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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Socialistas, Sociais-Democratas e Liberais-Sociais.

Nos anos 80, o PT afirmava o caráter plenamente capitalista da sociedade brasileira; afirmava o caráter dependente, monopolista e antidemocrático deste capitalismo; afirmava o alto nível de integração entre o latifúndio, o imperialismo e o desenvolvimento capitalista nacional; afirmava o caráter central das contradições entre o Capital e o Trabalho; e afirmava até a atualidade do socialismo.

Ao longo dos anos 90, muitos petistas mudaram de opinião acerca do socialismo, distanciando-se do “socialismo democrático” e aproximando-se da “social-democracia”.

Para os petistas social-democratas, o “socialismo” deixava de ser uma organização social distinta do capitalismo e passava a ser um conjunto de “valores” que supostamente iluminariam a ação da esquerda, a quem caberia disciplinar o capitalismo, onde uma “economia de mercado” conviveria com um “Estado democrático”, a quem caberia garantir o bem-estar da maioria da população. Parte importante destes petistas, principalmente com o advento do primeiro mandato de Lula, flertariam abertamente com teses liberais, defendendo as “virtudes” de uma linha de continuidade com aspectos essenciais da política econômica do tucanato. 

No PT de hoje, mais à direita ainda dos sociais-democratas, podemos dizer que se constituiu, inclusive, uma corrente social-liberal, que disputa com os social-democratas e com os socialistas.

Para os petistas socialistas, o socialismo continua a ser uma forma distinta de organizar a produção, a distribuição, a circulação das riquezas e as relações de poder na sociedade. Para os petistas socialistas, o mundo e o Brasil precisam de um forte movimento socialista, assumidamente anticapitalista, que defenda a propriedade pública dos grandes meios de produção, o planejamento democrático e ambientalmente orientado, a mais profunda democratização política e a cooperação internacional para enfrentar os grandes problemas mundiais, a começar pela desigualdade.

As diferenças entre petistas socialistas e petistas social-democratas repousam, em parte, nas diferentes análises que cada setor faz das tradições da esquerda mundial e brasileira, especialmente das experiências social-democratas e das tentativas de construir o socialismo ao longo do século XX; e das diferentes visões sobre o que se passou no mundo, e no Brasil, a partir dos anos 1990.

A social-democracia surgiu no último quartel do século XIX, como corrente socialista & revolucionária. Na Primeira Guerra Mundial, a social-democracia deixou de ser revolucionária. Após a Segunda Guerra Mundial, deixou de ser anticapitalista. E, e no final do século XX, amplos setores da social-democracia abandonaram até mesmo o propósito de reformar o capitalismo.

O grande problema, mesmo para esta variante light da social-democracia, é que ela depende, em última análise, do “bom funcionamento” do sistema capitalista. Entretanto, o capitalismo não suporta uma ampliação permanente e ininterrupta da qualidade de vida para todos. A reação do capitalismo, frente à ampliação do bem-estar social e da democratização, é a redução do investimento e a financeirização da economia. Essa reação gera desemprego numa ponta e crise fiscal na outra, criando um ambiente político favorável para que a direita chegue ao governo e desmonte o “Estado de bem-estar social”.

fonte: Resoluções da X Conferência Nacional da AE.

Finalizada a VI Jornada Nacional de Formação Política da AE.

Palestra do Valter Pomar durante o Seminário
A Articulação de Esquerda (AE), corrente política do Partido dos Trabalhadoresl, realizou entre os dias 24 e 30 de Janeiro, em Campo Grande MS, a VI Jornada Nacional de Formação Política, organizada pela Escola Nacional de Formação da AE e de responsabilidade da direção nacional da corrente. Foram sete dias de atividades nos períodos matutino, vespertino e noturno, com início às 7 horas e encerramento às 22 horas. Os debates e estudos tiveram como objetivo principal preparar os quadros internos da corrente. Ao todo foram dez palestrantes do quadro interno da corrente. Entre eles Wladimir Pomar, Licio Lobo, Rosana Ramos e Valter Pomar. Esse esforço almeja preparar os militantes para o embate de idéias em torno da construção de um PT comprometido com o socialismo.

