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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Acordo com PV garante governabilidade em Porto Velho.

Com a presença dos vereadores Moisés Costa, Marcelo Reis, Eduardo Rodrigues (ambos do PV), Cláudio da Padaria, Ellis Regina (PC do B), Cláudio Carvalho, Hermínio Coelho, Jurandir Bengala (PT), e do deputado federal Lindomar Garçom (PV), o prefeito Roberto Sobrinho assinou nesta quarta-feira 29, a nomeação do vereador licenciado, Jaime Gazola (PV), para a pasta de Desenvolvimento Socioeconômico e Turismo.

O ex-secretário da Semdestur, José Gadelha (foto), assumirá a secretaria municipal de Meio Ambiente (Sema) em substituição ao professor Agnaldo Ferreira, que estava no cargo há mais de três anos. Participaram da solenidade na sala de reunião do Palácio Tancredo Neves, os familiares do novo secretário da Semdestur, além do assessor especial do prefeito, Wilson Correa.

O prefeito Roberto Sobrinho justificou a medida, adiantando que a troca era necessária para garantir a governabilidade e assegurar a participação dos vereadores do PV na gestão municipal. Juntas, as bancadas do Partido dos Trabalhadores e do Partido Verde na Câmara Municipal somam oito vereadores. [ http://www.rondoniasim.com.br/index.php?secao=12&id=4471 ]

Avaliação.

Com esta aproximação, nosso companheiro prefeito inteligentemente aplaina sua caminhada para a sucessão. PT e PV formam as duas maiores bancadas partidárias na Câmara de Porto Velho. Por acordo, quando da eleição do companheiro vereador Hermínio como presidente da edilidade nos dois anos iniciais, o Partido Verde ocuparia a presidência na metade final da legislatuta. Muito provavelmente o PMDB do vice prefeito lançará candidatura em 2012 e o PT não pode ficar a mercê dos acontecimentos. É preciso ser protagonista. Ainda não possuimos um nome forte para apresentar aos eleitores. Assim, Sobrinho está fazendo sua parte, dentro da sua lógica enquanto administrador. Por outro lado, há no PT muito companheiro que fica reclamando dos chamados acordos de gabinete sem entretanto se preocupar em construir uma alternativa militante, cotidiana, popular e de luta. Se as coisas em Rondônia acontecem como o pessoal da Construindo um Novo Brasil encaminham (e na maioria das vezes de forma mal avaliada e mal executada) é porque não há outra proposta que vá além do mero discurso.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O agricultor Anselmo de Jesus será o Secretário de Agricultura.

O anúncio da indicação do deputado federal Anselmo de Jesus (PT) para a Secretária de Estado da Agricultura e Regularização Fundiária vem mostrar o tom que o governador eleito, Dr. Confúcio Moura (PMDB), quer dár ao seu mandato. Da mesma forma que na sua gestão a frente da Prefeitura de Ariquemes, a Agricultura Familiar é percebida como um importante setor a ser apoiado com medidas que vão além do mero discurso.

Neste contexto é muito apropriado a indicação de Anselmo de Jesus (foto) por este ter toda sua vida dedicada à luta em defesa da agricultura familiar. Na Câmara Federal foi defensor constante desse segmento. Como dirigente sindical e presidente da Fetagro sempre esteve à frente da organização dos trabalhadores rurais.

Há quem tenha opinião de que o deputado Anselmo não defende o setor produtivo e sim os trabalhadores. Tanto, que o tambem deputado federal e fazendeiro Rubens Moreira Mendes (PPS), se arvorando a falar em nome do “setor agropecuário” chegou a dar conselho ao governador eleito para que reveja sua intenção. Em nota o PT classificou a manifestação de Moreira Mendes como preconceituosa e inoportuna. Inoportuna porque, como o seu apoiado no segundo turno perdeu a eleição, não lhe compete dar palpite ao vencedor.

O preconceito a qua se refere a nota do PT vem na verdade de um conceito de classe do deputado fazendeiro. Para ele o “setor agropecuário” é dividido entre pequenos produtores e grandes produtores. Entretanto, essa é uma divisão falsa e que esconde uma realidade mais dura. Na verdade a agropecuária compreendida dentro do modo de produção capitalista é dividida entre agricultores familiares e agricultores patronais. Os primeiros exploram suas propriedades utilizando preponderantemente a sua mão de obra e a de sua familia, enquanto os segundos, os fazendeiros, utilizam mão de obra assalariada. Enquanto os primeiros gastam sua renda no mesmo município em que a ganham, os segundos podem até nem morar no Estado. O efeito multiplicador na economia local da renda do primeiro grupo é conseguido de forma muito mais imediato, gerando desenvolvimento disperso por toda extensão geográfica do Estado.

Indo além do enfoque economicista, a agricultura não pode ser vista apenas como a aplicação de um conjunto de técnicas, mas como uma atividade humana e, portanto, devendo ser entendida com uma construção social que, além de ser ambientalmente determinada, também está subordinada a condicionantes socioculturais, caracterizan-do-se por ser um processo multilinear. Em todas as atividades agropecuárias altamente intensivas de aplicação de trabalho a agricultura familiar leva vantagem. Por outro lado em todas as atividades em que é possível a aplicação intensiva de capital, o agronegócio empresarial leva vantagem. Por isso no Brasil temos o Ministério da Agricultura e o Ministério do Desenvolvimento Agrário. O primeiro focado na questão produtiva de commodities para exportação e o segundo na produção de alimentos para a messa dos brasileiros. No momento histórico que vivemos há espaço para os dois modelos. Com isso reconhecemos que os grandes fazendeiros tem também alguma importância.

Em Rondônia a nossa Secretaria de Estado da Agricultura e a Emater tem muito mais parcerias e convênios com o MDA do que com o MAPA. Daí que é mais oportuno e produtivo a indicação de alguém vinculado com a Agricultura Familiar. Conseguentemente o governador ao indicar o deputado Anselmo de Jesus acertou em cheio, mostrando com sua inteligência porque ele venceu a turma do fazendeiro Moreira Mendes na eleição.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

É a dívida, estúpido!

Nesse período de natal, ano novo, férias e shoping Center lotados, muita gente abusa do cartão de crédito ou dos carnêzinhos das lojas. A grande massa de assalariados realiza gastos no presente utilizando rendimentos futuros mediante operações de crédito.

O problema é quando o futuro chega e as pessoas estarão endividadas. Consequentemente o nível agregado do consumo também cai. Sem consumo a produção despenca, cresce os estoques e o nível de emprego baixa.

Todo ano é assim: passamos o primeiro quadrimeste do ano pagando dívidas. Se entrarmos numa situação de endividamento tal que não possasmos nos recuperar até a chegada do próximo fim de ano, e nesse turbilhão estiverem muitos outros cidadãos, o país entra em estagnação.

Essa é uma explicação simplória para ilustrar a função do crédito, palavra sinônima de dívida.

