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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Para que faremos um Congresso da AE

A Articulação de Esquerda surgiu em 1993. Nosso objetivo fundamental, desde o princípio e até hoje, consiste em defender o programa e a estratégia democrático-popular & socialista, bem como o caráter de classe, de massas, de luta e internamente democrático do Partido.

Nos últimos 18 anos, lutamos contra os setores social-democratas e social-liberais do Partido; contra os defensores da estratégia eleitoral e das alianças de centro-esquerda; contra os defensores de um partido sem caráter de classe, afastado das lutas sociais e com baixos teores de democracia interna.

Ao longo destes 18 anos, também combatemos aqueles setores que se afastaram do PT, pela direita ou pela esquerda. Especialmente em dois momentos (1993-1995 e 2005-2007), jogamos um papel decisivo para a sobrevivência do PT; no primeiro caso em defesa do PT enquanto alternativa de esquerda; no segundo caso, em defesa da sobrevivência do Partido enquanto tal, frente aos ataques da direita. Apesar de termos jogado um papel decisivo naqueles e noutros momentos, observando de conjunto podemos dizer que, em parte devido a circunstâncias histórias para além do nosso controle, em parte por erros nossos, não fomos capazes de alterar a inflexão moderada seguida pelo PT desde o início dos anos 1990.

Hoje, neste ano de 2011, ao mesmo tempo em que reafirmamos nossa opção de prosseguir construindo o Partido dos Trabalhadores, sabemos estar diante de dois desafios imediatos:
a) o de atualizar nossa linha política, para que sejamos capazes de atingir os mesmos objetivos originais, agora noutras condições históricas;
b) o de modificar nosso funcionamento interno, para que possamos crescer sem que sejamos subjugados pelos hábitos e costumes que destruiram ou deformaram totalmente outras tendências do PT.

Para que a Articulação de Esquerda seja capaz de enfrentar exitosamente estes dois desafios, é preciso colocar a política no comando. Ou seja: em alguns casos formular, noutros casos atualizar formulações, em ambos os casos ganhar apoios para nossas opiniões, através do debate e da ação prática.

As resoluções de nossa X Conferência Nacional devem ser o ponto de partida para o debate que faremos, no 1º Congresso, acerca do programa para o Brasil; acerca da estratégia de construção e conquista do poder; acerca do papel das diferentes formas de luta e dos diferentes instrumentos organizativos das classes trabalhadoras.

Nos cabe formular, ainda, uma análise crítica atualizada da estratégia & programa propostos pelas demais forças da esquerda brasileira (desde PDT e PSB, passando pelo PCdoB, incluindo Consulta Popular, PSOL e PSTU).

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