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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Eduardo Valverde lançado pré candidato ao Governo de Rondônia.

O Partido dos Trabalhadores de Rondônia anunciou o nome do seu pré-candidato ao Governo do Estado, o Deputado Federal Eduardo Valverde.

Fundador do Sindicato dos Urbanitários (Sindur) de Rondônia, presidiu a CUT em Rondônia entre 1985 e 1989 e participou diretamente da fundação da maioria dos sindicatos de profissionais urbanos, bem como do Partido dos Trabalhadores no estado. Foi membro da Comissão Estadual do Trabalho e do Conselho Estadual de Previdência Social.

Valverde é nascido no estado do Rio de Janeiro e mora em Rondônia há 20 anos. É funcionário público federal, lotado na Delegacia Regional do Trabalho/RO, no cargo de auditor do trabalho. Graduado e pós-graduado em Tecnologia, Administração e Direito.

Eduardo Valverde também foi o escolhido para comandar o PT no estado de Rondônia. À frente da legenda irá costurar alianças para a elaboração de um projeto em comum que terá os moldes no ordenamento da economia do estado, na estabilidade das relações, estratégias em longo prazo, ampliação da capacidade de geração de emprego e renda, além da expansão dos projetos de infraestrutura.

Após consenso entre os partidários ficou definido também que a Senadora Fátima Cleide disputará a reeleição ao Senado Federal e que o Prefeito Roberto Sobrinho dará continuidade à sua gestão na capital do Estado.

OPINIÃO.

Este blog entende que o companheiro Valverde, pelo seu perfil e trajetória de lutas, reune todas as condições para aglutinar o partido em torno de um projeto de ampliação da democracia participativa e modernização da administração pública tornando-a transparente, estancando a corrupção e proporcionando um planejamento de longo prazo que o Estado de Rondônia ainda não teve.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Todos os socialistas na defesa de quem o MST representa.

Técnicamente o que determina se uma área rural de uso agro-pecuário é produtiva ou não é a comparação da sua produtividade com o índice fixado pelo governo federal. Este índice não era atualizado desde a década de 70 do século passado. Como a produtividade ao longo destes 35 anos mais que dobrou, é necessário a sua revisão e esta bandeira tem sido capitaneado pelo MST, CPT e outras entidades da sociedade civil com atuação no Brasil Rural. Se isso ocorrer, muitos latifúndios declarados produtivos pelo critério atual e defasado passariam a improdutivos. Entende agora o ódio dos latifundiários pelo MST?

Mais isso não é tudo ainda. Neste semestre o IBGE divulgou os resultados do primeiro censo agropecuário que estudou separadamente a produção da agricultura familiar, ou seja aquelas própriedade definidas em lei como de até 240 hectares. Este setor possui apenas um quarto da área total do Brasil rural, entretanto o censo aponta que em 2006, a agricultura familiar foi responsável por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café , 34% do arroz, 58% do leite , 59% do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos. Além de mais produtiva naqueles produtos que vão para a mesa dos brasileiros, a agricutura familiar emprega mais gente, sendo socialmente mais justa. Apesar desses números altamente favoráveis a Agricultura Familiar recebeu disponibilidade de crédito de apenas 13 bilhões de Reais contra 100 bilhões para a Agricultura Patronal.

Quando esses números vem a tona deixam os discursos dos latifúndiários, ressonados pela grande mídia, de calças curtas e como crêem que a melhor defesa é o ataque partiram para cima do MST, que é o maior movimento social organizado da América Latina. Contudo não se deixe enganar, o ataque não é contra a sigla do MST ou de sua liderança e sim contra a Agricultura Familiar e as classes sociais que a constituem. É contra um modelo alternativo de produção que teima em se mostrar mais produtivo, socialmente mais justo e portanto mais moderno. Essa luta é de todos os socialistas.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Socialismo e um novo tipo de capital.

Pode parecer contraditório afinal capital é suporte do capitalismo e no geral as pessoas crêem que o socialismo é o seu contrário, o seu oposto. Na verdade a coisa não é tão simples assim. A proposta histórica do socialismo não é ser o antônimo do capitalismo e sim ser o seu transcendente. Aquele que vai além. Jogar fora o que está ultrapassado e manter o que for bom e justo. Não é destruir tudo e começar do zero e sim corrigir o que já não é sustentável e buscar uma re-evolução para a sociedade humana.

