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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A quinta onda.

por Rodrigo Vianna

O jornalista Tony Chastinet é um especialista em desvendar ações criminosas. Sejam elas cometidas por traficantes, assaltantes de banco, bandidos de farda ou gangues do colarinho branco. Foi o Tony que ajudou a mostrar os caminhos da calúnia contra Dilma, como você pode ler aqui.

O Tony é também um estudioso de inteligência e contra-inteligência militar. E ele detectou, na atual campanha eleitoral, o uso de técnicas típicas de estrategistas militares: desde setembro, temos visto ações massivas com o objetivo de disseminar “falsa informação”, “desinformação” e criar “decepção” e “dúvida” em relação a Dilma. São conceitos típicos dessa área militar, mas usados também em batalhas políticas ou corporativas – como podemos ler, por exemplo, nesse site.

Na atual campanha, nada disso é feito às claras, até porque tiraria parte do impacto. Mas é feito às sombras, com a utilização de uma rede sofisticada, bem-treinada, instruída. Detectamos nessa campanha, desde a reta final do primeiro turno, 4 ondas de contra informação muito claras.

1) Primeira Onda – emails e ações eletrônicas: mensagens disseminadas por email ou pelas redes sociais, com informações sobre a “Dilma abortista”, “Dilma terrorista”, “Dilma contra Jesus”; foi essa técnica, associada aos sermões de padres e pastores, que garantiu o segundo turno.
2) Segunda Onda – panfletos: foi a fase iniciada na reta final do primeiro turno e retomada com toda força no segundo turno; aqueles “boatos” disformes que chegavam pela internet, agora ganham forma; o povão acredita mais naquilo que está impresso, no papel; é informação concreta, é “verdade” a reforçar os “boatos” de antes;
3) Terceira Onda – telemarketing: um passo a mais para dar crédito aos boatos; reparem, agora a informação chega por uma voz de verdade, é alguém de carne e osso contando pro cidadão aquilo tudo que ele já tinha “ouvido falar”.
4) Quarta Onda – pichações e faixas nas ruas: a boataria deixa de frequentar espaços privados e cai na rua; “Cristãos não querem Dilma e PT”; “Dilma é contra Igreja”; mais um reforço na estratégia. Faixas desse tipo apareceram ontem em São Paulo, como eu contei aqui.

O PT fica, o tempo todo, correndo atrás do prejuízo. Reparem que agora o partido tenta desarmar a onda do telemarketing. Quando conseguir, a onda provavelmente já terá mudado para as pichações.

Há também a hipótese de todas as ondas voltarem, ao mesmo tempo, com toda força, na última semana de campanha. Tudo isso não é por acaso. Há uma estratégia, como nas ações militares.

O que preocupa é que, assim como nas guerras, os que tentam derrotar Dilma parecem não enxergar meio termo: é a vitória completa, ou nada. É tudo ou nada – pouco importando os “danos colaterais” dessas ações para nossa Democracia.Reparem que essas ondas todas não foram capazes de destruir a candidatura de Dilma. Ao contrário, a petista parece ter recuperado força na última semana. Mas as dúvidas sobre Dilma ainda estão no ar.

Minha mulher fez uma “quali” curiosa nos últimos dias. Saiu perguntando pro taxista, pro funcionário da oficina mecânica, pro vigia da rua de baixo, pra moça da farmácia: em quem vocês vão votar? Nessa eleição, pessoas humildes- quando são indagadas por alguém de classe média sobre o assunto - parecem se intimidar. Uns disseram, bem baixinho: “voto na Dilma”, outros disseram “não sei ainda”. Quando minha mulher disse que ia votar na Dilma, aí as pesoas se abriram, declararam voto. Mas ainda com algum medo de serem ouvidos por outros que chamam Dilma de “terrorista”, “vagabunda”, “matadora de criancinhas”. O que concluo: as técnicas de contra-inteligência de Serra conseguiram deixar parte do eleitorado de Dilma na defensiva. As pessoas – em São Paulo, sobretudo -têm certo medo de dizer que vão votar em Dilma.
Esse eleitorado pode ser sensível a escândalos de última hora. Não falo de Erenice, Receita Federal, Amaury – nada disso.

