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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Alerta: Facebook acumula informações pessoais e dispõe ao Império.


O estudante de direito em Viena, Max Schrems, iniciou um processo contra o Facebook, a maior rede social do mundo criada por Mark Zuckerberg. Após muitas dificuldades, o estudante de direito conseguiu um CD com toda a informação coletada durante os três anos em que fez parte desta rede. Quando impresso, o conteúdo do CD formava uma pilha de 1.200 páginas. Veja abaixo a denúncia do próprio Max, com legendas em português.


Trata-se de um instrumento ao dispor dos (numerosos) serviços de informações do império estado-unidense. Os cidadãos de todo o mundo que põem informações nos servidores do Facebook perdem o controle sobre as mesmas e não podem realmente deletá-las. Estes cidadãos estão, inocentemente, a colaborar com o inimigo ao proporcionar-lhe dados que podem ser utilizados contra si próprios.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Tolerância zero com corrupção: Prefeito Franco Vialetto afasta procuradores municipais


Padre Franco: tolerância zero com a corrupção.
O Prefeito de Cacoal Pe. Franco Vialetto (PT) instaurou Processo Administrativo Disciplinar – PAD contra os procuradores do município de Cacoal, Silvério dos Santos Oliveira e Marcelo Vagner Pena Carvalho, acatando decisão da Comissão de Sindicância, durante apuração de conduta não compatível com a função. Os procuradores mencionados ficarão afastados do cargo por 60 (sessenta) dias, prazo estimado para a conclusão do processo.

Histórico: Uma denúncia protocolada na Promotoria de Justiça de Cacoal no início de 2011 que resultou em um pedido de investigação por parte da Prefeitura, quando se constatou indícios de irregularidades no desempenho da função.

Diante da procedência da denúncia, foi instaurada uma sindicância interna n. 5145/2011 e os documentos foram encaminhados ao Ministério Público para as providências cabíveis.

Parecer da Comissão de Sindicância: Os autos consubstanciam elementos que permitem a avaliação dos acontecimentos e a formação de juízo sobre os atos praticados pelos servidores, ora sindicados, concluindo que não houve propriamente a emissão de pareceres técnicos, mas a aprovação ou ratificação de decisões que não se sabe se “por mera coincidência ou não”, foram lavradas entre si, configurando “ATO OMISSO OU COMISSO PRATICADO NO DESEMPENHO DO CARGO OU FUNÇÃO” (ART. 124 DA LEI Nº 8112/90), suscitando dúvidas quanto ao USO DO CARGO, POSIÇÃO e INFLUÊNCIA com a evidente intenção de favorecimento, salvo melhor juízo, contrariando o senso comum de BOA-FÉ, RETIDÃO, EQUIDADE, JUSTIÇA, RESPEITO À DIGNIDADE DO SER HUMANO evidenciando improbidade administrativa.

Diante do exposto pela comissão de sindicância sugeriu a Instauração de Comissão Disciplinar, em conformidade com o artigo 219, III da Lei Nº 2735/PMC/10 por considerar que os atos praticados pelos sindicados infringiram o artigo 183, III e o artigo 184, IX, XV, da lei supracitada, em que pese o entendimento de que não se pode discutir o direito do servidor, porém, é imprescindível estar atento quando se trata de usufruir de verba pública que se percebida de forma indevida, perde o servidor o benefício com a obrigação de restituir ao erário público.

Veja documento na íntegra no site RondôniaDinâmica.com


No outro lado da nóticia, o direito do contraditório

PROCURADOR DE CACOAL RETORNA AO CARGO POR FORÇA JUDICIAL E DENUNCIA PERSEGUIÇÃO

A juíza Anita Magdelaine Perez Belem determinou nesta semana a reintegração do procurador do município de Cacoal, Marcelo Vagner Pena Carvalho, demitido pelo prefeito Padre Franco (PT) no mês de julho, após Processo Disciplinar completamente irregular  criado por pessoas que foram denunciadas por irregularidades contra a administração municipal.  O servidor, que sofre assédio moral por parte dos comissionados do prefeito, recusou-se a participar dos esquemas de corrupção perpetrados por agentes de confiança ligados ao chefe do Executivo e denunciou as irregularidades ao Ministério Público de Rondônia. Os testemunhos deram início a três ações por improbidade administrativa com fortes indícios de fraude e direcionamento de licitação para beneficiar empresários aliados de Padre Franco. continuar lendo a integra da matéria >>


Conselho resiste à terceirização da Saúde em Rondônia


Após publicação da Lei Estadual nº 2675/11, que terceiriza a saúde pública em Rondônia, o Conselho Estadual de Saúde/RO, protocolou três representações aos órgãos fiscalizadores: Ministério Público Federal – ao procurador-chefe Reginaldo Pereira da Trindade; Estadual aos cuidados do procurador-geral de Justiça, Hevérton Aguiar e na Procuradoria Regional do Trabalho (4ª região) ao procurador-chefe, Airton Vieira dos Santos. 

O presidente do CES, Raimundo Nonato, disse que a decisão foi deliberada pelo Pleno no último dia 22 deste mês. "Estamos solicitando a intervenção do Ministério da Saúde para reorganizar o setor no Estado de Rondônia. Além de deliberarmos o pedido de intervenção, decidimos pela denúncia em relação às OSs que, além de ferir a Constituição é extremamente imoral. Rondônia não pode pagar por incompetência de gestores que não sabem como proceder na Saúde”, enfatiza. 

