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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Um novo estatuto do PT, nossa reforma política interna

Ricardo Berzoim, presidente do PT.
O 4º. Congresso Nacional do PT, em fevereiro de 2010, deliberou pela realização de um amplo debate a respeito de nossa trajetória organizativa e dos desafios presentes e futuros de nossa grande instituição partidária, que já completou 31 anos de vida. Esse debate tem por objetivo atualizar nosso estatuto partidário e reforçar os instrumentos institucionais internos que garantem nossa democracia e concepção organizativa.

A resolução que estabeleceu essa reforma definiu uma pauta obrigatória, fruto das reflexões acerca da vivência política que nos levou a tantas vitórias importantes, mas que também passou por crises e impasses marcantes.

Devemos debater o financiamento da atividade partidária, ou seja, discutir sem reservas as formas de sustentar materialmente o partido e reduzir sua dependência de finaciamentos externos. Esse é um ponto decisivo para estabelecer, de forma transparente, uma estratégia permanente de viabilização do crescimento sustentável de nossa presença política na
sociedade.

O IV Congresso também destaca para debate o caráter coletivo das campanhas eleitorais do Partido, ou seja, como garantir que os projetos individuais não se sobreponham às demandas coletivas e à democracia interna. Em um partido como o PT, o risco de nos tornarmos reféns da estrutura política externa ao partido é sempre presente, quanto mais crescemos e nos tornamos atores decisivos da vida política da Nação.

Trataremos, também e especialmente, da necessidade de aumentar o número de filiados e melhorar a vida orgânica do Partido. O PT, na maioria das pesquisas de opinião, tem mais de 20% de simpatia popular, em torno do triplo do segundo colocado, o PMDB, que registra entre 6 a 9% dos pesquisados.É razoável que tenhamos a ambição de trazer 20% desses simpatizantes, para o ato de filiação formal ao partido com o qual se identificam. Isso representa quintuplicar nosso quadro. Mas para que isso seja uma conquista de consciência e participação, temos que tratar da ampliação da democracia interna, inclusive garantindo formação política e comunicação interna regular para o conjunto dos filiados. Por mais que o PT seja a experiência mais efetiva de participação partidária do Brasil, e referência para inúmeros partidos de outros países nesse aspecto, sabemos que há um enorme desafio para superar o abismo entre a filiação e a real participação democrática nos rumos da nossa vida interna.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Reeleição de Valter Araújo na Assembléia garante mais espaço em 2012 para PT na capital.

por Roberto Gutierrez 
Com a galeria lotada na tarde de ontem (22/02) a mesa diretora da Assembleia Legislativa presidida pelo deputado Valter Araújo (PTB-PVH) foi reeleita para comandar os trabalhos na Casa de Leis até 2015. O Regimento Interno permite a reeleição da mesa diretora a qualquer tempo.

É importante destacar o poderio de articulação dos integrantes da mesa diretora que conseguiu ampliar o apoio em relação a eleição anterior, realizada no último dia 1º, quando conseguiu 15 votos favoráveis, oito contrários e uma abstenção. Ontem 22 deputados votaram a favor da reeleição e ocorreram duas abstenções: Adelino Follador (DEM-Ariquemes) e Ribamar Araújo (PT-PVH).

Após se eleger presidente da Assembleia Legislativa, na sessão de posse no último dia 1º os comentários é que o presidente Valter Araújo (PTB-PVH), estaria catapultando uma candidatura a prefeito de Porto Velho. Com a reeleição ontem já há quem acredite que houve uma ampla negociação, como deve ocorrer sempre na política, para que Valter abra espaço para o PT.

O PT tem o prefeito Roberto Sobrinho já no segundo mandato. O partido não pretende abrir mão de uma prefeitura de muitos problemas em razão do saneamento básico quase inexistente, segurança questionável e saúde pública precária, mas também tem os cofres abarrotados em razão das obras das usinas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira com a compensações ambientais e recursos do PAC.