Sobre Dívida, Jorge Nascimento Rodrigues escreve um texto muito didático, do qual transcrevemos abaixo seuo trecho mais assustador:

"Para o leitor poder ficar com uma radiografia rápida, é possível fazer um resumo dos principais – e chocantes – indicadores:

- A dívida externa total no mundo é já de 98% do PIB mundial; em 31 de Dezembro de 2009 somava 56,9 biliões de dólares (triliões, na designação anglo-saxónica) face a um PIB mundial em 2009 de 58,07 biliões;

- A dívida externa dos 30 países ricos do grupo OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) é 79% da dívida externa mundial;

- Os quatro BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) emergentes representam apenas 2,1% da dívida externa mundial; os quatro “cavaleiros” da dívida do Terceiro Mundo nos anos 1980 (Argentina, Brasil, México e Venezuela) detém, hoje, apenas 0,95% da dívida externa mundial;

- A dívida externa da União Europeia representa 61,5% da dívida externa mundial e a Zona Euro detém 44%;

- Os Estados Unidos têm uma dívida externa que é 23,6% da dívida externa mundial;

- Os seis países com o maior endividamento em relação ao PIB são: Irlanda (1005%); Holanda (470%); Reino Unido (416%), Suíça (269%), Bélgica (266%); Portugal (225%). A média da União Europeia é de 216% e os EUA têm um rácio de 93%;

- A situação dos cinco PIIGS (designação humorística pejorativa para o grupo mais frágil da zona euro) que têm estado em foco na recente crise de risco de default é a seguinte: Portugal com uma dívida externa total de 231% do PIB; Irlanda com 1009%; Grécia com 164%; Espanha com 160%; e Itália com 115%;

- O mundo desenvolvido sofre de uma “maldição da dívida” que se vai estender por décadas: 15 países ricos vão levar mais de dez anos a conseguir fazer regressar o seu nível de dívida pública a 60% do PIB, segundo o indicador de “stresse da dívida” criado pela escola de negócios suíça IMD; para 2010, a estimativa de demora na resolução era de 74 anos para o Japão, 50 anos para Itália, 27 para Portugal, 25 para a Bélgica, 23 para os Estados Unidos, 21 para a Islândia, 20 para a Grécia, 19 para a França e 18 para a Alemanha e Reino Unido; no grupo de 17 países considerados pelo indicador 10 pertencem à zona euro e 12 à União Europeia."

para ler na íntegra o texto de Jorge Rodrigues, visite:

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

DS mantém indicação do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

A presidenta eleita Dilma Rousseff fechou nesta quarta-feira a formação do seu Ministério. As duas vagas que faltavam foram completadas: confirmou que a deputada Iriny Lopes (PT-ES) será a ministra da Secretaria Especial das Mulheres e numa surpresa de última hora, o deputado Afonso Florence (PT-BA) foi escolhido para comandar a pasta do Desenvolvimento Agrário.

Para o MDA, Dilma tinha convidado inicialmente a secretária de Planejamento do governo Marcelo Deda, Lucia Falcón, mas teve que recuar por causa da retaliação da DS, que, junto com as demais correntes da esquerda petista, incluindo a Articulaçao de Esquerda, derrubou a candidatura de Candido Vaccarezza(PT-SP) para a presidência da Câmara.

Numa conversa que entrou noite a dentro na terça-feira, a presidente eleita fechou com a escolha do deputado Afonso Florence (foto) para comandar o MDA, disputado pela corrente Democracia Socialista (DS) e os governadores do Nordeste. Florence foi secretario de Desenvolvimento Urbano do governo Jaques Wagner.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Cuba: Reforma ou Liquidação?

No último domingo o presidente cubano Raul Castro anunciou no parlamento algumas reformas político-administrativas para modernizar e dinamizar a economia da ilha. Para a grande imprensa empresarial brasileira, lembrando o feito de Gorbachov, reformar é o mesmo que liquidar. Contaminados por essa apologia, até mesmo nós militantes de esquerda ficamos apreensivos. Contudo nada pode conter o movimento dialético da história.

Cuba na década de 60 do século passado se encontrava em uma encruzilhada: apostar na sua industrialização, caminho mais longo e com maiores custos sociais, ou enveredar pela produção massiça de açucar, cuja produção já dominava, exportando para a URSS. A primeira opção parecia ser a ideal mais os fatos concretos impeliram para a escolha da segunda. Não foi o idealismo e sim o materialismo histórico que pautou a escolha.

Com o desmoronamento do estado burocrático soviético e com o embargo comercial imposto pelo império americano, Cuba teve comprometido a captação de poupança necessária para os investimentos que fariam o seu PIB continuar crescendo. Veio a estagnação. Reformar e modernizar já não é uma questão de opção e sim de necessidade. Entre as tantas reformas anunciadas por Raul Castro, uma é anunciada com a semente do renascimento capitalista em Cuba: maior liberação e apoio a criação de pequenos negócios familiares e empresas individuais. Sobre esse assunto transcrevemos abaixo parte do artigos do historiador Alex Lombello Amaral, membro do PCB:

"Sobre os pequenos negócios, devemos nos perguntar - eles são acaso perigosos para qualquer regime que seja? Então o perigo para o socialismo cubano virá dos donos de botequins, das cabeleireiras e das vendedoras de roupas? E eu que na minha inocência pensava que o socialismo só poderia ser derrotado pelos corruptos de dentro da máquina do Estado? Ora, que disparate! Acreditar que o socialismo está acabando porque as pessoas podem ter seus pequenos negócios, que é o mesmo que acreditar que para construir no Brasil uma sociedade melhor temos que fechar os pequenos negócios!!?? Só se for para preservar a saúde dos donos desses negócios, que são obviamente masoquistas. Não existe outro motivo plausível.

São na verdade trabalhadores sofridos, que normalmente trabalham muito mais horas que a massa dos empregados. Em suas horas de descanso, estão preocupados sempre, pois pequenos negócios são sempre inseguros. Eles colocam suas economias na pequena prisão que constroem para si mesmos e 80% acabam falindo. Devem ser reprimidos mais do que se reprimem sozinhos? Então um cubano tem um sonho de ter um bar. Minha vontade é dizer que sonha com isso porque é um "idiota", mas vou dizer que é porque assistiu na TV. Deve ser impedido? Para que? Deve ser jogado no colo do inimigo estrangeiro porque tem o sonho inocente de abrir uma birosca qualquer?

E no Brasil? Devemos deixar que os pequenos comerciantes, prestadores de serviço etc. continuem grudados aos seus carrascos capitalistas com medo de nós? Os capitalistas espalham aos quatro ventos que somos inimigos desses "coitados", enquanto Marx nos ensinou a ter dó deles. Os capitalistas espalham tanto essa mentira que convencem até mesmo pretensos comunistas carentes de estudos. Só um completo "asno" pode acreditar que essa massa de arraias miúdas desunidas até a extinção deve ser tratada como inimiga. Eles são o que são, e devem ser tratados como todos que não são o núcleo capitalista, como alvos de nossa política de aliança e neutralização. A história do PCB mostra, diga-se para encerrar, que dentre eles surgem bons comunistas, alguns dos quais deram suas vidas na luta pela liberdade e a democracia, e pela preservação do Partido."

para ler o artigo completo vá para:
http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=5409:sobre-as-reformas-economicas-anunciadas-em-cuba&catid=69:batalha-de-ideias&Itemid=83

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

103 anos de Oscar Niemeyer.