O presidente ainda lembrou que neste ano quando houve denúncias contra o SASPRO (Serviço de Apoio na Saúde Pública do Estado de Rondônia) e as OSCIPS (Lei das Organizações Sociais) 2387/11, os Ministérios Públicos se manifestaram contra. 

“Parabenizo a iniciativa dos Ministérios que primam sempre pela população do Estado de Rondônia e avaliam criteriosamente o que temos a dizer. O Ministério Público abriu inquérito civil-público, apurou todas as informações e acionou o procurador-geral da República em Brasília que já está atento sobre as duas situações. Por isso, merecem todos os nossos cumprimentos”, reitera Raimundo.

GOVERNO INCOMPETENTE 

Para Raimundo Nonato, o Governador Confúcio Moura (PMDB) provou e comprovou sua incompetência na questão do gerenciamento da Saúde Pública. Foi, segundo o presidente do CES/RO, orientado a fazer as mudanças necessárias para melhorar o setor, mas optou por ignorá-las. No próximo ano, Nonato promete um grande ato público contra o Governo do Estado: 
“ – O Governo fez lambança atrás de lambança este ano. Não estamos ‘batendo por bater’, deixamos o governador trabalhar o ano todo, mas quando começa errado, não tem jeito, termina errado”, diz. 

Caso o Ministério da Saúde não intervenha, o Conselho Estadual de Saúde deverá denunciar o Ministro Alexandre Padilha por omissão. 

Leia a matéria completa e os documentos protocolados no Site RondôniaDinâmica.com - clickando aqui.

Kim Jong-il e as gracinhas da Folha


por Altamiro Borges

tv mostra comoção no funeral
O falecimento do líder norte-coreano Kim Jong-il serviu para a Folha fazer gracinhas anticomunistas no seu editorial de hoje (28). Ela nunca fez piadinhas nas mortes dos generais carrascos do Brasil, que a famiglia Frias sempre apoiou – inclusive cedendo as suas peruas para transportar presos políticos à tortura. Na sua visão colonizada, ela também nunca fez ironias no falecimento de vários ditadores apoiados pelos EUA. Mesmo na cobertura de óbitos, a Folha é seletiva na sua linha editorial!

Neste caso, a Coréia do Norte é um prato cheio para a histeria anticomunista. É um país complexo, que já sofreu várias tentativas de invasão imperialista na sua história, que vive sob brutal bloqueio econômico e que há cinco décadas permanece em estado de guerra, totalmente militarizado – com milhares de soldados sul-coreanos e estadunidenses estacionados em sua fronteira. A base militar ianque instalada no país vizinho conta com mais de 30 mil soldados armados com mísseis balísticos nucleares.

Modelos e dogmas da famiglia Frias

Neste contexto bastante adverso, a Coréia de Norte ergueu um modelo político, econômico e social contraditório e carregado de limitações. Com suas ironias grotescas, o editorial da Folha tenta vender a imagem de que este modelo é seguido pelas esquerdas brasileiras, principalmente pelo PCdoB. Ao estigmatizar a Coréia do Norte em plena solenidade fúnebre, a famiglia Frias procura estigmatizar todas as forças anticapitalistas com o seu anticomunismo rastaqüera.

Aprendendo com seus erros do passado, as forças de esquerda se esforçam para superar modelos e dogmas. Já a Folha, como fanática adoradora do “deus-mercado”, nunca fez autocrítica dos seus equívocos. Até hoje, ela mantém como modelo os EUA, a pátria da rapinagem, do saque e do militarismo. Até hoje, ela segue os dogmas neoliberais do desmonte do estado, da nação e do trabalho – apesar deste receituário regressivo e destrutivo ter jogado o capitalismo na mais grave crise da sua história recente.

A mente brilhante do Otavinho

A Folha faz chacota com a esquerda. “Não tomar Coca-Cola, abominar hambúrgueres e jamais pôr os pés na Disneylândia. Dentre os inúmeros sacrifícios que se pedem de um bom combatente anti-imperialista, exigências como estas são coisa de somenos”. No final, ela sugere uma reunião da direção do PCdoB para debater os fatos exóticos do falecido líder norte-coreano. Pura besteira, talvez “obrada” pela mente brilhante do Otavinho! As forças de esquerda têm coisas mais sérias para discutir sobre o futuro.  [continuar lendo >>]

domingo, 25 de dezembro de 2011

Falta coerência ao deputado Hermínio.

O jornalista Roberto Gutierrez com seu estilo sarcastico cobra coerência entre a verborragia do Deputado Hermínio Coelho e suas ações. O deputado fica atirando acusações sem provas contra as administrações do Prefeito Roberto Sobrinho e do Governador Confúcio Moura e se esquece de exercer o seu poder e responsabilidade de administrar a Assembléia Legislativa do Estado. Transcrevemos um trecho do site vejahoje.com.br

Pisando...
Preocupante o posicionamento dos deputados estaduais mediante o escândalo da Operação Termópilas, especialmente do presidente Hermínio Coelho. Nesta semana, Coelho deu entrevista em uma emissora da Capital e defendeu uma surra de cinto no prefeito de Porto Velho Roberto Sobrinho.