O evento reuniu 100 militantes, representando 17 Estados brasileiros. De Rondônia o companheiro Jorge Werley nos representou. Ao longo da próxima semana postaremos alguns temas tratados.

[a foto é de Robson,  da AE Campinas]

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

WikiLeaks revela mentira de Heráclito sobre iminência de guerrilha em Rondônia.

Um telegrama obtido pelo site WikiLeaks aponta que o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) sugeriu que o governo dos Estados Unidos estimulasse a produção de armas no Brasil para conter supostas ameaças da Venezuela, Irã e Rússia.

Em correspondência assinada pelo ex-embaixador americano Clifford Sobel, o diplomata relata o diálogo com Heráclito, que na época presidia a Comissão de Relações Exteriores e Defesa do Senado. O senador nega a conversa. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com o documento, o senador pediu uma reunião "urgente" com Sobel. Na conversa, Heráclito teria se declarado "verdadeiramente preocupado" com a influência do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Ele teria sugerido um plano para armar Brasil e Argentina contra a suposta ameaça bolivariana, "antes que fosse tarde".

Segundo a correspondência, o senador sugeriu ainda acionar empresas privadas para mascarar a ação americana. Em outro telegrama, de 2008, Sobel afirma que Heráclito relatou a suposta presença de terroristas em uma organização não governamental (ONG) controlada por petistas no Piauí e disse temer a instalação de uma guerrilha esquerdista em Rondônia.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Prefeitura gera descontentamento popular e municia oposicão ao PT.

O aumento da tarifas de transporte coletivo pela Prefeitura de Porto Velho deu munição aos inimigos do Partido dos Trabalhadores, vez que este reajuste só atende aos interesses dos empresários do setor em desfavor da população usuária. Neste sentido o jornalista Valdemir Caldas publicou uma matéria da qual trancrevemos um trecho:

"Afinal, não é de agora que o PT, partido ao qual pertence Itamar, está no comando do município de Porto Velho. E que um dos compromissos do candidato e, hoje, prefeito Roberto Sobrinho foi acabar com o monopólio e melhorar a qualidade do atendimento à população. Infelizmente, o que fez ele, até o momento, foi engordar as já polpudas contas bancárias das empresas, deixando o usuário ao relento, debaixo de sol e chuva.

Andar de ônibus, em Porto Velho, virou um pesadelo, uma angustia sem fim. Tudo começa nas paradas, quando alguns veículos demoram quase três horas para passar e, quando aparecem, vêm lotados, mais parecendo sardinha em lata. Convido Itamar a fazer um tour pela cidade, preferencialmente no horário do rush, para sentir na pele o quanto padece o usuário portovelhense.

Não se diga, contudo, que o problema se restrinja a esse ou aquele bairro. Não! As reclamações vêm de todos os cantos da cidade. Conheço pessoas que saem pela manhã e só retornam à noite para evitar o sufoco do transporte coletivo. 

Lamenta-se que tudo isso não passe de “acusação simplista” para Itamar, outrora um crítico ferrenho do sistema, mas que parece haver mudando de idéia, depois que chegou à SEMTRAN. É. Dê o poder a uma pessoa é você saberá quem ela é e do que é capaz. E o pior é que muita gente boa acaba embarcando nessa nau dos insensatos.

Embora Itamar reconheça que há falhas no sistema, mas nem ele nem Sobrinho fazem nada para solucioná-las. Em vez disso, lançam balões de ensaios, com o fito de que a população aceite o aumento sem pestanejar, como se isso fosse uma imposição do momento. Só falta Itamar dizer que a culpa pelo caos que domina o transporte coletivo é do ex-prefeito Carlinhos Camurça.

