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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

EUA 2012/2016: Um país insolvente e ingovernável


A espiral econômica infernal dos EUA: recessão/depressão/inflação.

Os Estados Unidos terminam o ano de 2011 num estado de fraqueza sem equivalente desde a Guerra de Secessão. Já não exercem nenhuma liderança significativa a nível internacional. A confrontação entre blocos geopolíticos aguça-se e acham-se confrontados com quase todos os grandes actores do mundo: China, Rússia, Brasil (e mais geralmente quase toda a América do Sul) e doravante a Eurolândia. Paralelamente, não chegar a dominar um desemprego cuja taxa real está estagnada em tornos dos 20% no pano de fundo de uma redução contínua e sem precedente da população activa (que caiu ao seu nível de 2011). 

O imobiliário, fundamento da riqueza das famílias estado-unidenses juntamente com a bolsa, continua a ver os seus preços caírem ano após ano apesar das tentativas desesperadas do Fed de facilitar os empréstimos à economia através da taxa zero. A bolsa retomou sua baixa interrompida artificialmente pelas duas Quantitative Easing de 2009 e 2010. Os bancos americanos, cujos balanços estão muito mais carregados de produtos financeiros derivados do que os seus homólogos europeus, aproximam-se perigosamente de uma nova série de falências de que a MF Global é um sinal precursor, demonstrando a inexistência dos procedimentos de controle ou de alerta três anos após o colapso da Wall Street em 2008 . 

A pobreza estende-se cada dia um pouco mais através do país, em que um americano em cada seis depende doravante de selos de alimentação  e em que uma criança em cada cinco experimenta episódios de vida na rua . Os serviços públicos (educação, sociais, polícia, rodoviários, ...) foram consideravelmente reduzidos em todo o país para evitar as falências de cidades, municípios ou Estados. O êxito encontrado pela revolta das classes médias e dos jovens (Tea Party e Occupy Wall Street) é explicado por estas evoluções objectivas. E os próximos anos verão estas tendências agravarem-se. 

O estado de fraqueza da economia e da sociedade estado-unidense de 2011 é, paradoxalmente, o resultado das tentativas de "salvamento" efectuadas em 2009/2010 (planos de estímulo, QE, ...) e da degradação de uma situação "normal" pré 2008. O ano de 2012 vai assinalar o primeiro ano de degradação a partir de uma situação já muito deteriorada. 

[ver todo o post em: http://resistir.info/crise/geab_60.html ]

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