...No r... dos outros
Mas o que fala Hermínio do envolvimento do direto do presidente foragido da Casa de Leis que ele, Hemínio, ocupa hoje a presidência? Oficialmente, está foragido Valter Araújo, que, conforme a Polícia Federal era o líder de uma quadrilha que desviava dinheiro dos cofres públicos. Se Valter está foragido, não pode mais ser deputado, abriu uma vacância do cargo, seja pelo regimento interno ou, no mínimo, por quebra de decoro. Ou Isso não é quebra de decoro? O que falta para abrir o processo de cassação do mandato? Para as perguntas, a máxima: muitos escondem o rabo, mas pisam no rabo dos outros.


fonte: http://www.robertogutierrez.com.br/

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Deputados do PT que NÃO assinaram a CPI da Privataria


CÂNDIDO VACCAREZZA PT SP – dep.candidovaccarezza@camara.gov.br (Esse tem desculpa, é o líder do governo Dilma)
MARCO MAIA PT RS – dep.marcomaia@camara.gov.br (Esse tem motivo, é o presidente da Câmara)
BENEDITA DA SILVA PT RJ – dep.beneditadasilva@camara.gov.br
CARLINHOS ALMEIDA PT SP – dep.carlinhosalmeida@camara.gov.br
DALVA FIGUEIREDO PT AP – dep.dalvafigueiredo@camara.gov.br
DÉCIO LIMA PT SC – dep.deciolima@camara.gov.br
EDSON SANTOS PT RJ – dep.edsonsantos@camara.gov.br
GILMAR MACHADO PT – MG dep.gilmarmachado@camara.gov.br
JESUS RODRIGUES PT PI – dep.jesusrodrigues@camara.gov.br
JILMAR TATTO PT SP – dep.jilmartatto@camara.gov.br
JOSÉ AIRTON PT CE – dep.joseairton@camara.gov.br
MIGUEL CORRÊA PT MG – dep.miguelcorrea@camara.gov.br
ODAIR CUNHA PT MG dep.odaircunha@camara.gov.br
PAULO TEIXEIRA PT SP dep.pauloteixeira@camara.gov.br
PEDRO EUGÊNIO PT PE dep.pedroeugenio@camara.gov.br
REGINALDO LOPES PT MG dep.reginaldolopes@camara.gov.br
RUI COSTA PT BA dep.ruicosta@camara.gov.br
SÉRGIO BARRADAS CARNEIRO PT BA dep.sergiobarradascarneiro@camara.gov.br
ZECA DIRCEU PT PR dep.zecadirceu@camara.gov.br

fonte: http://esquerdopata.blogspot.com

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

43% do Orçamento Federal foi para pagamento de juros.

A Comissão de Finanças e tributação da Câmara realizou  um seminário sobre a crise financeira internacional e os palestrantes presentes deixaram bem claro: para evitar que a crise estrangeira se repita no Brasil no futuro, é preciso auditar a dívida interna do país.

Tamanho do rombo.

De acordo com o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), a dívida interna brasileira gira em torno de R$ 2,3 trilhões. Em 2010, 43% do Orçamento foi dedicado exclusivamente ao pagamento de juros e amortizações do montante. “A auditoria é crucial para tirar anomalias e irregularidades da dívida. Temos de atacar as raízes do problema”, disse um dos palestrantes, o ex-ministro do Desenvolvimento Econômico do Equador Pedro Paez.

A dívida interna tem três origens:

a) Defasagem entre Pagamentos de despesas e a Arrecadação de tributos. Continuamente o governo precisa pagas suas despesas que realiza no atendimento de suas funções típicas, quais sejam, os gastos com saúde, educação, segurança, investimentos diversos em infraestrutura, etc.. Quando esses gastos são maiores que a arrecadação tributária, o que é recorrente no Brasil, cria-se um déficit operacional que, como acontece em qualquer empresa ou família, terá que ser coberto por empréstimos, os quais o governo toma junto aos bancos, já que está proibido, constitucionalmente, de emitir dinheiro para cobrir déficits fiscais, como era feito no passado.

b) Os gastos com os juros da dívida. Sendo esses muito elevados no Brasil, paga-se um montante muito alto com juros e os que não são pagos é capitalizado, aumentando ainda mais o montante da dívida.

c) A terceira causa decorre da política monetária e cambial do governo: para atrair capitais externos ou mesmo para vender os títulos da dívida pública, o governo paga altas taxas de juros, bem maior do que a paga no exterior, e com isso o giro da dívida também fica muito alto.

com dados extraídos de: http://www.jb.com.br/

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

EUA 2012/2016: Um país insolvente e ingovernável


A espiral econômica infernal dos EUA: recessão/depressão/inflação.

Os Estados Unidos terminam o ano de 2011 num estado de fraqueza sem equivalente desde a Guerra de Secessão. Já não exercem nenhuma liderança significativa a nível internacional. A confrontação entre blocos geopolíticos aguça-se e acham-se confrontados com quase todos os grandes actores do mundo: China, Rússia, Brasil (e mais geralmente quase toda a América do Sul) e doravante a Eurolândia. Paralelamente, não chegar a dominar um desemprego cuja taxa real está estagnada em tornos dos 20% no pano de fundo de uma redução contínua e sem precedente da população activa (que caiu ao seu nível de 2011). 

O imobiliário, fundamento da riqueza das famílias estado-unidenses juntamente com a bolsa, continua a ver os seus preços caírem ano após ano apesar das tentativas desesperadas do Fed de facilitar os empréstimos à economia através da taxa zero. A bolsa retomou sua baixa interrompida artificialmente pelas duas Quantitative Easing de 2009 e 2010. Os bancos americanos, cujos balanços estão muito mais carregados de produtos financeiros derivados do que os seus homólogos europeus, aproximam-se perigosamente de uma nova série de falências de que a MF Global é um sinal precursor, demonstrando a inexistência dos procedimentos de controle ou de alerta três anos após o colapso da Wall Street em 2008 . 

