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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

SOBRE A POLÍTICA DE ALIANÇAS

Um tema que tem perturbado muito os militantes socialista do Partido dos Trabalhadores é a questão da política de alianças. Não é fácil num espaço tão pequeno como um blog discutir em profundidade este tema. Entretanto para que possamos iniciar este debate precisamos estudar alguns aspectos prévios como: Diferença entre tática e estratégia; Planejamento estratégico; visão de futuro; etc.

Vamos iniciar com a necessidade do partido ter um programa a seguir. Como introduçao utilizamos um texto de José Antonio Gutiérrez Danton, do site Anarkismo.net; pois é muito interressante constatar que até quem defende a não existência do Estado, tem claro que se precisa de um programa, um plano, um projeto. Nós da AE somos socialistas revolucionários e não anarquistas, porém o seguinte texto tem idéias que consideramos acertadas. Vejamos:

PROBLEMAS EM TORNO DA CONSTRUÇÃO DE UM PÓLO LIBERTÁRIO DE LUTA

Neste artigo, o autor discute a questão das alianças, passando por temas de muita relevância aos anarquistas como: programa, sectarismo, hegemonia, crítica e autocrítica, entre outros

Este artigo surge da necessidade de retomar certas discussões que ficaram esquecidas nos finais dos anos 90, em nosso esforço de construir uma alternativa anarco-comunista. Creio que, neste processo, deixamos muitas discussões pela metade, deixamos muitos argumentos não estabelecidos, o que hoje significa que, provavelmente, muitas das questões que acreditamos estarem superadas e absolutamente claras, talvez não estejam. Creio ser necessário, portanto, retomar algumas destas discussões que, por mais básicas que possam parecer, não são menos importantes. Na realidade, este mesmo artigo encontrou sua estrutura original na resposta a um de nossos “próximos”, em um debate a respeito da atitude que os libertários devem ter em relação à esquerda “autoritária”.

Retomamos estas discussões, não com os mesmos argumentos que provavelmente utilizaríamos há uma década atrás, ainda que o espírito continue sendo o mesmo. Nestes dez anos, tivemos alguns avanços, talvez não tantos como gostaríamos, mas eles estão aí. Armados com nossos acertos e, sobretudo, com nossos equívocos e erros, retomamos estas discussões. Contudo, aprendemos e ganhamos experiência.

Creio que o assunto das alianças em raras vezes recebe a devida atenção nos meios libertários. Como muitos outros aspectos ainda insuficientes em nosso movimento, as alianças são algo que ocorrem ou não ocorrem, deixando em raras vezes o registro do porquê foram tomadas certas decisões e não outras. Acontece que as gerações militantes mais novas se vêem forçadas a deixarem-se guiar por suas próprias intuições quando se trata desta questão. Isso aconteceu conosco, e com base nestas experiências, que foram boas e más, podemos tirar algumas conclusões.

Por isso, considerei necessário escrever um pequeno documento sobre este tema. Porém, no decorrer da escrita, me dei conta que era impossível tratar da questão das alianças sem ao menos tratar três outros assuntos que interagem intimamente com ele: o problema do fortalecimento interno do movimento e seu programa revolucionário; o problema da hegemonia política no movimento popular em seu sentido mais amplo; e o problema da crítica e da autocrítica. Este breve documento, portanto, deve ser entendido como uma contribuição para a questão das táticas e estratégicas do movimento, com ênfase no problema das alianças.

para ler todo o artigo original click: http://www.anarkismo.net/article/10555

Voltaremos ao tema noutro post.

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