encontrar facilmente trabalho no exterior. Éramos curados e tínhamos nossa saúde tratada de forma gratuita. Em julho de 2010, minha prima morreu de câncer. Ela era pensionista, não dispunha de 30.000 rublos para uma operação que, nem sequer, davam garantia. Esteve internada durante vários meses. As dolorosas injeções também foram custeadas por ela. Eis aqui os encantos do rico capitalismo!

Antes da queda da URSS, histórias terríveis no rádio e na televisão não nos assustavam. Nós, com alegria, escutávamos notícias de que, em algum lugar, surgia uma nova fábrica, sobre alguém ter voado para o espaço novamente. Atualmente, a história do dia é: em algum lugar, uma casa para idosos foi incendiada, num outro lugar um edifício desabou, em outro um pesquisador foi assassinado, em outro um deputado... Vivemos atrás das portas de ferro, temendo os vizinhos. A moral caiu por terra. O roubo e a fraude se converteram num negócio. Os ladrões estão no poder. O assassinato já não surpreende ninguém, se convertendo num padrão de vida.

Nos anos 90, o novo governo nos prometia abundância, criticando o governo soviético pelas prateleiras vazias. Recebemos abundância em totalidade. A salsicha, nos anos 80, custava 1 rublo e 40 centavos e eram feitas de chá e carne. Agora, a salsicha é feita de pudim de soja e papel higiênico, custa 200 rublos o quilo e está nas prateleiras. Não porque tenham se convertido em abundância, mas devido ao fato de que muitos não possuem condições de comprá-la. Os centavos ganhos no trabalho não são suficientes. Os atrasos no salário de vários meses, também se converteram em padrão.

Nos anos 80, todos os trabalhadores podiam permitir-se tirar férias para descansar e embarcar numa viagem pela União, que, às vezes, era completamente gratuita. Agora, pouquíssimas pessoas viajam de férias. O valor do documentário em questão também está relacionado ao fato de vermos, mais uma vez, o rosto daqueles que, sem limite em seus próprios interesses e ambições, traíram nosso país. Agora, estão sendo vistos por aqueles que nasceram nos anos 90, e que não os conheciam.

Foi triste e doloroso ver a bandeira soviética, a bandeira que era o emblema dos construtores, daqueles que cultivavam a terra, a bandeira dos criadores. Ela está dolorosamente gravada na alma das palavras do apresentador Kiseliov. Contudo, em suas palavras, a sigla da URSS soa como o desafio soviético, inspira otimismo e esperança. Cedo ou tarde, a União Soviética voltará. A história às vezes se repete. Na França, depois da vitória da revolução burguesa, ocorreu a restauração dos Bourbons. No entanto, ela foi apenas temporária. O atual regime depredador da Rússia não durará muito tempo, cairá de todas as maneiras. Daí, um sistema justo regressará.

(fonte: periódico “Sovietskaia Rossia” № 4 -13657-, 19 de janeiro de 2012)

Tradução: Maria Fernanda M. Scelza

Ainda sobre a concessão dos aeroportos.

Muito além da semântica.
por Valter Pomar.
 
Neste debate, alguns não estão falando toda a verdade.Concessão é uma modalidade de privatização. Privatizar não é apenas vender o patrimônio; pode ser também conceder seu uso por determinado tempo, sob determinadas condições. Negar isto é um revelador “ato falho”, típico de quem no fundo sabe que está fazendo algo problemático.Por outro lado, os tucanos sabem muito bem a diferença entre as privatizações que eles fizeram versus o que foi feito em governos petistas, ontem e hoje. No caso em tela, há pelo menos três diferenças.

Primeiro, embora a concessão seja uma modalidade de privatização, trata-se de uma modalidade distinta da transferência de patrimônio, especialmente quando feita em troca de nada, como os tucanos fizeram com a Vale do Rio Doce. Segundo, os tucanos fizeram privataria, uma “etapa superior da privatização”, na qual os envolvidos tornaram-se muito ricos…Terceira e decisiva diferença: para o PSDB, as privatizações constituem parte essencial de uma estratégia neoliberal de desenvolvimento e de um modelo de sociedade dominada pelos “mercados”.Nestes dois terrenos (papel do Estado e do capital privado na estratégia geral de desenvolvimento e no modelo de sociedade), o PT e PSDB estavam e estão em posições opostas.
 
