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segunda-feira, 30 de maio de 2011

DEBATE: Atualidade da Luta pelo Socialismo

O sonho de transformação do mundo e da construção de uma sociedade mais justa cedeu lugar ao desencanto e à apatia política. Na TV, os cínicos comentaristas martelam todo dia a idéia de que não há outra solução a não ser encarar a competitividade brutalizante do neoliberalismo.

Assim, o individualismo foi criando cidadãos e cidadãs que vêem seus companheiros e companheiras como ameaça, como rival, ao seu posto de trabalho. É cobra engolindo cobra. Até nas igrejas prospera a busca por bênçãos individuais, privatizando o Pai nosso que antes concedia o pão nosso, coletivo e de graça. 

A pobreza já não é uma questão de injustiça social e sim de incompetência individual. A culpa da pobreza é do pobre. A vítima virou o culpado. 

Ao longo da jornada milhões de pessoas vão ficando à margem: são os marginais. Drogas, violência e prostituição chegam cada vez mais perto dos nossos lares. Florestas precisam ser derrubadas, rios vão acabando e a vida se torna comércio.

PORÉM..., este não é o único caminho a ser trilhado. É possível mudar o mundo. A utopia socialista sobrevive no coração dos indignados com tudo isso.

CONVITE Especial.

Venha bater um papo bem informal sobre a 
Atualidade da Luta pelo Socialismo.
Quando: 02/junho/2011 Quinta-feira. 19 às 21 hs.
Local: Sede do Partido dos Trabalhadores. Av. Calama, 895 - Olaria. Porto Velho.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Dinho do MCC é assassinado. E segue o conflito agrário na Amazônia.

O agricultor Adelino Ramos, de 56 anos, foi assassinado na manhã desta sexta-feira (27) em Vista Alegre do Abunã, um distrito de Porto Velho, em Rondônia. Segundo informações da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dinho, como era conhecido, foi alvejado por um motociclista quando estava em seu carro na companhia da esposa e de duas filhas.

Ele chegou a ser socorrido em um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a CPT, Dinho vinha sendo ameaçado há algum tempo por madeireiros da região. A pressão teria piorado após ações do Ibama que resultaram em apreensão de madeira extraída ilegalmente e de cabeças de gado.

Dinho era um dos sobreviventes do massacre de Corumbiara, ocorrido em 1995 em Rondônia, e integrava o Movimento Camponês de Corumbiara. Apontado pelos latifundiários locais como um dos líderes do movimento, o camponês passou a sofrer perseguições, assim como o filho, Claudemir Ramos, cuja história foi contada recentemente pela Rede Brasil Atual.

Os dois chegaram a ser processados com base na investigação do Ministério Público Estadual, que por sua vez levou em conta a apuração conduzida pela Polícia Civil. Claudemir acabou condenado e, desde 2004, é dado como foragido. Adelino se livrou do processo, mas não das perseguições. Pai e filho não se viam há dez anos.

Em conversa telefônica realizada há dois meses, Dinho contou que vivia agora no Assentamento Agroflorestal Curuquetê, sediado em Lábrea, no Amazonas, próximo às divisas com Rondônia e Acre. Para ele, a ideia “inovadora” de cultivar alimentos e frutos que respeitassem a floresta vinha irritando fazendeiros da região. “Os bandidos, assassinos, invasores, destruidores da Floresta Amazônica ficam nervosos. Então se acirrou novamente o clima de perseguição em cima disso.”

Muito emocionado, Claudemir pediu para fazer uma declaração na qual cobra atenção à necessidade de lutar pela redistribuição de terras. "Fui fiel a vida toda ao movimento. Nunca traí a causa, nem meu pai, sempre lutamos pelas causas do povo. Essa questão da reforma agrária, tem muita coisa de errado acontecendo, quando o PT vai acordar para isso?"

Conflito Agrário na Floresta.

Segundo a CPT, um alerta havia sido feito a autoridades do Amazonas em 2010. Esta semana, a agricultora Nilcilene Miguel de Lima, também moradora de Lábrea e presidente da Associação Deus Proverá, denunciou que está jurada de morte por madeireiros da região.