O MST sente orgulho de ser amigo e ter como amigo e defensor persistente da Reforma Agrária o querido companheiro de todas as lutas, Oscar Niemeyer.

Oscar Niemeyer, que completou 103 anos nesta quarta-feira, dia 15 de dezembro, é um exemplo de honestidade, dedicação ao trabalho e coerência política.

Em mais de 100 anos, Niemeyer esteve ao lado dos trabalhadores, sem perder a perspectiva da construção de um Brasil com justiça social e soberania popular nem cair no sectarismo irresponsável.

Niemeyer está entre as grandes figuras povo brasileiro em toda a nossa história.

Longa vida ao camarada comunista Niemeyer!

Direção Nacional do MST

Jovem, machão e defunto.

As vítimas preferenciais da violência não só são jovens, como também pertencem ao sexo masculino. E essa masculinização da letalidade violenta vem crescendo ao longo do tempo. Em 2007, segundo dados do Subsistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde – SIM/MS, das¨17.474 vítimas jovens – 15 a 24 anos – de homicídio, nada menos que 16.408, isto é, 94% eram do sexo masculino. Em 1980, esse índice era de 90%. Também no trânsito 83% das vítimas jovens em 2007 foram homens, quando em 1980 esse índice era de 80%. Surpreende o enorme incremento da masculinidade dos suicídios jovens: 64% em 1980; 71% em 1990; 75% em 2000, para chegar a 77% em 2007.

A absurda taxa de mortalidade dos rapazes no Brasil não é natural nem universal, mas tem relação direta com a educação.

Leia o artigo de Julio Jacobo Waiselfisz em http://www.espacoagora.com.br/?p=468

Hugo Chaves indica linhas estratégicas de ação ao seu partido.

Um dos grandes perigos que enfrenta qualquer partido revolucionário é a tendência da sua própria máquina burocrática de se bastar em si mesma. Neste processo o partido se distancia das massas e passa até mesmo a ser um entrave à revolução como aconteceu na Rússia. Na Venezuela o Partido Socialista Unificado da Venezuela - PSUV está no poder a duas décadas e internamente já se sente esta imobilização e engessamento. Preocupado com isso o presidente Hugo Chaves indica algumas linhas estratégicas a serem lá trabalhadas.

1 – Da cultura capitalista à militância socialista.
Esta primeira linha é coluna vertebral de todas as outras. A essência da batalha é a transição da cultura política capitalista passiva à militância socialista ativa. Segundo Hugo Chaves, a troca de costumes, de visão de mundo e de cultura é o maior de todos os frutos de uma revolução. Há que se desenvolver a partir da consciência dos valores. Desta forma terão que fazer um esforço muito grande. Essa cultura capitalista do egoísmo e do individualismo deve ser combatida e substituída com novos valores humanitários.

2- Converter o partido de uma máquina burocrática eleitoral em um partido de movimento, ou seja, à serviço diário do povo, debater e propor soluções para satisfazer as necessidades humanas.
3 – Converter o partido em um poderoso meio de propaganda e comunicação.
4 – Passar da inércia burocrática à líder das lutas populares.
5 – A constituição de um pólo patriótico, uma audaciosa política de unificação e repolarização da lutas.
6 – Um partido que vai às ruas, às lutas e à vitoria popular e socialista.

leia + em:

Um pouco da história do fundador do PT em Rondônia.

Jornalista Montezuma Cruz conta um pouco da história do comunista Odair Cordeiro (foto), fundador do PT em Rondônia e que faleceu no último dia 16.

O PT quando começou, vocês se lembram, tinha um tanto de filiados em Porto Velho que, apertadamente, lotavam uma Kombi (ou uma Rural Willys, conforme o gosto do freguês).
... Desconfiado e angustiado, Odair chamou-me às pressas, mais cedo que o de costume, à modesta sede do Bairro do Cruzeiro. Lá estava, há meia hora, uma observadora da Justiça Eleitoral. A convenção teria que sair a todo custo, presidida por mim, então secretário. E assim foi.
Odair veio ser o presidente do partido. Esse militante paulista nascido em Catanduva e com alguns anos vividos em São José do Rio Preto fora preso político nos anos 1970, no DOI-CODI de São Paulo, junto com o goiano Athos Pereira. Desembarcava em Rondônia pouco depois que José Neumar, mestre Ataíde e Bernardo Lopes se reuniam sucessivas vezes com um pequeno grupo de pessoas para fundar o PT, inicialmente na capital.

Leia a homenagem completa em http://www.folhaderondonia.com.br/noticias/noticia.php?ID=7090

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Rumo ao 1ª Congresso: FUTUROLOGIA SONHADORA

Por Mouzar Benedito*

“Roubar, todo governo rouba. Mas agora sobra um tantinho pra nós.”

Essa frase dita por um trabalhador rural do Triângulo Mineiro durante a crise do “mensalão”, acredito, é considerada por muita gente o “segredo” da popularidade do governo Lula.

O motivo porque me lembrei dessa frase é que, como em dezembro todo mundo se mete a fazer previsões, quero dar meus chutes futurológicos também, e tenho que levar em consideração que o governo Lula chega ao fim e vem aí o de Dilma Roussef.

Minhas previsões não são bem previsões, são vontades. Coisas que eu gostaria que acontecessem.

Elas têm muito a ver com o “tantinho” que vai para os pobres, que deve e tem que aumentar. O que tem que diminuir é achar normal o “todo governo rouba”. Só se acha isso anormal quando se é oposição.

Leia o artigo completo em: http://pagina13.org.br/?p=5368 ou baixe todas as teses clickando no banner ao lado.


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O socialismo não cai do céu

Nenhum novo sistema económico cai do céu ou emerge, de forma perfeita e completa, de concepções de intelectuais. As novas forças produtivas e relações sociais de produção nascem dentro e em oposição à sociedade já estabelecida. Nenhuma sociedade se encontra plenamente formada nas suas origens.
Uma nova sociedade nasce, necessariamente, de forma defeituosa. Inicialmente estrutura-se na base de elementos da antiga sociedade. Marx enfatizou que a sociedade socialista que nasce do capitalismo está marcada indefectivelmente, tanto "económica como moral e intelectualmente pela velha sociedade".
No fundo da concepção dialéctica de Marx encontra-se o reconhecimento de que uma nova sociedade, necessariamente, nasce de forma defeituosa e que justamente desenvolve-se para transformar os seus antecedentes históricos, para transcender os seus defeitos. Só quando a nova sociedade consegue assentar sobre as suas próprias bases, só quando se constrói a partir das premissas que ela mesma constrói, é que podemos apreciar o potencial que nela está presente desde o princípio. Marx entendia este processo como aquele em que lutamos para nos libertarmos a nós próprios da ganga da antiga sociedade.

