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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sucessão em Porto Velho: Antes do quem, o quê.

Ficaram mais explicitas as movimentações dos pretensos pré candidatos pelo Partido dos Trabalhadores à sucessão do companheiro Roberto Sobrinho na prefeitura de Porto Velho. Até movimentações externas com reuniões com lideranças de outros partidos já estão ocorrendo. Internamente ja começou a aglutinação em torno desse ou daquele nome. Os grupos se definem sem antes realizarmos um debate sobre que Porto Velho queremos. Qual o projeto do partido para a continuidade na administração da capital de Rondônia.

Nestes oito anos já avançamos muito na questão de estruturação da cidade, regularização fundiária dos lotes urbanos, iluminação pública, reforma de escolas, transporte escolar, ampliação do asfaltamento da malha viária, melhorias nos distritos e muitos outros números e quantitativos que a grande midia, que odeia os trabalhadores e o PT, esconde do povo; mas que certamente virá à público na campanha. A peche de obras paradas será espantada quanto forem inauguradas os viadutos e a midia golpista não tiver mais o que falar.

Diante de tantos números favoráveis, certamente que o sucessor de Roberto Sobrinho será outro companheiro ou companheira ungido pelo PT. A oposição não tem candidato viável. O ex futuro comunista Davi Chiquilito está numa crise de identidade desde que nasceu. Orestes Muniz não é menino pra aceitar cabresto dos Raupp ou do Confúzio. Aberlardinho tá muito ocupado caçando cabeça de porco, de urubú ou de burro no CPA iniciado pelo Cassol, que também burro não é pra continuar a gastar com o apagadão do Cahulla. Garçon tá fora. Valter Araújo e Hermínio estão num "par ou impar" pra ver quem sai candidato; seja quem for vai perder. Valter só tem votos da Assembleia de Deus cercada de tantos favores com as verbas públicas mais que não tem votos suficientes para eleger o prefeito. Hermínio ainda está devendo as provas das suas acusações contra a administração municipal. Teria ele saido para não ser expulso, após pisar no código de ética? Sabe ele o que é ética?

A eleição de um petista como sucessor é muito provável mais não é automática. Vai precisar de muita engenharia política face aos apoios do governo federal às outras siglas partidárias que compoem a base parlamentar no congresso. Por nossa incompetencia não pudemos contar com esse apoio na eleição de 2010. Com o apoio federal divido, será preciso uma militância que acredite com paixão no nosso projeto de continuar transformando Porto Velho. Não basta muito dinheiro e marketeiro iluminado, é preciso militância. Essa foi a lição do segundo turno de Dilma. Veja-se o exemplo da campanha do Padre Ton. Não teve o mesmo volume de recurso financeiro que outros candidatos tiveram, porém teve apoio militante apaixonado pela suas propostas. Resultado só ele foi eleito para o congresso.

Antes de discutir quem, precisamos discutir para quê.

O PT não é um partido de caciques e seus projetos pessoais de poder. É antes um partido de militantes e como tal precisa de uma orientação programática. Se for para fazer mais do que foi feito ao longo desses oito anos, a militância não vai junto. A administração Roberto Sobrinho não foi um exemplo de gestão democrática e nem participativa, apesar de, como já dissemos, ter tido sucesso em outras áreas de resultado. Não teve a marca dos modo petista de governar. Se nosso partido tem como objetivo estratégico o socialismo, então avançamos muito pouco coletivamente. Claro que não podemos esquecer que a conjuntura política não era a mesma que temos hoje, o governo Cassol se esforçou muito para nos inviabilizar. Nos manteve recuados e com a guarda fechada. No cenário político atual podemos avançar com o bom trabalho de estruturação do município, tanto na zona urbana como na rural, entretanto, necessáriamente,  aumentando também a participação popular na administração pública rumo ao socialismo que queremos.

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