O assassinado de Dinho é a terceira morte de camponeses notificada esta semana na Amazônia Legal. Na terça-feira (24), José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo [foto ao lado] foram executados na região de Marabá, no Pará. O casal foi morto a tiros em uma estrada vicinal que leva ao Projeto de Assentamento Agroextrativista Praialta-Piranheira, na comunidade de Maçaranduba 2, a 45 quilômetros do município de Nova Ipixuna, sudeste do estado. O Ministério Público Federal e a Polícia Federal foram acionados para investigar o caso.

fonte:

Presidente Nacional do PT tem plenária com militantes de Rondônia.

Presidente, Deputado Rui Falcão.
 Nesta sexta-feira, no dia 27 de maio, o Partido dos Trabalhadores de Rondônia receberá a visita do Presidente do Nacional do PT. Rui Falcão chegará em Porto Velho por volta das 14h30min. As 15 horas será realizada uma entrevista coletiva com a imprensa, no Auditório do PT, na Avenida Calama, nº 895, bairro Olaria. As 16 horas, o Presidente do PT, se reunirá com o governador do estado Confúcio Moura, e logo após a reunião será com a Executiva Estadual do PT/RO.

O presidente do PT Nacional também participará de uma 'Plenária' com a militância do partido na sede do PT/Rondônia, que será realizada as 18h30min.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A verdadeira base aliada de Dilma é a militância petista nas ruas.

Base Aliada que nunca trái, a militância nas ruas.
As derrotas no código florestal e no mal chamado "kit gay", mostraram à Dilma que é ela própria quem tem que governar e não pode delegar esse poder. Não tem como terceirizar a faixa presidencial que ele recebeu de Lula. Ela é a maestra e sem direção o seu governo vai desafinar. Quanto descompasso, enquanto de um lado tem ministro pensando que pode tudo, de outro tem uns que ainda não disseram a quê vieram. Por ex., o Ministro Afonso Florence ainda tá planejando o que fazer quando o governo começar sem perceber que já começou, parece até o governador Confúcio Moura

No mundo real, o código florestal ainda vai suscitar muito debate no Senado e alí não pode ficar restrito.  A militância petista vai ter que se envolver, se inteirar, compreender o que está em jogo e partir pra mobilização da opinião pública. Se por acaso for necessario vetar o artigo 8 do projeto do Aldo, Dilma terá a militância estufando o peito e garantindo suas prerrogativas presidenciais.

A questão da luta contra os preconceitos também deve ser tratada nas bases, nas ruas, nos bairros. Essa é uma luta pra militância e não  vai  ser resolvida por decretos de cima pra baixo. Dilma só vai conseguir avançar mais o Brasil com apoio da militãncia do PT nas ruas. Essa sim é a sua verdadeira base aliada.

Aliás ela já devia saber disso, no segundo turno, depois de adotar os conselhos Palocistas, de que se podia ganhar as eleições sem discussão política ou militância nas ruas, sustentado apenas pelo marketing de foto abraçadas com Lula, quando Serra perigosamente se aproximou a uma distância de apenas 4 pontos percentuais, ela reagiu partindo de dedo em riste contra o tucano, reanimou a militância e vencemos juntos.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Fritar a Amazônia para salvar Palocci.

por Chico Barreira.
O Governo vai fritar uma boa  parte da Floresta Amazônica para impedir que sua  mola mestra, o ministro chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, seja fritado. O Plano é maquiavélico, mas não é difícil de se entender.

A presidenta Dilma, o Secretário Geral da Presidência, Gilberto Carvalho (que pensa sempre exatamente como pensa o ex-presidente Lula) e o próprio Palocci decidiram  permitir que o explosivo texto do novo Código Floresta seja votado amanhâ (terça, 24) na Câmara.

O novo Códico parido pelo relator, Aldo Rebelo, o deputado trapalhão (PCdo B-SP), é um atentado à inteligência, à higiene mental e a qualquer noção mínima de defesa ambiental.

Sua votação vai ser um escândalo, não só porque expõe o Barsil ao ridículo e à reprovação no exterior, como porque representa dez anos de retrocesso  nas poíticas de preservação ambiental.

Mas, o que o Governo quer é exatamente criar no Congresso (com repercussões na mídia) um grande  escândalo e um tumulto.

 O escândalo servirá para  encobrir,  como nas  camadas de um bolo de aniversário, o  Affaire  Palocci.  Assim, o chefe da Casa Civil , que vive como um acossado há dez dias, poderia respirar  um pouco.

Já o tumulto  visa protegê-lo contra a possibilidade de aprovação do requerimento da Oposição paa a criação de uma CPI mista (Câmara e Senado) que investigaria as atividades lobistas do superministro.