veja mais no site: http://resistir.info/venezuela/lebowitz_p.html

ou baixe o pdf em: https://docs.google.com/fileview?id=0B4lCzeBu2ocTNGM1NzM0ZDctOTY0Zi00NTA2LTk3NWItM2VmZWYxMTUwOWMy&hl=pt_BR

Declínio e queda do império americano

por Alfred W. McCoy
O desaparecimento dos Estados Unidos, enquanto superpotência global, pode chegar muito mais depressa do que se imagina. Se Washington está convencido que o fim do Século Americano será lá para 2040 ou 2050, uma avaliação mais realista das tendências internas e globais sugere que em 2025, apenas daqui a 15 anos, pode estar tudo acabado exceto a gritaria.
Apesar da aura de onipotência que a maior parte dos impérios projeta, uma olhadela para a sua história devia lembrar-nos que eles são organismos frágeis. A sua ecologia de poder é tão frágil que, quando as coisas começam a correr mal, os impérios normalmente esboroam-se com uma rapidez impiedosa: um ano apenas para Portugal, dois anos para a União Soviética, oito anos para a França, 11 anos para os otomanos, 17 anos para a Grã-Bretanha e, com toda a probabilidade, 22 anos para os Estados Unidos, a contar do ano crucial de 2003.
Os dados econômicos, educativos e militares indicam que, no que se refere ao poder global dos EUA, as tendências negativas convergirão rapidamente em 2020 e provavelmente atingirão uma massa crítica por volta de 2030. O Século Americano, tão triunfalmente proclamado no início da II Guerra Mundial, estará esfarrapado e moribundo em 2025, na sua oitava década, e pode pertencer ao passado em 2030.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Protagonismo necessário.

Humberto Oliveira
A presidenta eleita Dilma Rousseff assumiu a ambiciosa meta de erradicação da miséria como um compromisso de sua gestão. Ela também sinalizou que o atual projeto de governo será mantido. Em 2002, o presidente Lula precisou assegurar que nenhum brasileiro deixaria de fazer as suas três refeições diárias, expondo de forma clara as feridas de uma sociedade injusta e desigual. Naquele momento impôs-se nova orientação, ou seja, o Estado passou a atuar de forma prioritária em favor dos pobres e excluídos, que o “deus mercado” descartou e atirou na sarjeta. A partir da premissa do direito à alimentação, o Estado brasileiro no governo Lula trabalhou na perspectiva de ampliar outros direitos, como o Bolsa Família, a ampliação do emprego, o acesso à educação, as políticas para a agricultura familiar, a energia elétrica no meio rural e o salário mínimo corrigido acima da inflação. Essas medidas resultaram numa espetacular mobilidade social, com repercussão nos demais setores econômicos, favorecendo a economia brasileira e reduzindo as desigualdades sociais e regionais.
As novas tarefas colocadas são a ampliação dessas oportunidades e a criação de outras para o Brasil erradicar a miséria e seguir o caminho de mudanças sociais. O discurso da presidenta Dilma também apontou que esse desafio não será vencido apenas pelo governo, mas como resultado do empenho da sociedade. Esse é um forte indicativo de que o protagonismo social será essencial para consolidar o novo modelo de desenvolvimento que estamos construindo no País.

Diante dessas perspectivas, é importante discutir a natureza desse protagonismo social. O protagonismo necessário para enfrentar esse desafio requer participação estratégica e de caráter permanente.

Iriny Lopes ocupará Secretaria Especial de Política para as Mulheres.

A deputada federal Iriny Lopes (PT-ES) vai ocupar a Secretaria Especial das Mulheres no governo da presidente eleita, Dilma Rousseff. Aos 54 anos, Iriny foi reeleita em 2010 para o seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados. Seu trabalho como parlamentar inclui a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Casa, em 2005. Iriny também já integrou o Conselho de Ética da Câmara e foi relatora do processo que culminou na cassação do ex-deputado André Luiz, do Rio de Janeiro, flagrado num diálogo em que tentava extorquir 4 milhões de reais do empresário de jogos Carlos Cachoeira. Em 2009, foi relatora da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, em que pediu o indiciamento do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity. Deve-se à ação dos deputados dessa CPI o desmantelamento de um complexo aparelho clandestino de espionagem criado dentro do estado para bisbilhotar a vida de ministros, magistrados, advogados e jornalistas - em síntese, o embrião de um estado policial que contava com o aval da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o apoio de membros da Polícia Federal e a simpatia e conivência de alguns juízes e procuradores da República. A deputada está no PT desde 1984. Ela pertence a tendência Articulação de Esquerda e chegou a integrar a chamada “bancada agrária”, simpática ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Dilma escolhe Lúcia Falcón para Desenvolvimento Agrário

Convidada pela presidente eleita, Dilma Rousseff, a atual secretária de Planejamento de Sergipe, Maria Lúcia de Oliveira Falcón, deve ocupar o Ministério de Desenvolvimento Agrário a partir de janeiro. Falcón tem o apoio dos governadores de Sergipe, Marcelo Deda (PT), e da Bahia, Jaques Wagner (PT). O principal concorrente de Falcón era o senador eleito e ex-governador do Piauí, Wellington Dias (PT). Na última semana, entretanto, Dilma fez o convite a Maria Lúcia. A mudança de mãos do ministério desagradou a DS, corrente do PT que historicamente comanda a pasta nos governos Lula.

A esquerda petista sai enfraquecida no governo Dilma

A derrota da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, enfraqueceu a Democracia Socialista (DS). Essa tendência comandou o Ministério do Desenvolvimento Agrário no governo Lula e não se conforma com a perda da pasta. A DS está segurando o anúncio da ex-secretária de Planejamento de Sergipe Maria Lúcia Falcón, indicação dos governadores Marcelo Déda (SE) e Jaques Wagner (BA). A Articulação de Esquerda, que comandava o Ministério da Pesca, já dançou. A Mensagem, do governador Tarso Genro (RS), fez José Eduardo Cardozo (Justiça), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e deve fazer Fernando Haddad (Educação).

fonte: Agencia O Globo.

Camponeses celebram a 1ª reforma agrária por conta própria na Amazônia

EPAMINONDAS HENK
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FAZENDA SANTA ELINA, Corumbiara – Durante três dias famílias de camponeses celebraram aqui o corte popular e a entrega de certificados de posse das terras, remarcadas depois de muitos anos de luta e sacrifícios.
A estrada em precárias condições de tráfego obrigou muitas famílias a andarem a pé distâncias entre 12 e 15 quilômetros.
Segundo os organizadores, o Comitê de Defesa das Vítimas de Santa Elina (Codevise) e a Liga dos Camponeses Pobres (LCP) de Rondônia e Amazônia Ocidental, compareceram camponeses e apoiadores da luta pela terra das cidades e acampamentos de Adriana, Ariquemes, Alto Guarajus, Buritis, Canaã, Cacoal, Cerejeiras, Jacinópolis, Jaru, Lamarca, Machadinho do Oeste, Nélio, Raio de Sol, Rio Alto, Rondolândia, Vanessa, Vitória da União, Corumbiara, Chupinguaia, Espigão do Oeste, Vila Palmares e Vilhena.
A iniciativa da LCP e do Codevise no início do mês é inédita na história fundiária amazônica. Ela foi concebida e se fortaleceu numa região conhecida por conflitos agrários que resultaram em prisões e mortes desde os anos 1980, quando ocorreu o conflito na Fazenda Cabixi.
Queima de fogos e almoço coletivo abriram a festa. Em seguida, os camponeses entoaram o hino “Conquistar a Terra”. Logo depois representantes das organizações democráticas falaram.