Ainda sobre a sucessão municipal em Porto Velho. O PT tem três candidatos a candidatos em potencial: ex-deputado federal e presidente do diretório regional do partido Eduardo Valverde, os deputados estaduais Hermínio Coelho e Epifânia Barbosa e o suplente de deputado estadual Cláudio Carvalho. O tempo é o Senhor da razão.

Nos próximos dias deve começar a Assembleia Itinerante. Os deputados farão sessões no interior, para debater problemas dos municípios e apresentar soluções. O presidente do Legislativo Estadual, deputado Valter Araújo (PTB-Porto Velho), explicou que a primeira sessão itinerante será em Vilhena.

leia + em http://www.robertogutierrez.com.br

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

CPI do MST acaba sem provar as acusações da direita.

Por Altamiro Borges

O Blog da Redação da Repórter Brasil informou neste final de semana que foi encerrada oficialmente a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). "A instância criada pelos ruralistas para vasculhar as contas do movimento foi coberta com uma pá de cal no último dia 31 de janeiro, sem que o relatório final fosse submetido à votação dos membros da comissão".

Durante meses, a finada CPMI foi capa dos jornalões e assunto predileto dos "calunistas" das emissoras de televisão - com destaque para os comentários sempre venenosos de Willian Waack, âncora da TV Globo. A revista Veja produziu várias "reporcagens" para atacar os movimentos de luta pela reforma agrária. Editoriais foram fartamente usados para atacar caluniosamente o MST por "desvio de recursos públicos".

Silêncio dos jagunços da mídia

Agora, a mesma mídia venal deixa de destacar o enterro formal da CPMI - o que confirma que ela é um instrumento dos latifundiários, muitos deles travestidos de modernos empresários do agronegócio. O que era manchete, virou notinha de roda-pé ou simplesmente foi omitido no noticiário. Josias de Souza, Boris Casoy, Willian Waack e outros inimigos da reforma agrária fazem um silêncio cúmplice - lembram os jagunços do latifúndio.

Conforme relembra o sítio Repórter Brasil, o requerimento que criou a chamada "CPMI do MST" foi apresentado pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) em 21 de outubro de 2009. Seu intento explítico era o de criminalizar a luta pela reforma agrária. O requerimento definia como objetivos:

"Apurar as causas, condições e responsabilidades relacionadas a desvios e irregularidades verificados em convênios e contratos firmados entre a União e organizações ou entidades de reforma e desenvolvimento agrários, investigar o financiamento clandestino, evasão de recursos para invasão de terras, analisar e diagnosticar a estrutura fundiária agrária brasileira e, em especial, a promoção e execução da reforma agrária”.

Inexistência de provas
"Ao longo das 13 reuniões oficiais, foram ouvidas dezenas de pessoas – de integrantes de entidades e associações que desenvolvem atividades no meio rural a membros das mais diversas pastas do Executivo federal, passando por especialistas na questão agrária. Além das oitivas, o processo contou ainda com apurações paralelas (por meio de requisições de documentos e informação, por exemplo) que constam do plano de trabalho previamente aprovado pela comissão presidida pelo senador Almeida Lima (PMDB-SE)", descreve o sítio Repórter Brasil.

Ao final dos trabalhos, o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP) apresentou o relatório final em julho de 2010, no qual frisava a “inexistência de qualquer irregularidade no fato de as entidades [denunciadas pelos idealizadores da CPMI] manterem relações e atenderem público vinculado a movimentos sociais”. Restava apenas a votação da peça conclusiva na própria comissão. Mas os propositores originais pressionaram com a ameaça de um voto em separado e conseguiram forçar a prorrogação da CPMI por mais seis meses.