Diante de tanto progresso científico e material é absurdo ainda existirem vastas comunidades e povos vivendo de forma tão atrasada e na mais cruel miséria. Ainda no século passado os economistas estudaram essa anomalia (que na verdade é sub produto do capitalismo) e chegaram a algumas hipóteses sobre as quais construíram propostas teóricas de intervenção. Uma teoria ficou conhecida como o “circulo vicioso da pobreza”. Explicava que uma sociedade era pobre porque não produzia excedente, ou seja, não tinha poupança. Em não tendo poupança não tinha como investir em melhorias da produção. Sem melhorar a produção continuavam pobres sem gerar excedente, fechando um círculo. O remédio para sair dessa situação seria apelar para poupança externa, ou seja alguém de fora entrar com mais capital. Em Rondônia, por exemplo, tivemos uma enxurrada de dólares do Banco Mundial no bojo do programa PoloNoroeste. Além de recursos financeiros muitos bons técnicos aqui aportaram com sua mochilas. Poucos ficaram, a grande maioria voltou para suas terras.

No mundo todo o Banco Mundial e outros organismos de fomento foram logo percebendo que assim que os seus técnicos se retiravam, as comunidades refluíam e os projetos minguavam até morrer. As comunidades continuavam pobres e agora com os seus países endividados. Então não era somente uma questão de dinheiro e conhecimento de novas técnicas produtivas. Faltava algo mais, um outro ingrediente nesta receita.

Robert Putnam, estudando a diferença no desenvolvimento na Itália, onde o norte se desenvolveu e continuou andando com suas próprias pernas, ao passo que o sul continuou estagnado, pobre e entregue ao crime organizado; embora tivessem acesso aos mesmos recursos financeiros e tecnológicos, notou uma sutil diferença. Era o nível de organização social, de auto-identificação e solidariedade das vilas e comunas, sua vontade de construir juntos, de complementariedade, de mútua ajuda; que havia em muito maior grau nas comunidade do note do que no sul. Revisando a literatura constatou que essa capacidade já havia sido batizada de Capital Social.

Sem delongas o Banco Mundial ampliou seu conceito de capital. Agora nos seus manuais há quatro formas básicas de capital: 1. Capital Natural, constituído pela dotação de recursos naturais com que conta um país; 2. Capital Construído, gerado pelo ser humano e que inclui diversas formas de capital: infraestrutura, bens de capital, financeiro, comercial, etc.; 3. Capital Humano, determinado pelo graus de nutrição, saúde e educação de sua população; e 4. Capital Social, descoberta recente das ciências do desenvolvimento.

É dessa modalidade de capital que, enquanto socialistas e como missão estratégica, precisamos apoiar a sua criação. Capital social não se obtém por empréstimo em bancos. Cada comunidade, cada território, cada nação terá que construir o seu. Não há modelos a seguir, não há receitas a prescrever. No nível tático, precisamos apoiar as iniciativas de participação popular, de mobilização e despertamento de espírito cívico. Como disse o Milton Nascimento, “todo artista tem de ir aonde o povo está” e os socialistas também. Nas lutas pela iluminação pública, melhoria na coleta de lixo, segurança pública, preço da tarifa de ônibus, etc... onde tiver povo indignado aí devemos estar. Somos povo também e precisamos nos identificar com as lutas populares. Precisamos começar a construir o capital social, não porque somos reformistas ou que acreditemos que o capitalismo pode ser maquiado pra parecer menos feio, mais porque sabemos que pra chegarmos na sociedade socialista precisamos transcender capitalismo.