Zé Bentão: presente!

­­Na homenagem às vítimas da luta pela terra em Rondônia, a cada nome lido, todos respondiam: presente!
Com o nome estampado numa faixa, o líder camponês Francisco Pereira do Nascimento, o Zé Bentão, era um deles. Membro fundador da LCP no estado, ele foi brutalmente assassinado a mando de latifundiários em Jacinópolis, no ano de 2008. A Assembléia Popular da área batizou a área cortada da Fazenda Santa Elina como Área Revolucionária Zé Bentão.
Torneios de futebol e voleibol, teatro e forró animaram os participantes. Jovens encenaram a luta de uma vila em que camponeses se rebelaram contra os abusos do latifúndio. A atividade despertou bastante interesse e muitos camponeses se emocionaram.

Entrega dos certificados

­­A entrega dos certificados revestiu-se do momento mais importante. Chamavam os nomes dos camponeses na frente da plenária e cada um recebia o documento correspondente à sua posse.
Mais que a simples entrega de um documento, diante de fisionomias alegres, a cerimônia expressou a concretização de 15 anos de luta, desde a chacina de nove de agosto de 1995. “Há 15 anos o sangue derramado pelos camponeses neste chão regou a semente da luta em nossos corações e mentes; esta semente cresceu, floresceu e deu frutos e hoje suas raízes são tão profundas que o latifúndio já não pode destruir, pelo contrário somos nós que podemos e devemos destruí-lo”, disse um camponês.
Atentamente observado a cada frase, esse trabalhador pediu a todos “para que sempre se lembrassem dos combatentes mortos por assassinato pelas balas do latifúndio e pelas mãos malditas de seus carrascos”. “Eles acreditaram no sonho”.

Acerto de contas

­­Na mesma fala, previu “não estar longe o dia em que haverá um acerto de contas”. “Aí, todos terão de pagar muito caro pelas humilhações, abusos, mortes, miséria e desgraças que causaram às gerações passadas e presentes de camponeses pobres, escravos negros e povos indígenas!”, proclamou.
Líderes e demais beneficiados pelos certificados dos lotes celebraram “a destruição de mais uma parte do latifúndio”. Outro orador, no mesmo tom emocionado, disse: “Sabemos e temos dito que a cada punhalada que damos nele ficará mais fraco até que um dia morrerá pra sempre! É nisso que acreditamos e por esse objetivo temos lutado e seguiremos lutando! Façamos como os companheiros de Santa Elina para cravarmos a bandeira da Revolução Agrária por todos os cantos destruindo o latifúndio e construindo uma verdadeira e Nova Democracia em nosso País.”

QUEM PARTICIPOU

Além do Codevise e da LCP (do Pará e de Rondônia), prestigiaram o ato, entre outros, o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo), Associação Brasileira dos Advogados do Povo, Socorro Popular, Movimento Estudantil Popular Revolucionário, Movimento Feminino Popular, Liga Operária, Sindicato dos trabalhadores Rurais de Espigão do Oeste, Sindicato da Construção Civil de Belo Horizonte, Escola Popular Orocílio Martins Gonçalves, Escola Popular de Rondônia.

fonte: http://www.rondoniasim.com.br/?secao=4&id=4264

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O dogma da liberdade de imprensa.

Episódio 1 - O Bolinhagate.
Durante a campanha eleitoral a Rede Globo mostrou no Jornal Nacional uma montagem distorcendo fatos e vendendo como verdade uma mentira. Estamos falando do episódio da bolinha de papel que virou na versão do PIG um "artefato" pesado que quase causou traumatismo craniano no fingido candidato. De tão absurda, a farsa não interferiu na eleição de Dilma. Entretanto, aquela não inocente montagem está capitulada como crime eleitoral na legislação brasileira. O blogueiro Marcelo Zelic lembra, em seu site, que a apuração do bolinhagate "É fundamental para que nas próximas eleições práticas subterrâneas como as que vivemos nas eleições 2010 sejam coibidas e o povo brasileiro possa escolher seus representantes sem a manipulação reincidente de uma emissora de tv e falsos debates em cima de fatos criados para atingir os adversários, distantes dos temas relevantes para uma boa decisão.

Para Zelic, se o Procurador Geral da República Sr. Roberto Gurgel decidir por se omitir e arquivar a apuração da farsa do bolinhagate; o estímulo à calúnia, à mentira visando ganho eleitoral e político, o jogo rasteiro do vale-tudo e a manipulãção estarão contemplados e liberados para a eleição de 2012. Caso o Procurador decida levar adiante a apuração de responsabilidade, é provável que a Rede Globo venha a público denunciar em editorial, perseguição, censura e quebra da liberdade de imprensa.

Episodio 2 - Lula e o WIKILEAKS.

Noutro episódio recente o Presidente Lula veio a público defender liberdade de imprensa ao site Wikileaks que divulgou material secreto relativo a comunicação das embaixadas dos Estados Unidos em diversos países do mundo, mostrando o clima conspirativo da diplomacia imperialista americana. De uma hora para outra começaram a pipocar denuncias contra o criador do Wikileaks, Julian Assange, que resultaram em sua prisão na Inglaterra.

Em contra ponto, no seu twitter, o senador tucano Eduardo Azeredo, aquele do mensalão mineiro, esquece das importantes informações divulgadas por Assange e o qualifica de hacker e acha um absurdo o Presidente Lula vir em sua defesa. Às favas com essa tal liberdade de imprensa quando ela incomoda a nós. É boa quando incomoda os adversários.

Episódio 3 - O blog do governador Confúcio.

Na data de hoje (10/12/2010) o governador eleito em Rondônia, Confúcio Moura, divulgou parte do seu secretariado. A novidade é que fez isso não em uma coletiva de imprensa, num hotel cinco estrelas, com boca livre para jornalista, senão diretamente no seu blog. Desde a sua campanha eleitoral, quando a imprensa só abria espaço positivo para o candidato governista agora derrotado, o doutor Confúcio, rompeu o monopólio e a filtragem da notícia se comunicando diretamente com seus eleitores mediante seu blog.
Li nos sites noticiosos, "jornalista" indignados com essa forma de divulgação direta e sem intermediários do governador eleito. Teve alguns que chegaram a chamar esta atitude do eleito de falta de coragem de encarar frente a frente, chamando o governador de covarde. Pelo contrário, sua excelência (quase) não vai precisar de menino de recados, ele mesmo dirá a todos.

Episódio 4 - É com você.