Palanque eleitoral dos ruralistas

Na ocasião, a secretaria nacional do MST divulgou nota em que repudiou a manobra e enquadrou a CPMI como uma tentativa ruralista “para barrar qualquer avanço da reforma agrária, fazer a criminalização dos movimentos sociais, ocupar espaços na mídia e montar um palanque para a campanha eleitoral”. Enquanto isso, o vice-presidente da comissão (Onyx) declarava que, se confirmada a prorrogação dos trabalhos até janeiro de 2011, haveria condições de provar que o governo utilizou dinheiro público para financiar ações do movimento.

"O prazo da prorrogação chegou ao fim, no final de janeiro, sem que nada mais fosse votado ou discutido. Em tempo: a confirmação do encerramento formal da CPMI do MST surge no bojo do anúncio da decisão unânime da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), que determinou o trancamento do processo instaurado contra integrantes do MST, acusados da prática de crimes durante a ocupação da Fazenda Santo Henrique/Sucocitrico Cutrale entre agosto e setembro de 2009, mesma época em que foi articulada a ofensiva contra os sem-terra que veio a dar origem à comissão".

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Valter Pomar ressalta importância das bases populares para fortalecer o partido

por José Henrique Lopes, do R7

Fundado em 1980 para representar e defender os interesses da classe trabalhadora, o PT se converteu em um dos maiores partidos de esquerda da América Latina. Hoje, porém, ao completar oito anos no poder, é alvo de críticas por algumas de suas alianças, consideradas excessivamente pragmáticas.

Valter Pomar, doutor em História pela USP (Universidade de São Paulo) e representante da corrente Articulação de Esquerda no Diretório Nacional da sigla, diz ver com restrições algumas dessas alianças, que considera dispensáveis. Ele reitera, porém, as bandeiras tradicionais do partido, que em sua opinião devem guiar a ação dos petistas também na participação do governo da presidente Dilma Rousseff, recém-iniciado. - Por exemplo, a situação internacional exige alterações substanciais na política monetária e cambial. E supõe ampliação do apoio à agricultura familiar e à reforma agrária.

Quanto às perspectivas para o futuro, Pomar ressalta a importância do diálogo com as bases da legenda para que ele continue se fortalecendo como “organização coletiva”. - O PT precisa se fortalecer, se transformar em um partido de milhões de pessoas organizadas em torno de um projeto socialista para o Brasil.

Click AQUI e leia, no link, trechos da entrevista concedida por Valter Pomar ao R7:

SOBRE A POLÍTICA DE ALIANÇAS

Um tema que tem perturbado muito os militantes socialista do Partido dos Trabalhadores é a questão da política de alianças. Não é fácil num espaço tão pequeno como um blog discutir em profundidade este tema. Entretanto para que possamos iniciar este debate precisamos estudar alguns aspectos prévios como: Diferença entre tática e estratégia; Planejamento estratégico; visão de futuro; etc.

Vamos iniciar com a necessidade do partido ter um programa a seguir. Como introduçao utilizamos um texto de José Antonio Gutiérrez Danton, do site Anarkismo.net; pois é muito interressante constatar que até quem defende a não existência do Estado, tem claro que se precisa de um programa, um plano, um projeto. Nós da AE somos socialistas revolucionários e não anarquistas, porém o seguinte texto tem idéias que consideramos acertadas. Vejamos:

PROBLEMAS EM TORNO DA CONSTRUÇÃO DE UM PÓLO LIBERTÁRIO DE LUTA

Neste artigo, o autor discute a questão das alianças, passando por temas de muita relevância aos anarquistas como: programa, sectarismo, hegemonia, crítica e autocrítica, entre outros

Este artigo surge da necessidade de retomar certas discussões que ficaram esquecidas nos finais dos anos 90, em nosso esforço de construir uma alternativa anarco-comunista. Creio que, neste processo, deixamos muitas discussões pela metade, deixamos muitos argumentos não estabelecidos, o que hoje significa que, provavelmente, muitas das questões que acreditamos estarem superadas e absolutamente claras, talvez não estejam. Creio ser necessário, portanto, retomar algumas destas discussões que, por mais básicas que possam parecer, não são menos importantes. Na realidade, este mesmo artigo encontrou sua estrutura original na resposta a um de nossos “próximos”, em um debate a respeito da atitude que os libertários devem ter em relação à esquerda “autoritária”.