Quando Lênin proclamou “todo poder aos sovietes”, o lema só não deu certo porque não havia sovietes, não havia capital social. Ser parte na construção do capital social é estar construindo a re-evolução de fato e não apenas de discurso. A re-evolução socialista não começa em Bras-ilha. Nosso partido participa da eleições e vai vencer colocando Dilma presidente, mais só isso não basta. Somos mais que um partido eleitoral simplesmente, nós fazemos política, cada um no seu ambiente imediato, no seu entorno. Se a re-evolução não anda é porque você está aí parado. Mexa-se. Junte-se a Articulação de Esquerda. Contate-nos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Mínimo de Sustentabilidade

Para manter-se firmemente apoiado sobre qualquer base, uma estutura física precisa de pelo menos três pontos de apoio. Esse arranjo é conhecido em engenharia como tripé. Obedecendo este modelo temos, por exemplo, os suportes de câmara fotográfia ou de vídeo, triciclos, torres autossustentadas de telecomunicações, o avião da foto ao lado, etc.

O desenvolvimento equilibrado de uma nação requer também pelo menos três aspectos de sustentação: Econômico - Social - Ambiental. Claro que se acrescentarmos mais pontos de apoios melhoramos a estabilidade da estrutura construída: a Torre Eiffel por exemplo tem quatro pés. Da mesma forma, muitos estudiosos do desenvolvimento sustentável acrescentam outros aspectos como a questão cultural dos povos, a estabilidade institucional e por aí vai.

No modelo mínimo, precisamos de pelo menos os três aspectos do desenvolvimento para que possa considerá-lo sustentavel. Qualquer atividade produtiva requer que haja viabilidade econômica, pois, se não gerar mais riqueza do que consome no processo, não tem futuro. Por outro lado, se essa viabilidade econômica, se a riqueza produzida, for à base de exploração predatória dos recursos naturais não renováveis, se estará matando a galinha de ovos de ouro. Até aqui, quanto a estes dois pontos até os capitalistas mais gananciosos conseguem enxergar. Só os muito broncos ou irracionais ainda não se deixaram convencer. É por isso que tem aparecido tantos empresários apoiadores dos movimentos ecológios e partidos verdes.

Entretanto, o problema é que quanto mais alta for a estrutura construída somente em dois pontos de apoio maior será a dificuldade de mantê-la em pé. Mesmo que tenha viabilidade econômica e ambiental se desprezar a sustentabilidade social, mais dias menos dias, ruirá.

A sustentabilidade social passa pela apropriação, ou melhor, pela distribuição da riqueza produzida. Se em cada ciclo produtivo, 80% da riqueza gerada é destinada aos 10 % da população que formam a elite capitalista; e somente 20% de toda a riqueza é destinada aos outos 90% da população; estaremos criando uma bomba relógio, ou uma represa que não sabemos quanto de luta acumulada vai suportar. Mesmo que se iludam os trabalhadores com muitos mecanismos de alienação e conformismo, a bomba continuará armada porque os mais ricos, a elite capitalista jamais vai poder gastar em consumo todo o dinheiro que surrupiou na partilha da riqueza. Os recursos da renda dos capitalistas precisam ser reinvestidos para geram mais lucro. Reinvestir onde se o mundo todo já e pequeno? O que se pode produzir para um mercado globalizado de trabalhadores pobres que não conseguem nem comprar nada com seus salários tão aviltados?

Uma solução que se pode tentar é produzir mais barato criando novas máquinas mais produtivas de formas a substituir trabalhadores reduzindo a folha de pagamento. Seria ótimo se somente um dos capitalistas soubessem dessa receita. Acontece que logo todos os empresários globalizados vão no mesmo caminho. No final, os produtos ficaram mais baratos contudo mais consumidores perderam poder aquisitivo ou porque foram demitidos ou, com medo, aceitaram salários menores. Acontece o equilíbrio de mercado sem pleno emprego. Menos salários, menos renda agregada, menos consumo, menos mercado.

E se esses trabalhadores pobretões pudessem antecipar o recebimento dos seus salários. Com certeza eles comprariam mais. Mais carros, mais feijão, mais cerveja, mais remédios, mais dvd, mais tudo... afinal como dizia um personagem do Miguel Falabella, pobre adora um carnet de crediário. Para aqueles que acham carnet muito vulgar, os bancos inventaram o crédito consignado em folha. E lá vai todo mundo a se endividar. É um farra. A revista Veja (veja o cinismo) faz matéria de capa saudando os neo consumidores das classes C e D. Até os aposentados vem para a ciranda do crédito. Impressinados com a bolha de properidade todo o mundo celebra. Em Moscou todos louvam o capitalismo vencedor, dinâmico, moderno, glamuroso... Marx estava errado e Lenin foi um imbecil. Viva o deus mercado. Construamos mais Shopping Centers, o templo do novo salvador, sua santidade o "Mercado".