Apesar de governos encabeçados por petistas, tanto agora quanto em momentos anteriores, terem patrocinado terceirizações, concessões e até mesmo venda de patrimônio público, um exame honesto do conjunto da obra mostra que existem diferenças de fundo entre PT e PSDB.Os tucanos conferem ao capital privado papel decisivo. Já o PT defende que o Estado tenha papel central, tanto na estratégia de desenvolvimento quanto no modelo de sociedade. Estas e outras diferenças entre PT e PSDB seguirão existindo, ao menos enquanto um dos partidos não mudar de classe social.
 
Se isto que falamos até agora for verdadeiro, o debate no interior do PT sobre a concessão dos aeroportos deveria tratar dos aspectos estratégicos e táticos da questão.Do ponto de vista tático, a concessão foi economicamente desnecessária e politicamente incorreta. Economicamente desnecessária, porque o Estado dispunha e dispõe dos meios gerenciais e financeiros para realizar a modernização, ampliação e administração dos aeroportos. E para atrair o capital privado, havia alternativas melhores do que a concessão.Politicamente incorreta, porque a concessão facilitou o ataque da mídia e da oposição, que busca sair das cordas e nos arrastar para a vala comum das privatarias, acusando ao PT e ao governo de estelionato, incoerência etc.
Do ponto de vista estratégico, a opção pela concessão confirma que estamos diante de um dilema.Como dissemos antes, nem o PT, nem o governo Dilma são partidários de uma estratégia privatizante. Mas…Mas como não conseguirmos fazer uma reforma tributária; como as taxas de juros continuam altas; como estamos demorando a adotar medidas macroeconômicas que nos protejam do agravamento da crise; logo…Logo será cada vez maior a carência de recursos para o país continuar crescendo com ampliação das políticas sociais. E frente a um cobertor curto, será cada vez maior a tentação oferecida por falsas alternativas, tão ao gosto dos tucanos, como privatizações de variadas modalidades, reformas conservadoras da previdência, orçamentos insuficientes para as políticas sociais etc.
 
O dilema consiste nisto: ou percebemos que para uma nova situação é necessária uma nova estratégia, e conseguimos a força necessária para fazer mudanças de fundo, ou seremos empurrados para aquelas situações aparentemente sem saída, nas quais somos levados a escolher o mal menor. 

Aparentemente menor…

(*) Valter Pomar é membro do Diretório Nacional do PT

Luta de Classes

Por Wladimir Pomar
Parece que boa parte da esquerda ainda não saiu da perplexidade de ter um governo central dirigido por uma coalizão política de socialistas e comunistas, da qual participam democratas liberais e conservadores de diferentes tipos. Essa perplexidade, como comentamos em artigos recentes, se reflete na emergência de dois novos tipos de análise, ambos relacionados com a possibilidade ou não do desenvolvimento da luta de classes no Brasil.

Uma dessas análises conclui simplesmente que a melhoria das condições de vida do povo amortece seu espírito de luta e é um impeditivo para o crescimento da luta de classes.

..., convém analisar com mais atenção as lutas e conflitos recentes envolvendo algumas camadas de trabalhadores e outros setores populares. Em primeiro lugar, elas mostram que apesar das melhorias nas condições de vida, e talvez principalmente por causa delas, esses trabalhadores já não suportam a continuidade de certas condições herdadas do período neoliberal.

Super-exploração, como nos casos de Jirau, Santo Antônio e alguns canteiros de obras; transportes ineficientes, como nos casos de ônibus em Brasília e Goiás, metrô de São Paulo e Supervia, no Rio; educação deficiente, saúde maltratada, salários baixos e outras distorções presentes na sociedade brasileira: tudo isso têm sido motivo para lutas em diversos pontos do território nacional.

