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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sexta Feira, 13 de maio, exibição do filme A Batalha do Chile, na sede do PT.

No dia 13 de maio, sexta feira, a partir das 19:00 hs, estaremos exibindo o documentário "A Batalha do Chile, o poder popular" na Sede do PT em Porto Velho, seguido de um debate sobre "A Atualidade da Luta pelo Socialismo". O filme é uma obra do diretor Patrício Gusmam e captou com espetacular realismo os fatos ocorridos no curto governo Allende. Servirá de provocador do debate para o qual convidamos todos os militantes petistas.

Porque o Chile?

Com a queda do muro de Berlim e a implosão da União Soviética no início dos anos 90, muitos intelectuais oportunistas vaticinaram a vitória final e o triunfo do capitalismo. O pensamento neo-liberal visejou hegemônico e a teologia do mercado cooptou muitas correntes até na esquerda. Porém a explosão da bolha finaceira dos sub prime e o terremoto das hipotecas podres que lastrearam a expansão do crédito nos Estados Unidos e outros países centrais patrocinaram uma corrida aos conceitos marxistas que apontam que o capitalismo não tem sustentabilidade em sí, antes a suas contradições internas é que geram seu próprio coveiro.
Assim a proposta socialista voltou ao centro das atenções. Muitos já percebem a necessidade de transcender o modo de produção capitalista, uma caminhada suicida que já não consegue enganar uma vez que até a questão ambiental aponta sua irracionalidade. Renasce com força o debate: qual a melhor via para o socialismo. O esquema blanquista da revolução violenta, como foi ensaiado na Rússia em 1917 ou a via pacífica por reformas sucessivas e cada passo dado dentro dos moldes da democracia burquesa vigente nos países ocidentais.
A via pacifica foi tentada no Chile no início da década de 70, com a eleição de Salvador Allende. Depois de uns poucos anos e apesar de contar com bastante apoio popular Allende foi assassinado pelo golpe militar cujo comando operacional esteve nas mão de Pinochet, sob direção da CIA e do governo do Estados Unidos. Apesar do fracasso, esta experi.ência histórica está mais perto da realidade brasileira hoje que o modelo soviético.

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