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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pragmatismo eleitoral e a morte do PT socialista.

A fim de garantir governabilidade no governo Dilma e manter abertas as possibilidades de alianças nas eleições para governador e para presidente em 2014 alguns militantes de primeira categoria ( - e tem militante de segunda?) tem defendido que o Partido dos Trabalhadores não lance candidaturas em algumas capitais. Em São Paulo em vez da Senadora Marta Suplici, se lançaria, pra perder, o nome do ministro Fernando Hadad. Em Porto Alegre, não se lançaria ninguem. Em Belo Horizonte, outro laranja pra também perder. Essa tese tem invadido a blogosfera, conforme os dois exemplos cujos trechos reproduzimos mais abaixo.

Perguntar não Ofende.

Será que não haverá negociação com a família Raupp pra se desistir, ou lançar laranja petista só pra perder em Porto Velho? O projeto que traiu a candidatura do Valverde ainda está vivo em Rondônia? Perguntar não ofende. ou ofende? 

O Sexo e o Verde
Chico Barreira no site
 http://fatosnovosnovasideias.wordpress.com/coisasdapolitica/

A irritação da senadora Marta Suplicy com a cúpula do PT (leia-se José Dirceu)  e com o ex-presidente Lula  é tão furiosa que  e ela tem demonstrado isso com tanta intensidade nos círculos mais íntimos, ou nem tanto, que a ex ministra Marina Silva  já sonha em tê-la como companheira na  sua empreitada  para a construção de um novo partido.

Marta é líder absoluta de todas as pesquisas entre os possíveis candidatos à prefeitura de São Paulo. Por isso, embora ela, também, a campeã  das rejeições, ela não consegue ou não quer entender a estratégia de Lula (finalmente aceita  pela principais  lideranças  do partido) no sentido de “sacrificar” a prefeitura  paulistana, em troca do apoio do PMDB a uma candidatura petista ao governo do Estado em 2014.

Pelo projeto lulista, o PT apresentaria agora  a candidatura do novato e inviável Fernando Haddad, ministro da Educação.  Como há possibilidades concretas de que o PMDB  do vice Michel Temer chegue ao segundo turno através de Gabriel Chalita, este, em recente reunião com Lula, comprometeu-se a apoiar um candidato do PT ao governo do Estado em 2014. Desde que, é claro, seja apoiado agora.

E nessa estratégia está embutida, também  a manutenção da governabilidade de Dilma Rousseff,  o que passa por uma aliança solida e leal com o PMDB.

Marta irritou-se tanto com este “maquiavelismo barato” de Lula  que chegou a denunciá-lo  há duas semanas quando disse que e “se é para perder”, a candidatura de Haddad é uma  a melhor escolha”.

PT corre o risco de seguir o rumo do "velho MDB"?
Marco Aurélio Weissheimer no site CartaMaior.com

Ao não ter candidatura própria em cidades como Porto Alegre, o PT corre o risco de reeditar na capital gaúcha o que aconteceu com o partido em capitais como Belo Horizonte e Rio de Janeiro, onde uma sequência de alianças discutíveis acabou por enfraquecer enormemente o partido. A avaliação é de Raul Pont, deputado estadual e presidente do PT no Rio Grande do Sul, que vem defendendo com maior ênfase nas últimas semanas a necessidade de o partido ter candidatura própria em Porto Alegre nas eleições de 2012. Em uma plenária municipal realizada quarta-feira à noite na capital, a Democracia Socialista (DS), tendência de Pont, reafirmou essa posição.

“Precisamos dessa orientação para trazer a Porto Alegre, novamente, uma experiência rica, coletiva e plural de uma cidadania ativa, consciente e radicalmente democrática”, afirmou o ex-prefeito da capital, que defendeu ainda a necessidade de construir um nome de consenso dentro do partido e evitar a realização de prévias. Pont colocou seu nome à disposição do partido para concorrer no próximo ano. Quem também já manifestou disposição em disputar a indicação do PT é o presidente municipal do partido o vereador Adeli Sell. Essa semana, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, que concorreu à prefeitura na eleição de 2008, também defendeu a tese da candidatura própria, citando os nomes dos deputados estaduais Raul Pont e Adão Villaverde, do deputado federal Henrique Fontana e do vereador Adeli Sell como possíveis candidatos. Afirmou ainda que seu nome está sempre à disposição do partido e que as negociações devem passar também por uma conversa com a presidenta Dilma Rousseff. Outro nome, sempre lembrado, é o do ex-governador Olívio Dutra.

Mas a tese da candidatura própria em Porto Alegre não está consolidada. Pelo contrário, tem fortes adversários, a começar pela direção nacional do PT que defende a nacionalização da eleição municipal. Isso implicaria, entre outras coisas, abrir mão da candidatura própria para apoiar candidaturas de partidos da base do governo. Em Porto Alegre, dois nomes se enquadrariam neste critério: a deputada federal Manuela D’Ávila, do PCdoB, e o atual prefeito José Fortunati, do PDT. Considerada uma hipótese pouco provável, o apoio a Fortunati ganhou força nos últimos dias com a movimentação dos presidentes nacionais do PT e do PDT, Rui Falcão e Carlos Lupi, respectivamente. Um aliança com o PDT em Porto Alegre implicaria desde já uma significativa mudança no secretariado de Fortunati, com o afastamento de integrantes do PMDB e PSDB. Envolveria também uma aliança mais ampla em outras cidades do Estado, o que, em tese, poderia interessar ao governador Tarso Genro que, até agora, não se manifestou abertamente sobre o tema.

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