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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Falta de diálogo com sindicato termina com nova confusão em Rondônia; CUT cobra negociação

por: Luiz Carvalho
Na manhã desta sexta-feira (28), os operários que trabalham na construção da usina Santo Antônio, às margens do Rio Madeira, em Porto Velho-RO, deixaram o canteiro por conta da irresponsabilidade da empresa Odebrecht, responsável pela obra.
A revolta teve início após a construtora impor que cortaria o equivalente a 1h30 do turno da noite de sábado sem que houvesse qualquer negociação com o Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Rondônia (Sticcero)-CUT. “Como já há uma ponte sobre o rio, o trajeto não é mais feito de balsa, mas sim de ônibus, e houve a redução do percurso. Assim, quem saia às 05h30 passou a sair às 4h, reduzindo a hora extra. Só que isso faz uma grande diferença, porque quem está na obra não veio para ficar nos barracões, veio para trabalhar, ganhar dinheiro. Estão fazendo greve para trabalhar”, disse Altair Donizete, vice-presidente do Sticcero.
Segundo ele, também estão na pauta a melhoria na alimentação e uma ajuda de custo para quem veio de outros estados, como ocorre na usina de Jirau, também em Rondônia.
Diretor do sindicato, Raimundo Enelcio Pereira, afirma que a paralisação continuará até a próxima segunda, quando assembleias em dois turnos (às 6h e às 18h30) definirão o retorno. Caso a empresa esteja disposta a negociar. Do contrário, a mobilização continuará.
A mesa de negociação contará ainda com o presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom), Cláudio Gomes, que também cobrará uma solução para os trabalhadores de Volta Redonda-RJ. Na última sexta-feira (21), a mesma Odebrecht também demitiu 80 operários, sendo 10 da Comissão de Negociação da obra de ampliação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). “Vamos discutir os dois problemas”, afirmou o dirigente.

sábado, 29 de outubro de 2011

PT busca na justiça mandato de Hermínio Coelho

O Partido dos Trabalhadores deu entrada na tarde desta quinta feira, 27.10.2011, no protocolo do TRE de Rondônia a uma ação de decretação de parda de cargo eletivo por infidelidade partidária contra o Deputado Estadual José Hermínio Coelho, que deixou o PT no dia 30.09.2011 para se filiar no PSD no dia 05.10.2011.

A Executiva Estadual do PT já havia deliberado havia mais de duas semanas que entraria com uma ação para discutir a desfiliação de Hermínio Coelho na Justiça, mas somente as 15h36 desta quinta feita é que a ação foi efetivamente protocolada junto ao TRE de Rondônia pelos advogados do partido.
O advogado Ernande Segismundo, que patrocina os interesses do PT nesse caso, disse que o caminho escolhido por Hermínio Coelho para se desfiliar do PT para, em seguida, se filiar ao PSD não observou os preceitos legais aplicados ao caso, o que resultará certamente na perda do mandato do deputado Hermínio por infidelidade partidária.
Para a Deputada Estadual Epifânia Barbosa, Presidente Estadual do PT, a decisão de propor a ação contra Hermínio não foi de nenhum dirigente partidário isoladamente, mas uma decisão de instância partidária, da Executiva Estadual. Segundo Epifânia o Deputado Hermínio Coelho tem todo o direito de buscar novas alternativas político-partidárias para suas atividades políticas, assim como o PT tem direito de submeter a sua desfiliação à instância da Justiça Eleitoral.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Juventude Petista realiza Congresso em Porto Velho

A Juventude do Partido dos Trabalhadores de Rondônia – JPT/RO realiza nos dias 29 e 30 de outubro o “II Congresso da JPT/RO”. O local escolhido para sediar o evento é o Êxodo/Jerusalém da Amazônia, situado na BR-364/Km-13 em Porto Velho.
O principal objetivo do evento é mobilizar e despertar a juventude do estado de Rondônia a participar da vida política no estado. Serão debatidas no encontro questões voltadas para a Reforma Política e Eleitoral, Eleições 2012, eleição do Secretário Estadual da Juventude, entre outros temas.
“Essa participação enriquece a democracia e claro insere os jovens em um novo patamar de organização e discussão político partidária. Esse congresso também servirá para eleger os delegados que irão participar do III Congresso da JPT/Nacional, que acontece nos dias 12 e 15 de novembro”, relatou Diego Gimenez, membro da Comissão de Organização do congresso.
Felipo
Para o companheiro Felipo Russo, da Juventude da Articulação de Esquerda, os jovens  terão neste congresso um espaço democrático para discutir a sua real inserção  na vida partidária como instância e não apenas como coletivo que só é chamado nos momentos de agitar bandeiras nas campanhas eleitorais. 
A Articulação de Esquerda sustenta a tese de que o Partido dos Trabalhadores precisa retornar às suas bases e discutir política num sentido mais amplo, que vá às raízes dos problemas e que proponha o socialismo como horizonte de elevação da condição humana, e não apenas amesquinhar-se discutido somente nomes e estratégias eleitorais. "Precisamos eleger o maior número possível de vereadores e o o prefeito da capital, é claro, mas nossa luta é pela transformação da sociedade, nosso foco estratégico é o socialismo", finaliza Felipo.
Para este evento, além dos filiados do partido, jovens e simpatizantes, foram convidados:  o Deputado Estadual Ribamar Araújo, a presidente do PT/RO e Deputada Estadual Epifânia Barbosa, vereadores municipais, representantes da Executiva Estadual e Municipal do PT, a Ex-senadora e atual membro da Executiva Nacional Fátima Cleide, entre outros.
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(*) com dados do portal http://www.ptrondonia.org.br/ 

Nota do PCdoB sobre a saída do Ministro Orlando.

Como cortina de fumaça para relativisar e mesmo ocultar a discussão sobre as absurdas exigências da FIFA para que seja criado uma excepcionalidade durante a Copa do Mundo suspendendo o direito dos estudantes à meia entrada nos eventos culturais e esportivos e a proibição de venda de bebidas alcoolicas nos estádios,  e também sobre as denúncias de corrupção contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, a mídia golpista brasileira desencadeou uma campanha de suspeição sem provas contra o Ministro Orlando Silva. 
O Partido Comunista do Brasil, ao qual é filiado e militante o ministro demissionário, divulgou uma nota oficial da qual destacamos: 
" ...entendemos que esse ataque não é somente contra a liderança de Orlando Silva e o nosso Partido. O objetivo das forças conservadoras e da grande mídia é golpear o governo da presidente Dilma Rousseff quando ela lidera com êxito o enfrentamento dos efeitos da crise capitalista mundial sobre o Brasil.
O Partido e o companheiro Orlando Silva estão de cabeça erguida e altiva diante desta campanha infame. O tempo e as investigações irão demonstrar que tudo não passa de calúnia. A verdade – estamos convictos – vai prevalecer sobre a mentira. O PCdoB, com a unidade de seu coletivo militante e apoio do povo e dos aliados, reafirma seu compromisso com a luta pelo êxito do governo Dilma na sua missão de conduzir o Brasil à nova etapa de seu desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do trabalho."

leia a íntegra da nota em >>   http://pagina13.org.br/

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Professor da Universidade Federal em greve é preso em Rondônia

Numa ação muito esquisita, policiais federais à paisana, prenderam (ou sequestraram?) o professor Valmir enquanto este participava da greve da Universidade Federal de Rondônia. O Deputado federal Dr. Mauro Nazif estava presente e prometeu relatar tudo ao Ministro da Justiça e pedir providências. Os grevistas reinvindicam o afastamento do Reitor José Januário que estaria envolvido em diversos casos de desvios financeiros. Eles ocuparam o prédio da reitoria para impedir que computadores e documentos com provas fossem subtraídos da universidade.

http://youtu.be/xnj1zx0nW3M

O analfabeto político.

O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa
dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e estufa o peito
dizendo que odeia a política.

Não sabe o imbecil que da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista, pilantra,
o corrupto e lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.

 

Bertold Brecht

sábado, 22 de outubro de 2011

Polícia Federal intervem na Greve da Universidade.