Por não suportarem mais essas mazelas, e também por falta de lideranças experientes, quase todas as camadas que protagonizaram essas lutas têm apresentado uma radicalização que, aparentemente, se confronta com a postura do governo federal em não criminalizar nenhuma luta democrática e popular. O que deveria alertar a esquerda para o fato de que o desenvolvimento capitalista, mesmo com distribuição de renda, não impede as lutas de classes. Mas, sem uma esquerda participante, para fazer com que tais lutas sejam travadas com razão e com limite, elas podem colocar o governo democrático e popular contra a parede e abrir janelas por onde a direita crie um ambiente de insegurança e pânico.

Leia todo o artigo em
http://pagina13.org.br

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Resoluções do Congresso da AE - 2ª etapa:

Click nos links para baixar as Resoluções do I Congresso da Articulação de Esquerda - 2ª etapa, que aconteceu em Brasília nos dias 03, 04 e 05 de fevereiro:

  Resolução sobre Conjuntura e Plano de Trabalho (61,0 KiB, 0 hits)
  Moção de apoio a Rogério Correia (27,5 KiB, 5 hits)
  Resolução da Conferência de Mulheres (97,5 KiB, 6 hits)
  Resoluções Sindicais (153,0 KiB, 2 hits)
  Resoluções sobre Juventudes (61,5 KiB, 8 hits)
  Resolução sobre Gênero (106,5 KiB, 2 hits)
  Resolução sobre poítica para as cidades (60,5 KiB, 0 hits)
  Resolução sobre educação (172,0 KiB, 0 hits)
  Resoluções LGBT (46,5 KiB, 1 hits)
  Resolução sobre atuação em parlamentos e governos (33,0 KiB, 0 hits)
  Resolução sobre ampliação do financiamento público da saúde (26,5 KiB, 0 hits)
  Resolução sobre saúde (92,0 KiB, 0 hits)
  Resolução sobre reforma psiquiátrica (27,5 KiB, 0 hits)
  Resolução sobre meio ambiente e desenvolvimento (31,5 KiB, 0 hits)
  Resolução em defesa da liberdade de expressão (27,5 KiB, 0 hits)
  Resolução em apoio à luta contra as PPPs e privatizações (26,5 KiB, 0 hits)
  Resolução sobre elementos de um programa cultural (47,0 KiB, 0 hits)

José Neumar, Fátima Cleide e Cláudio Carvalho devem disputar prévias do PT; Epifánia está fora.

 http://www.paginadanoticia.com/

Cláudio, Fátima e Zé Neumar.
Cláudio Carvalho, Fátima Cleide e José Neumar são os nomes que disputarão as prévias do PT para a sucessão do prefeito Roberto Sobrinho na capítal de Rondônia, Porto Velho. Mas outros nomes ainda podem surgir no decorrer do mês já que os pretensos a disputar a eleição interna da sigla têm até o próximo dia 29 para efetuar inscrição.

O PT pretende lançar candidaturas na maioria dos municípios de Rondônia. Na Capital, na disputa pelo Palácio Tancredo Neves, a deputada estadual Epifânia Barbosa era forte candidata, inclusive com apoio de Roberto Sobrinho, mas está sendo rifada pelos companheiros que ainda esperam explicações sobre a denúncia do Ministério Público e Polícia Federal apontando seu envolvimento no esquema das propinas comandado pelo deputado foragido Valter Araújo (PTB).

De acordo com cronograma de trabalho da Executiva Municipal as prévias acontecerão no dia 25 de março.

Quem são estes companheiros?

