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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Socialismo como objetivo estratégico do PT é discutido na 7 ª Jornada de formação da AE

Por Wanderson Mansur (25/07/11)

Desde o último sábado (22/07) 40 militantes da Articulação de Esquerda (AE) de todo o Brasil estão reunidos em Brasília, para participar da 7ª Jornada Nacional de Formação Política da tendência.
A jornada que segue até a próxima quinta-feira (28/07) já discutiu no final de semana os aspectos históricos da luta pelo socialismo (1848 a 1917), tendo como base o processo sócio, político e histórico de constituição das revoluções russa, chinesa e cubana, o desenvolvimento desses processos revolucionários e as contradições enfrentadas ao longo do século XX.
Nesta segunda-feira (25/07) Valter Pomar, expositor e debatedor dos temas, dirigente nacional do PT e membro da AE, fez uma análise histórica da trajetória do PT enquanto partido de esquerda no Brasil nesses últimos 30 anos.
Valter debateu desde um PT que surge na década de 1980 tendo como principal bandeira o socialismo, com uma política de esquerda bem demarcada, até as mudanças que ocorreram na década de 90, que acabaram levando o partido para uma política de centro-esquerda, abandonando a estratégia socialista para se colocar como um partido que se contrapõe ao neoliberalismo, tendo chegado à presidência da república em 2002 defendendo essa mesma política.

De 2002 para cá, o partido vem conseguindo implementar algumas transformações na sociedade, tais como distribuir renda, gerar empregos, e em certa medida vem desenvolvendo políticas de garantia de direitos sociais e de bem estar social no Brasil, mas ainda tem dificuldades de realizar as mudanças estruturais que o país precisa fazer, tais como as reformas tributária, política, agrária e a de democratização dos meios de comunicação, fundamentais para se continuar avançando no programa democrático e popular.
Segundo Valter, dada as condições de crise enfrentadas hoje no mundo, principalmente no que se refere à crise instalada nos países centrais do capitalismo, esse é um bom momento para a retomada do socialismo como estratégia de luta político ideológica, tanto no Brasil, quanto na América Latina.
“O socialismo precisa voltar a ser o objetivo estratégico do PT e não só a conquista das eleições. Precisamos criar as condições para ter o poder e não só o governo, sair da condição de administrador para a condição de quem transforma o país”, frisou Valter.
De acordo Gil Piauí Lino, militante da AE/PT no Distrito Federal, a questão mais relevante da jornada até agora foi a discussão da construção do socialismo. “O que estamos discutindo aqui não se discute dentro do partido. É importante o debate de estratégia para a própria militância, a compreensão teórica, porque para alterar nossa realidade e nossa sociedade é preciso ser apropriar da teoria, principalmente do socialismo, ainda mais num quadro em que o nosso partido se apresenta mais como de centro-esquerda do que esquerda. Esse debate contribui para levarmos o PT para a esquerda”, afirmou.
André de Souza Vieira, militante da AE do Paraná, considera que as discussões travadas na jornada são “fundamentais para se ter uma noção de todos os acontecimentos históricos,  da trajetória da luta do socialismo, para a gente entender bem qual o é fundamento desta luta e fazer a gente resgatar a motivação e a compreensão desta luta a ponto de poder orientar uma atuação nas instâncias do partido local e em todos os espaços que a gente estiver presente”.
Já para Irene dos Santos, vereadora pela AE/PT em Diadema-SP, o espaço de formação deveria ser uma pré-condição para todos os militantes que pretendem ocupar um cargo político.
“É a primeira vez que estou fazendo o curso de formação da AE. Sou vereadora em Diadema já no terceiro mandato e acho que perdi muito não fazendo esse curso antes. O mais interessante é como o Valter traz a discussão da história do socialismo, do comunismo com a questão atual do nosso partido, do nosso governo hoje. É nesse sentido que afirmo que nosso mandato ganhou muito e poderia ter ganhado muito mais se tivesse feito esse curso antes”, avaliou Irene.

sábado, 16 de julho de 2011

Congresso da AE em Rondônia encerra primeiro dia de debates.