Pense um pouco e responda para sí mesmo. Liberdade de imprensa é um dogma indiscutível, ou há que impor os limites da ética e da verdade? A imprensa pode gozar de tão ampla liberdade que possa até publicar mentiras como fato verdadeiro?
Numa democracia ninguém está acima da lei, nem o Presidente, nem o congressista, nem os juízes dos tribunais, e nem tampouco os jornalistas e a imprensa.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ministério Público quer cassar mandato popular de Padre Ton.

O site RondôniaDinâmica publicou matéria sob título: "MP Rondônia move ação contra prefeito de Alto Alegre por dispensa de licitação para compra de remédio", a qual trancrevemos mais abaixo. O que nos causa estranheza é o oportunismo da ação proposta pelo zeloso promotor Otávio Xavier de Carvalho Júnior. Fatos supostamente ocorridos em 2009, já auditado pelo Tribunal de Contas e fruto de investigação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito; só agora são denúnciados à justiça. Depois de ter obtido 32 mil votos e concorrido sem nenhum embargo do MP ou do TCE, só agora que o povo o julga merecedor de mais um mandato, o Ministério Público se manifesta. Não é muito extranho? Seria correto deixar cidadãos sem remédios?
Veja a matéria publicada.

"O Ministério Público de Rondônia, por meio da Promotoria de Justiça de Alta Floresta do Oeste, propôs Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Alto Alegre dos Parecis, Mariton Benedito de Holanda, e mais dois ex-secretários de Saúde do município. Nos anos de 2008 e 2009, a Prefeitura adquiriu medicamentos, de forma fracionada, com a dispensa indevida de licitações, alegando, falsamente, caráter emergencial.

Na ação, o Promotor de Justiça Otávio Xavier de Carvalho Júnior ressalta que o montante das aquisições chegou a mais de R$ 300 mil, em valores da época. As compras foram feitas sem que a Lei de Licitações fosse cumprida, ao longo de 24 meses.

O membro do MP-RO informa que a Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada para apurar o caso na época observou que a Prefeitura, por meio do prefeito Mariton Benedito de Holanda e dos secretários de Saúde, Lázaro Elias Pereira e Edson Genuíno de Souza, inverteu a regra do estatuto de licitações, passando a tratar situações normais como emergenciais para dispensar licitações exigidas pela nº Lei 8.666/85.

De acordo com o Promotor de Justiça, Mariton Benedito de Holanda autorizou inúmeras compras sem licitações e os ex-secretários de Saúde concorreram diretamente para todas as dispensas injustificadas, já que faziam os pedidos para as compras de medicamentos e, depois de autorizados, faziam as compras ignorando a lei. Ele afirma ainda que durante as dispensas de licitação para aquisição de medicamentos básicos e de uso corriqueiro, outras licitações foram realizadas, não constando qualquer justificativa para as compras paralelas.

O MP requer o julgamento antecipado da ação, diante das provas documentais apresentadas, com a consequente declaração da prática dos atos de improbidade administrativa contra o ex-prefeito e os ex-secretários de Saúde, condenando-os às sanções previstas na Lei Federal nº 8.429/92."

fonte: http://www.rondoniadinamica.com/ler.php?id=21567&edi=1&sub=7

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Noticiário político na rede.

Decisão do TSE pode tirar mandato de Garçon e Chiquilito Erse.
http://www.rondoniasim.com.br/?secao=13&id=4220

O ministro Marco Aurélio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deferiu liminar em mandado de segurança para determinar que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) refaça o cálculo dos votos destinados nas Eleições 2010 à bancada do Partido Trabalhista do Brasil (PT do B) do Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados. Com a decisão, a legenda elegerá, pelo quociente eleitoral, o candidato Cristiano José Rodrigues de Souza, que concorreu ao cargo de deputado federal pelo Rio de Janeiro, tendo recebido 29.176 votos válidos.

Na hipótese se que a decisão seja mantida, pelo princípio da isonomia, ela vai valer para todo o país. No que diz respeito a Rondônia, caso os recursos do ex-deputado federal Natan Donadon sejam rejeitados, a contabilização dos seus votos resultará na perda do mandado do deputado Lindomar Garçon (PV e na abertura de uma nova vaga para o PMDB na Câmara, que será assumida pelo hoje primeiro suplente da legenda Amir Lando.

As mudanças alcançarão também a Assembléia Legislativa. Mas em função dos vários recursos dos que não tiveram os votos contabilizados para si próprios, se mantidas as restrições, tais votações reverterão em benefício dos partidos abrindo novas vagas para os respectivos filiados e interditando alguns dos mandatos de candidatos hoje tidos como eleitos.

Embora não se saiba ao certo a extensão dessas mudanças, ao dar a notícia o site “Tudorondonia” dá como certas a interdições de candidatos considerados eleitos pela média citando entre estes David Chiquilito e Flavio Lemos.


Sucessão do Prefeito de Porto Velho.
http://www.robertogutierrez.com.br/

A pretensão do deputado federal Eduardo Valverde (PT-RO) de candidatar-se a prefeito de Porto Velho nas eleições de 2012 pode ficar apenas nisso. É que o prefeito Roberto Sobrinho (PT) que está no segundo mandato tem outras pretensões. A vereadora e deputada estadual eleita Epifânia Barbosa (PT) é o nome preferido de Sobrinho para a disputa de 2012. Quem viver verá.

TRE desaprova prestações de contas de candidatos eleitos
http://www.tudorondonia.com.br/

Cassol, Moreira Mendes, Luiz Cláudio da Agricultura, Epifânia, Jaques Testoni e Valter Araújo tiveram as contas rejeitadas. A primeira a ter suas contas desaprovadas ainda na semana passada foi Glaucione Rodrigues. Ainda cabe recurso.

domingo, 5 de dezembro de 2010

A Teia do protagonismo social e o companheirismo petista

O protagonismo social, nos lembram o geografo Glauco Rodrigues, é a ação de um grupo, classe ou segmento da sociedade que se coloca como principal sujeito na dinâmica social, é a forma de se colocar e se afirmar como produtores da história e do devir social. Significa que as pessoas tomam para si próprias o controle de suas vidas, constróem estratégias de ação coletiva para se colocarem como sujeitos políticos efetivos, amenizando e buscando superar os limites da democracia representativa e, principalmente, colocando-se como portadores de novos direitos políticos, culturais, econômicos, estéticos, sexuais, etc.
O protagonismo social implica um complexo processo de construção social de uma identidade coletiva, de um imaginário social, uma subjetividade, formas de organização, manifestação, possibilidades concretas de organização, margem política e econômica de manobra e, por fim, o interesse em superar determinada condição social.