Os estudantes e professores da Universidade Federal de Rondônia estão em greve pedindo a investigação sobre fatos de corrupção da gestão do reitor Dr. José Januário. Um dosssiê foi apresentado ao Ministério Público Federal e ao MEC. Devido a morosidade e descaso das autoridades, os grevistas resolveram ocupar o prédio da reitoria a fim de impedir que a administração subtraísse documentos e arquivos nos computadores que seriam provas dos fatos denunciados. O reitor denunciado entrou com um pedido de reintegração de posse do prédio da reitoria a qual foi acatado pela justiça, que neste casos é bastante cega, sendo determinado à Polícia Federal que desocupasse o prédio. Com um efetivo em desvantagem numérica em relação aos amotinados professores e estudantes, os policiais estariam utilizando táticas de provocação a fim de causar um incidente que desse oportunidade de convocação da Força Nacional. Cerca de quinze jovens e afoitos policiais federais, a paisana,  passaram a rodear o prédio e vez por outra provocar com ações intimidatórias os professores e estudantes.  Segundo relato dos estudantes, os policiais explodiram um rojão entre sí para culpar os grevistas. Fotografados por um professor do departamento de Educação Física, os policiais apelaram então para a violência. Roubaram a máquina fotográfica o que gerou reação da comunidade. Com a confusão iniciada pelos policiais, outro professo do Departamento de História foi preso sob ameaça de pistolas. O deputado federal Dr. Mauro Nazif, do PSB, tentou tentou intermediar um diálogo mas foi também agredido pelos policiais. Uma equipe de reportagem da TV Alamanda, estava no local e registrou os fatos.
Ao fundo e à direita o deputado Mauro Nazif, depois de espancado no braço, é empurrado pelo policial .

O perfeito imbecil politicamente incorreto


Por Cynara Menezes, na Carta Capital
Em 1996, três jornalistas –entre eles o filho do Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, Álvaro –lançaram com estardalhaço o “Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano”. Com suas críticas às idéias de esquerda, o livro se tornaria uma espécie de bíblia do pensamento conservador no continente. Vivia-se o auge do deus mercado e a obra tinha como alvo o pensamento de esquerda, o protecionismo econômico e a crença no Estado como agente da justiça social. Quinze anos e duas crises econômicas mundiais depois, vemos quem de fato era o perfeito idiota.

Mas, quem diria, apesar de derrotado pela história, o Manual continua sendo não só a única referência intelectual do conservadorismo latino-americano como gerou filhos. No Brasil, é aquele sujeito que se sente no direito de ir contra as idéias mais progressistas e civilizadas possíveis em nome de uma pretensa independência de opinião que, no fundo, disfarça sua real ideologia e as lacunas em sua formação. Como de fato a obra de Álvaro e companhia marcou época, até como homenagem vamos chamá-los de “perfeitos imbecis politicamente incorretos”. Eles se dividem em três grupos:

1. o “pensador” imbecil politicamente incorreto: ataca líderes LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trânsgeneros) e defende homofóbicos sob o pretexto de salvaguardar a liberdade de expressão. Ataca a política de cotas baseado na idéia que propaga de que não existe racismo no Brasil. Além disso, ações afirmativas seriam “privilégios” que não condizem com uma sociedade em que há “oportunidades iguais para todos”. Defende as posições da Igreja Católica contra a legalização do aborto e ignora as denúncias de pedofilia entre o clero. Adora chamar socialistas de “anacrônicos” e os guerrilheiros que lutaram contra a ditadura de “terroristas”, mas apoia golpes de Estado “constitucionais”. Um torturado? “Apenas um idiota que se deixou apanhar.” Foge do debate de idéias como o diabo da cruz, optando por ridicularizar os adversários com apelidos tolos. Seu mote favorito é o combate à corrupção, mas os corruptos sempre estão do lado oposto ao seu. Prega o voto nulo para ocultar seu direitismo atávico. Em vez de se ocupar em escrever livros elogiando os próprios ídolos, prefere a fórmula dos guias que detonam os ídolos alheios –os de esquerda, claro. Sua principal característica é confundir inteligência com escrever e falar corretamente o português.

2. o comediante imbecil politicamente incorreto: sua visão de humor é a do bullying. Para ele não existe o humor físico de um Charles Chaplin ou Buster Keaton, ou o humor nonsense do Monty Python: o único humor possível é o que ri do próximo. Por “próximo”, leia-se pobres, negros, feios, gays, desdentados, gordos, deficientes mentais, tudo em nome da “liberdade de fazer rir.” Prega que não há limites para o humor, mas é uma falácia. O limite para este tipo de comediante é o bolso: só é admoestado pelos empregadores quando incomoda quem tem dinheiro e pode processá-los. Não é à toa que seus personagens sempre estão no ônibus ou no metrô, nunca num 4X4. Ri do office-boy e da doméstica, jamais do patrão. Iguala a classe política por baixo e não tem nenhum respeito pelas instituições: o Congresso? “Melhor seria atear fogo”. Diz-se defensor da democracia, mas adora repetir a “piada” de que sente saudades da ditadura. Sua principal característica é não ser engraçado.

3. o cidadão imbecil politicamente incorreto: não se sabe se é a causa ou o resultados dos dois anteriores, mas é, sem dúvida, o que dá mais tristeza entre os três. Sua visão de mundo pode ser resumida na frase “primeiro eu”. Não lhe importa a desigualdade social desde que ele esteja bem. O pobre para o cidadão imbecil é, antes de tudo, um incompetente. Portanto, que mal haveria em rir dele? Com a mulher e o negro é a mesma coisa: quem ganha menos é porque não fez por merecer. Gordos e feios, então, era melhor que nem existissem. Hahaha. Considera normal contar piadas racistas, principalmente diante de “amigos” negros, e fazer gozação com os subordinados, porque, afinal, é tudo brincadeira. É radicalmente contra o bolsa-família porque estimula uma “preguiça” que, segundo ele, todo pobre (sobretudo se for nordestino) possui correndo em seu sangue. Também é contrário a qualquer tipo de ação afirmativa: se a pessoa não conseguiu chegar lá, problema dela, não é ele que tem de “pagar o prejuízo”. Sua principal característica é não possuir ideias além das que propagam os “pensadores” e os comediantes imbecis politicamente incorretos.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Subversivos, graças a Deus.

Eles estão de olho na gente.
Nos períodos de crise econômica generalizada, pipocam momentos de instisfaçao popular que podem tomar diversas formas. Desde simples protestos isolados, rapidamente explicados pela mídia burquesa como atos de vandalismo ou banditismo, como aconteceu nos protestos dos trabalhadores da construção da hidrelétria de Jirau em Rondônia; até passeatas, marchas e grandes mobilização sociais, como tem acontecido nos países árabes; podendo chegar até a insurreicão popular e períodos revolucionários.

Com medo dessa evolução a burquesia lança mão por meios dos seus lacaios, intelectuais, jornalistas, juristas, filósofos, religiosos, etc..., de pseudo explicações que funcionam como cortina de fumaça. Acham culpados pela crise econômica, ou seja, "responsabilizar" os atores que impediram o sistema de funcionar livre e adequadamente. Para os neoliberais, como os  do PSDB e do DEM, o sistema é bom se for deixado livre segundo às leis divinas do mercado. No poder desde Ronald Reagam, Margareth Thather, até o serviçal Fernando Henrique Cardoso, desregulamentaram todo o sistema financeiro e, de bolha em bolha, chegamos até a este momento de falência dos grandes bancos internacionais. Ops, topamos com um problema! O que será que está falhando? - Para a burquesia neoliberal a culpa é da corrupção e de alguns homens de coração mal; o sistema em sí é bom. Empolgam, milhares de inocentes úteis, geralmente filhos da pequena burquesia, que saem às ruas em protestos, com suas varrouras novinhas compradas somente para as marchas (enquanto as faxineiras ficam em suas casas com o valor de suas diárias rebaixadas sob explicação da crise financeira internacional). Esses zumbis fantoches não entendem que é o próprio sistema que já não funciona. Não tem conserto e nem reforma. Só uma revolução pode nos levar de novo para uma evolução da humanidade. Ou é socialismo ou será barbárie. O maior inimigo do sistema capitalista não são os socialista e sim os próprios capitalistas. Não foram os socialistas que quebram os grandes bancos e sim os capitalistas desregulados. O perigo maior para o sistema será quando os povos isso perceberem.