JOSÉ NEUMAR: Atualmente é o gerente regional do Sistema de Proteção da Amazôna em Porto Velho. É natural de Caririaçu, no Ceará. Estudou no Seminário Arquidiocesano de Fortaleza e mais tarde na Faculdade de Ciências Agrárias do Ceará, onde se graduou engenheiro agrônomo. Chegau em Rondônia em 1977, onde ingressou na Emater. Articulou a fundação de diversos sindicatos de trabalhadores rurais (de Pimente Bueno, de Colorado do Oeste, de Jaru e de Ouro Preto do Oeste).  Assessorou a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) no estado. É um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, sendo o filiado nº 1. Participou da fundação da CUT.  Ingressou no quadro de pessoal da Assembléia Legislativa do estado em 1986. Frequentou curso de Superação Política e Ideológica, em Cuba. 


FÁTIMA CLEIDE: Natural de Porto Velho. Graduada em Letras. Foi secretária-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Rondônia (Sintero). Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 1988, presidindo-o por duas vezes. Em 2002 foi eleita para o Senado Federal onde foi relatora do PLC 122/06 que previa penas para os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero. Corajosa, foi uma das poucas vozes a se levantar contra os desmandos do Governador Ivo Cassol. [com dados do Wikipédia].

CLÁUDIO CARVALHO: É filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1993. Nasceu em Morada Nova (Ceará) no dia 28 de abril de 1969. Filho de família humilde, chegou em Porto Velho em 1988. Trabalhou como cobrador de ônibus, sendo muito envolvido com o movimento sindical. Tanto que em 1993 foi eleito pelos seus colegas trabalhadores como secretário geral na diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Urbanos.  Foi presidente do Diretório Municipal do PT em Porto Velho. Em 2005 assume como Secretário Municipal de Transporte e Trânsito. Foi eleito vereador em 2008 com 2142 votos. [com dados do Jornal do Mandato]

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Drogas: incompreensão e moralismo também na esquerda

A relacão do povo Aimará com a cultura de coca é milenar.
Li no site Outras Mídias um artigo de Júlio Delmanto o qual foi originalmente publicado no Brasil de Fato. Texto muito interessante e instrutivamente provocante com uma análise desapaixonada sobre a temática das drogas. Transcrevo abaixo um pequeno trecho, mas recomendo fortemente uma lida completa no link ao fim indicado:

"Implementadas no começo do século XX, as políticas de drogas foram difundidas globalmente pelas políticas imperiais do governo dos Estados Unidos, mas receberam calorosa acolhida dos Estados e elites nacionais, exatamente pelo aspecto de contenção social. Sendo assim, não há novidade em vermos a legitimação da guerra às drogas e da fetichização das substâncias alteradoras de consciência permeando discursos da grande mídia e de políticos e empresários de direita. “Muito poder e dinheiro estão à espera daqueles que penetram em nossas inseguranças emocionais e nos fornecem substitutos simbólicos”, explica Barry Glasner, autor de A cultura do medo.

Até tu, esquerda?

Mas o buraco é mais embaixo. Tal fetichização é também presente em setores da esquerda, como exemplifica o artigo “Drogas: consumo (in)consciente”, de de Roberta Traspadini, recentemente publicado pelo Brasil de Fato. Membro da Consulta Popular, a autora parte de um diagnóstico correto da definição de droga como um amplo leque de diferentes substâncias, legais e ilegais. Mas não desenvolve consequentemente tal pressuposto, acabando por concluir o artigo com a mesma bandeira propagada por Ronald Reagan e Richard Nixon no início da guerra às drogas: a busca por um mundo sem drogas."
fonte: http://ponto.outraspalavras.net/2012/02/06/drogas-incompreensao-moralismo-tambem-na-esquerda/

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Privatização dos aeroportos: vergonha nacional!

por Paulo Kliass
A estatística dos 3 aeroportos a serem privatizados (Guarulhos, Brasília e Campinas) reflete bem a realidade do que vai ser subtraído do setor público. Eles são responsáveis por 30% do total dos passageiros, 57% do total das cargas e 19% das aeronaves em todo o País.