Retomamos estas discussões, não com os mesmos argumentos que provavelmente utilizaríamos há uma década atrás, ainda que o espírito continue sendo o mesmo. Nestes dez anos, tivemos alguns avanços, talvez não tantos como gostaríamos, mas eles estão aí. Armados com nossos acertos e, sobretudo, com nossos equívocos e erros, retomamos estas discussões. Contudo, aprendemos e ganhamos experiência.

Creio que o assunto das alianças em raras vezes recebe a devida atenção nos meios libertários. Como muitos outros aspectos ainda insuficientes em nosso movimento, as alianças são algo que ocorrem ou não ocorrem, deixando em raras vezes o registro do porquê foram tomadas certas decisões e não outras. Acontece que as gerações militantes mais novas se vêem forçadas a deixarem-se guiar por suas próprias intuições quando se trata desta questão. Isso aconteceu conosco, e com base nestas experiências, que foram boas e más, podemos tirar algumas conclusões.

Por isso, considerei necessário escrever um pequeno documento sobre este tema. Porém, no decorrer da escrita, me dei conta que era impossível tratar da questão das alianças sem ao menos tratar três outros assuntos que interagem intimamente com ele: o problema do fortalecimento interno do movimento e seu programa revolucionário; o problema da hegemonia política no movimento popular em seu sentido mais amplo; e o problema da crítica e da autocrítica. Este breve documento, portanto, deve ser entendido como uma contribuição para a questão das táticas e estratégicas do movimento, com ênfase no problema das alianças.

para ler todo o artigo original click: http://www.anarkismo.net/article/10555

Voltaremos ao tema noutro post.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Juventude e Mundo do Trabalho

por  Silvinha Rezende

Ao longo da história do capitalismo, as classes dominantes têm atuado no sentido de adaptar o processo educacional para a manutenção e expansão da ordem vigente, preparando pessoal e conhecimento a seu serviço e legitimando seus valores e interesses. Na atual fase do capitalismo, temos visto os projetos pedagógicos das escolas e universidades voltarem-se à formação profissional (mão de obra) e à produção de conhecimento (tecnologia) que sustentem um modelo de desenvolvimento pautado pelo processo de acumulação de capital.

Neste contexto, tem se verificado uma profunda diferenciação na forma como a juventude camponesa e operária, de um lado, e os filhos das classes média e alta se situam na sociedade. No caso dos jovens de classe média e alta, são asseguradas as condições objetivas e subjetivas necessárias para que “vivam a juventude”, enquanto aos jovens das camadas populares é negado o direito de viver plenamente a condição juvenil, tendo em vista que, desde cedo, já estão inseridos em diferentes ambientes produtivos, como condição de sobrevivência própria e de suas famílias.

Ao mesmo tempo, o perfil do jovem brasileiro que possui ensino médio completo, assalariado e com carteira assinada, retrato geralmente apresentado pelas médias das pesquisas, não representa a realidade da grande maioria dos jovens brasileiros: precariedade, direitos trabalhistas não assegurados, longas jornadas, baixos salários, além dos constantes casos de assédio moral e sexual e as discriminações diversas no trabalho, sobretudo por motivação de raça, gênero, orientação sexual, regionalidade e local de moradia.

De acordo com o Dieese, 7 em cada 10 jovens participam do mercado de trabalho, empregados ou à procura de um emprego. O jovem é a População Economicamente Ativa mais atingida pelo desemprego. Em Salvador 41,4% dos jovens estão desempregados; em Brasília 35,4%; em Belo Horizonte 30,5%; em São Paulo 29,8%; em Porto Alegre 26,3%. Dois terços dos jovens que trabalham são responsáveis por complementar a renda familiar. Os jovens negros tendem a terem taxas de desemprego de 30 a 40% maiores que os jovens brancos. A desigualdade de gênero também prevalece: as jovens representam 25% e os jovens 15,3% dos desempregados.

leia + click neste link: http://www.jpt.org.br/noticias/exibir.php?Id=1153

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Há tempos não comungo com as ideias do prefeito Roberto Sobrinho, diz Hermínio.

