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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Movimento pela não terceirização da saúde pública estadual

por Lucas Tatuí

O movimento pela não terceirização da saúde estadual, encabeçado por sindicatos do Poder Executivo, e que tem o envolvimento dos servidores públicos, se fortalece com o apoio dos deputados estaduais. No final da tarde desta terça-feira (04), durante sessão ordinária na Assembleia Legislativa convocada pelo presidente da Casa, deputado Valter Araújo (PTB), para tratar sobre o polêmico assunto, os parlamentares manifestaram veemente posição contrária à possível terceirização do sistema público de saúde.

A galeria da Assembleia ficou lotada de servidores da saúde, que, munidos de faixas com a frase “Terceirização, Não!”, demonstraram desaprovação à intencionada mudança de gestão proposta pelo Governo do Estado, que consiste na transferência da administração de hospitais públicos para empresas privadas. O movimento é liderado pelas seguintes entidades: SINDSAÚDE, SIMERO, SINTRAER, SINGEPERON, SINDPD, SINJUR, SINDLER e SIMPORO.

O presidente do Sindsaúde, Caio Marin, explica que o movimento tem finalidade de sensibilizar as autoridades em relação aos riscos que envolvem a proposta da terceirização. “Para o funcio­nalismo público, a terceirização significa demissão; e para a sociedade significa a não realização do concurso público. O que é necessário é mais valorização, e não terceirização!”, declarou Marin.

Para o médico, Rodrigo Almeida, que preside o Simero (Sindicato dos Médicos de Rondônia), defender a terceirização como forma de administração significa dizer que o Estado é incompetente, incapaz de gerir seus próprios recursos. “Também deve ser levado em consideração o fato que as terceirizações são mais caras e não são garantia de melhoria de serviços. Além do problema em relação ao controle da aplicação dos recursos financeiros”, acrescentou.

Dentre os parlamentares que manifestaram apóio ao movimento encabeçado pelos representantes dos servidores, alguns já emitiram, nesta quarta-feira, matéria à Imprensa, através de assessoria, informando o posicionamento que manifestaram durante a sessão de ontem.

A matéria intitulada “Ana da 8 é contra a terceirização do sistema de saúde” traz a posição da deputada Ana da 8 (PT do B) que se diz veementemente contrário à terceirização da saúde. Para Ana da 8, “a proposta apresentada, sem maiores detalhes, pelo governo do Estado,revoltou, de imediato, os parlamentares e servidores de Rondônia”. Ela ainda declarou que conhece de perto a realidade da terceirização dos serviços públicos de saúde de São Paulo -. Estado que há anos privatizou o atendimento médico hospitalar. Segundo Ana da 8 “a privatização não atendeu e não atende as necessidades da população, principalmente dos mais carentes”.

Outra matéria, com o título “Epifânia Barbosa está preocupada com a terceirização da saúde “, informa sobre a revelada preocupação da deputada Epifânia Barbosa (PT) com a possível terceirização. Ela disse que esteve reunida com o secretário adjunto da Saúde, José Batista , e que este não a convenceu sobre a eficácia do sistema sob a administração de terceirizadas. “Hoje é a terceirização da saúde, e já estou preocupada de chegar isso também na educação”, comentou Epifânia na audiência.

Com o título “Deputado Luizinho é contra terceirização da saúde e defende valorização do servidor”, a matéria transmite os argumentos do deputado Luizinho Goebel (PV) que defendeu que o governo estadual, ao invés de terceirizar a saúde, “precisa criar um programa de valorização, que vise atender cada servidor no seu devido cargo. Luizinho ressaltou que o Estado possui em seus quadros profissionais capacitados para o atendimento, o que falta é uma política de apoio e estrutura física nas unidades hospitalares.

FONTE: http://www.olhovivorondonia.com.br/noticias.php?news=19981

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