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segunda-feira, 28 de março de 2011

Continuando o debate.

Wladimir Pomar
Por Wladimir Pomar
Parte da esquerda que se opôs ao governo Lula e ao PT, e continua se opondo ao governo Dilma, defende teses recorrentes de que o governo Lula teria consolidado o capitalismo e instrumentalizado o Estado no Brasil. Lula e o PT, ao invés de marcharem rumo ao socialismo, teriam mantido a hegemonia das relações sociais de existência do capitalismo e permitido o apoderamento da máquina pública por representantes de grandes grupos econômicos.

Além disso, teriam entregue parte substancial das riquezas naturais brasileiras a alguns grupos privados privilegiados, garantido as expectativas de grande retorno ao capital financeiro, através da política de juros, do aparelhamento das empresas públicas e do BNDES, e da internacionalização de grandes grupos privados, criando uma espécie de sub-imperialismo brasileiro. Paralelamente, ao invés de reforma agrária, teriam privatizado e internacionalizado a terra através do agronegócio. 

Tudo isso teria sido uma traição ao projeto socialista anteriormente predominante no PT. O pressuposto de tal projeto seria, ao chegar ao poder, apropriar socialmente os excedentes econômicos provenientes das rendas e estabelecer o controle público sobre o petróleo, telecomunicações e potenciais hidráulicos. Isto é, sobre tudo que é patrimônio da nação, inclusive a terra, cujo resultado econômico seria apropriado para fins públicos. Não o fazendo, Lula e o PT teriam assumido o neoliberalismo da social-democracia do PSDB para aplicar fielmente a agenda da burguesia.

Essas teses, no entanto ...

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