A pobreza estende-se cada dia um pouco mais através do país, em que um americano em cada seis depende doravante de selos de alimentação  e em que uma criança em cada cinco experimenta episódios de vida na rua . Os serviços públicos (educação, sociais, polícia, rodoviários, ...) foram consideravelmente reduzidos em todo o país para evitar as falências de cidades, municípios ou Estados. O êxito encontrado pela revolta das classes médias e dos jovens (Tea Party e Occupy Wall Street) é explicado por estas evoluções objectivas. E os próximos anos verão estas tendências agravarem-se. 

O estado de fraqueza da economia e da sociedade estado-unidense de 2011 é, paradoxalmente, o resultado das tentativas de "salvamento" efectuadas em 2009/2010 (planos de estímulo, QE, ...) e da degradação de uma situação "normal" pré 2008. O ano de 2012 vai assinalar o primeiro ano de degradação a partir de uma situação já muito deteriorada. 

[ver todo o post em: http://resistir.info/crise/geab_60.html ]

Dilma quer cortar salários para pagar juros aos banqueiros.


por Artur Henrique, pres. nacional da CUT

A presidenta Dilma em pessoa veio a campo para informar que não haverá reajuste salarial para os trabalhadores públicos federais em 2012. A Condsef-CUT, confederação nacional que congrega o funcionalismo, promete endurecer e garante que em janeiro já planejará ações para aumentar a pressão.

Há acordos que foram fechados pelo governo federal e outros em fase adiantada que, assim, ficam sob clara ameaça. Além disso, ao sinalizar com austeridade máxima para essa parcela da população, enquanto outras continuam ganhando os tubos – notadamente os bancos, que dependem e muito do dinheiro público para ficar cada vez mais ricos – a presidenta aponta na direção da lógica que hoje afeta duramente a Europa, a saber, socializar as perdas em nome daqueles que verdadeiramente criaram a crise. São situações diferentes em grau, mas não na essência.

Por fim, se precisamos de um Estado forte e indutos do crescimento, algo que a própria presidente costuma declarar, devemos tratar o funcionalismo de uma outra forma. Precisamos investir nele. Concordo com a necessidade de melhoria da gestão, mas para isso o torniquete não ajuda.
Ainda nesse ponto, devemos lembrar que a presidenta, com essas declarações, ainda que possivelmente sem querer, acaba por dar um salvo-conduto a governadores e prefeitos que resistem a encarar responsabilidades como o Piso Nacional do Magistério.

Greve Geral em abril.

Uma grande greve geral para abril deve ser organizada caso o governo mantenha inalterada sua posição de transferir aos servidores a responsabilidade por uma crise onde quem deve ser atacado são vilões como superávit primário, corrupção, sonegação de impostos entre outros. Mobilização e unidade devem ser ampliadas e fortalecidas. Além de negociações em curso, o governo já assinou termos de acordo e protocolo de intenções com diversos setores assegurando debate que envolve necessidade de investimento para assegurar melhorias no atendimento público.

Leia o texto preparado pela Condsef em que se detalham as razões para não suspender reajustes do funcionalismo no ano que vem clicando aqui.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Petista não rouba, se rouba não é petista.

"A imprensa brasileira que divulgou o dossiê Palocci, noticiando que seu patrimônio aumentou 20 vezes em 4 anos, o que dirá do aumento vertiginoso de 50.000 vezes da empresa da filha de José Serra (PSDB/SP) em 42 dias?
Verônica Serra, filha de José Serra, era sócia da empresa DECIDIR.COM BRASIL, já conhecida de outras reportagens. A empresa teve seu capital multiplicado por 50.000 (cinquenta mil vezes)… repetindo para você ter certeza do que está lendo: 50 MIL VEZES! E isso em apenas 42 dias"
Comentários de indignação como esse acima,  face ao denuncismo seletivo da mídia tem preenchido o Facebook de petistas. Parece que a mídia expõe efusivamente quando acham uma denúncia (na maioria das vezes infundada) sobre desvio de contuda ética de um companheiro petista. Porém quando a denúncia é contra alguém do PSDB ou de qualquer outro partido a imprensa faz ouvidos surdos, escamoteia ou isola o desvio como sendo da pessoa específica e não do partido como um todo. Usando dois pesos e duas medidas: quando o desvio é de um petista eles generalizam para todo o PT.

Ora companheiros a mídia está certa: não é novidade um peessedebista, um peemedebista, um petebista, etc..., se meterem em falcatruas, atos de corrupção, enriquecimento ilícito, roubalheira, formação de quadrilha e outras mazelas. Isso pra eles é normal. O inesperado é um petista cometer esses desvios. Nós petistas não somos iguais a esse povo.

Na operação Termópilas, por exemplo, foram denunciados 7 (sete) deputados e a imprensa só dá destaque a companheira Epifânia. Os sites chegam a babar com a notícia. Dos outros seis deputados se fala muito pouco, ou não se fala nada. Claro que todo mundo fica surpreso é com o nome da companhiera arrolada nesse lamaçãl de corrupção. Para os outros ninguem fica abismado. Eles são assim mesmo. Nós é que não somos farinha do mesmo saco.