Diagnóstico Miope.

Se um médico tratar malária como se fosse hepatite e algum esquerdista do sindicato disser que o paciente pode morrer pois o diagnóstico está errado. Caso a fatalidade ocorra a culpa é do médico e não do sindicalista. Porém na sociedade de hoje o sindicalista é que vai preso. - Aconteceu porque ele teve coragem de denunciar, se não fosse isso o paciente estaria curado. Infelizmente essa bizarrice de análise está ocorrendo com os sistema econômico mundial. Nesso ótica miope, a culpa pela turbulência social é dos movimentos sociais de esquerda, que a denunciam  e não provocado pela crise, sub produto normal do capitalismo. Essa cosmovisão burquesa é o mote para os orgão de inteligencia, os seviços secretos, os gabinetes de segurança institucional, as CIA's, as ABIN's, e os S2  das forças armadas.

Segundo Bruno Lima Rocha (*) "... vivemos um regime de democracia representativa em vias de consolidação, onde os agentes da ordem atual operam como reserva estratégica contra os agentes de transformação dessa lógica. Ou seja, segundo a burguesia, as instituições políticas e sociais que exercem a vontade política de não-alinhamento, quebrando o pacto jurídico-burguês e o consenso democrático de concorrência por parcelas do poder real, são potenciais geradores de políticas de confronto. Estes possíveis agentes subversivos são as organizações políticas e/ou movimentos populares com programas e/ou intenções de ruptura."

A recente matéria de capa da revista Carta Capital alerta que o entendimento dos orgão de repressão que operaram a tortura contra os que ousaram lutar contra a ditadura, ainda permanecem com a mesma visão contrária aos movimentos populares: - O povo é perigoso e o sistema é eterno, divino e bom. Todo mundo que denucia esse sistema vigente é subversivo.

Então, este blog também é subversivo, graças a Deus. Como Jesus Cristo, Simão Pedro, Paulo de Tarso, Vandré, Pedro Pomar, Lamarca, Che Guevara, Marighela, Honestino Guimarães... e tanto outros torturados e até mortos. Subversivos porque acreditaram que um mundo melhor é possível.

(*) http://www.estrategiaeanalise.com.br/ler02.php?idsecao=922050d4e7d85ffb0ce2211f87d218b7&&idtitulo=25cc526835426d87bd79781f2edb8497

O silêncio não nos torna inocentes.

Transcrevemos abaixo uma parte do artigo de José Ribamar Bessa Freire que nos provoca a não esquecer a covardia e a brutalidade das torturas cometidas pelo governo brasileiro durante o regime militar. Nem  a Comissão da Verdade proposta pelo governo Dilma e nem cada um de nós individualmente podemos esquecer estes crimes praticados e autorizados pele governo federal  e seus agentes. 

O título do artigo nos lembra uma história real contada no livro que é o maior best seller de todos os tempos, segundo o qual as elítes políticas de uma certa nação do passado torturaram um jovem operário de carpintaria, filho de dona Maria e seu José, que ousou falar contra o regime de opressão e onde o governo contava com o apoio dos zelosos lideres religiosos. Naquela história mataram de tortura Jesus de Nazaré. Mataram o homem mas não puderam matar a sua causa. Mais tarde o próprio Jesus num momento de confratenização e de alegria pela vitória da utopia sobre a mentira, sobre violência e sobre o silêncio dos inocentes,  instituio o compatilhar do alimento e pediu que se continuasse fazendo aquilo em memória da sua luta.  Jesus disse que a verdade nos libertaria, porem tem muita gente que não quer saber a verdade. Infelizmente, na igreja os fariseus ainda estão no poder (por enquanto).

Vejamos então parte do artigo do Ribamar Bessa:


FAZEI ISSO EM MEMÓRIA DELAS 

As histórias de 45 dessas mulheres mortas ou desaparecidas estão contadas no livro “Luta, Substantivo Feminino”, lançado quinta-feira passada na PUC de São Paulo, na presença de mais de 500 pessoas. O livro contém ainda o testemunho de 27 sobreviventes e muitas fotos. Se um poste ouvir os depoimentos dilacerantes delas, o poste vai chorar diante da covardia dos seus algozes. Dá vergonha viver num mundo que não foi capaz de impedir crimes hediondos contra mulheres indefesas, cometidos por agentes do Estado pagos com o dinheiro do contribuinte.

Rose Nogueira - jornalista, presa em 1969, em São Paulo, onde vive hoje. “Sobe depressa, Miss Brasil’, dizia o torturador enquanto me empurrava e beliscava minhas nádegas escada acima no Dops. Eu sangrava e não tinha absorvente. Eram os ‘40 dias’ do parto. Riram mais ainda quando ele veio para cima de mim e abriu meu vestido. Segurei os seios, o leite escorreu. Eu sabia que estava com um cheiro de suor, de sangue, de leite azedo. Ele (delegado Fleury) ria, zombava do cheiro horrível e mexia em seu sexo por cima da calça com um olhar de louco. O torturador zombava: ‘Esse leitinho o nenê não vai ter mais’”.

Izabel Fávero – professora, presa em 1970, em Nova Aurora (PR). Hoje, vive no Recife, onde é docente universitária: “Eu, meu companheiro e os pais dele fomos torturados a noite toda ali, um na frente do outro. Era muito choque elétrico. Fomos literalmente saqueados. Levaram tudo o que tínhamos: as economias do meu sogro, a roupa de cama e até o meu enxoval. No dia seguinte, eu e meu companheiro fomos torturados pelo capitão Júlio Cerdá Mendes e pelo tenente Mário Expedito Ostrovski. Foi pau de arara, choques elétricos, jogo de empurrar e ameaças de estupro. Eu estava grávida de dois meses, e eles estavam sabendo. No quinto dia, depois de muito choque, pau de arara, ameaça de estupro e insultos, eu abortei. Quando melhorei, voltaram a me torturar”.

Hecilda Fontelles Veiga - estudante de Ciências Sociais, presa em 1971, em Brasília. Hoje, vive em Belém, onde é professora da Universidade Federal do Pará. “Quando fui presa, minha barriga de cinco meses de gravidez já estava bem visível. Fui levada à delegacia da Polícia Federal, onde, diante da minha recusa em dar informações a respeito de meu marido, Paulo Fontelles, comecei a ouvir, sob socos e pontapés: ‘Filho dessa raça não deve nascer’. (...) me colocaram na cadeira do dragão, bateram em meu rosto, pescoço, pernas, e fui submetida à ‘tortura cientifica’. Da cadeira em que sentávamos saíam uns fios, que subiam pelas pernas e eram amarrados nos seios. As sensações que aquilo provocava eram indescritíveis: calor, frio, asfixia. Aí, levaram-me ao hospital da Guarnição de Brasília, onde fiquei até o nascimento do Paulo. Nesse dia, para apressar as coisas, o médico, irritadíssimo, induziu o parto e fez o corte sem anestesia”.

Yara Spadini - assistente social presa em 1971, em São Paulo. Hoje, vive na mesma cidade, onde é professora aposentada da PUC. “Era muita gente em volta de mim. Um deles me deu pontapés e disse: ‘Você, com essa cara de filha de Maria, é uma filha da puta’. E me dava chutes. Depois, me levaram para a sala de tortura. Aí, começaram a me dar choques direto da tomada no tornozelo. Eram choques seguidos no mesmo lugar”.

Inês Etienne Romeu – bancária, presa em São Paulo, em 1971. Hoje, vive em Belo Horizonte. “Fui conduzida para uma casa em Petrópolis. O dr. Roberto, um dos mais brutais torturadores, arrastou-me pelo chão, segurando-me pelos cabelos. Depois, tentou me estrangular e só me largou quando perdi os sentidos. Esbofetearam-me e deram-me pancadas na cabeça. Fui espancada várias vezes e levava choques elétricos na cabeça, nos pés, nas mãos e nos seios. O ‘Márcio’ invadia minha cela para ‘examinar’ meu ânus e verificar se o ‘Camarão’ havia praticado sodomia comigo. Esse mesmo ‘Márcio’ obrigou-me a segurar seu pênis, enquanto se contorcia obscenamente. Durante esse período fui estuprada duas vezes pelo‘Camarão’ e era obrigada a limpar a cozinha completamente nua, ouvindo gracejos e obscenidades, os mais grosseiros”.