Deputado Hermínio do PT
por Carlos Neves
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Autor da ação que resultou na suspensão do reajuste de R$ 2,30 para R$ 2,60 da passagem de ônibus coletivo em Porto Velho, o deputado Hermínio Coelho (PT) – vice-presidente da Assembleia Legislativa – assegurou que a decisão judicial representa uma “vitória à população” da Capital “porque os serviços prestados pelas empresas de transporte urbano não merecem qualquer aumento. Ninguém está acima do bem ou do mal. A Justiça apenas corrigiu uma equivocada decisão tomada pelo município”.

Hermínio Coelho confessou que “há algum tempo não comungo com as ideias do prefeito Roberto Sobrinho. Se ele me ouvisse, não teria cometido tantos erros”. No entanto, deixou claro que buscou a Justiça no sentido de impedir o aumento da tarifa da passagem de ônibus porque o maior prejudicado é a população.

“A questão (ação judicial) aqui é de cidadão que está vendo a humilhação que a população passa diariamente ao utilizar o transporte coletivo de Porto Velho. Pelo que sei, o Conselho Municipal de Transporte que autorizou a majoração de R$ 2,30 para R$ 2,60 não está nem regulamentado. Jamais poderia ter feito isso. Tanto é verdade que a Justiça, através de liminar, suspendeu os efeitos do aumento sob pena de multas pesadas contra as empresas de Transportes. Por isso, não acredito em derrubada da liminar e estou convicto que não haverá reforma (derrubada) da decisão da juíza quando da análise do mérito da nossa ação”, explicou Hermínio Coelho.

Por haver trabalhado no sistema de transporte coletivo de Porto Velho e até haver presidido o sindicato dos trabalhadores do setor, Hermínio Coelho chegou a comentar que “hoje as empresas de transporte coletivo da Capital arrecadam cerca de R$ 6 milhões/mês e que a multa estabelecida pela Justiça é até baixa, mas não acredito em desrespeito à decisão judicial”. O deputado é de opinião que a população tem reclamado mais sobre a qualidade do serviço prestado pelas empresas, não apenas do valor fixado para o preço da passagem. Por conta disso, vai continuar defendendo o setor de transporte coletivo na Assembleia Legislativa.

O vice-presidente da Assembléia Legislativa disse que, pelo que conhece o setor, seriam necessários 215 ônibus para melhor o atendimento à população, “mas a prefeitura de Porto Velho não gosta de dar atenção ao cumprimento das leis que regem o setor. Sei que há várias leis aprovadas pela Câmara de Vereadores e que até agora não foram cumpridas. Tem uma que vai passar a vigorar dentro dos próximos dias e que visa colocar dois ônibus por linha e manter a regularidade do transporte, além de outras coisas. Vamos ficar atentos na aplicação da norma. A não observância resultará em novas ações na Justiça. Pelo serviço prestado pelas empresas, o preço da passagem de ônibus em Porto Velho não poderia ser superior a R$ 0,50. O que temos presenciado é a total omissão da Semtran de Porto Velho”, completou Hermínio Coelho.

fonte: http://www.rondoniadinamica.com/ler.php?id=23137&edi=1&sub=3

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A quem interessa a recriação do ITERON agora??

Quando Valdir Raupp foi Governador do Estado foi criado o Instituto de Terras de Rondônia - ITERON, com a responsabilidade de promover a regularização fundiária do Estado. Acontece que o Estado de Rondônia não tem terra a regularizar pois todas foram matriculadas pelo INCRA, na época do ex-território, em nome da União. Não tendo objeto com que trabalhar o sucessor Governador José Bianco extingui este cabide de empregos.