O protagonismo social assim definido não é difícil de entender. A dificuldade está na sua implementação. Principalmente num país marcado pelo messianismo religioso, que somado ao paternalismo dá como sub produto o coronelismo político. Essa esperança no aparecimento de um messias que instalará o céu na terra, sem lutas, sem suor, sem rompimentos com o isolamento individualista, atrapalhou até a convocação para a solidariedade trazida a tanto tempo por Jesus. Também a seu modo, Geraldo Vandre cantava que "quem sabe faz a hora e não espera acontecer". Porém persiste o sonho infantil de que aparecerá alguem que nós dará individualmente tudo o que precisamos. Não é fácil se livrar, de uma hora para outra, de séculos de dominação e colonização mental tutelante. Está entranhado dentro de cada latino americano e teima em reaparecer tal qual câncer na fase de metástase. Quando se pensa estar curado, eis que de repente reaparece.

O Partido dos Trabalhadores nasceu para ser um organismo composto daqueles milhões de cidadãos que ousam sonhar que um outro mundo é possível. Até nosso inimigos nos caricaturizam como "os companheiros", lembrando a forma amistosa e solidária como nos tratamos. O certo é que não existe hierarquia entre companheiros. Ninguem é superior ou inferior. Para ser mais radical, melhor até seria que nos chamassemos de camaradas (que não admite nem flexão de gênero, tal o sentimento de igualdade).

Recentemente numa rodada de avaliação, um companheiro chegou a externalizar sua dúvida se ainda podia chamar de companheiro a outro companheiro que exerce um importante cargo no poder executivo em Rondônia. Por que nasceu essa dúvida na cabeça daquele companheiro que estava avaliando? Seria o companheiro avaliado um traidor do Partido? - A meu ver essa dúvida nasce da falsa expectativa de que ao elegermos alguem para um cargo executivo, o companheiro eleito passa a ser o único protagonista das transformações sociais que o partido traz em seu programa. Por exemplo: muitos companheiros se demobilizaram depois da posse do Lula, acreditando que agora era só esperar que o companheiro metalúrico baixaria decretos e leis que resultariam num Brasil socialista.

Sei que a realidade não é tão simplista e nem esquemática como estou caricaturando, mais grosso modo isso também ocorreu com Ana Júlia Carepa no Pará e com Roberto Eduardo Sobrinho em Porto Velho, além de outros lugares. Também ficou claro que em muitos momentos os companheiros eleitos se comportaram de forma arrogante, autoritária e exclusivista e assim erraram e tem parcela de culpa. Neste sentido, muitos encontros de avaliação tem ocorrido em todos os lugares onde o PT é ou foi governo. Mais e nós os militantes, não vamos assumir nossa parcela de culpa? Aqueles companheiros tiveram que sair das ruas e ocupar os palácios e suas funções administrativas obedecendo uma rotina imposta em lei num estado republicano. E nós, por que abandonamos as ruas os movimentos sociais? Onde estivemos até agora? Na plateia, lendo a Veja? Quem é o responsável pela organização do protagonismo social?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Jobim, o informante.

por Leandro Fortes

Uma informação incrível, revelada graças às inconfidências do Wikileaks.org, circula ainda impunemente pela equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff: o ministro Nelson Jobim, costumava almoçar com o ex-embaixador dos Estados Unidos no Brasil Clifford Sobel para falar mal da diplomacia brasileira e passar informes variados.
Para agradar o interlocutor e se mostrar como aliado preferencial dentro do governo Lula, o ministro de estado da defesa Jobim, menosprezava o Itamaraty, apresentado como cidadela antiamericana, e denunciava um colega de governo, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, como militante antiyankee. Segundo o relato produzido por Clifford Sobel, divulgado pelo Wikileaks, Jobim disse que Guimarães “odeia os EUA” e trabalha para “criar problemas” na relação entre os dois países.

Ignorância rabulática.

O colunista Alan Alex escreveu sobre o deputado Moreira Mendes afirmando que "O parlamentar rondoniense é o único que se posiciona claramente sobre suas convicções. Defende o setor agropecuário e recentemente criticou uma homenagem que o Congresso quer fazer ao líder do MST João Pedro Stédile, a quem Moreira Mendes classifica como "baderneiro". O parlamentar está certo. Stédile deveria ser preso porque promover as destruições em propriedades produtivas como o MST fez recentemente são dignas de cadeia, e não de medalhas. Dessa vez a companheirada exagerou nos rapapés." [ http://www.tudorondonia.com/noticias/enquanto-confucio-passeia-transicao-estaciona,19520.shtml ]

Sobre a opinião do deputado, com a qual não concordamos, nada temos a comentar pois ele tem coerência na defesa da sua classe social: os fazendeiros. Moreira Mendes é advogado e como tal, conhecedor das leis, não ousa ir além de chamar o lider do MST de "baderneiro". Por outro lado o jornalista Alan Alex vai mais longe quando sentencia que o lider João Pedro Stédile deveria estar preso. Ora, sabemos que cadeia é pra quem comete crime. Até concordamos que promover invasão de propriedades produtivas é crime. A discussão passa a ser: - o que é uma PROPRIEDADE PRODUTIVA?

A constituição federal, nossa lei magna, consagra o princípio da função social da terra. Significa que só tem direito à sua propriedade aquele que a explora com um mínimo de produtividade. Produtividade, por sua vez, é uma relação entre a quantidade obtida por unidade de área. Os índices de referência vigindo atualmente reportam à década de 70 do século passado. Depois da tão propalada eficiencia agronômica conseguida com as pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA,a produtividade padrão deveria ser atualizada. Entretanto a entidade que representa os fazendeiros e grandes proprietário de terra, a CNA - Confederação Nacional da Agricultura, se mostra visceralmente contra essa providência.

Mesmo se considerarmos os defasados índices de produtividade mantidos a quarenta anos, muitas propriedades, tanto grandes como pequenas, não passam no teste e portando são propriedades improdutivas. Se são improdutivas não há que se falar em direito de propriedade pelo seu atual titular. Assim, tem todo o direito o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST, de reinvindicá-la, em conformidade com a legalidade instituída no princípio constitucional.

O mundo precisa cada vez mais de alimentos. Hoje temos cerca de 7 bilhões de boca para alimentar todos os dias. Manter terra sub explorada e portanto improdutiva, esse é o verdadeiro crime contra a humanidade. Estes sim são os verdadeiros criminosos.

Viva o MST. Viva a Reforma Agrária. Viva João Pedro Stédile e seus companheiros de luta. Abaixo a fome. Abaixo a ignorância dos rábulas [rabulática}.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Chega de apenas discurso. Para construir uma nova sociedade é preciso agir.

No site http://www.scn.org/mpfc/sitep.htm há interessante material sobre "Empoderamento de Comunidades". Postamos abaixo uma pequena amostra.

"Muitas pessoas, incluindo políticos e jornalistas, quando visitam as comunidades, querem observar as infraestruturas (por ex: latrinas, estrada, clínica, bomba de água ou escola) e avaliar o sucesso do programa de acordo com a sua estrutura física.

Apesar de muitas dessas estruturas serem os objectivos imediatos das próprias comunidades, não são os objectivos final do fortalecimento da comunidade. Para os mobilizadores, a infraestrutura é apenas um meio de promover a mudança social nas comunidades.

Os nossos objetivos estão incluidos na vertente "mudança social" do desenvolvimento.