Ignez Maria Raminger - estudante de Medicina Veterinária presa em 1970, em Porto Alegre, onde trabalha atualmente como técnica da Secretaria de Saúde. “Fui levada para o Dops, onde me submeteram a torturas como cadeira do dragão e pau de arara. Davam choques em várias partes do corpo, inclusive nos genitais. De violência sexual, só não houve cópula, mas metiam os dedos na minha vagina, enfiavam cassetete no ânus. Isso, além das obscenidades que falavam. Havia muita humilhação. E eu fui muito torturada, juntamente com o Gustavo [Buarque Schiller], porque descobriram que era meu companheiro”.

Dilea Frate - estudante de Jornalismo presa em 1975, em São Paulo. Hoje, vive no Rio de Janeiro, onde é jornalista e escritora. “Dois homens entraram em casa e me sequestraram, juntamente com meu marido, o jornalista Paulo Markun. No DOI-Codi de São Paulo, levei choques nas mãos, nos pés e nas orelhas, alguns tapas e socos. Num determinado momento, eles extrapolaram e, rindo, puseram fogo nos meus cabelos, que passavam da cintura”.

Cecília Coimbra - estudante de Psicologia presa em 1970, no Rio. Hoje, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais e professora de Psicologia da Universidade Federal Fluminense: “Os guardas que me levavam, frequentemente encapuzada, percebiam minha fragilidade e constantemente praticavam vários abusos sexuais contra mim. Os choques elétricos no meu corpo nu e molhado eram cada vez mais intensos. Me senti desintegrar: a bexiga e os esfíncteres sem nenhum controle. ‘Isso não pode estar acontecendo: é um pesadelo... Eu não estou aqui...’, pensei. Vi meus três irmãos no DOI-Codi/RJ. Sem nenhuma militância política, foram sequestrados em suas casas, presos e torturados”.

Maria Amélia de Almeida Teles - professora de educação artística presa em 1972, em São Paulo. Hoje é diretora da União de Mulheres de São Paulo. “Fomos levados diretamente para a Oban. Eu vi que quem comandava a operação do alto da escada era o coronel Ustra. Subi dois degraus e disse: ‘Isso que vocês estão fazendo é um absurdo’. Ele disse: ‘Foda-se, sua terrorista’, e bateu no meu rosto. Eu rolei no pátio. Aí, fui agarrada e arrastada para dentro. Me amarraram na cadeira do dragão, nua, e me deram choque no ânus, na vagina, no umbigo, no seio, na boca, no ouvido. Fiquei nessa cadeira, nua, e os caras se esfregavam em mim, se masturbavam em cima de mim. Mas com certeza a pior tortura foi ver meus filhos entrando na sala quando eu estava na cadeira do dragão. Eu estava nua, toda urinada por conta dos choques”.

São muitos os depoimentos, que nos deixam envergonhados, indignados, estarrecidos, duvidando da natureza humana, especialmente porque sabemos que não foi uma aberração, um desvio de conduta de alguns indivíduos criminosos, mas uma política de Estado, que estimulou a tortura, a ponto de garantir a não punição a seus autores, com a concordância e a conivência de muita gente boa “em nome da conciliação nacional”.

fonte: http://assazatroz.blogspot.com/2010/03/fazei-isso-em-memoria-delas.html

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Rondônia precisa de uma JPT socialista, militante e de massas: A esperança é vermelha!

Felipo Russo.
Uma vez mais a juventude petista se reúne para definir seus rumos. Mas agora é diferente. Temos de consolidar a autonomia política e organizativa de um novo modelo de organização dos jovens no PT em Rondônia .

Este momento da JPT integra um movimento histórico mais amplo. Além de combater o envelhecimento partidário e garantir a renovação de gerações, trata-se de criar os mecanismos para que a novas gerações deste início do século XXI consigam modificar positivamente as circunstâncias deixadas pelas gerações precedentes e assumam a construção do socialismo em melhores condições.

Neste sentido, a construção da JPT- RO poderá contribuir sobremaneira na superação dos problemas políticos e organizativos vividos pelo partido atualmente. Segundo a resolução do III Congresso do PT, “a juventude pode cumprir um papel estratégico no partido no sentido de superar as velhas práticas e formar uma nova geração de dirigentes comprometidos com a reconstrução do PT como um partido socialista, democrático, militante, dirigente e de massas”.

A conjuntura.

A presente crise do capitalismo tem como foco principal os países centrais do sistema, o que afeta inevitavelmente as diferentes regiões do mundo. Mas parte dos países em desenvolvimento tem conseguido resistir e vem mantendo o curso do desenvolvimento.

A forte influência da esquerda na América Latina e Caribe, por sua vez, possibilita que essa região se torne um dos pólos do combate de natureza geopolítica em curso no mundo, inclusive porque apresenta tendências favoráveis para a reconstrução de alternativas socialistas.

No Brasil, a conquista da presidência da República pelas forças socialistas, progressistas e democrático-populares promoveu mais democracia, melhor qualidade de vida, soberania nacional e integração sul-americana. Hoje há mais gente alfabetizada, mais serviços de saúde, menos fome e pobreza, menos desigualdades regionais. Há mais direito à moradia e à terra, mais igualdade de gênero, mais respeito à diversidade e aos direitos humanos.

Mas esses avanços ainda não se tornaram estruturais, não se converteram num outro modelo de desenvolvimento. A sociedade continua polarizada sem que a alternativa progressista de desenvolvimento tenha imposto uma vitória decisiva sobre a alternativa conservadora e possa ser transformada numa alternativa democrático-popular. Na prática, o bloco progressista e democrático-popular não conseguiu superar plenamente a herança neoliberal.

“É preciso mais enfrentamento político e ideológico com o grande capital privado, com a grande mídia e com os partidos de direita. É necessário mais partido e mais luta social.”

O governo Dilma é de continuidade ao Governo Lula porque se trata de consolidar as conquistas do governo Lula, que levaram o país a viver um dos melhores períodos de sua história. Mas também é de mudanças, porque essa crise global capitalista está mostrando ter recidivas variáveis e ser prolongada, causando mudanças importantes nos cenários internacionais.

A legitimidade e a prioridade das questões sociais exigem um esforço ainda maior do que o realizado pelo governo Lula para atendê-las. Para dar continuidade e aprofundar as conquistas do governo anterior, é necessário mais força política e são necessários mais recursos à disposição do Estado. Portanto, é preciso mais enfrentamento político e ideológico, com o grande capital privado, com a grande mídia e com os partidos de direita. Assim como é necessário mais partido e mais luta social.

Nosso desafio.

O nosso desafio esta pautado em um partido voltado a esquerda com a cara da juventude onde essa juventude esteja dialogando com a os movimento sociais de frente usando e levando o nome do Pt para onde for sem mascaras.

Nossa missão estratégica hoje e forma uma nova juventude dentro de uma conjuntura, socialista, e queremos, que essa juventude conviva com a pratica não só com discursos, mais em seu dia á dia a pratica socialista.

Dentro de um partido socialista e não queremos encera nossa juventude somente em tempos de disputa eleitoral ou como carregadora de bandeiras coisa que vivemos hoje ou como massa de manobra. Queremos sim, esta junto lado a lado com nossos meliantes jovens não somente em massas querendo que esses jovens estejam nos aplaudido pos a construção do socialismo e feita lado alado homem a homem mulher a mulher essa e nossa deferência, e por isso dizemos:  
A  ESPERANÇA E VERMELHA !!!...

domingo, 16 de outubro de 2011

Privatizem a puta que vos pariu.