Já passou da hora de Sobrinho começar a dizer não a essa gente e ficar ao lado do povo, do usuário, que paga a conta e que não mais agüenta tanta exploração. Querem aumento de tarifa, pois, então, que cumpram os acordos celebrados, principalmente, em termos de renovação de frota, horário de tráfego regular, limpeza dos veículos e em número suficiente para atender à população."
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Confúcio anuncia monitoramento de resultados e combate à corrupçao.

No evento de transmissão de cargo de Secretário Executivo da EMATER, que ocorreu no dia 15 no Centro de Treinamentos em Ouro Preto do Oeste, o Governador Confúcio Moura (PMDB) disse em seu discurso que a SEDAM foi até agora local onde a corrupção grassou livremente. Segundo ele, não é possível que o serviço de fiscalização seja feito por funcionários de cargo comissionados e com remuneração tão aviltadas. Garantiu que no seu governo a fiscalização será realizada por funcionários públicos concursados e com conhecimento de causa. Ao discurso do senhor governador, acrescentamos uma máxima corrente no serviço público, que diz: "onde se cria muita dificuldades é o local propício para se vender facilidades". Temos certeza que a Secretária Nanci Maria (PCdoB) reverterá este triste perfil da SEDAM.

Aos técnicos da EMATER, o governador quarantiu que não haverá perseguissão por atividades do último pleito. É sabido que nos governos passados os técnicos eram tratados como cabos eleitorais forçados e a EMATER compreendida como um imenso curral eleitoral. Confúcio deu carta de alforria a todos os ematerianos e anunciou que vai cobrar apenas resultados na assitência técnica medida pela elevação da participação da agricultura no PIB estadual.

Sobre a medição de resultados, o governador anunciou que o ex-ministro Roberto Mangabeira Unger e o ex-secretário de planejamento do Acre, Gilberto Siqueira serão convidados para, a cada 90 dias, realizarem monitoramento dos avanços. Quem não der resultado, seja em qualquer escalão do governo, será substituído.

Também estiveram na reunião o Secretário de Agricultura, Anselmo de Jesus (PT); o Presidente da IDARON, Marcelo Henrique (PT), o Deputado Federal eleito Carlos Magno (PP), alem de outras autoridades.

O recado do senhor governador está dado. Vamos esperar para ver se não é só discurso. Aos nossos companheiros que estão no governo aconselhamos cuidado na escolha do seu segundo escalão: vamos escolher gente de resultado; técnicos com capacidade de fazer acontecer. Vamos nos lembrar do governo Raupp do qual saímos sem mostrar nenhum resultado, tendo como desculpa o massacre de trabalhadores em Corumbiara. Naquela oportunidade muitos companheiros preferiram sair do PT do que abandonar seus cargos de primeiro escalão. Hoje, ainda temos muitos carreiristas, robertistas e oportunistas. 

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Colapso - entrevista com Michael Ruppert

Segundo o americano Michael Ruppert, a civilização atual e seu modo de produção entrará em colapso a medida que as reservas de petróleo forem escasseando. Outro americano, o geológo Hubbert, demonstrou matematicamente no seu trabalho "Peak Oil" que já estamos na fase de exaustão das reservas conhecidas. A crise financeira dos Estados Unidos não tem volta. O planeta terra é um sistema fechado que não admite sua exploração ad infinito. Veja uma parte do filme no You Tube:

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Avaliar derrotas para não repetí-las.


O Jornal Página13 em sua última edição traz uma avaliação da derrota sofrida pelo Partido dos Trabalhadores na disputa pela reeleição de Ana Júlia Carepa ao governo do Estado do Pará. O texto é muito instrutivo e serve de sinalizador da trajetória derrotada daquela administração estadual.