O primeiro dia de debates no I Congresso da Articulação de Esquerda em Rondônia se encerrou com gostinho de quero mais. O tema neste primeiro dia foi "A construção do Socialismo no Século XXI".  Este assunto é muito importante pois precisamos construir um entendimento coletivo sobre o que é Socialismo. Foi apresentado as concepções do ponto de vista subjetivo e objetivo. Como subjetivo o conceito é muito fluido, pois depende do entendimento de cada um. Compreende uma visão idealista do socialismo como um conjunto de valores "humanos". Do ponto de vista objetivo, o socialismo é compreendido enquanto um modo de produção historicamente determinado. 
A palestra relatou o progresso histórico dos modos de produção, começando deste o modo primitivo, passando pelo escravagismo, feudalismo e capitalismo. Foram apresentados os limites e contradição do modo de produção capitalista em sua fase de estagnação, apesar do surto de crescimento por que passam os países do BRICS. Nestes, o desenvolvimentismo, baseado na inclusão no mercado de amplas parcelas antes excluídas, podem iludir que é possível uma capitalismo humanizado e includente.
Após relatar os limites que surgem com a tendência decrescente na taxa de lucro e o reflexo na ampliação do investimento produtivo. Passamos a vislumbrar um novo modo de produção que deve substituir este obsoleto: o Socialismo. Porém o socialismo não caí do céu pronto e acaba e nem há prescrição de um modelo ou passos a serem seguido. O caminho será construído na caminhada, no enfrentamento. Dessa luta será parido o novo modo de produção e o novo homem. Toda luta contra qualquer tipo de injustiça social ou de isolamento de qualquer minoria é local onde nasce esse futuro. 
Finalizou-se este primeiro dia questionando a miopia da luta ambiental sem criticar o modo de produção capitalista, ou a luta isolada das mulheres, dos jovens, dos índios e dos agricultores sem terra sem questionar a matrix de todas as injustiça que é o capitalismo senil.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

INDIVIDUALISMO E DOMINAÇÃO EM 10 FORMAS RÁPIDAS E PRÁTICAS

Se você se colocar hoje, 12/07/2011, frente a uma banca de jornal irá se deparar com a seguinte visão:


A análise é simples.
Trata-se de uma série de revistas, com apelo ao culto ao corpo, sendo ambas discriminativas, pois vemos apenas um negro nas capas, além delas se mostrarem machistas e sexistas. Mas há algo escondido por de trás destas capas, e não são somente as matérias, mas também, algo contido no campo das idéias, que não está impresso em palavras, mas nas próprias fotos de cada uma das capas.
Ao (para) tornar-se hegemônico, o Liberalismo atual (ou Neoliberalismo para quem preferir) teve de derrubar o conceito de coletividade ou conceito daquilo que é comum a todos. O conceito de individuo surge como grande pilar de tal política, pois se baseando no individualismo radical é que se constroem as idéias liberais. Propriedade privada, liberdade de expressão e igualdade (jurídica) são alguns exemplos dessas idéias. Mas para que tal idéia seja aceita pela maioria mostra-se importante a vinculação desses ideais de modo amplo. Quando, aqui, falo de individualismo estou falando daquele termo bem antigo que era usado para designar o individuo independente do Estado ou Sociedade, que hoje foi transformado em um mero modo de dominação.
A ideologia dominante e o discurso competente ajudam de forma nefasta a tal imposição.
A ideologia esconde as lacunas da realidade assumindo um discurso simplista e com espaços em brancos impedindo o conhecimento da realidade, ou em outras palavras ocultando a luta de classes e todas as contradições existentes neste tipo de fala e em nossa sociedade.
O discurso competente impede que “qualquer um, diga, para qualquer outro, qualquer coisa, em qualquer lugar e em qualquer circunstancia” [1], criando assim, uma casta de formadores de opinião. O único que pode incutir opinião para uma maioria “ignorante” só pode ser um cidadão com todos os preceitos necessários, formação superior em alguma especificidade, moral para tal, cargo para tal e espaço para tal.
Logo, essa “classe” que é a única que pode vincular por meios de comunicação a informação, fala aquilo que manda aqueles que lhe cedem cargo, moral e espaço. Ora, uma revista tem contratos de propagandas com varias marcas a serem vendidas nos mercados, shoppings e bancos espalhados por ai. Por que falar mal delas, expor seus danos à natureza, aos clientes, trabalhadores a população em geral?
Isso, incutido no imaginário social, traz os resultados esperados pelo mercado (amém).
As capas das revistas mostradas nesse post são o resultado de tal comunicação completamente vinculada à ideologia dominante. Mostra de forma simplista a total privatização do espaço público, trazendo o que seria do campo privado (sexo, moda, particularidades, casamentos e etc.) para o público, obliterando assim o último campo.
Escritas, formatadas e fotografadas por aqueles únicos que poderiam fazer tal serviço essas revistas mostram-se dentro do discurso competente.
E observando capa a capa notamos seu descarado e nefasto culto ao individualismo. Todas as capas mostram indivíduos e não coletivos. Fora que são pessoas “perfeitas”, bonitas de inquestionável moral e civilidade. Não há interesse e nem preocupação em mostrar coletivismo ou qualquer imagem relacionada à fraternidade, solidariedade ou qualquer coisa ligada à luta de classes e contradições de nada. Isso não importa! Isto no imaginário social, ou trocando em miúdos, na cabeça de muitas pessoas, gera aquilo que se espera delas. Individualismo além do necessário e a reprodução de um discurso de dominação e de alienação, que desemboca em sua total despolitização. 