O caso da companheira Epifânia:

Neste blog temos cobrado explicações pessoais da companheira Epifània Barbosa, nossa deputada aqui em Rondônia. Temos certeza que a companheira pode e vai provar sua inocência, mais isso leva tempo porque segue o rítmo do contraditório na investigação da Polícia Federal, conforme cada um dos acusados exerce seu direito constitucional de ampla defesa. Esse tempo entretanto pode produzir desgaste à imagem do Partido dos Trabalhadores. Recentemente, na reunião do Diretório Estadual em Jí-Paraná a companheira Epifânia, teve oportunidade de se explicar e temos de dar um crédito aos que ela falou. Achamos que seria oportuno que fosse feito uma carta assinada pela deputada a todos os militantes do PT com essas explicações.

Noutros eventos de massacre midiático de algum companheiro (porque a imprensa nos odeia e não nos dará trégua) , acho que não se deve tentar de novo essa tática de silêncio e sim de pronto municiar os companheiros petistas de todo o Estado com informação verídicas. Também os militantes não podemos ficar tentando nos justificar com o discurso de que todo mundo rouba, que isso é normal em política partidária e nós só estamos seguindo a regra do jogo. Com o PT é diferente, não admitimos corrupção. Petista não rouba, se rouba não é petista: fora com eles já.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Conselho vai pedir intervenção federal na saúde de Rondônia.

Raimundo Nonato é contra a privatização da saúde.
O presidente do Conselho Estadual de Saúde de Rondônia (CES/RO), Raimundo Nonato da CUT, disse hoje que na próxima semana o colegiado deverá aprovar na próxima semana uma Resolução pedindo a intervenção do Governo Federal na Saúde de Rondônia.

De acordo com o dirigente, a Lei das Organizações Sociais (OSs), aprovada no final da noite de quarta-feira pela Assembleia Legislativa, vai causar demissão de servidores e ainda vai consumir mais dinheiro público. Pior: não vai resolver o problema da saúde como acha o Governo.

O pedido de intervenção federal, segundo Raimundo Nonato, tem amparo na Lei Federal 8142/90, de 22 de dezembro de 1990, que prevê esse tipo de situação quando há incompetência do Estado para gerenciar recursos do SUS. A incompetência, segundo Nonato, é pelo simples fato de terceirizar.

Se o pedido for aceito, o repasse do SUS será suspenso, e não haverá dinheiro para bancar as empresas que vão terceirizar o setor e acobertada pela Lei das OSs. “A idéia é sufocar essas organizações sociais. Da mesma forma como o Governo quer inviabilizar o setor público, iremos contra-atacar e inviabilizar a terceirização”, disse.

PELEGOS.

Ao questionar a forma como a Lei das OSs, o dirigente da CUT criticou a postura dos representantes dos sindicatos representativos do servidor público estadual da saúde em Rondônia, tachando-os de pelegos. Segundo Raimundo o Simero (Sindicato dos Médicos), Sindsaúde (Sindicato da Saúde) e Sintraer (Sindicato dos Agentes Administrativos) agiram em causa própria e foram fundamentais para a aprovação de uma lei que vai contra a categoria que eles deveriam defender.

“Me Admira agora esses mesmos sindicalistas vierem à imprensa e falar em PCCR, manutenção de direito de servidores e outras fantasias que só existem mesmo na cabeça deles. Eles não deveriam ter negociado nada, mas sim mobilizado a categoria”, ressaltou. Nonato lembrou que assim foi feito em Sergipe quando os sindicatos se uniram e obrigaram o Governo, durante uma mobilização, a retirar o projeto das OSs da pauta no Legislativo.

“A partir de hoje, a Central Única dos Trabalhadores não participa de nenhuma mobilização em favor desses sindicatos. Não passam de traidores do servidor e do serviço público”, arrematou. Ao finalizar, Raimundo Nonato disse que vai pedir ao Ministério Público do Estado e à Procuradoria Federal de Justiça em Rondônia (MPF) que entre com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade para suspender a eficácia do projeto, liminarmente até que o processo seja julgado.

DEBATE: A Ilusão do Desenvolvimento Econômico.


por Celso Furtado - em 04/08/2002

Economista Celso Furtado
A idéia defendida nas últimas décadas, de que as grandes massas de população dos países pobres podem atingir os padrões de consumo da minoria da humanidade que vive hoje nos países altamente industrializados, como os Estados Unidos, não passa de um mito, de uma ilusão. 

Essa idéia interessa aos ricos dos países pobres, pois justifica a concentração da riqueza em poucas mãos, em nome do progresso tecnológico e do desenvolvimento econômico que, como eles querem fazer crer, futuramente irão beneficiar toda a população. Enquanto isso, essa população continua na miséria, sem alimentação, sem moradia, sem saúde, sem educação; as grandes metrópoles continuam com seu ar irrespirável, a crescente criminalidade, a deterioração dos serviços públicos, etc. 

O que os defensores do mito do desenvolvimento econômico deixaram de considerar é o impacto sobre a natureza de uma eventual universalização do consumo, conforme eles preconizam. Um estudo feito por um grupo de especialistas procurou responder a esta pergunta: "O que aconteceria se o desenvolvimento econômico, para o qual estão sendo mobilizados todos os povos da Terra, chegasse efetivamente a universalizar-se?" 

A resposta é clara: se isso acontecesse, a pressão sobre os recursos não-renováveis (petróleo, carvão, urânio, alumínio, etc.) seria tal que o sistema econômico entraria em colapso; a depredação do mundo físico e a poluição seriam de tal ordem que colocariam em risco as possibilidades de sobrevivência da própria espécie humana. Conclusão: a idéia de que os povos pobres podem um dia chegar a ter os padrões de consumo dos povos ricos é irrealizável, não passa de uma ilusão.