 É claro que exite  o risco de que seja aprovado o relatório orignal de  Rebelo, sem as alterações impostas pelo Governo que amenizam, parcialmente, as ropostas do relator francamente favoráveis aos desmatadores. Neste caso, as coisas seriam consertadas no Senado. E, em último caso, há a solução drástica do veto presidencial.

 Até a semana passada o Planalto pretendia adiar a votação da matéria até ter certeza de que não seria surpeendido. Entretanto, mudou de rumo para poder blindar Palocci.

 A derrota do governo não é improvável, porque o PSDB e o DEM, por rancor ou por automatismo  oposicionista, decidiram  aprovar o relatório orignal de Rebelo que oficializa  o crime ecológico e anistia  os desmatadores.

Calcula-se que se forem somados os votos  do DEM, do  PSDB e da Bancada Ruralista, pode-se construir uma   maioria eventual no Congresso.  Isto porque, os ruralistas espraiam-se por todos os partidos,  inclusive os da base governista, reunindo cerca de 200 parlamentares.

Estes deputados e senadores, embora se digam defensores do genérico Agronegócio e dos  pequenos produtores, na verdade  estão a serviço dos grandes proprietários, o famoso latifúndio,  com suas  históricas e conhecidas mazelas: grilagem, monocultura, destuição ecológica, trabalho escravo e pistolagem institucionalizada.

É de  se ver, aliás, que esta é a maior distorção das instituições brasileiras: na prática os grandes proprietários (menos que cinco por cento da população) são mais bem representados no Congresso do que todos os trabalhadores e pequenos proprietário juntos, sem falar nos Sem Terra.

O Mercado quer poupar Palocci

E surge aqui o grande dilema da  mídia brasileira. Os  jornalões picaretosos que comem na mão do Capital Financero (leia-se Núcleo Duro do Mercado) levantaram esta questão do enriquecimento prodigioso do Palocci. Só que chefe da  Casa Civil é fiador informal da política econômica do Governo. E os financistas temem que , sem ele, a presidenta  Dilma adote medidas macroeconômicas menos ortodoxas.

Vejam, a propósito,  estrevista concedida ao Globo,  neste domingo, por Luiz Carlos Mendonça de Barros, lugar-tennte de FHC na campanha das privatizações: ”A economia de Lula era continuidade da de FHC. Quando a inflação ameaçava subir, o BC aumentava juros. Está claro que Dilma já mexeu nessa lógica”. E garantiu que “se Palocci cair, o Mercado Financeiro vai ficar menos confiante”.

fonte: http://fatosnovosnovasideias.wordpress.com/perolasepilulas/

Palocci e as escolhas de Dilma

Por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador

A denúncia contra Palocci parece consistente. Ah, mas a “Folha” quer desgastar a Dilma… E daí? O fato ocorreu ou não?

Ah, mas a denúncia foi vazada por “ruralistas” interessados em enfraquecer o ministro. E daí, de novo? É só quando os poderosos divergem que essas coisas vêm à tona…

Sim, Palocci (contradição do mundo real?!) cumpria nesse caso um papel positivo: negociava duramente com os ruralistas da base governista, para que aceitassem um Código Florestal menos retrógrado do que o proposto por Aldo Rebelo.

Por isso, criticar Palocci agora – dizem alguns apoiadores de Dilma – é fazer “o jogo da direita”. Será? -Aliás, se o caso surgiu como “fogo amigo” de dentro da base governista, por conta da votação do Código Florestal, a essa altura parece ter ganho dinâmica própria. Os jornais já relacionam o enriquecimento de Palocci à campanha de Dilma. Vale a pena manter um ministro que traz esse grau de instabilidade ao governo?

Quem acompanhou os bastidores da campanha eleitoral de 2010 sabe qual foi a opção de Dilma e do núcleo dirigente do PT no primeiro turno: tentaram ganhar a eleição só com o programa de TV e a popularidade do Lula. A idéia era ganhar sem fazer política. No primeiro turno, foi assim: campanha controlada pelo marqueteiro e pelos 3 porquinhos (Palocci, Dutra e Zé Eduardo).

Quem fez política foi o Serra. Politizou pela direita: trouxe aborto e religião para a campanha. Com isso, empurrou milhões de votos pra Marina, e levou a eleição pro segundo turno. Aí, a ficha no PT caiu. Dilma e o núcleo da campanha finalmente compreenderam o que já estávamos vendo na internet há semanas: o terrorismo conservador.