Tentamos motivar e apoiar as organizações da comunidade a construir novas infraestruturas ou a recuperar e manter as já existentes. Ou seja, os objectivos da comunidade são esencialmente os objetos físicos, como o posto de saúde, a estrada, a ponte, rede de abastecimento de água, esgotos e fossas. Dizemos que estes são apenas meio e não fim pois os objetivos permanente de fortalecer a capacidade da comunidade concentram-se nas pessoas, o modo como se organizam, como se relacionam com a liderança e governo interno e externo, as suas atitudades, comportamentos, competências e organização institucional.

Os objectivos do empoderamento da comunidade, por conseguinte, estão relacionados com o elemento humano do desenvolvimento, e as infraestruturas físicas e a sua contrução e manutenção são apenas um "meio" e não o fim.

Os objetos visíveis (água, educação, saúde) são secundários na ordem de importância, desde que a escolha do tipo de atividade seja feita por consenso e identificada como prioritária pela própria comunidade.

Uma escola construida por uma comunidade é o resultado não só da formação que a comunidade recebeu em gestão, mas também dos meios ou estratégia que utilizaram a ação da comunidade para melhorar a sua capacidade de auto-desenvolvimento. O sucesso não é a clínica, mas sim a capacidade da comunidade (de escolha, planejamento e construção)...

para conhecer mais, consulte http://www.scn.org/mpfc/modules/emp-intp.htm

Tendências disputam Ministério da Pesca.

por: Andréia Sadi e Adriano Ceolin.

Apesar de ser motivo de piada na maior parte da base aliada no Congresso, o Ministério da Pesca tem sido objeto de disputa entre duas alas diferentes do PT. A corrente minoritária Articulação de Esquerda tenta manter o atual ministro Altemir Gregolin (na foto ao lado), enquanto a majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB) deseja emplacar a senadora Ideli Salvatti. Os dois são integrantes do PT de Santa Catarina.

Nas negociações para a formação do governo Dilma Rousseff, políticos da base governistas não querem nem ouvir falar em comandar a Pesca. Isso porque a presidenta eleita sinalizou com a possibilidade de promover uma dança das cadeiras na Esplanada. Liderados pelo PMDB, políticos da base impõe uma condição: "Aceitamos troca. Só não pode ser uma com a Pesca".

Criada como secretaria por Lula em 2003, a pasta ganhou status de ministério em 2008. No entanto, sempre um petista de Santa Catarina esteve no comando. O primeiro a ocupar o cargo foi José Fristh, candidato derrotado ao governo catarinense em 2002. Em 2006, ele saiu do ministério para disputar o governo de novo. Acabou derrotado mais uma vez. Em 2007, tentou voltar para o Ministério da Pesca. Em vão. A cadeira de ministro já estava ocupada por Altemir Gregolin. Com o apoio de Lula, lá ele permaneceu. Curiosamente, os dois são da mesma corrente interna do PT, a Articulação de Esquerda. Agora, em 2010, Gregolin tenta permanecer no cargo no futuro governo Dilma.

Durante a campanha eleitoral, Gregolin procurou marcar presença em eventos. Entre os petistas, causou a participação do ministro na linha de frente do discurso do fim do primeiro turno. Ele próprio já disse que tem intenção de ficar no cargo. Por isso, mantém uma agenda intensa, com inauguração e viagens.

Na segunda-feira, Gregolin estava em Roma (Itália) como um dos coordenadores da reunião da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Na quarta-feira, participa da inauguração de um terminal pesqueiro público, na Bahia. Na semana que vem, irá entregar "caminhões-feira" a 50 prefeitos em Brasília.

Partilha

Apesar de ter sido cotada em princípio para ocupar a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, aliados de Ideli tentam colocá-la como opção para a Pesca. Além de ser integrante da ala majoritária CNB, ela ganhou prestígio com Lula ao atuar em defesa do governo durante os oito anos que exerceu seu mandato no Senado. Líder do governo no Congresso até abril deste ano, Ideli concorreu o governo catarinense, mas acabou ficando em terceiro lugar.

"Eu não sei de nada. Nessas horas é melhor não saber de nada. Estou quieta no meu canto", desconversa Ideli em conversa com o iG por telefone. A senadora também não se arrisca a falar sobre o futuro de Gregolin, seu companheiro de partido no Estado. Ela, no entanto, disse que é importante a pasta ficar com algum representante de Santa Catarina "Somos a maior indústria pesqueira do País. Somos o maior produtor de aqüicultura. Por isso é relevante para Santa Catarina (a pasta)", disse Ideli. "No início do governo Lula, o ministério foi reivindicado pelo Estado. Foi um compromisso que o presidente assumiu ainda na campanha de 2002", completou a senadora.

fonte: portal IG

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

CUT critica discurso de corte de gastos adotado pela equipe econômica

Escrito por: Isaías Dalle

A eleição de Dilma Rousseff foi conduzida pela esperança de aprofundar as mudanças. Entre as expectativas para o futuro governo, uma vem das promessas que a própria Dilma fez: erradicar a miséria do Brasil até 2014. Logo, a única alternativa é ampliar os investimentos públicos em políticas sociais, aprofundar a ação do Estado e aplicar maciçamente recursos no desenvolvimento de setores como a educação e a saúde e na valorização permanente do salário mínimo e da renda dos trabalhadores.

A conclusão, resultado dos debates realizados na manhã desta terça (30) durante a primeira parte da reunião da Executiva Nacional da CUT, contraria o discurso que a equipe econômica do futuro governo vem sustentando nos últimos dias.“Estamos ouvindo o discurso de que é preciso reduzir os gastos de custeio, limitar os investimentos nas políticas publicas e sociais. Ao mesmo tempo, a Dilma, que foi eleita pelo povo brasileiro, promete erradicar a miséria. Para isso, tem de investir na educação, na saúde, tem de ter Estado”, comentou o presidente da Central, Artur Henrique, na abertura da análise de conjuntura, que seria conduzida pelo coordenador técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, logo depois. “A Dilma não foi eleita para fazer o mesmo. Ela foi eleita para aprofundar as mudanças”, afirmou ainda Artur. Portanto, a CUT deve cobrar do futuro governo, desde já, a garantia de uma interlocução permanente, um canal formal de diálogo: “Queremos uma outra forma de enxergar o movimento social e sindical. Eu não quero discutir só pauta de reivindicações. Eu quero discutir projeto de País. Nós temos propostas. Queremos ter influência política nos rumos do desenvolvimento”, disse o presidente da Central.

Crescimento no horizonte. E a distribuição?

Com o objetivo de disputar os rumos do futuro governo, Clemente Ganz Lúcio desafiou a audiência a pensar num projeto de dez anos. E fez um prognóstico: “Temos grande chance de um crescimento econômico continuado na média de 4%, 4,5% ao ano. Se acontecer, viveremos uma experiência inédita: nunca nenhum de nós viu isso acontecer. Se isso se confirmar, nossa renda média de 10 mil dólares por ano poderá chegar a 20 mil dólares”.

fonte: http://artesquerda.blogspot.com/