Na verdade, o que acontece é que essa idéia - do desenvolvimento econômico - serve para levar os povos pobres a aceitar grandes sacrifícios em nome de um futuro que nunca vai acontecer. Essa idéia serve também para desviar as atenções das necessidades básicas da vida humana - alimentação, saúde, habitação, educação -, para cuja satisfação devem orientar-se os esforços de cientistas, economistas, políticos e de todos os cidadãos. O desenvolvimento de um povo só será possível por meio do atendimento a essas necessidades, para as quais precisam ser orientados os investimentos


fonte: http://www.prof2000.pt/users/afp/ides11.htm

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

DEBATE: O Desenvolvimento Sustentável é um mito.


O texto abaixo foi escrito por Maurício Gomide Martins . . .

HIPOCRISIA ORQUESTRADA

Depois do relatório acusatório dos cientistas do Painel Intergovernamental da ONU, já ouvimos e temos lido inúmeras palestras, entrevistas, informações, discursos, de pessoas que, institucionalmente, são autoridades ou se sentem como tal em assuntos ambientais. Quase todas teimam em tratar o problema vivencial do planeta de uma forma inteiramente em desacordo com a realidade. Pior ainda: defendem que o desenvolvimento deve ser feito de forma sustentável e insistem nesse ponto, como se desenvolvimento fosse objetivo de vida. Isso é um modo de fugirem da dura realidade perante suas próprias consciências. Tais autoridades, representantes que são dos interesses econômicos, acovardados, não têm a coragem de enfrentar os fatos, à vista do verdadeiro tamanho do problema ambiental. Acreditamos que algumas raras autoridades não têm consciência da medonha realidade e, influenciados pela falácia dos seus pares, inocentemente repetem o estribilho do coro. Os fatos danosos provocados pela atual civilização estão ai, visíveis, palpáveis, audíveis, palatáveis, olfativeis e ilógicos. Não há como dialogar com fatos. 

Eu me sinto agredido em minha inteligência ao ouvir alguém defender o desenvolvimento sustentável. Sinto que tal discurso está sendo dirigido a um rebanho de carneiros, a quem compete apenas balançar a cabeça, como concordância cômoda e irracional. E os participantes da engrenagem econômica repetem e defendem o mesmo bordão, porque conveniente aos seus interesses de ganância. Vem à idéia a imagem de alguém querendo me enfiar um enorme punhal na altura do coração, dizendo que isso me faria bem, pois se trata simplesmente de um punhal curativo. Ou os arautos da sabedoria estão inteiramente equivocados, provando assim que são incapazes de enxergar o obvio – o que os levaria à categoria de imbecis – ou estão munidos da satânica ferramenta lingüística da má-fé.

Desenvolvimento sustentável não existe. Essa expressão foi cunhada e bastante divulgada pelos poder econômico para que servisse de uma espécie semântica de morfina ecológica. Equivale a uma canção de ninar. Uma breve análise do lema, empunhado pelos grandes empresários e por diversos ambientalistas de boa fé, mostra sua verdadeira natureza. Desenvolver significa (vide dicionários): crescer, aumentar, progredir, expandir, tornar-se maior. Sustentar significa (vide dicionários): segurar, suportar, conservar, manter, reprimir, conter. Desenvolvimento sustentável significa, com palavras mais claras: crescimento contido; aumento preservado; expansão estacionária; progresso conservado; dilatação sem aumento; evolução inerte. Ora, isso é um paradoxo gritante. É o mesmo que dizer: esfera quadrada; secura da água; subir para baixo; tristeza feliz; reta curva; frio do fogo; beleza feia e coisas que tais. Isso se chama absurdo, contradição, quando não má-fé.

Certa vez, respondendo a alguém que me perguntou quais os custos e benefícios do desenvolvimento sustentável, argüimos que, para a atividade econômica, há os benefícios do marketing, um recurso de ordem psicológica de massa, cujo filão é explorado atualmente à custa do real sofrimento da Natureza. Isso equivale a passar anestesiante num enfermo para que sinta menos dor nos cortes de lhe fazemos em suas carnes. Para o planeta Terra, é evidente que os custos são a morte, e os benefícios… bem, depois da morte, não há benefícios. Que benefício se poderia esperar de ações tão mortais? Para se ter uma idéia sobre o que está oculto e enganador sob o manto da expressão “desenvolvimento sustentável”, citamos alguns dados de uma reportagem da revista Carla Capital, de 15.10.2008, tendo como título “O verde e a cor dos negócios”. Informa a reportagem que 80% das grandes empresas realizam alguma atividade em favor do meio ambiente, baseadas em que o comportamento “verde” exerce influência favorável aos seus negócios, pois capta entre os consumidores uma preferência psicológica de simpatia e colaboração. Numa pesquisa, apurou-se que 52% dos empresários entendem que o comportamento “verde” influencia o mercado. Os resultados práticos tabulados, segundo a mesma pesquisa, indicam que atitudes ambientais (superficiais e inócuas, diga-se de passagem) trazem uma “imagem positiva” para a empresa, que se traduz em maiores lucros. Heloísa Torres de Mello, gerente de operações do Instituto Akatu, organização que estimula o consumo consciente, deu longa entrevista à publicação “Isto É”, da qual retiramos a seguinte informação: “de acordo com uma pesquisa da instituição, o número de consumidores, que no ano passado privilegiaram empresas com boas práticas sócio-ambientais em suas decisões de compra, cresceu 7% em relação ao estudo anterior, de 2003.” Resumo: postura ambientalista por parte das corporações econômicas é ótima atitude de publicidade e constitui um eficiente instrumento-fim. E as pessoas bem intencionadas, mas desconhecedoras da profundidade do problema ambiental, são enganadas por essas hábeis ações de maquiagem. Tanto é verdade, que diversos ambientalistas honestos dão livre curso à expressão “desenvolvimento sustentável”, numa colaboração ingênua aos objetivos ocultos dos verdadeiros malfeitores do nosso planeta. Enquanto alguém se esforça para economizar uma gota de água, imaginando estar colaborando para a sustentabilidade ambiental, milhares de outros nada sentem ao desperdiçar milhares de litros, anulando aqueles esforços e fortalecendo seus objetivos de insustentabilidade no objetivo do lucro. 