Tony teme que as o desdobramento final da campanha (ou seja a “Quinta Onda”) inclua técnicas conhecidas nessa área estratégico-militar: criar fatos concretos que façam as pessoas acreditarem nos boatos espalhados antes.

Do que estamos falando? Imaginem uma Igreja queimando no Nordeste, e panfletos de petistas espalhados pela Igreja. Imaginem um carro de uma emissora de TV ou editora quebrado por “raivosos petistas”.

Paranóia?

Não. Lembrem como agiam as forças obscuras que tentaram conter a redemocratização no Brasil no fim dos anos 70. Promoveram atentados, para jogar a culpa na esquerda, e mostrar que democracia não era possível porque os “terroristas” da esquerda estavam em ação. Às vezes, sai errado, como no RioCentro.

Por isso, vejo com extrema preocupação o que ocoreu hoje no Rio: militantes do PT e PSDB se enfrentaram numa passeta de Serra. É tudo que o que os tucanos querem na reta final: a estratégia, a lógica, leva a isso. Eles precisam de imagens espataculares de “violência”, da “Dilma perigosa”, do “PT agitador” – para coroar a campanha iniciada em agosto/setembro.

Espero que o Tony esteja errado, e que a Quinta Onda não venha. Se vier, vai estourar semana que vem: quando não haverá tempo para investigar, nem para saber de onde vieram os ataques.
Tudo isso faz ainda mais sentido depois de ler o que foi publicado aqui , pelo ”Correio do Brasil”: uma Fundação dos EUA mostra que agentes da CIA e brasileiros cooptados pela CIA estariam atuando no Brasil – exatamente como no pré-64.

Como já disse um leitor: FHC queria fazer do Brasil um México do sul (dependente dos EUA), Serra talvez queira nos transformar em Honduras (com instituições em frangalhos).Os indícios estão todo aí. Essa não é uma campanha só “política”. Muito mais está em jogo. Técnicas de inteligência militares estão sendo usadas. Bobagem imaginar que não sejam aprofundadas nos dez dias que sobram de campanha.

Por isso, o desespero do PSDB com as pesquisas. Ele precisa chegar à ultima semana com diferença pequena. Se abrir muito, até a elite vai desconfiar das atitudes das sombras, vai parecer apelação demais.

Por último, uma pergunta: por que o “JN” adiou o Ibope – que deveria ter sido divulgado ontem? Porque Serra estava na bancada do jornal. A Globo não quis constranger Serra com uma pesquisa ruim? Imaginem as pressões sobre Montenegro, de ontem pra hoje? O PSDB precisa segurar a diferença em 8 pontos no máximo.Para que a estratégina de ataque final, na última semana, tenha chance de surtir efeitos.Estejamos preparados pra tudo. E evitemos entregar à turma das sombras o que ela quer: agressões contra Serra, contra Igrejas, contra carros de reportagem.

O Brasil precisa respirar fundo e passar por esse túnel de sombras em que acampanha de Serra nos lançou.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

CPT avalia o resultado das eleições de 2010 e nova correlação de forças.


Estamos postando abaixo um e-mail recebido da Comissão Pastoral da Terra, com sua análise do resultado das eleições do dia 03 de outubro.

I- Eleições presidenciais

1. A mídia ocupou o papel de direita ideológica/programática ao governo Lula. Puxou a corda para a direita e abriu espaço para candidaturas contra o governo Lula, forçando a barra manipulando, para termos segundo turno. E conseguiram.. A imprensa construiu progressivamente um clima negativo para Dilma, criando uma série de “escândalos” para desacreditar a campanha (como a quebra de sigilo de parentes e correligionários de Serra na Receita Federal, o lobby para empresas do filho da então ministra da Casa Civil, que foi demitida). Paralelamente, pesquisas de opinião passaram a apontar a queda de Dilma, criando um clima para o 2º turno.

