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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Hermínio denuncia traição a pregação do PT e acusa Conselho de ser marionete.

por Antônio Nilton
A  prefeitura de Porto Velho, através da Semtran reuniu-se no final da tarde da terça-feira (28) com representantes do SET (Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Porto Velho), Conselho Municipal de Transportes da capital e um grupo de vereadores nas dependências do Teatro Banzeiros. O motivo da reunião foi a proposta de aumento do valor da tarifa de transporte urbano da capital para R$ 2,90, sugerida pelos empresários do SET.

O Conselho composto por respresentantes da sociedade civil organizada, entre elas sindicatos, OAB, comércio, deficientes, estudantes secundaristas e DCE da Unir votaram quase por unanimidade, apenas o representante dos empresários se abstve, contra um aumento sem contrapartidas. Na ocasião o então presidente da Câmara de Porto Velho, deputado eleito Herminio Coelho (foto) foi incisivo em ser contra considerando ser absurda a proposta. Disse que a capital necessita de, no mínimo, 210 veículos e só conta hoje com 156 unidades, de forma que penaliza os trabalhadores com a demora, além da qualidade dos ônibus deixar muito a desejar. O Conselho reclamou que os acordos na reunião de 2009 não foram cumpridos, como o terminal de integração de passageiros.

O vereador Hermínio Coelho, um dos que manteve sua posição contra, afirmou que “O prefeito esfaqueou o povo ao dar um aumento de 17% quando o salário mínimo teve um aumento de apenas 5,9%. È uma traição ao que o Partido dos Trabalhadores-PT prega e não posso compactuar com este tipo de comportamento”.

E desferiu uma crítica feroz dizendo que “O prefeito precisa vomitar ou engolir esta tarifa covarde e traiçoeira. Foi uma verdadeira facada no peito da população”, disparou. Irritado, Hermínio ainda chamou o Conselho Municipal de Trânsito, por conta de alguns conselheiros que mudaram de posição, de “marionetes” que deixavam a impressão de terem sido “cooptados” por algum tipo benefício somente o que explicaria a mudança súbita de posição ou o “mero servilismo” aos desejos do prefeito, embora fosse dele a responsabilidade final por este golpe no bolso da população.As críticas do ex-presidente também foram para as empresas de transporte a quem ele classificou de ferida braba e câncer, pois explora e humilha a população com um serviço de péssima qualidade. “Dia 25 de fevereiro vai acabar o prazo para que as empresas se adeqüem à lei que foi aprovada no ano passado que não só obriga a colocar mais ônibus nos itinerários, mas, que democratiza e exige a melhoria dos transportes. A Câmara deve estar atenta a esses prazos e cobrar o cumprimento da Lei”, lembrou.

fonte:  http://www.rondoniadinamica.com/ler.php?id=22166&edi=3&sub=13

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