Dilma deixou os conselhos do marqueteiro de lado, teve coragem de ir pra cima no debate da “Band” (primeiro domingo do segundo turno): pendurou no pescoço do Serra a história do aborto (a mulher de Serra tinha dito que Dilma gostava de “matar crancinhas”), falou em Paulo Preto, reanimou a militância.

Se Dilma tivesse insistido no figurino do primeiro turno, poderia ter perdido a eleição. Pesquisas internas, pouco antes do debate da Band, davam apenas 4 pontos de diferença sobre Serra no início do segundo turno. Foi a realidade que levou Dilma a mudar de figurino.

Pois bem. Passada a eleição, Dilma montou o ministério e começou a governar. Como? Com o figurino idêntico ao usado no primeiro turno da eleição: sem política, longe dos movimentos sociais, procurando agradar o “mercado” e a “velha mídia”. Foi uma escolha.

Palocci tem a ver com isso. Coordenou a campanha. Ele quer um governo moderadíssimo, que não assuste a turma a quem dá “consultoria”.

Logo no início do governo, estava claro que Dilma procurava ocupar um espaço mais ao centro. Lula tinha (e tem) apoio da esquerda tradicional, dos movimentos sociais, do povão que saiu da miséria. Dilma foi em direção à classe média que lê a “Veja”. Com Palocci à frente. Palocci é amigo da “Veja” e da “Globo”. Palocci é blindado na “Globo”. Perguntem ao Azenha o que aconteceu na Globo quando ele tentou fazer uma reportagem sobre o irmão do Palocci, 5 anos atrás…

Renato Rovai publicou em seu blog um texto que mostra a repercussão desastrosa – para o governo – do caso Palocci nas redes sociais. Como aconteceu na eleição, com o aborto e a onda consevadora: primeiro os temas batem na internet, depois chegam às ruas.

Assim como ocorreu na eleição, Dilma talvez perceba que o figurino palocciano não garantirá estabilidade ao governo. Com quem ela vai contar quando enfrentar crise séria? Com a família Marinho? Com os banqueiros?
Dilma segue com popularidade alta. Mas o caso Palocci mostra os limites do governo. E os riscos que ela corre diante da primeira crise mais grave. Pode faltar base social…

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ex Senadora Serys Slhessarenko foi expulsa do PT.

Expulsa do PT sob a acusação de infidelidade partidária na eleição de 2010, a ex-senadora Serys Slhessarenko (MT) entrou nesta terça-feira com uma medida cautelar no Diretório Nacional do Partido pedindo a anulação do processo que resultou na punição.

O pedido de expulsão foi feito pelo grupo do ex-deputado Carlos Abicalil, atual secretário-executivo do Ministério da Educação, e aprovado na madrugada de segunda-feira por 4 votos a 2 na Comissão de Ética do PT. Agora, deve ser referendado pelo Diretório Estadual, onde Abicalil tem 60% dos votos.
Os dois romperam no ano passado, quando o então deputado federal resolveu disputar prévias para concorrer ao Senado no lugar de Serys.

Majoritário na máquina partidária, Abicalil venceu a prévia, mas o partido saiu dividido do episódio. Nem ele nem Serys, que concorreu a deputada federal, se elegeram. O grupo de Abicalil pediu a expulsão de Serys alegando que ela fez campanha para o ex-procurador Pedro Taques (PDT), que não era da coligação e acabou sendo eleito. Ela nega que tenha feito campanha para o adversário, diz que foi vítima de um "processo inquisitorial" e que vai recorrer para ficar no PT. "Eu não vou desistir. Vou usar todas as possibilidades para permanecer no meu partido".

Veja entrevista concedida por Serya ao blog artesquerda.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Veja as diferenças entre o que Aldo Rebelo acordou com o governo e o que apresentou ao plenário.

por: Via Campesina

Partidos da base aliada do Governo decidem adiar votação do "novo" Código Florestal pois ouve alteração de última hora no texto depois de apresentado aos líderes pelo relator Aldo Rebelo. Veja abaixo os pontos diferentes entre o texto de acordo apresentado ao deputado federal Paulo Teixeira, líder do PT na Câmara, e a emenda 186, escrita no “corredor” pelo relator do projeto de mudanças na Código Florestal Aldo Rebelo e o deputado Cândido Vaccarezza.