Com a chegada de Ivo Cassol à chefia do executivo estadual, Amir Lando, numa sandice patrocinada pelo ministro Roberto Mangabeira Unger, fez de tudo para convencer o governo a recriar o extindo e inútil ITERON. Sua tese era a de que a União, através do INCRA teria competência apenas nos 150 quilômetros da faixa de fronteira e que fora desta faixa, todas as terras devolutas seriam de competência do Estado. Argumentava inda que a matrícula realizada em nome da União seria ilegal. Em 2007 numa reunião no Auditório da CEPLAC, em Porto Velho, Lando expos todos os seus argumentos jurídicos ao longo de duas horas de palestra. Naquela oportunidade o também advogado Amadeu Machado, contraargumentou que a matrícula realizada pelo INCRA ainda na década de 1970 estava de acordo com legislação contemporânea e portando é um ato jurídicamente inquestionável.

Na esfera federal o diagnótico do Mininstro Mangabeira Unger, de que a regularização fundiária era o grande entrave ao desenvolvimento regional da Amazônia, levou o presidente Lula propor a criação do Program Terra Legal e um rito simplificado para reconhecimento das ocupações existentes, aprovados no Congresso Nacional. Em julho deste ano o Terra Legal completa dois anos de existência e já tem cadastrado, em Rondônia, cerca de 15 mil propriedades com requerimento de regularização aguardadando tão somente a finalização do georreferenciamento das áreas. A previsão é de ainda este ano, cerca de 10 mil título serão entregues no Estado.

Esta finalização pode ser prorrogada por mais dois anos se o ITERON for criado e começar uma disputa de competência entre Estado e União. O produtor continuará com sua posse não reconhecida e sem acesso ao crédito rural. Metade do mandato do Dr. Confúcio estará prejudicado se esta vaidade de Amir Lando for concretizada.

Diante de tudo isso, questiona-se: a quem interessa a Criação do ITERON agora??

Agrava crise entre Raupp e Confúcio.

 por Alan Alex (*)

O senador Valdir Raupp e seu grupo deram com os burros n’água ao tentarem desestabilizar a relação entre Governo e Assembleia Legislativa, usando o PT como pano de fundo. Apesar de ser atrapalhado, Confúcio Moura não é ingênuo e teve percepção suficiente para entender que estava sendo usado. Em uma conversa com o novo presidente da Assembleia, Valter Araújo na última sexta-feira, Confúcio decidiu não apenas manter o PT no governo, como ampliou o espaço da legenda. Por essa Raupp não esperava.

Agora
Ele tenta fazer as pazes com o deputado estadual Edson Martins, que, pressionado por Raupp mudou seu voto no dia da eleição da Mesa Diretora. O senador mandou seu suplente Tomás Correia atrás de Martins, nas vésperas da eleição, com um documento afirmando que o PMDB iria expulsa-lo e tomaria seu mandato, caso ele não mudasse seu voto. Com a faca no pescoço, Edson Martins se viu obrigado a protagonizar o vexame, que foi estar inscrito em duas chapas.

Pior
 
É que Raupp não queria Confúcio no governo. Sua candidata era Sueli Aragão, que foi derrotada na convenção do PMDB. Raupp queria emplacar o PT com o PMDB. Mas Confúcio na época bateu o pé e decidiu partir para a campanha. Raupp tinha uma certeza, que se Confúcio fosse eleito, ele teria pouco poder de decisão dentro do governo. A prova maior é que o Democratas, de José Bianco, vem conseguindo ocupar espaços importantes, e o grupo de Raupp, queimado devido a sua desastrada administração como governador, vai ficando cada vez mais escanteado. Problema é saber quem é pior, se o PMDB de Raupp ou o DEM, de Bianco e Silvernani.