Postado por: Regis Munhoz
em: http://centipeda.blogspot.com/2011/07/critica-ao-individualismo-neoliberal.html

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Mais renda, mais mercado, mais capitalismo; só o PIG não sabe.

Os paíse do BRICS possuem muitas coisas que os difere culturalmente entre sí. Tem, entretanto algumas característica macro econômica semelhantes. Uma delas é possuir uma parcela significativa de suas populações ainda fora do mercado devido sua baixa renda. Essas massas populares tem alta propensão marginal a consumir, ou seja, para cada unidade monetária que conseguirem ganhar a mais, quase tudo, senão tudo, vai para o consumo. Assim, qualquer elevação na renda corresponde a um aumento no nivel de transações no mercado.Crescendo as vendas crescerá o investimento em novas fábricas e toda a economia cresce.

Nos países ditos desenvolvidos o nível de abastância das classes é tal que já não correm para gastarem com consumo e isso é ruim. Nos dois casos o xis da questão é a tal de demenda efetiva, conforme explicitaram Jonh Maynard Keynes e Mickal Kalecki, ainda na década de 30.


Nos paises desenvolvidos todas as estradas a serem asfaltadas já o foram, todas as escolas a serem construídas já o foram, todas as grandes obras de engenharia que precisavam ser contruídas já o foram, como então o poder público pode investir e com isso gerar empregos? Lá o povo já não compra tanto, até porque tem medo do futuro, e o governo também já não tem onde gastar. A demanda efetiva já não cresce, os investimentos em novos setores produtivos que geram empregos caem. A dinâmica capitalista rui. Quem dera tivesse uma guerra, um terremoto ou um tsunami pra destruir tudo e tivessem que reconstruir de novo e sair da estagnação. O que fazer com tanto dinheiro acumulado por uns poucos "investidores" se não tem onde aplicar?

O que Lula "descobriu", mesmo sem ter lido Keynes ou Kalecki, é que trazendo mais brasileiros para o mercado consumidor isso é bom para as indústrias. Daí o sucesso do bolsa família, do PRONAF, do crédito consignado. Também o aumento para os aposentados consequido pela luta do senador Paulo Paim sinaliza nesta mesma direção, só os idiotas jornalistas do PIG ainda não entenderam. Olha que isso nem é propriamente uma luta socialista e sim capitalista. 

Um dia o Brasil também terá suprido as necessidades de consumo das massas populares e aí chegaremos ao limite do capitalismo. Como a gente não vive no futuro e sim no agora, vamos dar apoio as políticas desenvolvimentistas, apenas vigiando para o uso sustentável do meio ambiente, sem o qual não há futuro.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Estão abertas as inscrições para a 7ª Jornada Nacional de Formação Politica da AE

Com o intuito de  propiciar e facilitar a participação das/os companheiras/os que queiram cursar a jornada de formação nos trabalhos do I Congresso da AE e das plenárias nacionais de educação e questão agrária, que serão instalados no dia 29/7/2011, a 7ª Jornada Nacional de Formação Politica da AE será realizada no período de 23 a 28 de julho de 2011, em Brasília.
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sábado, 2 de julho de 2011

Saiu Tribuna de Debates números 10 e 11.


Excelente o número 10 da Tribuna de Debates. Nesta edição está publicado o texto "Inaugurando um novo Periodo" assinado por diversos companheiros e companheiras e no qual propoem afunilar os debates temáticos do Congresso da AE, a se realizar no final de julho em Brasília. O texto está longe de ter apoio unânime. Veja as contestações dos companheiros Renan Brandão e Valter Pomar. Cada um assina outros dois textos divergindo, se não no todo, pelo menos em parte. Pelo jeito nosso Congresso vai ferver e arrancar picapau do oco.
Noutro texto o companheiro Ivo Pugnaloni advoga a criação de um jornal de massas do PT, e se este não topar, que seja da AE. A idéia é de um jornal de venda aberta ao povo, petista ou não. Pelo mundo a fora, todos os partidos de esquerda tem sua imprensa popular, só o PT não. Leia e analise os argumentos do companheiro.

Baixe no site do Página13 e leia.
http://pagina13.org.br/?dl_name=1%20CONGRESSO%20AE/tribuna_10.pdf

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Congresso Estadual foi adiado para os dias 16 e 17 de julho.

Tendo em vista a impossibilidade da vinda do companheiro Altemir Viana da Direção Nacional da AE na data anteriormente marcada; o Congresso Estadual foi transferido para os dias 16 e 17 de julho. Fica mantido o mesmo local e programação.