...,  trata-se da tentativa de ressuscitar o nada saudoso processo de privatização de bens e serviços públicos aqui em nosso País. Eis mais uma incongruência que o governo traz à agenda, uma medida tão polêmica quanto anacrônica nos mundos de hoje, em que alguns dos principais dogmas do neoliberalismo estão sendo colocados em xeque, até mesmo por seus ideólogos nos países centrais. Mas aqui em solo tupiniquim, as coisas parecem funcionar ao revé s. A bola da vez é a Infraero, empresa pública que se encarrega da gestão e operação dos aeroportos em todo o território nacional.

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Vamos continuar na luta pois a luta continua.

Eduardo Valverde (1957-2011)
Em um post recente no ptgroup a companheira Mara relembra uma citação muito frequente do nosso saudoso companheiro Eduardo Valverde:
"A Luta Continua! Vamos Continuar na Luta!"

Era uma proposição e um chamamento à luta. Essas duas frases juntas não são uma repetiçao da mesma idéia, não resultam de uma redundância, ou reforço retórico. É lugar comum e já ouvi muitos outros companheiros repetirem apenas o mantra: "a luta continua". Até as caricaturas humorísticas direitistas desdenham com essa frase isolada. Ora, é claro que enquanto houver exploradores e explorados: "a luta continua". Enquanto existirem as relações sociais e produtivas nos moldes do capitalismo, com a separação de um lado, os trabalhadores, de outro, os proprietários dos meios de produção, ou seja a separação entre trabalho e capital, enquanto subsitir a separação em classes, a luta continua.
A questão que está posta é: se vamos continuar na luta. Alguns companheiros ao galgarem uma posição de melhor rendimento, uma profissão com escolaridade de nível superior, uma pequena empresa alavancada com recursos as vezes de origem incomprovada, abandonam as ruas e praças onde a revolta popular vez ou outra extravasa. Aguerridos companheiros esfriam. Uns passam a defender posições reformistas e de conciliação de classe, outros migram desavergonhadamene para posições direitistas, outros vão para extrema esquerda, revolucionários de botecos. Felizmente boa parte da companheirada continua firma na luta.
Valverde propunha: Vamos continuar na luta! - Eu transformo a acertiva em pergunta: E aí vamos ou não vamos? Quantos de nós está ainda disposto?
Para ser mais claro: A luta continua, intensa, surda e doída. E nós: Vamos continuar na luta?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O jornalismo tendenciosos e manipulador da Rede Globo.


Jornal Nacional partidariza reportagem sobre Cuba e prova que princípios editoriais da Globo são alegoria

por:   Rogério Tomaz Jr   no   site   brasiliamaranhao.wordpress.com

Em agosto de 2011 as Organizações Globo lançaram, com grande estardalhaço, um documento intitulado “Princípios Editoriais”, contendo as “normas e condutas que os veículos do grupo devem seguir para que seja cumprido o compromisso de oferecer jornalismo de qualidade”, conforme noticiou o G1, portal do grupo.

Quem conhece minimamente o histórico dos meios de comunicação da família Marinho – no conjunto da população brasileira, é um contingente ínfimo de pessoas – sabe que os tais “princípios” não passam de alegoria, balela, conversa pra boi dormir, (mais uma) tentativa de iludir ou enganar incautos sobre a verdeira natureza do grupo Globo: uma instituição política disfarçada de empresa de informação e entretenimento.

Indo ao que interessa, na edição do Jornal Nacional – principal produto jornalístico da Globo, que é assistido todas as noites por dezenas de milhões de pessoas em todo o Brasil – de terça-feira (31/1), foi exibida uma reportagem sobre a visita da presidenta Dilma a Cuba (confira o vídeo e o texto completo da matéria aqui).

A abordagem da emissora, que considera Cuba uma ditadura onde a liberdade é sufocada e o povo vive oprimido, não espanta e nem sequer incomoda muito, embora a parcialidade se transforme muitas vezes em desonestidade.

“O diabo está nos detalhes”, diz um célebre ditado inglês.

No encerramento da matéria, o apresentador William Bonner leu nota que seria uma manifestação da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara Federal. Para isso o JN recorreu ao 2º vice-presidente do órgão.