Mais, a musica do Cazuza me lembra, o tempo não pára. De repente a coisa começa a falhar igual carro sem combustível. Ops! o futuro chegou.
- Sabe aqueles salários futuros que antecipamos lá no passado? Era o salário de hoje.
- Não posso mais comprar. Os capitalistas não conseguem vender seus produtos. Demitem. Desempregados não conseguem pagar os bancos. Que horor em Wall Street. O neoliberalismo falhou. A tv diz que foi culpa dos trabalhadores, perdulários e caloteiros.

E na vida real, quem diria, bancos americanos quebrando. O governo yankee repassa recurso dos cofres públicos. Se fosse na Venezuela todo mundo ia dizer que o Chaves comunista está nacionalizando e estatizando os bancos. Como foi o Bush, a Rede Globo classificou como medida saneante. Meses depois o Boris Casoy, William Boner, Ricardo Boechat e outros apresentadores de telejornal comemoram os primeiros sinais do fim da crise. A taxa de desemprego, que quase dobrou, melhorou 0,04%. A marola do Lula diziam que era um tsumani, o tsunami financeiro americano querem nos fazer crer que é uma marola passageira.

A crise que eles chamam de financeira é na verdade mais uma das crises cíclicas do capitalismo. O desenvovimento capitalista não contempla os três aspectos mínimos da sustentabilidade. Mesmo que haja viabilidade econômica e viabilidade ambiental abençoada pela nova musa acreana dos verdes, o modo de produção capitalista não contempla a sustentabilidade social de longo prazo. O capitalismo pode até ser bom em gerar, criar, descobrir, riqueza, mais é totalmente incompetente na distribuição de renda. Sem distribuição justa de renda não há sustentabilidade social. Mesmo que os trabalhadores continuem alienados. Os capitalistas já não conseguem reinvestir tanto dinheiro que se apropriaram. O mundo ficou pequeno. O pior inimgo do capitalimo atual é o capital concentrado nas mãos de tão poucos capitalistas. O coveiro deste sistema será, como já disse Marx, as grandes massas de seres humanos que vivem de salários, os trabalhadores.

Como será o futuro pós crise? - A resposta não tenho, porém uma coisa eu sei: Nenhum defunto se enterra a sí. Para cada um de nós está colocado o dilema: "socialismo ou barbárie". Ninguem pode se omitir dessa luta pois a omissão em sí já significa manter a lógica atual e lembrando uma das leis de Murphy: "uma situação nunca é tão ruim que não possa ficar pior". A segunda lei da termodinâmica, chamada de entropia, nos informa que "num sistema o evoluir natural é sempre para um estado de desordem e caos". Para ordenar é preciso o agir de uma mente organizadora, um planejador, um construtor. Essa mente social pode ser um partido político para o qual você está chamado para fazer parte. Vamos juntos construir o futuro. Venha para a Articulação de Esquerda. Venha para o PT. Ouça a voz do Vandré: "quem sabe faz a hora, não espera acontecer".
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Reorientar os rumos do PT.

O Partido dos Trabalhadores possui história, realizações, apoio popular e potencial para liderar a luta por transformações políticas, sociais e econômicas que não apenas melhorem a vida aqui e agora, mas que também construam um país socialista.

Para estar à altura desta missão, o PT precisa reafirmar o norte ideológico, recuperar o pensamento estratégico, ter capacidade de direção, renovar os laços com as bases sociais. Isto exige mudar:


a) mudar a relação do PT com a sociedade - a prioridade estratégica deve ser para os movimentos sociais e partidos de esquerda, respeitar a autonomia na relação com os governos;

b) mudar o funcionamento interno do partido - mais capacidade de formulação, comunicação, formação política, finanças, novos procedimentos de filiação e relação das direções com a militância.