1. Definição de Área Consolidada (o desmatamento já feito) - central em todo o debate de anistia e recomposição. Era proposta pelo governo apenas para agricultura familiar, os dois deputados ampliaram para todos os grandes proprietários. Além disso, abre uma brecha para consolidar as áreas agrícolas que estão ilegais hoje;

2. Areas de Várzeas- o texto do governo condicionava a utilização delas à proibição de novos desmatamentos, na emenda foi liberado totalmente a utilização dessas áreas que são extremamente sensíveis nos biomas de facil alteração;

3. Culturas de vazantes (arroz, por exemplo)- o texto do governo deixou para trabalhar isso em decreto da Presidenta, a emenda retornou para o texto e liberou para todas as propriedades;

4. Represas de hidrelétricas- no texto do acordo tinha ligado as faixas de APP ao licenciamento, mas colocando limites mínimos, na emenda, o mínimo fica o máximo, além de tirar algumas burocracias;

5. Demais Areas de preservação permanentes, as APPs- o acordo colocou veredas e mangues, a emenda retirou;

6.Pantanal- a emenda dos dois deputados liberava qualquer atividade do agronegócio em todo o Pantanal;

7.Reserva Legal- no texto do acordo ficaram isentos de recompor RL os agricultores familiares e os imóveis que até 2008 tinham quatro módulos, na emenda dos deputados fica liberado de recomposição todas as propriedades até quatro módulos.

Além disso, o texto do acordo tinha uma trava que impedia mexer na reserva legal em caso de desmembramento. Esses dois pontos deixam claro que o real interesse é regularizar os grandes, que vão desmembrar suas propriedades; e assim derrubam na pratica as areas de reserva atuais de 80% para bioma da amazonia e 35% para o cerrado. Com a liberação total até quatro módulos, uma fazenda na Amazônia até 400 hectares pode desmatar tudo. Fica fácil o fazendeiro desmembrar 1.200 hectares em três imóveis e derrubar tudo o que hoje está preservado.

8.Utilização de outras areas como compensação- O texto do acordo permite que a compensação de reserva legal no bioma seja feito apenas por arrendamento em outras áreas, o texto da emenda dos deputados libera a compra, o que criará uma gigantesca pressão sobre as terras dos camponeses que hoje estão preservando, em outras áreas. Assim, os fazendeiros compram suas terras e depois averbam, dizendo que estão preservando o que já estava ali, e desmatam nas áreas que quiserem.

9.Computo-soma da APP e Reserva Legal: no texto do acordo só poderia fazer o computo de APP e RL quem tivesse as áreas conservadas, na emenda ele libera para todo mundo, inclusive aqueles que têm área totalmente devastada;

10. Áreas desmatadas antes da MP do FHC- o texto do acordo diz que o proprietário terá que comprovar que estava legal na época, a emenda passa a obrigação de comprovar para o Estado;

11.Controle do desmatamento- a emenda dos dois deputados retirou toda a parte que leva o processo para o Ministério Público e que impede os condenados de acessarem recurso público;

12. Plantações industriais (eucalipto e pinus, por exemplo) - A emenda dos deputados manteve a incorporação da silvicultura como atividade agrícola na política agrícola brasileira, o que o texto do acordo não tinha.

domingo, 15 de maio de 2011

PT negocia coligações com PMDB e voto distrital com PSDB.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, informou que terá encontros nesta semana com representantes do PMDB, PSDB e com Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, que articula a criação do PSD. Na pauta, estão questões relacionadas às eleições municipais de 2012. Com PMDB, aliado no apoio ao governo federal, o debate é sobre alianças. Com o PSDB, o debate envolve a possibilidade de se testar o voto distrital no pleito do próximo ano.

Nesta segunda-feira (16), em São Paulo, Falcão afirma que encontra o ex-governador paulista José Serra (PSDB). A reunião foi solicitada pelo político oposicionista para tratar da possibilidade de adoção do voto distrital. “Ele quer debater comigo a ideia de testar já na eleição de 2012 o voto distrital em cidades com mais de 200 mil eleitores. É uma proposta com a qual nós estamos de acordo, então vamos dialogar com ele”, disse.

O PT trabalha, dentro das comissões especiais que discutem a reforma política no Congresso Nacional, para a instalação do voto em lista partidária para o Legislativo – em que cada legenda define a ordem dos candidatos e os eleitores optam por partidos. O PSDB é favorável ao voto distrital misto, com metade das vagas definidas por ordem de votação (sem coeficiente eleitoral) e outra metade definida em disputas dentro de distritos definidos dentro do estado.