Tais ações e publicidades verdes dos agentes econômicos equivalem a empunhar a mesma bandeira dos legítimos ambientalistas – como sádica estratégia de traição, protegidos que estão pela máscara criminosa da hipocrisia –, para desviar o rumo de tão sagrada missão e satisfazer as vantagens imediatistas do lucro. Equivale de fato a agir contra os interesses do agonizante planeta. A ganância que alimenta a estrutura econômica desta civilização, em sua cegueira visual e tátil pela ambição materialista irracional, está trocando a vivência de longo prazo da humanidade pela lucratividade de curto prazo para poucos. 

O que o planeta precisa, e com urgência, é de reversão civilizacional geral, aí incluídos os fatores econômicos e populacionais. Isso equivale a uma revolução que se destina a abortar, ainda em tempo, uma perspectiva caótica. Até o momento, é possível reverter o tal rumo suicida. Daqui a vinte anos a situação será irreversível. Guarde bem isto, caro leitor: desenvolvimento sustentável não existe.

Fonte: http://planetafala.blogspot.com

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Estaríamos vivendo uma época de cinismo?

O pesquisador Paulo Gajanigo afirma que sim e que a fronteira entre a tolerância e a intolerância é mais tênue do que imaginamos. Senão vejamos:

Você pode reconhecer alguém ou mesmo se ver nas aspas abaixo?

“Plena igualdade de direito, tanto pros homens quanto pra nós, mulheres, não tem que ter distinção. É, mas acho que o papel de chefe de casa ainda é do homem, é uma coisa de tradição…”.

“Gays? Não tenho nada contra, aliás, tenho até amigos gays. Nada contra mesmo, sei respeitar as diferenças, desde que não mexam comigo, não mexo com ninguém. Mas agora querer colocar beijo gay em novela e cartilha contra a homofobia nas escolas, aí já demais. Não precisa incentivar…”.

“A mulher deve se libertar sexualmente: nada de medo, garotas, vocês são donas dos seus desejos. Que? É… não, quer dizer, sim, sim, claro que eu quero me casar é com uma mulher direita, que seja correta”.

Discursos como esses aí de cima rolam em qualquer boteco, roda de amigo ou mesa de jantar do país. E o diagnostico parece ser esse: há um cinismo movendo a sociedade.

“O cinismo é a marca de uma época em que os aspectos de nossa vida nos parecem desconectados, fragmentados. O cínico é aquele que desvincula discurso de prática. Quando vemos que o cinismo tem se generalizado, isso indica que vivemos cada vez mais a experiência dessa desvinculação”, aponta o pesquisador Paulo Gajanigo .

Quando se fala em sexualidade esse caminho – da tolerância à intolerância – é suave, quase sem nenhuma crise de consciência. Isso porque a tolerância finca uma estaca bem clara: “eu aceito o outro até certo ponto; passou da minha margem de conveniência, não”. Porque, claro, deve-se aceitar a homossexualidade, a luta contra o sexismo, direitos de travestis, transexuais e prostitutas, mas há UM LIMITE, bem fixado, em caixa-alta e que não se deve passar. Mas por quê?

Gajanigo tem uma  resposta. “Essa posição se contrapõe a uma ética de solidariedade. A tolerância não se guia pela compreensão do outro, por se colocar no lugar do outro, mas por meio de abstrata posição de respeito. Essa posição abstrata é insuficiente para um humanismo de fato, por ser um respeito formal, pode-se usar de formalidades para justificar que certo comportamento passou do tolerável. A ética é fruto da prática, é produto histórico da sociedade”.

Para ele, uma ética de fato solidária não brota de um ambiente que estimula a concorrência e discutir a intolerância implica em não ter medo de ligar essa discussão a outros aspectos da vida, como a forma de produção, o mundo do trabalho e o mercado.

Está tudo flexível. Relativo. O lance é anular paradoxos e contradições, amaciar conflitos. E nessa ótica de flexibilização rola um curto-circuito na passagem da essência para a aparência e vice-versa.

Em seus trabalhos, o filósofo esloveno Slavoj Zizek  afirma que a identificação dos “sem-parte” como parte da sociedade, mesmo desprovidos de lugar verdadeiramente justo, é um gesto elementar da politização. Ao contrário, a identificação com o particular, característica de despolitização da economia, ajuda a perpetuar a condição de excluídos.

Assim, respeitamos o outro o concebendo como uma comunidade “autentica” fechada sobre si mesma, e a pessoa adepta do discurso da tolerância  mantém, pelo seu lado, uma distancia que torna possível a sua posição universal privilegiada. Tolerância, portanto, seria uma construção do capitalismo para reduzir os significados do plural ao simples e fundamental, apropriando de conceitos para esvazia-los de conteúdo, mapeando algumas tendências.

