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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A volta de Raimundo Nonato ao PT reforça luta contra banda podre.

Enquanto a direção petistas faz vistas grossas para a permanência da deputada estadual Epifânia Barbosa (acusada de ser mensaleira de Valter Araújo) em suas hostes, contraditoriamente um setor do  partido arma uma verdadeira barricada para impedir o reingresso do ex-filiado Raimundo Nonato, membro da CUT e presidente do Conselho Estadual de Saúde (CES). A trincheira se justifica. Afinal, o retorno do sindicalista pode significar problemas à vista, uma vez que Nonato representa uma pedra no sapato e nos interesses de muita gente.

No mês passado, a volta de Nonato ao ninho petista já havia sido alardeada aos quatro ventos. Mas enquanto alguns poucos comemoravam esse retorno, por fora deste movimento corria um grupo que se apressou em protocolar uma impugnação no Diretório Municipal, o que resultou no veto ao reingresso de Nonato ao PT.

O documento apresentado argumenta que durante o período em que esteve fora do partido, Raimundo Nonato teria batido de frente contra a sigla ao oferecer denúncias pertinentes a administração municipal de Roberto Sobrinho. Vale salientar que durante o período em que esteve filiado ao PT, Nonato, militante das antigas hordas do partido, sempre cobrou que o estatuto da legenda fosse cumprido.

Denúncia

Sobre ter se colocado contra o próprio partido, Nonato informou que isso ocorreu em 2007, quando era presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Municipal de Previdência (Ipam). Na época auditores da Previdência Social fizeram um levantamento da situação do instituto.

O relatório apontou irregularidades como retenção irregular de contribuição previdenciária no valor de R$ 5 milhões pelo prefeito Roberto Sobrinho e uma dívida da prefeitura com o Ipam no valor aproximado de R$ 50 milhões. “Nesse caso, dentro do que preconizava a minha função de gestor, denunciei o fato e cobrei providências”, disse o sindicalista sobre o “corte na própria carne”.

Raimundo Nonato acrescentou ainda que aguarda a notificação da deliberação do partido para recorrer da decisão imposta. Segundo ele, “não cabia ao Diretório Municipal tomar esta atitude. O correto seria discutir isso em uma plenária”.

Por outro lado, membros do partido que não compactuam com a oposição ao reingresso de Nonato ao PT, disseram que vão pleitear sua volta ao partido junto ao diretório estadual.

fonte: http://www.rondoniagora.com/

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