Milhares nos protestos do 15 de Outubro em Portugal

Foto de Paulete Matos
Do esquerda.net

Dezenas de milhares de pessoas participaram nas manifestações realizadas neste 15 de Outubro em 9 cidades de Portugal. Em Lisboa, muitos manifestantes continuam concentrados junto à Assembleia da República. A partir das 19 horas decorrerá uma assembleia popular e, depois das 24 horas, uma vigília.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Carajás e Tapajós, uma idéia viável

Segundo o economista Célio Costa que realizou um profundo estudo de viabilidade das novas unidade federativas, a proposta de desmembramento do Pará e criação de outros dois Estados trazem benefícios à região. Transcrevemos abaixo parte do seu artigo publicado no blog http://simtapajos.blogspot.com

"Se o desmembramento do Estado do Norte for aprovado, o novo Pará ficará com 80 municípios e uma área semelhante à de São Paulo. Herdaria a parte mais organizada e consolidada da economia – representada, em 2008, por 55% do Produto Interno Bruto (PIB) – e concentraria 80% das indústrias do Estado. Continuaria a ser o maior produtor de pescado do Brasil, a contar com grandes reservas minerais de bauxita, petróleo e gás no litoral.

Carajás, com população comparável à de Tocantins, teria um PIB de R$ 13,8 bilhões. Estudos prevêem a elevação dos gastos públicos em cerca de 50%, comprometendo 23% do produto interno estadual.

Tapajós, por sua vez, teria população comparável a Rondônia, com cerca de R$ 70 milhões nos cofres públicos para investir em 25 municípios. Dados do IBGE apontam que a região teria um PIB de R$ 5,17 bilhões, superior ao de Amapá, Acre e Roraima.

... os novos Estados mudariam a geopolítica nacional, especialmente em relação à Amazônia brasileira. “Essa divisão promoveria a participação do governo federal, que hoje em dia é muito pendente na região, que é uma das muitas lacunas de governança pública, e efetivaria a soberania nacional em um território muito cobiçado”, afirma. Ele acrescenta que a Amazônia brasileira detém o maior estoque de ativos naturais do Brasil e é domicílio de 61% do território nacional.

... o desmembramento levaria desenvolvimento para toda a região, que ainda sofre com a ausência do Estado. “A região sofre alta tensão social e tem ocupado as manchetes negativas dos jornais, seja pela violência ou por crimes ambientais. Quando você cria um Estado, você efetiva a presença do poder público, aumentando a capacidade de controle e fiscalização da lei e da ordem pública”.

fonte: http://simtapajos.blogspot.com/2011/10/carajas-e-tapajos-uma-ideia-viavel.html

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A mulher que enfureceu a mídia


Por Eduardo Guimarães (09/10/11)
Uma improvável “pesquisa de opinião” deste blog revelou um fato que não chega a ser surpreendente: não se encontra uma alma viva que não tenha tomado conhecimento da polêmica em torno da propaganda de lingerie da Hope na qual a “top model” Gisele Bündchen insinua oferta de sexo a um homem de forma a “compensá-lo” por bater seu “carro” e “estourar” o limite de seu cartão de crédito.  [Leia o restante deste artigo »]

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A tinta vermelha: discurso de Slavoj Žižek aos manifestantes em Nova Iorque.

Transcrevemos o discurso do filosofo marxista esloveno  Slavoj Žižek quando visitou o acampamento de manifestantes do movimento Occupy Wall Street (Ocupe Wall Street ) em Nova Iorque, publicado no blog da editora BoiTempo. A tradução é de Rogério Bettoni.

Companheiros,

Não se apaixonem por si mesmos, nem pelo momento agradável que estamos tendo aqui. Carnavais custam muito pouco – o verdadeiro teste de seu valor é o que permanece no dia seguinte, ou a maneira como nossa vida normal e cotidiana será modificada. Apaixone-se pelo trabalho duro e paciente – somos o início, não o fim. Nossa mensagem básica é: o tabu já foi rompido, não vivemos no melhor mundo possível, temos a permissão e a obrigação de pensar em alternativas. Há um longo caminho pela frente, e em pouco tempo teremos de enfrentar questões realmente difíceis – questões não sobre aquilo que não queremos, mas sobre aquilo que QUEREMOS. Qual organização social pode substituir o capitalismo vigente? De quais tipos de líderes nós precisamos? As alternativas do século XX obviamente não servem.

Então não culpe o povo e suas atitudes: o problema não é a corrupção ou a ganância, mas o sistema que nos incita a sermos corruptos. A solução não é o lema “Main Street, not Wall Street”, mas sim mudar o sistema em que a Main Street não funciona sem o Wall Street. Tenham cuidado não só com os inimigos, mas também com falsos amigos que fingem nos apoiar e já fazem de tudo para diluir nosso protesto. Da mesma maneira que compramos café sem cafeína, cerveja sem álcool e sorvete sem gordura, eles tentarão transformar isto aqui em um protesto moral inofensivo. Mas a razão de estarmos reunidos é o fato de já termos tido o bastante de um mundo onde reciclar latas de Coca-Cola, dar alguns dólares para a caridade ou comprar um cappuccino da Starbucks que tem 1% da renda revertida para problemas do Terceiro Mundo é o suficiente para nos fazer sentir bem. Depois de terceirizar o trabalho, depois de terceirizar a tortura, depois que as agências matrimoniais começaram a terceirizar até nossos encontros, é que percebemos que, há muito tempo, também permitimos que nossos engajamentos políticos sejam terceirizados – mas agora nós os queremos de volta.

Dirão que somos “não americanos”. Mas quando fundamentalistas conservadores nos disserem que os Estados Unidos são uma nação cristã, lembrem-se do que é o Cristianismo: o Espírito Santo, a comunidade livre e igualitária de fiéis unidos pelo amor. Nós, aqui, somos o Espírito Santo, enquanto em Wall Street eles são pagãos que adoram falsos ídolos.

Dirão que somos violentos, que nossa linguagem é violenta, referindo-se à ocupação e assim por diante. Sim, somos violentos, mas somente no mesmo sentido em que Mahatma Gandhi foi violento. Somos violentos porque queremos dar um basta no modo como as coisas andam – mas o que significa essa violência puramente simbólica quando comparada à violência necessária para sustentar o funcionamento constante do sistema capitalista global?

Seremos chamados de perdedores – mas os verdadeiros perdedores não estariam lá em Wall Street, os que se safaram com a ajuda de centenas de bilhões do nosso dinheiro? Vocês são chamados de socialistas, mas nos Estados Unidos já existe o socialismo para os ricos. Eles dirão que vocês não respeitam a propriedade privada, mas as especulações de Wall Street que levaram à queda de 2008 foram mais responsáveis pela extinção de propriedades privadas obtidas a duras penas do que se estivéssemos destruindo-as agora, dia e noite – pense nas centenas de casas hipotecadas…

Nós não somos comunistas, se o comunismo significa o sistema que merecidamente entrou em colapso em 1990 – e lembrem-se de que os comunistas que ainda detêm o poder atualmente governam o mais implacável dos capitalismos (na China). O sucesso do capitalismo chinês liderado pelo comunismo é um sinal abominável de que o casamento entre o capitalismo e a democracia está próximo do divórcio. Nós somos comunistas em um sentido apenas: nós nos importamos com os bens comuns – os da natureza, do conhecimento – que estão ameaçados pelo sistema.