2. Foram espalhados uma série de boatos em relação à Dilma e ao PT, de corte fundamentalista conservador (da linha da defesa da “tradição, família e propriedade) pela internet (segundo dados do IBGE, 56,4 milhões de brasileiros com dez anos ou mais acessam a internet). Foram vídeos, textos e fotos que se espalharam nas chamadas redes sociais, para criar ambiente e desconfiança e medo no eleitor mais conservador, tanto em relação à Dilma como em relação ao PT. Temas como “ameaça da democracia”, “liberalização do aborto”, “invasão de privacidade”, “não segurar o PT e o Zé Dirceu”, “desrespeito à família”, “fim das liberdades religiosas”.

3. A candidatura Dilma fez 47% dos votos, e nisso se equiparou aos votos do Lula, no primeiro turno de 2006. Mas pela expectativa que se criou na militância e no PT de que poderia ganhar no primeiro turno, acabou virando um balde de água fria no ânimo.

4. A candidatura Serra não conseguiu galvanizar a oposição ao Governo Lula. Seu discurso direitista, mentiroso e as manipulações da imprensa o colocaram numa posição de direita ideológica, que foi derrotada.

5. Os votos dos tucanos e Serra, e também para governadores estaduais, tiveram vitórias nos estados dominados pela hegemonia do agronegócio.

6. A candidatura Marina fez 20% dos votos, galvanizou os descontentes da classe média, das igrejas e setores juvenis. Nisso se constituiu uma vitória política eleitoral pessoal. Pois não havia programa ou definição ideológica.

7. A candidatura PSOL saiu derrotada política e ideológica, ao não conseguir debater idéias e ter um desempenho eleitoral ridículo ( o candidato a presidente fez em todo país menos votos, do que o palhaço Tiririca, para candidato a deputado federal em São Paulo: apenas 885 mil votos).

8. O DEM sai bastante enfraquecido das eleições. Dos governos estaduais, ficou com SC e RN, que tem importância média no cenário nacional. No Senado, passou de 13 para 6 parlamentares. Na Câmara dos Deputados, elegeu 43 deputados (perdeu 12 em relação a 2006).

9. A expectativa era que a derrota dos tucanos fosse maior. Mesmo assim, comparando com a eleição anterior o PSDB sai bem menor, apesar de manter o poder político pelas vitórias em SP, MG e PR. No Congresso, os tucanos perderam muitos parlamentares. No Senado, ficará com 11 senadores, contra 16 em 2006. Na Câmara dos Deputados, terá 52 (contra 66 em 2006). O PPS caiu de 22 para 12 deputados federais, ficando com menos parlamentares que o PCdoB (14).

10. O crescimento do PMDB ficou aquém do que se projetava. Embora tenha ampliado a bancada no Senado (foi de 17 para 20), caiu na Câmara dos Deputados (foi de 89 para 78). No entanto, pode crescer com a entrada de parlamentares eleitos por partidos da oposição ou partidos pequenos.

11. O Partido Verde não controla seu eleitorado e nem a Marina. Estima-se que dos 20%, cerca de 5% vote nulo, 5% vá pro serra e 10% vá para a Dilma. Isso garantirá a vitória para a Dilma no segundo turno. As críticas feitas por Marina ao Governo Lula também servem ao Serra.

12. A candidatura Dilma, provavelmente, deverá adotar uma postura mais humilde e de maior abertura às teses ambientalistas e sociais defendidas pela Marina, para poder atrair seu eleitorado. Mas outros defendem a hipótese, de que assustados com a ofensiva conservadora da direita, com suas mentiras sobre aborto, terrorismo, etc. o discurso da candidatura Dilma tenda mais para o centro.

13. Curiosidades: Marina perdeu feio no Acre, ficando com a mesma média nacional. E ganhou de todos em Brasília. Já Serra ganhou em SC, PR, SP e nas regiões do agronegócio.