Para quem acompanha o desempenho do PT à frente da Prefeitura de Porto Velho, verá muitas semelhanças nas atitudes dos companheiros. Se não mudarmos a trajetória o risco de obtermos os mesmos resultados será fatal.


Abaixo transcrevemos um pequeno trecho e quem quizer lê todo artigo poderá baixar o texto completo clickando no banner do jornal na barra lateral esquerda deste blog.

"A seguir vamos resumir algumas das causas que talvez nos ajudem a entender a derrota eleitoral de Ana Julia e do PT em 2010 as quais poderiam ser unificadas em dois blocos: a) análise da ação de governo; b) relação com o PT (ou grupos e militantes petistas), relações com os partidos aliados e estratégia eleitoral.

Considero, em primeiro lugar, que a derrota manifestou a falta de orientação estratégia do governo liderado por Ana Júlia e a cúpula da DS para tentar imprimir uma feição democrático-popular ao governo estadual, fazendo apenas tímidas mudanças para reverter a situação de extrema miséria em que vive boa parte da população paraense e escassas melhoras na saúde e na educação pública.

Essa falta de orientação estratégica e uma definição precisa de metas e prioridades acabou favorecendo que muitas Secretarias atuassem quase que autonomamente orientando muitas das suas ações a preparar a campanha eleitorais dos seus responsáveis e dos seus “padrinhos políticos” mas que atender as demandas de regiões, municípios e da maioria da população.

As principais lideranças da tendência ... utilizaram e abusaram do uso da máquina administrativa para tentar se consolidar como “grupo no poder” e favorecer, assim, seus próprios interesses político-eleitorais em detrimento dos interesses do conjunto do partido e das forças políticas e organizações sociais que apoiaram a eleição de Ana Júlia em 2006."

Ministérios estratégicos ficam com o PT.

por Marcelo Fernandes.
 

No meio da campanha, os analistas dos veículos tradicionais (o PIG) insistiram na tese de que o dono do governo Dilma seria o PMDB; que o partido de Temer teria uma participação muito maior na era Dilma do que na de Lula e que o PT teria de se contentar com um naco muito menor de poder.

Na formação inicial do governo, essa tese não se confirmou. Muito pelo contrário. O PMDB perdeu duas pastas importantes, Saúde e Comunicação, “trocadas” por Assuntos Estratégicos e Turismo, bem menores e menos influentes. Comunicação e Saúde passaram exatamente para as mãos do PT. E para gente da estrita confiança da presidenta eleita, Alexandre Padilha e Paulo Bernardo.

O que está por trás dessa decisão de Dilma? Ela está querendo apenas mostrar quem manda no governo para o partido de Temer? Por que ela decidiu mexer no vespeiro da aliança política que a levou ao Palácio cutucando exatamente seu aliado preferencial?

De fato, há um sinal claro de que Dilma dá um recado geral: “o governo é de todos nós, mas a última palavra é minha”. Mas isso não explica o risco que a operação política de tirar o PMDB do controle da Saúde e da Comunicação implica. Há um algo mais aí. Dilma escolheu, entre outras, as áreas de Saúde e de Comunicação como estratégicas do seu governo. E por isso resolveu enfrentar as feras logo de cara para controlar esses setores.

Na Comunicação, a presidenta não deve deixar a regulação da mídia de lado, mas a menina dos olhos vai ser a Banda Larga. Ao escolher Paulo Bernardo, Dilma aponta que essa será uma de suas prioridades, pois quando estava no Planejamento o ministro realizava o plano estratégico deste setor. A Banda Larga com preço acessível para a classe C parece ter sido um dos programas eleitos por Dilma para ser uma das marcas do seu mandato. Não vai ser o seu Bolsa Família, mas tem potencial para ser algo como o Luz para Todos da era virtual.