Dois dias depois, em Brasília, será a vez de discutir com o presidente nacional do PMDB, o senador Valdir Raupp (RO). O tema da conversa são os rumos dos dois partidos nas eleições municipais de 2012 políticas públicas e programas que estejam em sintonia com o projeto nacional do PT.

Rui Falcão também confirmou que vai se reunir na próxima sexta-feira (20), com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Discussão do Código Florestal expõe a nova e estranha posicão do PCdoB sobre a questão agrária.

por Pedro Pomar e Rodrigo César


O PCdoB emitiu nota oficial sobre o novo Código Florestal e a atuação do deputado federal Aldo Rebelo. A chave do discurso do PCdoB para justificar o indefensável encontra-se no título da nota, que afirma que o relatório de Rebelo é a “base para o consenso entre produção e preservação ambiental”. Expressões como capital, latifundiários, agronegócio, reforma agrária, grilagem, indispensáveis à abordagem crítica das questões relacionadas à agricultura e à preservação dos biomas naturais em nosso país, estão ausentes desse estranho texto, que parece selar a extravagante aliança entre os comunistas do PCdoB e a bancada ruralistas.

Mais adiante, o PCdoB garante que o relatório de Rebelo “situa devidamente a dimensão da produção agropecuária no projeto nacional, levando em conta a situação de milhões de agricultores já estabelecidos de fato”, tudo isso com a finalidade de “harmonizar a produção agropecuária com a preservação ambiental, não em cenário abstrato, mas segundo o que é real e concreto no território brasileiro” (destaques nossos). Mais ainda: o relatório “cria condições para um consenso nacional – o máximo possível”. Assim, o partido finge ignorar as duras críticas de movimentos sociais, ambientalistas e até grupos de cientistas às enormes concessões feitas por Rebelo ao capital agrário (anistia, redução da cota de preservação da cobertura vegetal).

Em resumo: segundo esta visão, o novo Código Florestal, para garantir o dito “consenso nacional”, precisa legitimar a ocupação ilegal e predatória, que é o cenário concreto e real, fato dado. Mas que ocupação é esta? A que decorre das ações dos trabalhadores rurais sem terra? Não. O texto refere-se a “agricultores”, expressão genérica, mas normalmente utilizada para designar fazendeiros ou empresários rurais. Capitalistas agrários e grileiros, em sua imensa maioria sem qualquer compromisso com a preservação ambiental.

A cereja do bolo: o novo Código Florestal, segundo o relatório de Aldo Rebelo, irá “contribuir para combater a fome no mundo”. Como se isso fosse um problema de produção! Desse modo, o PCdoB, por intermédio do deputado, consolida sua aliança com setores de extrema-direita (ruralistas e militares de alta patente), já delineada por ocasião dos conflitos de Raposa-Serra do Sol, quando Rebelo, irmanado com os arrozeiros que ocupavam a área, se pronunciou contra a demarcação da reserva indígena, fazendo coro com outra figura de comportamento execrável: o senador petista Augusto Botelho, de Roraima. No obscuro nacionalismo de direita ora esposado pelo PCdoB não há lugar para os povos originários.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Eleição de Epifânia faz com que o partido ingresse em um novo tempo.

Em reunião realizada neste sábado, 07, em Ji-Paraná, o Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores de Rondônia - PT/RO elegeu, por unanimidade, a deputada estadual Epifânia Barbosa como a nova presidente do partido.

De acordo com declarações dos dirigentes, a eleição de Epifânia faz com que o partido ingresse em um novo tempo com reformulações internas, organização partidária e ambiciosos projetos políticos.

Além da eleição da presidente do PT, também houve mudanças em outras secretárias do partido. O vereador Cláudio Carvalho assumiu a Secretaria de Assuntos Institucionais, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia - Sintero, Claudir Mata é a nova Secretária de Finanças e para a Secretaria de Organização, assumiu Aparecido Cidão, de Machadinho D"oeste.

fonte: Portal PT Rondonia.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

AE realizará Plenária Nacional sobre política agrária e agrícola.

A direção nacional Articulação de Esquerda (AE), reunida no dia 28 de abril, convocou a Plenária Nacional da AE sobre política agrária e agrícola, que será realizada nos dias 11 e 12 de junho, na sede nacional do PT em Brasília.
A pauta do evento está subdividida em:
1) balanço da reforma agrária e da política agrícola no governo Lula;
2) política agrária e política agrícola no governo Dilma;
3) interface com outras políticas públicas (com destaque para aquicultura e pesca e educação.