II- Governos estaduais

1. Os partidos da base do governo Lula, conseguiram ganhar as eleições em 14 estados. E isso amplia a correlação de forças pro governo federal, se Dilma ganhar.

2. As contundentes vitórias no Rio grande do sul, Bahia, Sergipe e Pernambuco representaram importantes derrotas da direita.

3. As forças partidárias da base do governo perderam eleições significativas no Paraná , Minas Gerais e São Paulo. Talvez tenha sido uma resposta do eleitorado a alianças espúrias e a candidatos pouco representativos feitas pela base governista..

4. As disputas de governos estaduais no segundo turno não vão alterar o cenário político ideológico. .
5. Curiosidades: Na Paraíba haverá segundo turno e Serra não terá apoio de ninguém. E a supressa foi o candidato do PSB ficar em primeiro. Em Minas gerais funcionou a aliança Dilmasia. E o candidato ao senado Pimentel, pelo PT, que havia sido o avalista da aliança petista com Aécio Neves foi derrotado.

III- No Senado

1. Os partidos da base do governo Lula, elegeram 54 senadores (aumento significativo em relação aos 39 anteriores) e a oposição caiu de 35 para 25 senadores. O PSDB e o DEM somados terão apenas 17 senadores. Frente aos partidos de esquerda que terão 23 senadores.
2. O PSOL (a corrente da APS) conseguiram eleger dois senadores (Amapá e Pará). Mas depende de julgamento no TSE que podem tirar a vaga do Pará.

3. Com o resultado obtido, teremos senadores mais progressistas e próximos das forças populares.

4. Diversos ícones da direita no senado perderam as eleições e sairão do senado, como: Arthur Virgilio, Tasso Jerissati, Sergio Guerra, César Borges, Romeu Tuma e Marco Maciel. E outros que se candidataram como César Maia, etc não conseguiram se eleger.
5. A candidata Heloisa Helena, ícone do PSOL, foi derrotada para o senado, em Alagoas.

IV. NA CAMARA DOS DEPUTADOS

1. Os deputados eleitos pelos partidos da base do governo Lula, conseguiram ser maioria na câmara dos deputados.

2. O PT será o partido com maior numero de deputados individualmente. Seguido pelo PMDB. Os partidos PT, PDT,PSB e PCdoB elegeram 161 deputados federais, enquanto PSDB e DEM elegeram somente 95.
3. As forças direitistas perderam muitos deputados.

4. Os setores mais reacionários ligados ao agronegócio mantiveram sua representação, entre eles Caiado, Stephanes, Lupion, Ônix, Lorenzoni, Heinze, e conseguiram eleger outros lideres ruralistas, como Quartiero da Roraima, Jerônimo Gorgen, do RS, e o filho da senadora Kátia Abreu, em Tocantins.

5. Dos 122 deputados federais computados pelo DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) como integrantes da BR, na 53ª legislatura (2006/2010), 77 se reelegeram (63%); 16 não conseguiram votos suficientes para voltar (13%); 16 não concorreram (13%); seis se elegeram para o Senado com expressiva votação (5%); quatro estão com os resultados suspensos pelo TSE porque existe algum tipo de pendência (3%); dois faleceram durante o mandato, os deputados Julio Redecker (PSDB/RS) e Nélio Dias (PP/RN) e um concorreu a governador.
6. As forças vinculadas aos movimentos sociais do campo, também elegeram muitos deputados e ampliaram consideravelmente sua base parlamentar.

7. O PSOL manteve três deputados federais: Ivan valente, Chico Alencar e Jean Willys (ex-BBB) do Rio de janeiro. E perdeu Luciana Genro, do RS.
8. O povo continuou elegendo candidatos folclóricos, como acontecem em todas as eleições. Desta vez se destacam o palhaço Tiririca, que foi o mais votado do país, e diversos ex-jogadores de futebol, como Danrlei, Romário, etc.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Só a união das forças progressistas pode derrotar o autoritarismo.