Outra ação que Dilma quer tornar marca deste seu mandato é a melhoria no atendimento à saúde. Ou seja, acabar com as filas no SUS e dar padrão de qualidade no setor público à média do setor privado. A intenção da presidenta parece ser a de levar à Saúde procedimentos semelhantes aos que foram implementados na Educação no que diz respeito ao gerenciamento estratégico da área e à construção de indicadores.

leia + em: http://pagina13.org.br/?p=5649

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

2010 foi o pior ano para a reforma agrária da gestão Lula.

por Comissão Pastoral da Terra (CPT)

2010, o ano que encerra a chamada Era Lula, foi o pior ano para a Reforma Agrária brasileira nos últimos 08 anos. A realidade é que a promessa do Presidente Lula de fazer a Reforma Agrária com uma canetada não foi cumprida.

A situação dos camponeses e trabalhadores rurais é bastante grave! O campo exige mudanças a favor da cidadania, do desenvolvimento sustentável, contra a concentração de terra e contra o fortalecimento do já poderoso agronegócio brasileiro!

Em 2010, houve uma redução das famílias assentadas em 44% com relação ao ano passado, o qual já foi bastante insuficiente diante das promessas e dos deveres de um governo de fazer a Reforma Agrária e, sobretudo, diante das necessidades das famílias camponesas.

Também ocorreu neste ano uma drástica redução de 72% no número de hectares destinados à Reforma Agrária, conforme os números divulgados pelo próprio Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Não é exagero afirmar que em 2010 houve uma intensa estagnação no processo de Reforma Agrária em todo o País.

leia + em: http://pagina13.org.br/?p=5622

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Governo federal vai elaborar espécie de ‘PAC da erradicação da miséria’

A ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, disse nesta quinta-feira (6) que o governo vai elaborar uma espécie de “PAC da erradicação da miséria". O anúncio foi feito após reunião com a presidente Dilma Rousseff e mais 10 ministros.

“Dilma fez questão de coordenar a reunião para organizar nosso programa de erradicação da extrema pobreza. [...] Vamos construir um modelo de gestão como o PAC, onde queremos ter metas claras, condições de monitoramento. Queremos prestar contas para a sociedade do andamento dessas metas”, disse a ministra.

Segundo Campello, para a elaboração do programa, o governo trabalha com três diretrizes: inclusão produtiva, ampliação da rede de serviços e aprofundamento dos programas de benefício e transferência de renda, como o Fome Zero e o Bolsa Família.

No primeiro pronunciamento após a eleição presidencial, Dilma afirmou que acabar com a pobreza será uma de suas principais metas. A reunião desta quinta está alinhada com o compromisso assumido pela presidente e reiterado no discurso de posse dela, no Congresso Nacional. Ela quer um esforço concentrado dos ministros e cooperação entre as pastas para concluir a meta até 2014.

fonte: G1.com

Wikileaks: Traição ao interesses brasileiros no alto escalão do governo Lula.

Nelson Johnbim e Tony Palocci não estavam sozinhos.

Telegrama abaixo mostra que dois altos funcionários do Brasil trabalharam em favor dos EUA sugerindo estratégias que ajudariam a ALCA:

 

“…Além disso, eles identificam dois altos funcionários do Brasil que, ao longo do processo, trabalharam em favor dos EUA sugerindo estratégias que ajudariam a Casa Branca a vencer resistências do governo brasileiro.”

 

“Um deles, Paulo Venturelli, coordenador geral de política agrícola no Ministério de Agricultura, teria dito – em conversas com diplomatas americanos – que “os negociadores do Itamaraty estão paranóicos”. O documento, classificado como confidencial, registra que ele foi tão franco a ponto de afirmar que “o Itamaraty tem mentido ao presidente Lula sobre a Alca”. Mais: “Venturelli disse que altos funcionários do Itamaraty estão formulando política baseados totalmente na ideologia Norte-Sul dos anos 60, e sem nenhuma real consideração econômica”.

