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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Continência às avessas: A vergonha dos Covardes.

por Jorge Werley

Lembro do tempo quando prestei meu serviço militar em Manaus, no Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva do 1º BIS, que ao comando de: "apresentar armas"; toda a tropa em posição de sentido  punha seus fúzis diante dos seus peitos em posição vertical e os que não estavam com eles, prestavam continência, seja à bandeira ou a uma grande autoridade presente. Era um momento muito solene e muito significativo para cada um de nós da tropa ou do comando. Naquela época meus comandantes eram o General Leônidas Pires, o Coronel Thaumaturgo Vaz e o Instrutor Chefe, Tenente Luiz Fernando Hilgenberg. Deles aprendi lições de bravura, fidelidade, disciplina e respeito a hierarquia.

Hoje quando vejo essa foto tão divulgada nas redes sociais onde oficiais do nosso exército escondem seus rostos, envergonhados diante daquela jovem e franzina estudante desconhecida. Sabiam que estavam cometendo um ato vergonhoso, por isso essa continência ao avesso. 

Isso me faz  lembrar outra lição que também aprendi lá no NPOR, sobre a origem da continência. Conta-se que lá pela idade média, quando os guerreiros que usavam armadura e elmo se encontravam, cada um levantava com as pontas dos seus dedos aquela proteção que parece um atual visor de capacete, isso para poderem se olharem olho-no-olho, um do outro, em sinal de destemor, expondo sua identidade para deixar bem claro com quem se estava topando.  Um cavalheiro covarde jamais faria isso. Esconder o rosto é coisa para bandido.

Aquela desconhecida e impotente jovenzinha franzina de cabeça erquida diante dos seus algozes, hoje todos os brasileiros sabemos seu nome: Dilma Roussef. Aqueles covardes senhores enrustidos de oficiais que posavam de juízes na época, hoje tem vergonha de si. Talvez nunca contaram esse episódio para seus filhos e netos, tem vergonha de Dilma, do povo brasileiro, seus nomes são apagados da história do Brasil e do nosso glorioso exército. Ainda bem que hoje nossas forças amadas estão cheias de jovens que não se envergonham de serem militares e nem de suas atuações no Estado Democrático de Direito e que apresentam suas armas diante da comandante que o povo elegeu.

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