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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Mais renda, mais mercado, mais capitalismo; só o PIG não sabe.

Os paíse do BRICS possuem muitas coisas que os difere culturalmente entre sí. Tem, entretanto algumas característica macro econômica semelhantes. Uma delas é possuir uma parcela significativa de suas populações ainda fora do mercado devido sua baixa renda. Essas massas populares tem alta propensão marginal a consumir, ou seja, para cada unidade monetária que conseguirem ganhar a mais, quase tudo, senão tudo, vai para o consumo. Assim, qualquer elevação na renda corresponde a um aumento no nivel de transações no mercado.Crescendo as vendas crescerá o investimento em novas fábricas e toda a economia cresce.

Nos países ditos desenvolvidos o nível de abastância das classes é tal que já não correm para gastarem com consumo e isso é ruim. Nos dois casos o xis da questão é a tal de demenda efetiva, conforme explicitaram Jonh Maynard Keynes e Mickal Kalecki, ainda na década de 30.


Nos paises desenvolvidos todas as estradas a serem asfaltadas já o foram, todas as escolas a serem construídas já o foram, todas as grandes obras de engenharia que precisavam ser contruídas já o foram, como então o poder público pode investir e com isso gerar empregos? Lá o povo já não compra tanto, até porque tem medo do futuro, e o governo também já não tem onde gastar. A demanda efetiva já não cresce, os investimentos em novos setores produtivos que geram empregos caem. A dinâmica capitalista rui. Quem dera tivesse uma guerra, um terremoto ou um tsunami pra destruir tudo e tivessem que reconstruir de novo e sair da estagnação. O que fazer com tanto dinheiro acumulado por uns poucos "investidores" se não tem onde aplicar?

O que Lula "descobriu", mesmo sem ter lido Keynes ou Kalecki, é que trazendo mais brasileiros para o mercado consumidor isso é bom para as indústrias. Daí o sucesso do bolsa família, do PRONAF, do crédito consignado. Também o aumento para os aposentados consequido pela luta do senador Paulo Paim sinaliza nesta mesma direção, só os idiotas jornalistas do PIG ainda não entenderam. Olha que isso nem é propriamente uma luta socialista e sim capitalista. 

Um dia o Brasil também terá suprido as necessidades de consumo das massas populares e aí chegaremos ao limite do capitalismo. Como a gente não vive no futuro e sim no agora, vamos dar apoio as políticas desenvolvimentistas, apenas vigiando para o uso sustentável do meio ambiente, sem o qual não há futuro.

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