 

“Além de tais considerações, Venturelli teria – segundo os americanos – feito sugestões aos EUA de como lidar com o Itamaraty. “Ele sugeriu ao governo dos EUA que adotasse uma linha dura com o governo do Brasil, como dizer a ele para aceitar a Alca como está ou será deixado para trás com os EUA e outros países avançando para formar a Alca. Sua visão é a de que esse choque pode ser necessário antes que o governo admita que a política do Itamaraty é falha”.

 

“Um segundo funcionário, Arno Meyer, então vice-secretário para Assuntos Internacionais, do Ministério da Fazenda, envolvido – como Venturelli – nas negociações da Alca, procurou as autoridades americanas com ideias de como minar a resistência brasileira. “Meyer nos forneceu uma franca e refletida análise sobre a situação atual no governo com relação à Alca, e sugeriu como o governo dos EUA poderia fortalecer as forças pró-Alca dentro do governo (brasileiro)”.

 

 “…Segundo eles, Meyer disse que se os EUA conseguissem lidar com os efeitos do apoio doméstico (à Alca) na região, “isso derrubaria um dos principais argumentos do Itamaraty contra a posição dos EUA”.

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Governo pede investigação de ameaças contra Dilma por usuários do Twitter

As ameaças de morte feitas por usuários do Twitter contra a presidente Dilma Rousseff, durante a cerimônia de posse no sábado (1º), serão investigadas pelo Ministério Público Federal. O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) em entrevista à Rede Brasil Atual afirmou que enviou ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedido de abertura de investigação para que a denúncia seja apurada.

Segundo o deputado, as informações foram passadas também ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que se prontificou em levar o caso adiante e confirmou a abertura da investigação. "Se o Ministério Público julgar necessário, a Polícia Federal também ajudará nas investigações", afirmou o deputado. Segundo a constituição brasileira, incitação à violência é considerada crime.

Em trocas de mensagens no Twitter, alguns usuários pediam que um atirador de elite se prontificasse para "atirar" e "matar a presidente" durante o desfile em carro aberto até o Palácio do Planalto, durante a posse.

Alguns do usuários do microblogue ao fazer a "sugestão" comparavam o fato ao atentado em que o ex-presidente dos Estados Unidos John Kennedy foi assassinado em 1963, durante o desfile, com um tiro na cabeça.

Ameaça virtual

Durante a transmissão da posse da presidente Dilma Roussef, alguns usuários do Twitter incitavam o crime com afirmações como: "Algum atirador de elite está on-line?? Só avisando que daqui a pouco a Dilma vai desfilar em carro aberto... só um aviso... nada de mais...". E "Tem algum atirador disposto a dar um tiro na cabeça de Dilma quando ela estiver subindo a rampa do planalto?".

fonte: www.redebrasilatual.com.br

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Dia 24 começa a 6ª Jornada Nacional de Formação Política da AE

A jornada será realizada no estado do Mato Grosso do Sul, no período de 24 a 30 de janeiro, no CENTRO DE FORMAÇÃO PASTORAL da Arquidiocese de Campo Grande-MS, à Rua do Seminário s/nº, Jardim Seminário, Campo Grande-MS.
O valor da taxa de inscrição é R$ 300,00, referente a
a) estadia no local do curso: entrada à noite do dia 23/01, saida às 17 horas do dia 30/01.
b) alimentação: café da manhã, almoço, jantar, lanches nos intervalos das aulas à manhã e à tarde
c) traslados do aeroporto de Campo Grande para o local do curso (dia 23/01 às 19 horas) e do local do curso para o aeroporto de Campo Grande (dia 30/01 às 17 horas)
As inscrições deverão ser efetuadas através do preenchimento de ficha de inscrição no sitio do Página 13.
Pedimos a todos(as) companheiras(os) que se programem para este período, e em especial às direções municipais e estaduais da AE que se empenhem no sentido de viabilizar a participação do maior número possível de militantes.
Particularmente este ano, a jornada nacional de formação será um momento importante de estudo, reflexão e debate, contribuindo com o esforço coletivo da corrente na preparação do I Congresso da AE.
Em breve enviaremos informações detalhadas sobre o local do curso e custos de participação.
Por ora, segue em anexo a grade detalhada dos cursos que serão oferecidos, a saber:
a) Curso 1: Resoluções da AE, História da Luta pelo Socialismo, História do Brasil, Governo Lula e perspectivas;
b) Curso 2: Luta de massas e estratégia socialista;
c) Curso 3: Eleições 2012, planejamento e propaganda politica e ideológica;