Estas tarefas exigem uma direção coletiva e experiente, capaz de dialogar internamente e com os aliados, mas capaz também de muita firmeza no trato com os adversários e inimigos da democracia, da igualdade social, da soberania nacional e da integração continental.

O compromisso de vida com o socialismo petista e uma trajetória de lutadora social, fundadora do PT, dirigente partidária e deputada federal, credenciam Iriny Lopes para coordenar a nova direção nacional do PT.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O dilema eleitoral dos partidos de classe.

Segundo Adam Przeworski: Por se apresentarem como representantes da classe operária que, ao contrário das previsões de Marx, não se tornou maioria, os partidos socialistas estariam sempre condenados à derrota eleitoral para cargos do poder executivo.

Como o principal objetivo de qualquer partido é obter o poder, os partidos socialistas teriam que optar por estratégias mais condizentes com seu objetivo, ou seja, teriam que abrir seu discurso para outras classes.

Então, ainda segundo Przeworski, nasce o dilema. Os partidos socialistas teriam que escolher entre:


a) tornarem-se partidos homogêneos, voltados somente para os interesses do operariado, porém condenado à derrota eleitoral,


b) ou voltarem-se para outras classes, porém correndo o risco de se afastar dos interesses e o apoio do operariado.

(PRZEWORSKI, Capitalismo e Social Democracia)

Questões para você pensar:

1) Esse dilema existe na prática?
2) Se existe, qual opção você acha que o PT fez?
3) A decisão foi definitiva ou conjuntural?
4) Eleger o/a presidente da república sem conquistar hegemonia política pelos trabalhadores é conquistar o poder?
5) A disputa pela hegemonia política na luta de idéias se dá apenas no parlamento ou no dia a dia em cada lugar?

Convite:

Vamos pensar juntos, venha para a Articulação de Esquerda - Rondônia. Contate-nos.

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Nossa Caminhada no PT.


A Articulação de Esquerda (AE) é uma tendência interna do Partido dos Trabalhadores. Existe para a defesa de um PT de luta, de massa, democrático, socialista e revolucionário. Nossas posições políticas e programáticas estão expostas nas resoluções das conferências e seminários nacionais que realizamos desde 1993.

Nosso objetivo estratégico é reconstruir o PT enquanto partido democrático, revolucionário e socialista.

Ao longo de seus 15 anos de vida, a Articulação de Esquerda produziu diversos documentos e resoluções, por ocasião dos encontros e congressos partidários, das eleições diretas das direções partidárias, dos congressos da União Nacional dos Estudantes, da Central dos Movimentos Populares e da Central Única dos Trabalhadores, além de artigos publicados no jornal Página 13 e resoluções aprovadas pelas plenárias e reuniões da direção nacional da AE.

As principais resoluções da Articulação de Esquerda, de sua fundação em 1993 até a Segunda Conferência Nacional em 1999, foram reunidos na coletânea Socialismo ou Barbárie (Editora Viramundo, 2000).

As resoluções da Terceira até a Sexta conferência foram publicadas no livro “Novos Rumos para o governo Lula” (Editora Página 13, 2004). As resoluções da Sétima até a Nona conferência da AE foram publicados em livretos.

As resoluções aprovadas pela Décima Conferência Nacional da Articulação de Esquerda, foram publicadas em 2008 pela Editora Página 13.

Em 4 de fevereiro de 1993, começou a circular o manifesto A hora da verdade, texto que foi a base da formação da Articulação de Esquerda.

Nos dias 18 e 19 de setembro de 1993, um seminário nacional realizado no Instituto Cajamar cria formalmente a Articulação de Esquerda.

Sendo a principal força da esquerda petista, acumulando a presidência do Diretório Nacional e de outros importantes diretórios regionais, mesmo assim, a Articulação de Esquerda não consegue imprimir à campanha presidencial de 1994 as diretrizes contidas n’A Hora da Verdade. Após a derrota nas eleições presidenciais, importantes dirigentes da tendência defendem a reaproximação com o campo moderado. Esta posição não é aceita pela maioria da tendência, o que faz com que muitos dirigentes a abandonem.