Enquanto isso:

Em Rondónia o Diretório Municipal do PT em Porto Velho realizará no dia 14 de maio uma reunião para criação do setorial agrário do partido.

Câmara aprova plebiscito sobre criação dos Estados de Carajás e Tapajós.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (5) um plebiscito para a população decidir se concorda com a criação de dois novos Estados no Brasil: o Estado do Carajás e o do Tapajós, ambos como desmembramento do Pará.

Conforme o texto, Carajás terá 39 municípios, no Sul e Sudeste do Pará, com área equivalente a 25% do território atual do Estado e Tapajós terá 27 cidades e ficará localizado a oeste do Estado, ocupando 58% de sua área atual.

As duas propostas voltam agora para o Senado, onde também precisam ser aprovados para que o plebiscito seja realizado.

A Constituição determina que a criação de novos Estados só aconteça depois de um plebiscito em que a população diretamente interessada participe.

Em seguida, um projeto de lei complementar é enviado ao Congresso que, depois de aprovado e assinado pela presidente, permite a criação do novo Estado.

fonte: http://esquerdopata.blogspot.com

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sexta Feira, 13 de maio, exibição do filme A Batalha do Chile, na sede do PT.

No dia 13 de maio, sexta feira, a partir das 19:00 hs, estaremos exibindo o documentário "A Batalha do Chile, o poder popular" na Sede do PT em Porto Velho, seguido de um debate sobre "A Atualidade da Luta pelo Socialismo". O filme é uma obra do diretor Patrício Gusmam e captou com espetacular realismo os fatos ocorridos no curto governo Allende. Servirá de provocador do debate para o qual convidamos todos os militantes petistas.

Porque o Chile?

Com a queda do muro de Berlim e a implosão da União Soviética no início dos anos 90, muitos intelectuais oportunistas vaticinaram a vitória final e o triunfo do capitalismo. O pensamento neo-liberal visejou hegemônico e a teologia do mercado cooptou muitas correntes até na esquerda. Porém a explosão da bolha finaceira dos sub prime e o terremoto das hipotecas podres que lastrearam a expansão do crédito nos Estados Unidos e outros países centrais patrocinaram uma corrida aos conceitos marxistas que apontam que o capitalismo não tem sustentabilidade em sí, antes a suas contradições internas é que geram seu próprio coveiro.
Assim a proposta socialista voltou ao centro das atenções. Muitos já percebem a necessidade de transcender o modo de produção capitalista, uma caminhada suicida que já não consegue enganar uma vez que até a questão ambiental aponta sua irracionalidade. Renasce com força o debate: qual a melhor via para o socialismo. O esquema blanquista da revolução violenta, como foi ensaiado na Rússia em 1917 ou a via pacífica por reformas sucessivas e cada passo dado dentro dos moldes da democracia burquesa vigente nos países ocidentais.
A via pacifica foi tentada no Chile no início da década de 70, com a eleição de Salvador Allende. Depois de uns poucos anos e apesar de contar com bastante apoio popular Allende foi assassinado pelo golpe militar cujo comando operacional esteve nas mão de Pinochet, sob direção da CIA e do governo do Estados Unidos. Apesar do fracasso, esta experi.ência histórica está mais perto da realidade brasileira hoje que o modelo soviético.

Núcleo da Zona Sul será denominado Eduardo Valverde.

Reunião de criação do Núcleo PT Eduardo Valverde da Zona Sul de Porto Velho realizando dia 30 de maio, com presença do Presidente Tácito Pereira, Diego, Nonato e Mara Regina. Com cerca de 53 militante presentes, foram escolhidos como coordenadores do Núcleo os companheiros: Eduardo Maiela, Antonio Maciel, Francisca do Caladinho, Alcilene da Cidade Nova e Felypo da juventude. Na próxima reunião serão discutidos os setoriais a ser instalados: juventude, evangélicos, mulheres, ...