Eles dirão que vocês estão sonhando, mas os verdadeiros sonhadores são os que pensam que as coisas podem continuar sendo o que são por um tempo indefinido, assim como ocorre com as mudanças cosméticas. Nós não estamos sonhando; nós acordamos de um sonho que está se transformando em pesadelo. Não estamos destruindo nada; somos apenas testemunhas de como o sistema está gradualmente destruindo a si próprio. Todos nós conhecemos a cena clássica dos desenhos animados: o gato chega à beira do precipício e continua caminhando, ignorando o fato de que não há chão sob suas patas; ele só começa a cair quando olha para baixo e vê o abismo. O que estamos fazendo é simplesmente levar os que estão no poder a olhar para baixo…

Então, a mudança é realmente possível? Hoje, o possível e o impossível são dispostos de maneira estranha. Nos domínios da liberdade pessoal e da tecnologia científica, o impossível está se tornando cada vez mais possível (ou pelo menos é o que nos dizem): “nada é impossível”, podemos ter sexo em suas mais perversas variações; arquivos inteiros de músicas, filmes e seriados de TV estão disponíveis para download; a viagem espacial está à venda para quem tiver dinheiro; podemos melhorar nossas habilidades físicas e psíquicas por meio de intervenções no genoma, e até mesmo realizar o sonho tecnognóstico de atingir a imortalidade transformando nossa identidade em um programa de computador. Por outro lado, no domínio das relações econômicas e sociais, somos bombardeados o tempo todo por um discurso do “você não pode” se envolver em atos políticos coletivos (que necessariamente terminam no terror totalitário), ou aderir ao antigo Estado de bem-estar social (ele nos transforma em não competitivos e leva à crise econômica), ou se isolar do mercado global etc. Quando medidas de austeridade são impostas, dizem-nos repetidas vezes que se trata apenas do que tem de ser feito. Quem sabe não chegou a hora de inverter as coordenadas do que é possível e impossível? Quem sabe não podemos ter mais solidariedade e assistência médica, já que não somos imortais?

Em meados de abril de 2011, a mídia revelou que o governo chinês havia proibido a exibição, em cinemas e na TV, de filmes que falassem de viagens no tempo e histórias paralelas, argumentando que elas trazem frivolidade para questões históricas sérias – até mesmo a fuga fictícia para uma realidade alternativa é considerada perigosa demais. Nós, do mundo Ocidental liberal, não precisamos de uma proibição tão explícita: a ideologia exerce poder material suficiente para evitar que narrativas históricas alternativas sejam interpretadas com o mínimo de seriedade. Para nós é fácil imaginar o fim do mundo – vide os inúmeros filmes apocalípticos –, mas não o fim do capitalismo.

Em uma velha piada da antiga República Democrática Alemã, um trabalhador alemão consegue um emprego na Sibéria; sabendo que todas as suas correspondências serão lidas pelos censores, ele diz para os amigos: “Vamos combinar um código: se vocês receberem uma carta minha escrita com tinta azul, ela é verdadeira; se a tinta for vermelha, é falsa”. Depois de um mês, os amigos receberam a primeira carta, escrita em azul: “Tudo é uma maravilha por aqui: os estoques estão cheios, a comida é abundante, os apartamentos são amplos e aquecidos, os cinemas exibem filmes ocidentais, há mulheres lindas prontas para um romance – a única coisa que não temos é tinta vermelha.” E essa situação, não é a mesma que vivemos até hoje? Temos toda a liberdade que desejamos – a única coisa que falta é a “tinta vermelha”: nós nos “sentimos livres” porque somos desprovidos da linguagem para articular nossa falta de liberdade. O que a falta de tinta vermelha significa é que, hoje, todos os principais termos que usamos para designar o conflito atual – “guerra ao terror”, “democracia e liberdade”, “direitos humanos” etc. etc. – são termos FALSOS que mistificam nossa percepção da situação em vez de permitir que pensemos nela. Você, que está aqui presente, está dando a todos nós tinta vermelha.

Rafinha não dançou por machismo, mas por mexer com gente rica.

O integrante do CQC, que fez piada de péssimo gosto com Wanessa Camargo, já falara coisas piores. Agora mexeu com esposa de milionário, que ameaçou tirar anúncios da TV Bandeirantes. Ninguém classificou caso como atentado à liberdade de expressão. Já quando ministra condena comercial de lingerie machista, o coro é um só: “Censura”!

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fonte:   http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5244&boletim_id=1025&componente_id=16459

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Morre no Rio o fundador da pastoral operária no Brasil.

É com grande pesar e tristeza que informamos que nos deixou no final da tarde dessa quinta-feira (6/10/2011), o companheiro Padre Agostinho Pretto, aos 87 anos.


Pe. Agostinho Pretto, referência na luta dos Trabalhadores e das Trabalhadoras todo Brasil. A história de Pe. Agostinho se confunde com a história da Pastoral Operária. Ordenado padre em 30 de novembro de 1953, Pe. Agostinho foi convidado a organizar a Juventude Operária Católica (JOC) no RS. Dez anos depois, em 1963 mudou-se para o Rio de Janeiro onde passou a trabalhar como assistente eclesiástico nacional da JOC.

Com o golpe militar de 64, a ditadura passou a perseguir os setores progressistas da Igreja Católica. Em 1970, as sedes da JOC e demais pastorais sociais foram lacradas pela polícia em todo o Brasil, tendo vários de seus dirigentes e assistentes eclesiásticos presos e torturados, entre eles Pe. Agostinho.

No final dos anos 70, o movimento operário se rearticula no Brasil e inicia-se o trabalho de organização da Pastoral Operária, especialmente na região sudeste. Pe. Agostinho compreende o papel histórico da Pastoral e não mediu esforços para organiza-la em todo o Brasil.

Pe. Agostinho é uma referência de amor pela causa, que deve ser seguido por todos que acreditam e buscam a transformação social


fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=48146

2011, mais um ano perdido para a Reforma Agrária

Em nenhum momento, desde que assumiu o poder, a presidente Dilma Rousseff falou em metas de novos assentamentos da reforma agrária. O objetivo maior, segundo o discurso do governo, é tornar mais produtivos os quase 9 mil assentamentos já existentes. Na prática, porém, nada disso ocorreu até agora.

A reportagem é de Roldão Arruda e publicado pelo jornal O Estado de S.Paulo, 07-10-2011.

Do total de R$ 159 milhões destinados no Orçamento deste ano para obras de infraestrutura nos assentamentos, até agosto só haviam sido gastos R$ 16 milhões, o que representa 10% do total. Nessa rubrica estão incluídos, entre outros serviços, estradas para escoamento da produção e abastecimento de água.

Os números fazem parte de um relatório interno que circulou nos últimos dias na sede do Instituto Nacional de Reforma (Incra), em Brasília. Produzido pela Diretoria de Gestão Estratégica, a partir de dados fornecidos pelas 30 superintendências regionais, o relatório mostra que os resultados mais desalentadores da execução orçamentária são justamente os que se referem à melhoria nas condições de vida das famílias já assentadas.

O caso do crédito destinado à instalação das famílias nos lotes é exemplar. De acordo com o planejamento, neste ano seriam gastos R$ 900 milhões e a maior parte do dinheiro iria para a construção de moradias. Mas até o final de agosto só foram empenhados R$ 204 milhões, ou 22,7% do previsto. Do total de verbas destinadas para a solução de problemas de licenciamento ambiental, o governo gastou 17,7 % do orçamento de R$ 10 milhões.

Para contratos de serviços de assistência técnica, o governo destinou R$ 146 milhões. Até agosto os contratos em andamento totalizavam R$ 72 milhões. Esse volume, equivalente a 49,6% do total, é maior que a média do setor e aparentemente razoável. Mas só aparentemente, porque 13 das 30 superintendências regionais informaram que até agosto ainda não haviam empenhado nenhum centavo na contratação de serviços de assistência. As de São Paulo e Mato Grosso faziam parte do grupo.

Contradizendo o discurso do governo, o setor que melhor andou foi o da obtenção de novas áreas para assentamentos: de janeiro a agosto foram empenhados 80,4% do total de R$ 530 originalmente destinados para as compras.
Ao comentar o relatório do Incra para o Estado, Marina Santos, da coordenação nacional dos Movimento dos Sem-Terra (MST) observou: "O ano de 2011 vai entrar para a história como mais um ano perdido para a Reforma Agrária. A lentidão para o assentamento das famílias acampadas e para a execução de políticas para fortalecer os assentamentos é uma vergonha para um governo que tem como meta acabar com a pobreza no Brasil".


Movimento pela não terceirização da saúde pública estadual

por Lucas Tatuí

O movimento pela não terceirização da saúde estadual, encabeçado por sindicatos do Poder Executivo, e que tem o envolvimento dos servidores públicos, se fortalece com o apoio dos deputados estaduais. No final da tarde desta terça-feira (04), durante sessão ordinária na Assembleia Legislativa convocada pelo presidente da Casa, deputado Valter Araújo (PTB), para tratar sobre o polêmico assunto, os parlamentares manifestaram veemente posição contrária à possível terceirização do sistema público de saúde.