Orquestrado

Até porque o PMDB de Raupp e o DEM de Bianco trabalham juntos para rifar o PT do governo. Não que os petistas sejam a oitava maravilha do Mundo, mas as secretarias ocupadas pela companheirada estão melhores com eles que com Silvernani, por exemplo. Mas o leitor pode ter certeza de uma coisa, essa novela ainda vai ter alguns capítulos extras.

PT

Davi Nogueira, secretário executivo do Partido dos Trabalhadores informou que em momento algum chamou o senador Valdir Raupp de mentiroso e sim que ele “faltou com a verdade” no caso envolvendo PMDB e PT. Davi disse ainda que sua opinião, divulgada segundo ele de forma distorcida em alguns veículos, é pessoal e não do partido, “quando parte da executiva do PT, a nota é assinada como tal, o que não ocorreu. Aquela é uma opinião pessoal”, explicou. De qualquer forma, essa cizânia arrumada por Raupp, PT, Confúcio e Assembleia ainda não acabou.

Motivo

A grande mágoa de Raupp com o PT foi o surgimento de panfletos apócrifos durante a campanha eleitoral, que foram encontrados no comitê de campanha do então candidato Israel Xavier. Raupp tem certeza absoluta que Edson Silveira foi o responsável pela confecção do material, mas não tem provas. E para azedar ainda mais essa já complicada relação, Confúcio Moura resolveu mandar um recado bem claro para o senador, ao nomear Edson Silveira como adjunto em uma secretaria.
 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

As manchetes sobre Lula, dentro e fora do Brasil.

No resto do mundo onde a imprensa é mais civilizada as manchetes de jornais noticiavam a primeira aparição em evento público do ex-presidente Lula da Silva.  Na agência de notícias   Associated Press , postado por "New York Times" e outros, a manchete foi: "Herói da classe trabalhadora, Lula diz que capitalismo morreu". A longa matéria, descreve Lula como "ícone dos oprimidos" e diz que justificou com a crise financeira ao apontar a morte do capitalismo, para a "multidão que aplaudia". Na manchete  da Bloomberg , "Africa precisa de revolução verde para amortecer preço dos alimentos, diz Lula", e da espanhola Efe , "Lula retorna à cena internacional para pedir mudanças". Mais France Presse , a indiana IANS etc.

Enquanto isso, aqui no Brasil...

O destaque da Folha do PSDB é: "O filho mais velho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda não devolveu o passaporte diplomático que ganhou do Itamaraty".

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O espectro do comodismo ronda o PT

por Rodrigo César

O Governo Dilma completou seu primeiro mês de gestão. Ainda é cedo para análises definidoras. A precipitação pode atrapalhar a seriedade do debate e a precisão das avaliações. Porém, nós militantes do PT devemos nos manter sempre atentos para agir e garantir nossas bandeiras. 

Recentemente, o Ministério da Cultura (MinC) decidiu retirar de seu sítio eletrônico as licenças Creative Commons (CC), presentes desde 2004. Descendente direto do direito de copyleft, especialmente do software livre, a licença CC adaptou o modelo de software livre para a área da cultura. A decisão está relacionada com os direitos autorais, mas a Ministra Ana de Holanda afirmou em entrevista: “Em algum momento vamos discutir direitos autorais, mas não será agora.”

É curioso que no mesmo dia em que o MinC decidiu retirar de seu portal as licenças CC, o Ministério do Planejamento instituiu sua política para fortalecer o Software Público Brasileiro, promovendo software livre e licenças flexíveis.

Percebe-se, portanto, que um dos elementos que seguem presentes no interior do governo são as contradições. Fator previsível em se tratando de um governo de coalizão. 

A questão é saber como reagirão, ao longo do mandato de Dilma, as forças de esquerda que compõem o governo, em especial o PT.

Leia o restante deste artigo baixando o pdf do Jornal Página13.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O vai e vem do PT.