Na Páscoa de 1996, reúne-se, em Vitória, o 5º seminário nacional da Articulação de Esquerda. No 5º seminário foram eleitos para dirigir a tendência: Jorge Branco (RS), Luci Choinack (SC), David Capistrano (SP), Sonia Hypolito (SP), Arlindo Chinaglia (SP), Iriny Lopes (ES), Érika Rocha (DF), Walmir Santos(BA), Gabriel dos Santos Rocha (MG), Hamilton Pereira(GO), José Claudenor (SC), Múcio Magalhães (PE), Julian Vicente Rodrigues (Juventude), Odilon Lima (ES), Valter Pomar (executiva), Vilson Augusto (executiva), Júlio Quadros (executiva), José Evaldo Gonçalo, Athos Pereira, João Pedro Stédile. Foram eleitos, também, os seguintes suplentes da secretaria executiva: José Evaldo Gonçalo (SC), Geraldo Garcia (MS), Athos Pereira (GO) e Ivo Bucarevsky (RJ).

No dias 21, 22 e 23 de março de 1997, reúne-se em Belo Horizonte o 6º seminário nacional da Articulação de Esquerda. No 6º seminário foram eleitos: Clóvis Ramos (RS), Geraldo Garcia (MS), Iriny Lopes (ES), Jorge Branco (RS), Julian Rodrigues (MG), Lígia Mendonça (PR), Luciano Zica (SP), Matilde Lima, Paulo Coutinho (ES), Sonia Hypólito (SP), Valter Pomar (SP). Como convidados permanentes, indicou-se os companheiros que participavam das direções nacionais da CUT, UNE, MST e bancada federal.

Em março de 1998, desta vez em Florianópolis, reúne-se a Primeira Conferência Nacional da Articulação de Esquerda. Na Primeira Conferência foram eleitos: Daniel Rodrigues (PE), Iriny Lopes (ES), Jones Carvalho (BA), Jorge Branco (RS), Julian Rodrigues(SP), Júlio Quadros (RS),Valteci Castro Jr.- Mineiro (MS), Paulo Coutinho (ES), Romeu Daros (SC), Sonia Hypólito (SP) e Valter Pomar (SP). Como convidados permanentes: Arlete Sampaio, Magno Pires, Walmir Assunção, Clóvis Ramos, Luciano Zica, Miltom Mendes, Adão Preto, João Coser, Dorcelina Folador, Antonio Marangon; membros da direção do MST, Ubes, Pastoral da Juventude; mais um representante de cada estado onde a AE esteja organizada.

Em abril de 1999 reúne-se, em Brasília, a Segunda Conferência Nacional da Articulação de Esquerda. A Segunda Conferência elegeu uma executiva composta por Romeu Daros, Sonia Hypolito, Valter Pomar, Marcel Frisson e Iriny Lopes, sendo convidados permanentes um companheiro do MS e Paulo Coutinho. A II Conferência elegeu também uma direção nacional composta por Múcio Magalhães (PE/nordeste), Armenes Júnior (PR), Gilson Souza (MG), Iti (RS), Luciano Zica (SP), Laédio (SC) e Marília (DF). São convidados permanentes: Soter (Abraço), Paulo Facioni (MPA), Luci Choinack, João Coser, Adão Preto (deputados federais), representantes dos estados do AM, MS e RJ, ,Adriano Oliveira (UNE), Walmir Assunção (MST), Eloísa Gabriel (CMP), Jorge Branco, Magno Pires (membros do DN), Júlio Quadros e Miltom Mendes (presidentes DR’s).

A Terceira Conferência Nacional da Articulação de Esquerda realizou-se no Instituto Cajamar, no estado de São Paulo, nos dias 22 e 23 de maio de 2000. A direção nacional eleita naquela ocasião era composta por Eloísa Gabriel (SP), Horst Doering (SC), Iriny Lopes (ES), Jorge Branco (RS), Marcel Frison (RS), Múcio Magalhães (PE), Romeu Daros (SC), Sonia Hypolito (DF) e Valter Pomar (SP).