Os números obtidos nas urnas são o resultado de muitas variáveis articuladas num processo que se veio construindo desde bem antes. Entendemos que é na construção consciente desse cenário futuro que o partido deve trabalhar. Em Rondônia já nas eleições municipais de 2008 o PMDB saiu fortalecido elegendo Prefeitos ou Vices nas principais cidades do Estado. Agora em 2010 este partido coloca no segundo turno o médico Confúcio Moura, o qual se coloca como esperança das forças progressistas na luta para vencer as força do continuísmo das velhas oligarquias autoritárias representadas pela candidatura à reeleição de João Cahula do PPS.

Além destes dois sufragados para o segundo embate, no primeiro turno tivemos outros candidatos: Eduardo Valverde do PT, Expedito Júnior do PSDB, Marcos Sussuarana do PSOL.

Quanto ao parlamento, a reeleição do Senador Valdir Raupp e de sua esposa, a deputada Marinha Raupp, ambos do PMDB, com a surpreendente votação dela, onde obteve 14% dos votos; proporcionalmente maior que a do Tirica em São Paulo, desequilibrou a eleição para a Câmara Federal. Como efeito, o atual deputado Anselmo de Jesus do PT, que obteve quase 28 mil votos, perdeu a vaga para Marcos Rogério do PDT/PMDB, com 15 mil votos, por força da sua coligação.

Em verdade, o Partido dos Trabalhadores de Rondônia ao renunciar seu papel de direção junto aos movimentos sociais, perfil construído ao longo das jornadas lutas e adotando um estilo personalista gravitando em torno de alguns egos inflados, colhe com tristeza seu encurtamento na bancada federal. No senado onde tinha uma senadora sai sem nenhum posto eleito. De dois deputados federais caí para apenas um. Este resultado representa uma dura derrota para o estilo de direção adotado no partido.

Por outro lado, a esperança renasce na eleição para a Câmara Federal do companheiro Marilton, ou Padre Tom como é conhecido. Ele que foi prefeito por dois mandatos seguidos de uma pequena cidade do interior, Alto Alegre do Parecis, traz em sua trajetória seu posicionamento como uma força de oposição mostrado nos 2 últimos PED’s internos do partido.

No segundo turno em Rondônia o PT não poderá se omitir de ter um posicionamento, pois a presença do atual governador postulando sua reeleição polariza para uma luta entre uma gestão autoritária ou outra mais democrática representada pelo médico Confúcio Moura do PMDB.

Para o parlamento estadual o Partido dos Trabalhadores mantém o mesmo número de deputados, 3 dentro de um total de 24. Um fato digno de nota é que pela primeira vez na história o PCdoB elege deputado, rompendo uma tradição local que dizia que “em Rondônia não há movimento de esquerda fora do PT”. Isso não é um caso isolado, pois o PCdoB já tinha inovado em eleger pela primeira vez vereadores na capital.

Em pronunciamento aos militantes presentes no comitê eleitoral ainda na noite de 3 de outubro, quando os dados vindo do TER já apontavam para o não sucesso da sua candidatura a governador nesta eleição, o advogado e auditor do Ministério do Trabalho Eduardo Valverde, homem honrado e sindicalista sério, confessou que até pensou em se afastar um pouco da política e se dedicar mais à sua vida particular, porém seu espírito de homem público logo o importunou a tomar uma atitude pelo fortalecimentos do partido, visto que em suas andanças pelo interior do Estado constatou o enfraquecimento da vida orgânica partidária. Esse posicionamento mostra a maturidade política desse grande companheiro.

Restaurar um partido combativo e de massas, que não seja apenas uma estrutura eleitoral a serviço de algumas personalidades que se acham a própria estrela do PT, devido ao cargo executivo que ocupam, por mais importante que seja; esta é a caminhada que precisamos retomar. Nisso, a se confirmar sua intenção, continuamos a apoiar Valverde.