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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Enquanto PT fala em alianças amplas, PMDB orienta por candidaturas próprias nas eleiçoes municipais de 2012.

Andréia Sadi e Nara Alves, do iG 
Na direção contrária do que prega o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o PT, o PMDB, liderado pelo vice-presidente Michel Temer, lançou uma ofensiva nesta semana recomendando a todos os diretórios municipais que patrocinem candidatura própria do partido na eleição de 2012. Em carta redigida pelo PMDB nacional, o partido orienta os dirigentes a privilegiarem nomes próprios para a disputa em vez de procurar "alianças amplas" com outros partidos, como defende o ex-presidente. A decisão sobre o conteúdo da carta foi tomada em reunião da Executiva do partido há 15 dias.

"A recomendação é essa: candidaturas em todas as cidades. Sempre que possível, (os diretórios devem) lançar candidaturas próprias, mas claro que há cenários onde esta vontade não será possível e não teremos como fugir de alianças”, disse ao iG o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO).

De olho na “demarcação de territórios”, como define outro líder do partido, o PMDB já quer se organizar para as eleições com base em diagnósticos nas 100 principais cidades do País. “Vamos discutir os nomes, candidatos, e cenários locais no próximo dia 5, durante seminário”, disse Raupp.

O deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) afirmou ser um entusiasta da orientação e defendeu alianças com partidos da base aliada apenas em um segundo momento. “Vamos mostrar a nossa cara nas capitais e priorizar as alianças apenas no segundo turno”, disse.

Estratégias

O PMDB está organizando uma palestra para 200 pessoas no dia 5 de maio, em Brasília. A pauta do evento é a estratégia do partido para 2012. O PMDB convidou três palestrantes internacionais para comandar o evento. Um espanhol e dois americanos, que prestaram consultoria à campanha do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Ontem, o PT se reuniu em São Paulo sob comando de Lula para definir a estratégia de 2012. No encontro, foram discutidos temas como o surgimento de setores emergentes na periferia da capital paulista e a necessidade de uma estratégia para abordar este eleitorado. Ainda segundo o dirigente, Lula enfatizou a importância da política de alianças e citou como exemplo sua parceria nas urnas com o ex-vice-presidente José Alencar, morto no final de março.

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