A Quarta Conferência Nacional da Articulação de Esquerda realizou-se na cidade do Rio de Janeiro, de 27 a 29 de abril de 2001. A direção nacional eleita naquela ocasião foi composta por Bernadete Konzen (RS), Clemilton Queiroz (PI), Eloisa Gabriel (SP), Horst Doering (SC), Iriny Lopes (SC), Ivan Alex (BA), Jorge Branco (RS), Júlio Quadros (RS), Marcel Frison (RS), Marlene da Rocha (SC), Laédio Silva (SC), Múcio Magalhães (PE), Sonia Hypolito (DF), Valteci de Castro (MS) e Valter Pomar (SP).

A Quinta Conferência realiza-se na cidade de Campinas, estado de São Paulo, nos dias 29-30 de novembro e 1 de dezembro de 2002. A direção eleita foi integrada por Ademário Costa (BA), Armenes Júnior (PR), Bernadete Konzen (RS), Décio Favareto (RS), Eloisa Gabriel (SP), Fátima Dutra (RJ), Giucélia Figueiredo (PB), Iriny Lopes (ES), Ivan Alex (BA), Júlio Quadros (RS), Marcel Frison (RS), Marcelo Mascarenha (PI), Marlene da Rocha (SC), Múcio Magalhães (PE), Sonia Hypolito (DF), Valtecir de Castro (MS), Valter Pomar (SP).

A Sexta Conferência Nacional foi realizada em duas etapas. A primeira etapa ocorreu em Campinas, de 18 a 21 de setembro de 2003; e a segunda Resoluções da X Conferência Nacional da Articulação 16 de Esquerda etapa em Belo Horizonte, de 5 a 7 de novembro de 2003. Ocorre uma alteração na estrutura da tendência. São eleitos uma comissão política (com 5 integrantes), um secretariado (também com 5 integrantes) e uma direção nacional (com 17 integrantes, incluindo os membros do secretariado e da comissão política). Esta direção nacional é integrada por Clayton Avelar, Clemilton Queirós, Fátima Dutra, Francisvaldo Mendes, Iriny Lopes, Julian Rodrigues, Júlio Quadros, Lúcia Camine, Lício Lobo, Marlene Rocha, Múcio Magalhães, José Roberto Paludo, Rafael Pops, Socorro Silva, Sonia Hypólito, Valteci de Castro (Mineiro) e Valter Pomar.

A Sétima Conferência da AE é realizada de 10 a 12 de dezembro de 2004, em São Bernardo do Campo (SP).A direção eleita é composta por Socorro Silva (AP), Marcos Antonio Alves (AL), José Roberto Afonso (AP), Ademário Costa (BA), Walmir Assunção (BA), José Soter (DF),Clayton Avelar (DF), Sonia Hypolito (DF), Dep. Iriny Lopes (ES), João Coser (ES), Sandro Tonon (ES), Terezinha Fernandes (MA), Nice Rejane (MA), Stael Braga (MG), Valteci de Castro Mineiro (MS), Rubens Alves da Silva (MS), Jurandir de Lara (MT), Múcio Magalhães (PE), Carlos Padilha (PE), Clemilton Queirós (PI), Fátima Dutra (RJ), Décio Favaretto (RS), David Stival (RS), Adão Preto (RS), Lúcia Camini (RS), Júlio Quadros (RS), Ary Vanazzi (RS), Marlene da Rocha (SC), Milton Mendes (SC), Odair Andreani (SC), José Paludo (SC) , Dep. Luci Choinacki (SC), Dep. Cláudio Vignatti (SC), Hildebrando Maia (SE), Valter Pomar (SP), Lício Lobo (SP), Dep. Luciano Zica (SP), Eloisa Gabriel (SP) e Hilton Faria (TO), Rafael Pops (SP).