“Sobre as declarações de Dilma, o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Arnaldo Jordí, do PPS do Pará, lamentou que o governo brasileiro tenha deixado a garantia dos direitos individuais fora da pauta de discussões em Cuba. O deputado disse ainda que a comunidade internacional não aceita mais a privação de direitos como a liberdade de expressão e de organização política”. (William Bonner, JN, 31/01/2012)

Curioso a emissora ter recorrido à terceira pessoa na hierarquia da CDH – a presidenta é a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) e o 1º vice-presidente é o deputado Domingos Dutra (PT-MA) – apenas para garantir a manifestação de um deputado que faz oposição ao governo federal, embora apresentado como porta-voz de uma instituição especializada nas questões de direitos humanos.

Questionei a deputada Manuela D’Ávila pelo Twitter e ela confirmou que não foi procurada pela reportagem, como eu suspeitara.

E falei por telefone com o deputado Dutra, que também não foi contatado pela Globo.

O fato grave, gravíssimo, é que a emissora, ao ignorar a hierarquia institucional da Comissão de Direitos Humanos, apenas para emprestar à sua reportagem um ar de isenção e legitimidade que o órgão reconhecidamente possui, desrespeitou o órgão e, assim, assinou o atestado de partidarização da pauta, o que fere os seus princípios editoriais (leia abaixo).

Pior ainda, pregou uma peça em toda a audiência do telejornal, que saiu com a impressão de ter ouvido uma declaração da Comissão de Direitos Humanos criticando o governo.

Essa é a ética da Rede Globo. Esse é o respeito pelos princípios editoriais que os herdeiros de Roberto Marinho assinaram, em nome dos seus filhos e netos.

Da Manuela D’ávila e de Domingos Dutra, a Globo jamais arrancaria uma crítica à postura do governo de não abraçar a pauta da oposição, que só fala de direitos humanos em países inimigos dos EUA: Cuba, Irã, Venezuela, entre outros.

Jamais você vai ouvir alguém do PSDB ou do DEM (ou algum veículo da Globo) falar – talvez algum polpitico do PPS fale – sobre as violações de direitos humanos no Iraque, no Afeganistão, na Arábia Saudita ou mesmo nos EUA, que tem extensa folha corrida de desrespeito aos direitos básicos da sua própria população.

Para a Rede Globo, prisões em massa na ocupação de Wall Street
não são violações de direitos humanos (Foto: Centro de Mídia Independente/EUA)
Daí a forjar uma manifestação da Comissão de Direitos Humanos da Câmara é uma prática típica dos assassinos que dizem, com as mãos ensanguentadas diante da vítima: “a culpa é do punhal”.

Seria muito importante, a bem da verdade, que a Comissão se pronunciasse a respeito dessa fraude  político-jornalística.

Lamentável. Mas não surpreendente.

Mais uma vez, a Rede Globo mostra – ainda que sutilmente – a sua verdadeira natureza: uma organização política.

Leia alguns trechos dos Princípios Editoriais da Globo que rejeitam a partidarização do trabalho noticioso.


“(…)
Um jornal de um partido político, por exemplo, não deixa de ser um jornal, mas não pratica jornalismo, não como aqui definido: noticia os fatos, analisa-os, opina, mas sempre por um prisma, sempre com um viés, o viés do partido. E sempre com um propósito: o de conquistar seguidores. Faz propaganda. Algo bem diverso de um jornal generalista de informação: este noticia os fatos, analisa-os, opina, mas com a intenção consciente de não ter um viés, de tentar traduzir a realidade, no limite das possibilidades, livre de prismas. Produz conhecimento. As Organizações Globo terão sempre e apenas veículos cujo propósito seja conhecer, produzir conhecimento, informar.
(…)
h) É imperativo que não haja filtros na composição das redações.
i) As Organizações Globo são apartidárias, e os seus veículos devem se esforçar para assim ser percebidos;
As Organizações Globo serão sempre independentes, apartidárias, laicas e praticarão um jornalismo que busque a isenção, a correção e a agilidade (…).”

Deve ter sido escrito pelo depto. de humorismo da Rede.