Maiores informações, faça um comentário ou através de e-mail para jwerley@bol.com.br

Hermínio denuncia traição a pregação do PT e acusa Conselho de ser marionete.

por Antônio Nilton
A  prefeitura de Porto Velho, através da Semtran reuniu-se no final da tarde da terça-feira (28) com representantes do SET (Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Porto Velho), Conselho Municipal de Transportes da capital e um grupo de vereadores nas dependências do Teatro Banzeiros. O motivo da reunião foi a proposta de aumento do valor da tarifa de transporte urbano da capital para R$ 2,90, sugerida pelos empresários do SET.

O Conselho composto por respresentantes da sociedade civil organizada, entre elas sindicatos, OAB, comércio, deficientes, estudantes secundaristas e DCE da Unir votaram quase por unanimidade, apenas o representante dos empresários se abstve, contra um aumento sem contrapartidas. Na ocasião o então presidente da Câmara de Porto Velho, deputado eleito Herminio Coelho (foto) foi incisivo em ser contra considerando ser absurda a proposta. Disse que a capital necessita de, no mínimo, 210 veículos e só conta hoje com 156 unidades, de forma que penaliza os trabalhadores com a demora, além da qualidade dos ônibus deixar muito a desejar. O Conselho reclamou que os acordos na reunião de 2009 não foram cumpridos, como o terminal de integração de passageiros.

O vereador Hermínio Coelho, um dos que manteve sua posição contra, afirmou que “O prefeito esfaqueou o povo ao dar um aumento de 17% quando o salário mínimo teve um aumento de apenas 5,9%. È uma traição ao que o Partido dos Trabalhadores-PT prega e não posso compactuar com este tipo de comportamento”.

E desferiu uma crítica feroz dizendo que “O prefeito precisa vomitar ou engolir esta tarifa covarde e traiçoeira. Foi uma verdadeira facada no peito da população”, disparou. Irritado, Hermínio ainda chamou o Conselho Municipal de Trânsito, por conta de alguns conselheiros que mudaram de posição, de “marionetes” que deixavam a impressão de terem sido “cooptados” por algum tipo benefício somente o que explicaria a mudança súbita de posição ou o “mero servilismo” aos desejos do prefeito, embora fosse dele a responsabilidade final por este golpe no bolso da população.As críticas do ex-presidente também foram para as empresas de transporte a quem ele classificou de ferida braba e câncer, pois explora e humilha a população com um serviço de péssima qualidade. “Dia 25 de fevereiro vai acabar o prazo para que as empresas se adeqüem à lei que foi aprovada no ano passado que não só obriga a colocar mais ônibus nos itinerários, mas, que democratiza e exige a melhoria dos transportes. A Câmara deve estar atenta a esses prazos e cobrar o cumprimento da Lei”, lembrou.

fonte:  http://www.rondoniadinamica.com/ler.php?id=22166&edi=3&sub=13

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A consolidação da decadência: o PT e o governo Roseana Sarney

por Bruno Rogens

Concluída a composição do governo Roseana Sarney se confirma aquilo que alentávamos já em outros artigos. Consolida-se o processo de reestruturação do poder oligárquico no Maranhão sob a benção do Lulismo. Recairá sobre os ombros de historiadores a análise do significado político do apoio do talvez, maior presidente que o país já teve, à reestruturação da mais moribunda oligarquia política do país. Nem tudo serão flores para essa análise futura. O atual governo não difere em nada do que significou politicamente os 8 anos de governo Roseana na década de 90. Àquele tempo Roseana era filiada ao PFL e apoiava o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. O atual governo começa sob a hegemonia conservadora do DEM, do personalismo roseanista, do fisiologismo dos partidos nanicos, e do apoio oportunista à ocupante do Palácio do Planalto. A única diferença é a participação de Whashington Oliveira na cadeira de vice-governador.