A galeria da Assembleia ficou lotada de servidores da saúde, que, munidos de faixas com a frase “Terceirização, Não!”, demonstraram desaprovação à intencionada mudança de gestão proposta pelo Governo do Estado, que consiste na transferência da administração de hospitais públicos para empresas privadas. O movimento é liderado pelas seguintes entidades: SINDSAÚDE, SIMERO, SINTRAER, SINGEPERON, SINDPD, SINJUR, SINDLER e SIMPORO.

O presidente do Sindsaúde, Caio Marin, explica que o movimento tem finalidade de sensibilizar as autoridades em relação aos riscos que envolvem a proposta da terceirização. “Para o funcio­nalismo público, a terceirização significa demissão; e para a sociedade significa a não realização do concurso público. O que é necessário é mais valorização, e não terceirização!”, declarou Marin.

Para o médico, Rodrigo Almeida, que preside o Simero (Sindicato dos Médicos de Rondônia), defender a terceirização como forma de administração significa dizer que o Estado é incompetente, incapaz de gerir seus próprios recursos. “Também deve ser levado em consideração o fato que as terceirizações são mais caras e não são garantia de melhoria de serviços. Além do problema em relação ao controle da aplicação dos recursos financeiros”, acrescentou.

Dentre os parlamentares que manifestaram apóio ao movimento encabeçado pelos representantes dos servidores, alguns já emitiram, nesta quarta-feira, matéria à Imprensa, através de assessoria, informando o posicionamento que manifestaram durante a sessão de ontem.

A matéria intitulada “Ana da 8 é contra a terceirização do sistema de saúde” traz a posição da deputada Ana da 8 (PT do B) que se diz veementemente contrário à terceirização da saúde. Para Ana da 8, “a proposta apresentada, sem maiores detalhes, pelo governo do Estado,revoltou, de imediato, os parlamentares e servidores de Rondônia”. Ela ainda declarou que conhece de perto a realidade da terceirização dos serviços públicos de saúde de São Paulo -. Estado que há anos privatizou o atendimento médico hospitalar. Segundo Ana da 8 “a privatização não atendeu e não atende as necessidades da população, principalmente dos mais carentes”.

Outra matéria, com o título “Epifânia Barbosa está preocupada com a terceirização da saúde “, informa sobre a revelada preocupação da deputada Epifânia Barbosa (PT) com a possível terceirização. Ela disse que esteve reunida com o secretário adjunto da Saúde, José Batista , e que este não a convenceu sobre a eficácia do sistema sob a administração de terceirizadas. “Hoje é a terceirização da saúde, e já estou preocupada de chegar isso também na educação”, comentou Epifânia na audiência.

Com o título “Deputado Luizinho é contra terceirização da saúde e defende valorização do servidor”, a matéria transmite os argumentos do deputado Luizinho Goebel (PV) que defendeu que o governo estadual, ao invés de terceirizar a saúde, “precisa criar um programa de valorização, que vise atender cada servidor no seu devido cargo. Luizinho ressaltou que o Estado possui em seus quadros profissionais capacitados para o atendimento, o que falta é uma política de apoio e estrutura física nas unidades hospitalares.

FONTE: http://www.olhovivorondonia.com.br/noticias.php?news=19981

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Estão abertas as inscrições para a 8ª Jornada Nacional de Formação Política da AE



8ª Jornada Nacional de Formação Politica da Articulação de Esquerda será realizada na cidade de Esteio/RS, no periodo de 14 a 22 de janeiro de 2012. O valor da taxa de inscrição é R$ 300,00 referentes à estadia e alimentação (café da manha, almoço e jantar) durante o período de realização do curso.
São oferecidos 4 cursos:
  • Curso 1: Estudo das Resoluções da AE
  • Curso 2: Lutas de Massas e Estratégia Socialista
  • Curso 3: Eleições 2012 – Planejamento e Propaganda Politica e Ideológica
  • Curso 4: Introdução à leitura de “O Capital”
 A programação completa está disponivél aqui:

Faça aqui a sua inscrição

Formação emancipadora.

A Articulação de Esquerda é uma tendência interna do Partido dos Trabalhadores e como tal é composta por militantes que tem como objetivo estratégico a construção diária do PT enquanto partido democrático, de massa, revolucionário e socialista. Essa construção passa pela conscientização das pessoas enquanto agentes históricos.
Segundo Paulo Freire, “o homem não pode participar ativamente na história, na sociedade, na transformação da realidade se não for ajudado a tomar consciência da realidade e da sua própria capacidade para a transformação". Isso porque, "ninguém luta contra forças que não entende, cuja importância não meça, cujas formas e contornos não perceba ". "A realidade não pode ser modificada senão quando o homem descobre que é modificável e que ele o pode fazer.“ (FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987).

Freire sistematizou uma estratégia educativa para o despertar dessa consciencia histórica nas pessoas. Essa sistematização ficou conhecida como "Método Paulo Freire". É muito importante que todos os militantes da AE conheçam um pouco desse assunto, pois nosso trabalho de pedagogia política pode incorporá-lo. Veja o esboço abaixo.

O “MÉTODO PAULO FREIRE”  EM TRÊS ETAPAS:

1) Etapa de Investigação: aluno e professor buscam, no universo vocabular do aluno e da sociedade onde ele vive, as palavras e temas centrais de sua biografia.

2) Etapa de Tematização: aqui eles codificam e decodificam esses temas, buscando o seu significado social, tomando assim consciência do mundo vivido.

3) Etapa de Problematização: aluno e professor buscam superar uma primeira visão mágica por uma visão crítica do mundo, partindo para a transformação do contexto vivido.

leia mais em>> http://www.projetomemoria.art.br/PauloFreire

"O PT é a esquerda que o Brasil conseguiu ter": entrevista com Lincoln Secco -

“O PT ampliou o seu discurso para cima (burguesia) e para baixo e conquistou parte das classes desamparadas. Assim, não podemos negar que Lula e o PT tiveram a capacidade de compreender as contradições sociais de seu tempo. Eles encontraram a forma na qual as contradições podiam se mover. E este é, no fim das contas, o método pelo qual elas são resolvidas segundo disse Marx. Ao menos até o instante em que o leito em que adormecem os conflitos se torne estreito demais para acomodá-los.”

O parágrafo final do livro História do PT (Ateliê Editorial), de Lincoln Secco, professor da matéria desde 2003 na USP, resume bem o tom e os objetivos da obra recém publicada. Como aponta o autor, não há uma história do Partido dos Trabalhadores, nem mesmo uma oficial feita pela agremiação que governa o país desde 2002.

A partir de um olhar que “não se pretende nem oficial nem de um dissidente”, é a complexidade da trajetória de um partido que nasce negando as vanguardas e o Leste Europeu, em meio a diversidade de formas políticas que voltaram a ganhar fôlego com o ocaso da ditadura configura- se com uma inédita convivência de tendências e com o tempo acaba colocando como horizonte organizador da vida partidária não mais estas tendências, mas os parlamentares e o jogo institucional que Lincoln Secco (autor também de Caio Prado Júnio - o sentido da revolução – Boitempo) apresenta e analisa em seu novo livro, e sobre a qual conversou com a Caros Amigos na entrevista que está publicada no site da Editora Boi Tempo.

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Deputada Epifânia entra na briga pela sucessão.

Segundo especula o jornal eletrônico RONDONOTÍCIAS:

Epifânia bate o pé, descumpre acordo com petistas e força candidatura à prefeita.

Quem imaginava que com a saída do deputado estadual Hermínio Coelho do PT, as coisas iriam se acalmar internamente no partido, na disputa pela definição do nome para suceder o prefeito da capital, Roberto Sobrinho (PT), se enganou.

O caldo engrossa a cada dia, pois a deputada estadual e presidente regional do PT, Epifânia Barbosa, bateu o pé e agora quer ser mesmo a candidata à sucessão de Sobrinho na marra, se arvorando do poder de presidenta da sigla.

