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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Wikileaks: Traição ao interesses brasileiros no alto escalão do governo Lula.

Nelson Johnbim e Tony Palocci não estavam sozinhos.

Telegrama abaixo mostra que dois altos funcionários do Brasil trabalharam em favor dos EUA sugerindo estratégias que ajudariam a ALCA:

 

“…Além disso, eles identificam dois altos funcionários do Brasil que, ao longo do processo, trabalharam em favor dos EUA sugerindo estratégias que ajudariam a Casa Branca a vencer resistências do governo brasileiro.”

 

“Um deles, Paulo Venturelli, coordenador geral de política agrícola no Ministério de Agricultura, teria dito – em conversas com diplomatas americanos – que “os negociadores do Itamaraty estão paranóicos”. O documento, classificado como confidencial, registra que ele foi tão franco a ponto de afirmar que “o Itamaraty tem mentido ao presidente Lula sobre a Alca”. Mais: “Venturelli disse que altos funcionários do Itamaraty estão formulando política baseados totalmente na ideologia Norte-Sul dos anos 60, e sem nenhuma real consideração econômica”.

 

“Além de tais considerações, Venturelli teria – segundo os americanos – feito sugestões aos EUA de como lidar com o Itamaraty. “Ele sugeriu ao governo dos EUA que adotasse uma linha dura com o governo do Brasil, como dizer a ele para aceitar a Alca como está ou será deixado para trás com os EUA e outros países avançando para formar a Alca. Sua visão é a de que esse choque pode ser necessário antes que o governo admita que a política do Itamaraty é falha”.

 

“Um segundo funcionário, Arno Meyer, então vice-secretário para Assuntos Internacionais, do Ministério da Fazenda, envolvido – como Venturelli – nas negociações da Alca, procurou as autoridades americanas com ideias de como minar a resistência brasileira. “Meyer nos forneceu uma franca e refletida análise sobre a situação atual no governo com relação à Alca, e sugeriu como o governo dos EUA poderia fortalecer as forças pró-Alca dentro do governo (brasileiro)”.

 

 “…Segundo eles, Meyer disse que se os EUA conseguissem lidar com os efeitos do apoio doméstico (à Alca) na região, “isso derrubaria um dos principais argumentos do Itamaraty contra a posição dos EUA”.

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