“Ao mesmo tempo em que temos cada vez mais instrumentos técnicos de participação, os espaços são cada vez mais controlados, assistidos. Pesquisas de opinião, que de um lado podem parecer formas do governo  se adequar ao que as pessoas querem, são meios de identificar tendências, antecipar respostas e assim aumentar a segurança dos governos em relação aos governados”, diz Gajanigo. E acrescenta: “o cinismo, como forma de desvincular discurso e prática, serve a uma democracia formal, pois fornece liberdade discursiva para articular divergências políticas e de modo de vida”.

Pergunto para ele se esse discurso cínico de tolerância pode agravar as formas de dominação.

“Não sei”, responde. “No âmbito discursivo, estabelece-se um cabo de força. De um lado, o oprimido encontrará mais legitimidade em reivindicar direitos, de outro, os opressores acabam por dominar o discurso da tolerância, de forma que podem usar o discurso do politicamente correto para despistar seu comportamento opressor”.

original publicado em  http://rede.outraspalavras.net

Continência às avessas: A vergonha dos Covardes.

por Jorge Werley

Lembro do tempo quando prestei meu serviço militar em Manaus, no Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva do 1º BIS, que ao comando de: "apresentar armas"; toda a tropa em posição de sentido  punha seus fúzis diante dos seus peitos em posição vertical e os que não estavam com eles, prestavam continência, seja à bandeira ou a uma grande autoridade presente. Era um momento muito solene e muito significativo para cada um de nós da tropa ou do comando. Naquela época meus comandantes eram o General Leônidas Pires, o Coronel Thaumaturgo Vaz e o Instrutor Chefe, Tenente Luiz Fernando Hilgenberg. Deles aprendi lições de bravura, fidelidade, disciplina e respeito a hierarquia.

Hoje quando vejo essa foto tão divulgada nas redes sociais onde oficiais do nosso exército escondem seus rostos, envergonhados diante daquela jovem e franzina estudante desconhecida. Sabiam que estavam cometendo um ato vergonhoso, por isso essa continência ao avesso. 

Isso me faz  lembrar outra lição que também aprendi lá no NPOR, sobre a origem da continência. Conta-se que lá pela idade média, quando os guerreiros que usavam armadura e elmo se encontravam, cada um levantava com as pontas dos seus dedos aquela proteção que parece um atual visor de capacete, isso para poderem se olharem olho-no-olho, um do outro, em sinal de destemor, expondo sua identidade para deixar bem claro com quem se estava topando.  Um cavalheiro covarde jamais faria isso. Esconder o rosto é coisa para bandido.

Aquela desconhecida e impotente jovenzinha franzina de cabeça erquida diante dos seus algozes, hoje todos os brasileiros sabemos seu nome: Dilma Roussef. Aqueles covardes senhores enrustidos de oficiais que posavam de juízes na época, hoje tem vergonha de si. Talvez nunca contaram esse episódio para seus filhos e netos, tem vergonha de Dilma, do povo brasileiro, seus nomes são apagados da história do Brasil e do nosso glorioso exército. Ainda bem que hoje nossas forças amadas estão cheias de jovens que não se envergonham de serem militares e nem de suas atuações no Estado Democrático de Direito e que apresentam suas armas diante da comandante que o povo elegeu.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Tome uma atitude: Filie-se ao PT.

CLICK NA IMAGEM PARA SABER COMO.
Num tempo em que ninguém nem sonhava com internet ou redes sociais, o PT já era um exemplo de mobilização. Nenhum outro partido mobilizou mais os brasileiros, e o resultado está aí: juntos, fizemos do Brasil um modelo mundial de distribuição de renda, de geração de empregos, de combate à fome e de defesa do meio ambiente. Agora, sua participação é fundamental para que o país continue mudando para melhor.


Se você é brasileiro, tem mais de 16 anos e quer, como o PT, construir um Brasil cada vez mais forte, você pode se filiar. Click na imagem acima e comece preenchendo a ficha que aparecerá. O Diretório Municipal mais próximo de você vai entrar em contato para os passos seguintes.

 "O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”
Matin Luther King.



quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Quem é José Neumar, precandidato em Porto Velho.


José Neumar da Silveira é natural de Caririaçu, no Ceará. Teve sua formação no Seminário Arquidiocesano de Fortaleza e graduou-se engenheiro agrônomo pela Faculdade de Ciências Agrárias do Ceará, em 1969. Ainda no Nordeste teve experiências profissionais na Petrobrás e Banco do Nordeste e passou por empresas multinacionais de São Paulo, Goiânia e Paraná antes de chegar a Rondônia, em 1977, onde ingressou na Emater.

Aqui deu início ao seu envolvimento político, fundando diversos sindicatos de trabalhadores rurais, entre êles, os sindicatos de Pimente Bueno, Colorado do Oeste, Jaru e Ouro Preto do Oeste. Criou também as duas primeiros associações de bairro de Porto Velho, Agenor de Carvalho e São Sebastião.  Assessorou a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) no estado e contribuiu significativamente para a fundação do Partido dos Trabalhadores, sendo o filiado nº 1. Participou da fundação da CUT em São Bernardo do Campo, quando acompanhou a única delegação de Rondõnia, a dos Trabalhadores Rurais. Neumar ingressou nos quadros da Assembléia Legislativa do estado em 1986 e, entre 1989 e 1990, frequentou curso de Superação Política e Ideológica, em Havana, Cuba. Desde 2003, contribui para a regional do Sipam em Porto