Uma frase lapidar atribuída a Sêneca diz que: "nenhum vento é favorável àquele navegador que não sabe para aonde quer ir".  Consequentemente, poderiamos concluir que para aquele velejador experiente que sabe aonde quer chegar muitos ventos podem ajudar outros não. Há ventos de popa e esses são os melhores pois dão velocidade. Daí a expressão "de vento em popa". Em compensação, há ventos de proa que, se não conseguem parar o movimento, certamente o atrasam. Já os ventos de bombordo (que sopram da esqueda) e os de estibordo (que vem da direita), forçam o navegador a andar em zigue-zague, progredindo na diagonal rumo ao porto de destino. A viagem demora mais, contudo se chega lá.

Na política, perceber estes ventos e saber posicionar o barco da história é essencial. Exercer a atividade política conscientemente no rumo da construção dàquela situação social que se quer já é um bom começo; porém não é tudo. Claro que tem muita gente que se perde na caminhada por miopia política ou porque nunca teve na verdade uma visão correta daonde queria ir. Outros tem boa visão do futuro, sabem que o porto da utopia não é perto e que a jornada será longa; entretanto acreditam que só se pode navegar nos ventos de popa. Na ausência deste ventos, preferem jogar âncoras e não sair do lugar por medo de se perderem. Seus referenciais de direção são muito fracos.

A história da humanidade não é linear. O processo civilizatório, das cavernas até a sociedade capitalista de hoje, teve muitos vais-e-vens, muito andar sinuoso. Não será diferente daqui até a sociedade sem classes, sem exploradores e explorados. Quando o vento não nos for totalmente favorável teremos de andar na diagonal, de um lado para o outro, aproveitando os ventos do momento, dialeticamente.

Nesta metáfora histórica a classe trabalhadora que almeja o socialismo, tendo isso firmemente posto a sua frente, terá por vezes de se ajustar  em movimentos laterais firmando alianças táticas com forças que tem outros interesses mais imediatos. Alianças táticas não são para sempre, são de curto prazo, são amigos de momento. 

Enquanto não estudarmos e compreendermos o momento histórico ficaremos sempre perplexos com a lógica da política, a qual difere em muito da teologia. O conceito de bem e de mal na teologia é absoluto pois parte revelação da  vontade divina que é perfeita por definição. A política é uma construção a partir de conceitos humanos percebidos ao longo da história e está sempre se reformando, por vezes contraditoriamente. Para não perdermos o fio da meada e nem o rumo, é preciso a gente saber sempre aonde queremos chegar. 

Se o Partido dos Trabalhadores tiver o socialismo como objetivo claro, seus militantes sempre entenderão as alianças táticas que tiver que firmar.

Porque o PT apoiou Valter Araújo (PTB) na eleição da Mesa Diretora da Assembléia de Rondônia.

O Presidente eleito Valter Araújo
Com 15 dos 24 votos, foi eleito presidente da Assembléia Legislativa de Rondônia o deputado Valter Araújo (PTB). Deste primeiro embate sai derrotado o candidato governista Jesualdo Pires (PSB). Talvez sirva de lição de humildade ao secretariado do governador.

O interessante nesta disputa foi o posicionamento dos deputados petistas. Da bancada de três deputados, Hermínio e Epifânia apoiaram o vencedor e até participam de sua chapa; enquanto Ribamar Araujo, misteriosamente se absteve. Este desenrolar causou certa perplexidade pois em passado recente, Valter Araújo trocou muitas farpas com o companheiro Roberto Sobrinho, prefeito da capital.

O certo é que esse apoio petista a chapa de Valter deixou parte da militância confusa. Entretanto não se faz política olhando no retrovisor. É para frente que se anda e é preciso não perder de vista nosso projeto de intervenção social onde não podemos nos omitir de influir no processo. Isso não quer dizer que somos oposição ao governo Confúcio do qual fazemos parte. O processo não é simples e requer analise do ponto de vista dialético.

Voltaremos ao caso em próximos posts.