A Oitava Conferência Nacional da AE foi realizada de 24 a 26 de março de 2006, em Cajamar (SP). A direção eleita era composta por: Adriano Oliveira (RS), Angélica Fernandes (SP), César Medeiros (MG), Flávio Loureiro (RJ), Iole Ilíada (SP) Iriny Lopes (ES), Ivan Alex (BA), Jairo Rocha (MT), Jonas Valente (DF), José Paludo (SC), Julian Rodrigues (SP), Licio Lobo (SP), Marcel Frison (RS), Marlene da Rocha (SC), Mauricio Piccin (Vice-presidente da UNE), Rubens Alves (MS), Marcelo Mascarenha (PI), Múcio Magalhães (PE), Rafael Pops (secretário nacional de Juventude do PT), Rosana Ramos (SP), Socorro Silva (AP) e Valter Pomar (SP). A Oitava Conferência decidiu, também, que faria parte da direção nacional o companheiro ou companheira que viesse a ser indicado pela AE para compor a executiva nacional da CUT. Este companheiro foi Expedito Solaney (PE). Dentre os 23 integrantes da direção nacional, a Oitava Conferência indica os seguintes membros responsáveis por tarefas específicas, que comporão o Secretariado: Angélica Fernandes – tesouraria, Iole Ilíada – coordenação da frente de massas, Marlene da Rocha – coordenação da frente institucional, Rosana Ramos – secretaria de comunicação, Valter Pomar – secretaria de formação política.

A Nona Conferência nacional da AE ocorreu nos dias 1 e 2 de dezembro de 2006, na cidade de Salvador/BA. A direção eleita então foi composta por: Adriano Oliveira (RS), Angélica Fernandes (SP), César Medeiros (MG), Expedito Solaney (PE), Flávio Loureiro (RJ), Iole Iliada (SP), Iriny Lopes (ES), Ivan Alex (BA), Jairo Rocha (MT), Jonas Valente (DF), Lício Lobo (SP), Marcel Frison (RS), Maurício Piccin (RS), Rubens Alves (MS), Marcelo Mascarenha (PI), Múcio Magalhães (PE), Rafael Pops (GO), Rosana Ramos (SP), Socorro Silva (AP), Valter Pomar (AP).

A Décima Conferência Nacional da AE ocorreu de 2 a 4 de maio de 2008, em Nova Almeida, município de Serra (ES). A direção eleita foi é composta por: Adriano Oliveira (RS), Altemir Viana (AM), Angélica Fernandes (SP), Bruno Elias (TO), Beto Aguiar (RS), José Correia Neto(SE), Célio Antonio (SC), Expedito Solaney (PE), Fernando Nascimento (PE), Geraldo Cândido (RJ), Iole Iliada (SP), Ivan Alex (BA), Iriny Lopes (ES), Isaias-Dias (SP), Jairo Rocha (MT), Janete da Costa Godinho (SC), Jonas Valente(DF), Larissa Sousa Campos (MG), Laudicéia Schuaba Andrade (ES), Lício Lobo(SP), Mário Cândido de Oliveira (PR), Marcel Frison(RS), Marcelino Gallo (BA), Marcelo Mascarenha (PI), Múcio Magalhães (PE), Pere Petit (PA), Rafael Pops(GO), Rafael Pinto (SP), Rosana Ramos (DF), Rosana Tenroller (RS), Rodrigo César (RJ), Rubens Alves(MS), Saulo Campos (MG), Talita Cardoso (PA) e Valter Pomar (SP).

A Décima Primeira Conferência Nacional da AE ocorreu de 29 a 31 de maio de 2009, em São Bernardo do Campo(SP). A direção eleita foi é composta por: Adriano Oliveira (RS), Altemir Viana (AM), Angélica Fernandes (SP), Bruno Elias (TO), Beto Aguiar (RS), José Correia Neto(SE), Célio Antonio (SC), Expedito Solaney (PE), Fernando Nascimento (PE), Geraldo Cândido (RJ), Iole Iliada (SP), Ivan Alex (BA), Iriny Lopes (ES), Isaias-Dias (SP), Jairo Rocha (MT), Janete da Costa Godinho (SC), Jonas Valente(DF), Larissa Sousa Campos (MG), Laudicéia Schuaba Andrade (ES), Lício Lobo(SP), Mário Cândido de Oliveira (PR), Marcel Frison(RS), Marcelino Gallo (BA), Marcelo Mascarenha (PI), Múcio Magalhães (PE), Pere Petit (PA), Rafael Pops(GO), Rafael Pinto (SP), Rosana Ramos (DF), Rosana Tenroller (RS), Rodrigo César (RJ), Rubens Alves(MS), Saulo Campos (MG), Talita Cardoso (PA) e Valter Pomar (SP).