PT aprova volta de Delúbio Soares ao partido.



por Andréia Sadi e Ricardo Galhardo, do Portal iG

Com 60 votos a favor e 15 contrários, o diretório nacional do PT aprovou a refiliação do ex-tesoureiro Delúbio Soares ao partido, quase seis anos após a sua expulsão por gestão temerária. Delúbio foi o pivô do escândalo do mensalão, que resultou na maior crise enfrentada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Embora o resultado tenha sido amplamente favorável a Delúbio, não houve o consenso esperado. Em 2009, quando foi adiado o plano para tentar voltar aos quadros petistas, a intenção era que o diretório fosse unânime em favor do ex-tesoureiro.

Os votos contrários à refiliação, dados pelos membros da Articulação de Esquerda e a Mensagem ao Partido, demonstram que Delúbio terá resistências dentro do partido a partir de agora. A votação teve ainda duas abstenções. Delúbio protocolou na última quinta-feira o pedido de refiliação ao partido.

Carlos Árabe, da Mensagem, Walter Pomar, Articulação de Esquerda e Renato Simões, também da esquerda petista, se manifestaram diante do diretório contra a volta de Delúbio. Segundo relatos, Árabe argumentou que o ex-tesoureiro não fez uma autocrítica e que sua volta poderia prejudicar o partido.

O ex-tesoureiro retorna agora à legenda graças ao apoio obtido dentro da corrente Construindo um Novo Brasil, a mais forte do diretório nacional. O grupo, antes conhecido como Campo Majoritário, dava as cartas no PT até a crise do mensalão. Nela, estão inseridos nomes como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o próprio Lula.

Delúbio passou parte dos últimos meses empenhado em angariar votos de outros grupos. Logo no início, encontrou resistência de setores da corrente Mensagem ao Partido, criada pelo atual governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, em cima da tese de que a crise de 2005 abria a necessidade de uma "refundação" do PT.

domingo, 1 de maio de 2011

Nota sobre refiliação de Delúbio Soares

Delúbio Soares de Castro foi expulso do Partido dos Trabalhadores, em 2005. A expulsão foi aprovada por maioria de votos no Diretório Nacional.
Em 18 de março de 2009, Delúbio Soares dirigiu uma carta ao presidente Ricardo Berzoini, solicitando sua “reintegração” ao Partido. A mesma carta foi enviada a todos os membros do Diretório Nacional do PT, com ampla repercussão na imprensa. Posteriormente, Delúbio Soares retirou este pedido. No início de 2011, a imprensa voltou a noticiar que Delúbio Soares reapresentaria seu pedido de filiação ao PT. 
Delúbio Soares tem o direito de pedir reintegração? Sim. Delúbio Soares agiria corretamente ao encaminhar este pedido diretamente à direção nacional do PT? Sim, pois dada a gravidade do caso, seria um erro tentar reintegração disfarçada, através de um diretório de base. Delúbio Soares, caso solicite, deveria ser reintegrado ao PT? Em nossa opinião, não. Em 2005, votamos pela expulsão de Delúbio Soares. Não achamos que expulsões devam ser eternas. Mas só caberia reintegrar Delúbio Soares ao PT caso ele reconhecesse os erros políticos e administrativos que cometeu. Delúbio Soares não reconheceu seus erros, em 2005. Cabe lembrar que, ao contrário de Sílvio Pereira, Delúbio Soares lutou contra sua expulsão, exatamente porque considerava que seus erros não eram de tal monta que fosse cabível sua expulsão. Ele não reconheceu seus erros posteriormente. E não vemos nenhum sinal de que venha a reconhecer estes erros agora, estando como está em meio a um processo judicial. Sem este reconhecimento dos erros, sem uma autocrítica cabal, filiar Delúbio Soares ao PT seria reintegrar o mesmo Delúbio Soares que foi expulso em 2005. 
Na prática, se apresentada e aprovada a filiação, seria como se o atual Diretório Nacional estivesse anulando a pena aplicada pelo Diretório Nacional em 2005. Sendo assim, da mesma maneira e pelos mesmos motivos que votamos anteriormente pela sua expulsão, caso seja apresentada novamente, novamente votaremos contra sua refiliação. As eleições de 2006 e de 2010 mostraram a forte incidência de temas como ética, corrupção e promiscuidade entre público e privado. Reintegrar Delúbio Soares, sem que este faça autocrítica dos erros cometidos, produzirá um impacto político negativo, alimentará o jogo da oposição, provocará insatisfação em amplos setores de nossa base eleitoral e partidária, prejudicando nossa unidade partidária e tirando o foco daquilo que é o principal: a disputa dos rumos do Brasil.

Direção Nacional da Articulação de Esquerda
Tendência Interna do PT