O acordo inicial era que, após assumir o partido, com a morte do ex-deputado federal Eduardo Valverde, Epifânia cuidaria do PT e não mais seria candidata à prefeita da capital, ungida por Roberto Sobrinho, seu “criador”.

Mas, agora que se aproxima a data delimitada pelo partido para definir o nome para disputar a prefeitura e colocar o time na rua, Epifânia se assanha e diz que vai disputar as prévias, junto com o vereador Claudio Carvalho, aliado de primeira hora de Sobrinho, e com a ex-senadora Fátima Cleide, que tenta juntar o ‘espólio’ eleitoral dos deputados Hermínio (que foi para o PSD) e Ribamar Araújo.

Ocorre que a força de Barbosa é grande, ainda mais se ela voltar a contar com o apoio do prefeito Sobrinho. É que Roberto se sentiu preterido, após a sua ‘pupila’ assumir o mandato de deputada estadual, quando Epifânia se aproximou muito de Valter Araújo (PTB), presidente da Casa e crítico do prefeito e dos petistas.

O fato é que, seja quem for o candidato, ele vai avaliar muito bem se ‘cola’ a sua imagem com a do atual prefeito, como continuidade de um projeto político, ou se apresenta-se como o ‘novo’, dentro de uma estrutura velha.

Epifânia defende dinheiro público para fazer campanha

Caso seja a escolhida do PT para disputar a prefeitura da capital, a deputada gostaria que a reforma política, em tramitação no Congresso, fosse aprovada até lá.

Isso porque ela defende que dinheiro público deva ser utilizado para custear as campanhas eleitorais. Isso mesmo! Enquanto faltam recursos para comprar remédios, para consertar um aparelho de raio-X, para reformar uma escola, para pagar salários dignos aos servidores, investir na segurança, para estimular a geração de empregos, para cuidar dos idosos, entre tantas outras ações, os parcos recursos ainda terão que ser gastos por políticos, em campanha eleitoral.

O PT encabeça uma corrente que defende que as campanhas eleitorais sejam financiadas (custeadas) com recursos públicos. Para os petistas, que deve pagar pelos santinhos, pelos programas de rádio e televisão, pelos comícios, pelos deslocamentos dos candidatos e de sua claque, são os contribuintes.


fonte: http://www.rondonoticias.com.br/?noticia,100440,epifnia-bate-o-p-descumpre-acordo-com-petistas-e-fora-candidatura-prefeita

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sucessão em Porto Velho: Antes do quem, o quê.

Ficaram mais explicitas as movimentações dos pretensos pré candidatos pelo Partido dos Trabalhadores à sucessão do companheiro Roberto Sobrinho na prefeitura de Porto Velho. Até movimentações externas com reuniões com lideranças de outros partidos já estão ocorrendo. Internamente ja começou a aglutinação em torno desse ou daquele nome. Os grupos se definem sem antes realizarmos um debate sobre que Porto Velho queremos. Qual o projeto do partido para a continuidade na administração da capital de Rondônia.

Nestes oito anos já avançamos muito na questão de estruturação da cidade, regularização fundiária dos lotes urbanos, iluminação pública, reforma de escolas, transporte escolar, ampliação do asfaltamento da malha viária, melhorias nos distritos e muitos outros números e quantitativos que a grande midia, que odeia os trabalhadores e o PT, esconde do povo; mas que certamente virá à público na campanha. A peche de obras paradas será espantada quanto forem inauguradas os viadutos e a midia golpista não tiver mais o que falar.

Diante de tantos números favoráveis, certamente que o sucessor de Roberto Sobrinho será outro companheiro ou companheira ungido pelo PT. A oposição não tem candidato viável. O ex futuro comunista Davi Chiquilito está numa crise de identidade desde que nasceu. Orestes Muniz não é menino pra aceitar cabresto dos Raupp ou do Confúzio. Aberlardinho tá muito ocupado caçando cabeça de porco, de urubú ou de burro no CPA iniciado pelo Cassol, que também burro não é pra continuar a gastar com o apagadão do Cahulla. Garçon tá fora. Valter Araújo e Hermínio estão num "par ou impar" pra ver quem sai candidato; seja quem for vai perder. Valter só tem votos da Assembleia de Deus cercada de tantos favores com as verbas públicas mais que não tem votos suficientes para eleger o prefeito. Hermínio ainda está devendo as provas das suas acusações contra a administração municipal. Teria ele saido para não ser expulso, após pisar no código de ética? Sabe ele o que é ética?

A eleição de um petista como sucessor é muito provável mais não é automática. Vai precisar de muita engenharia política face aos apoios do governo federal às outras siglas partidárias que compoem a base parlamentar no congresso. Por nossa incompetencia não pudemos contar com esse apoio na eleição de 2010. Com o apoio federal divido, será preciso uma militância que acredite com paixão no nosso projeto de continuar transformando Porto Velho. Não basta muito dinheiro e marketeiro iluminado, é preciso militância. Essa foi a lição do segundo turno de Dilma. Veja-se o exemplo da campanha do Padre Ton. Não teve o mesmo volume de recurso financeiro que outros candidatos tiveram, porém teve apoio militante apaixonado pela suas propostas. Resultado só ele foi eleito para o congresso.

Antes de discutir quem, precisamos discutir para quê.

O PT não é um partido de caciques e seus projetos pessoais de poder. É antes um partido de militantes e como tal precisa de uma orientação programática. Se for para fazer mais do que foi feito ao longo desses oito anos, a militância não vai junto. A administração Roberto Sobrinho não foi um exemplo de gestão democrática e nem participativa, apesar de, como já dissemos, ter tido sucesso em outras áreas de resultado. Não teve a marca dos modo petista de governar. Se nosso partido tem como objetivo estratégico o socialismo, então avançamos muito pouco coletivamente. Claro que não podemos esquecer que a conjuntura política não era a mesma que temos hoje, o governo Cassol se esforçou muito para nos inviabilizar. Nos manteve recuados e com a guarda fechada. No cenário político atual podemos avançar com o bom trabalho de estruturação do município, tanto na zona urbana como na rural, entretanto, necessáriamente,  aumentando também a participação popular na administração pública rumo ao socialismo que queremos.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Protestos se espalham nos EUA; 700 ativistas presos em Nova York

do Esquerda.Net
Mais de 700 manifestantes foram detidos neste sábado nos Estados Unidos, durante um protesto que bloqueou a ponte do Brooklyn, em Nova York, na 15ª jornada promovida pelo movimento Ocupar Wall Street, que mantém um acampamento no Zucotti Park, no centro de Manhattan.
A polícia alegou que não prendeu ninguém que se manteve no passeio, mas que os manifestantes foram para a estrada e assim bloquearam a ponte, o que é proibido. Mas os jovens dizem que foi a própria polícia que os conduziu e escoltou para a travessia rodoviária da ponte. Acusam, assim, a polícia de Nova York de tê-los conduzido a uma armadilha.
Os manifestantes levavam à frente um cartaz onde se podia ler “We the People” (Nós, o Povo), as primeiras palavras do preâmbulo da Constituição dos EUA. Quando começaram as prisões, os manifestantes reagiram gritando “O mundo inteiro está a ver”, em alusão ao live streaming pela Internet que estava a decorrer no momento.
Em seguida, sentaram-se no chão e gritaram “Let them go!” diante de todos os jovens, alguns visivelmente menores, que estavam sendo detidos. O protesto foi totalmente pacífico.
Segundo testemunhos citados pelo The New York Times, os detidos foram levados em dez veículos e libertados em seguida. Há denúncias que alguns deles foram agredidos. Todos foram algemados. Cerca de 3 mil pessoas terão participado na manifestação.
As manifestações ganhando cada vez mais peso nos EUA. Os “indignados” norte-americanos, que denunciam a injeção de dinheiro público para salvar os bancos e a corrupção do sistema financeiro, recebem a cada dia apoio público de intelectuais como Noam Chomsky, o documentarista Michael Moore ou a atriz Susan Sarandon. Houve manifestações também em Washington, São Francisco e Chicago. Já há um novo acampamento, desta vez em Boston, no Parque Dewey.