Whasington, Roseana e Raimundo Monteiro
Não se pode afirmar literalmente que o PT esteja no governo roseana. A grande maioia dos diretórios, das lideranças e dos militantes fizeram campanha para Flávio Dino do PC do B nas eleições de 2010. Whashington levou cartorialmente o PT do Maranhão ao rearranjo oligárquico sob a benção do Diretório Nacional do PT, do Lulismo e da presidente eleita Dilma, mas não sob a anuência de milhares e milhares de petistas maranhenses que não concordam em hipótese alguma com a rendição incondicional à oligarquia. Não há legitimidade sob a condição oficial da participação do partido no atual governo. Foram fundamentais para a consolidação da atual situação do partido no Maranhão os interesses nacionais e a fragilidade institucional do partido no Maranhão que ficou refém do personalismo de Whashington e das consequentes benesses do apoio à oligarquia.

Mas vejamos o que a CNB-Ma afirmava por ocasião do PED de 2009:

Sobre a queda de Jackson lago: “O retorno da velha ordem, recebida melancolicamente e sem euforia pelo povo, bem como a queda do consórcio tucano-pedetista, também pelo povo não lamentada, configura o esgotamento dos dois projetos e o limiar da transição por que passa o Maranhão na busca do seu verdadeiro destino, à partir da exploração correta de suas possibilidades”.

Sobre a composição do governo Jackson: “Ainda que a formatação do governo sinalizasse a contradição entre a fala e a prática, haja vista os postos subalternos e periféricos reservados para a esquerda na estrutura de poder, (…)”

Essas são citações da tese da CNB-Ma inscrita no PED, e foi com essa tese que a CNB pediu votos e elegeu Raimundo Monteiro presidente estadual, que menos de um ano mais tarde posaria envergonhadamente na famosa entrega da camisa do PT à Roseana Sarney na briga pelo controle dos delegados petistas pela definição da posição do partido nas eleições. Interessante notar que a CNB-Ma falava em transição e esgotamento dos dois projetos em curso, o oligárquico e o pretensamente libertador jacksista e menos de um ano depois estava rasgando a tese, jogando-a no lixo, cometendo estelionato eleitoral com os eleitores do PED e fazendo envergonhadamente campanha para Roseana Sarney.

Para instigar o imaginação do leitor petista pergunto: por que a CNB-Ma fala em transição e esgotamento do poder oligárquico e na campanha eleitoral faz campanha envergonhadamente para a oligarquia? Eles estavam lá a contragosto? À mando de quem eles faziam esse verdadeiro ato de traição aos ideais de fundação do PT e dos valores da esquerda? Amilhados agora na periferia da periferia do governo oligárquico o que Whashington Oliveira “vai contar lá em casa?” O pobre Maranhão vem pagando um alto preço pela governabilidade do projeto nacional.

A Articulação de Esquerda do Maranhão conclama a união das forças políticas do PT do Maranhão, incluindo valorosos companheiros da CNB-Ma para fazer oposição ao governo Roseana Sarney, para defender um PT vinculado aos movimentos sociais, populares, à intelectualidade engajada, à juventude de luta, para a construção de um polo político de esquerda no Estado que defenda o governo Dilma, o liberte das forças conservadoras da coalizão, e o faça avançar para a consecução de reformas estruturais fundamentais para a continuidade do projeto de mudanças iniciado sob o governo Lula.